quinta-feira, julho 28, 2005

A nova Constituição do Iraque

Eis o caminho que leva a democracia que os EUA prometeram implantar no Iraque:

A nova Constituição terá por base a lei islâmica - um monstruoso conjunto de prescrições religiosas que retira às mulheres os direitos que tinham conquistado em 1959, reconhecidos por Saddam, no campo do casamento, divórcio e heranças.

A obrigação de respeitar os «princípios democráticos» e os «direitos fundamentais» foi postergada pelo projecto constitucional já divulgado, que assume que «o islão é a religião oficial do Estado, a principal fonte de legislação e nenhuma lei pode entrar em contradição com o Islão».

Enfim, as sentenças de Maomé em vias de transitarem em julgado.

Fonte: Diário de Notícias de 27-07-2005.

8 Comments:

At quinta jul 28, 12:41:00 da tarde, Blogger Nuno Moita said...

Pelo menos foram eleitos e o Saddam “esqueceu-se” de reconhecer um direito basilar –o direito ao voto. Embora é claro que não concordo com a imposição de um estado/religiao.

 
At quinta jul 28, 01:23:00 da tarde, Anonymous Carlos Esperança said...

Caro Nuno:

Eleições sob ocupação militar?

Eleições durante uma guerra civil?

- Não. Não é democracia nem confere superioridade moral sobre o déspota deposto.

Além disso, democracia não é apenas a vitória da maioria. É também, e sobretudo, o respeito pelas minorias.

Não há democracias teocráticas, nem teocracias democráticas.

 
At quinta jul 28, 02:42:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

o problema é que Saddam era dos poucos que consegiu travar o fanatismo religioso islamita..

essa é qu é essa..

(apesar de considerar que era intolerável o desrespeito pelos direitos humanos praticado por Saddam)

 
At quinta jul 28, 02:52:00 da tarde, Blogger Mano 69 said...

Mais uma vez Carlos Esperança no seu melhor, uma no cravo «(...)democracia não é apenas a vitória da maioria.» e outra na ferradura «É também, e sobretudo, o respeito pelas minorias.»

E as eleições em Timor-leste foram como? Feitas debaixo de uma quase guerra civil, com a ajuda da ocupação militar/policial. E o resultado não foi justo e livre? E a minoria muçulmana perdeu alguma coisa, direitos, liberdades e garantias?

E quem é que disse que os governantes do Iraque são teocráticos ou se baseiam na teocracia?

 
At quinta jul 28, 04:22:00 da tarde, Blogger MF said...

Muito bem Carlos Esperança. Parece que os povos continuam a preferir escrever a própria história do que passar procurações a invasores. O Sadam era anti-democrata. Mas quantos ditadores houve na Inglaterra?, na França, e por aí fora? Amputar a história do seu curso normal sempre teve as piores consequências para o ocupante. E ou me engano muito ou a retirada do Iraque vai dar nas televisões. Ai vai, vai!
Não o tenho visto por cá. Olhe que não necessita de convite!
Abraço

 
At quinta jul 28, 06:18:00 da tarde, Anonymous Carlos Esperança said...

mf:

Não é meu hábito ir regularmente seja onde for.

Pelas iniciais não o descubro.

O meu e-mail anda na NET mas aqui fica:
aesperanca@mail.telepac.pt

 
At domingo jul 31, 01:04:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

gostava de saber o que os americanos querem fazer dos cristãos antes protegidos por saddam...

muitos já fugiram...a maioria diga-se. estes cristãos são bem mais antigos no iraque que a fé islãmica...para quem não saiba.

Como os americanos irão os proteger?

Nem os cristãos coptas que fugidos do egipto conseguem se safar dos tentaculos da justiça islãmica... mesmo nos eua...

uma familia copta foi assassinada porque o pai desta familia se sentia protegido nos eua, frequentando este sites islãmicos e dizendo abertamente o que sentia.

pois isto foi há uns meses...

encontraram-no e mataram toda a gente da sua casa.

e ainda temos de gramar com mesquitas na nossa terra?

tolerante dos intolerantes é o que os americanos são e resto dos liberais europeus.

 
At quarta mar 14, 08:59:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Enjoyed a lot! »

 

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