quinta-feira, junho 16, 2005

Portugal - o regresso do Inferno

Para avaliação do ex-ministro da Defesa, transcrevo um artigo do prestigiado coronel J. B. Barroca Monteiro, que apreciou criticamente os desvarios decisórios de Paulo Portas.

«Portugal continua a arder - Porque arde Portugal? ... Após o terrível ano de 2003 em que o país viu arder metade da sua floresta e queimar um dos seus maiores recursos naturais, não se pode dizer que a segurança nacional tenha sido efectivamente acautelada.

Quanto aos condicionalismos do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, imagine-se quantos destacamentos, que equipamentos, não poderiam estar assegurados com uma pequena parcela das dezenas de milhões de contos de uma 2º esquadra de F-16 perfeitamente inútil, ou de um desnecessário terço que se vai gastar com 300 viaturas blindadas, algo como 25 (vinte e cinco) milhões de contos! Verbas na Lei de Programação Militar deste Governo, para equipamentos nos anos 2003 e 2004: 357,2 milhões de euros (71,6 milhões de contos). Com a devida parcela de desperdício, obviamente.

PS - Culpa deste MD? Quanto aos políticos, que tão criticados são nas salas de oficiais e mesmo entre os generais, ou em cartas abertas, a cada um as suas responsabilidades. Que em última instância, são efectivamente do Governo - PM e MDN.

Obs: de artigo enviado ao Jornal de Fundão, zona de início dos incêndios (Jan04 - não publicado). JB Barroca Monteiro Lisboa, 9 Jun 05.»

5 Comments:

At quinta jun 16, 01:01:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Quer eu queira quer não queira
Esta cidade
Há-de ser uma fronteira
E a verdade
Cada vez menos
Cada vez menos
Verdadeira

Quer eu queira
Quer não queira
No meio desta liberdade
Filhos da puta
Sem razão
E sem sentido
No meio da rua
Nua crua e bruta
Eu luto sempre do outro lado da luta

A polícia já tem o meu nome
Minha foto está no ficheiro
Porque eu não me rendo
porque eu não me vendo
Nem por ideais
Nem por dinheiro
E como eu sou e quero ser sempre assim
Um rio que corre sem princípio nem fim
O poder podre dos homens normais
Está a tentar dar cabo de mim
Cabo de mim

 
At quinta jun 16, 02:53:00 da tarde, Anonymous bm said...

Há dias s/ o Farsante de Bruxelas, hoje s/ o Traste da Defesa:
Tivesse eu feito o contrato/negócio dos submarinos no NDN, vendo o que temos visto à nossa volta, porque não ter aproveitado para contar com duas novas contas bancárias, no Dubai e nos States p.ex?
De que viverá este rapaz?
De algum milagre da senhora de Fátima?

 
At quinta jun 16, 03:47:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

A camara tem uma nova direcção municipal? De protecção civil? Mais uma nomeação?
http://www.asbeiras.pt/?area=coimbra&numero=24487&ed=16062005

 
At sexta jun 17, 01:12:00 da manhã, Blogger O Raio said...

Discordo do ataque sistemático às compras para a defesa.
Concordo que as de Paulo Portas foram em grande parte dispatadas mas isso não significa que não devam ser feitas.
Quanto a haver ou não dinheiro, claro que há, basta Portugal libertar-se da canga do Euro.

 
At sexta jun 17, 02:23:00 da tarde, Blogger Vitor Manuel said...

Também não concordo com as constantes referencias negativas à Defesa Nacional, as Forças Armadas precisam de ver o seu material renovado.
Relativamente à colaboração das nossas Forças Armadas no prevenção de incêndios, acho que aí estão sobre aproveitadas.
Falo por experiência . própria a utilização dos militares e funções de patrulhamento das nossas florestas, têm resultados muito bons, mas como no nosso país preferem gastar rios de dinheiro no combate aos incêndios em vez de apostarem na prevenção, as experiências feitas com militares nomeadamente em Santa Margarida ficam guardadas nalguma gaveta do poder.

 

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