segunda-feira, junho 13, 2005

Eugénio de Andrade

(Foto do Público de 18-03-90)

Poema XVIII
Impetuoso, o teu corpo é como um rio
onde o meu se perde.
Se escuto, só oiço o teu rumor.
De mim, nem o sinal mais breve.

Imagem dos gestos que tracei,
irrompe puro e completo.
Por isso, rio foi o nome que lhe dei.
E nele o céu fica mais perto.

Eugénio de Andrade


Faleceu hoje, aos 82 anos, um dos grandes poetas da língua portuguesa que viveu em Coimbra e a cuja memória se manteve sempre fiel.
Carlos Esperança