quinta-feira, março 31, 2005

Mais uma sugestão

Será que o partido Socialista se prepara para candidatar à Presidência da Câmara de V.N.Poiares a ex-vereadora Teresa Carvalho; Horácio Antunes a Oliveira de Hospital e Victor Camarneiro a Montemor-o-Velho?
Esta última sugestão é para não falharmos muito...

Governo Civil

Confirmou-se hoje, em Conselho de Ministros, a nomeação de Henrique Fernandes como Governador Civil de Coimbra. A acompanhá-lo vão Jorge Cosme e Paulo Valério.
Felicidades é o que nós aqui desejamos.

Notas soltas: Março/2005

Memória e identidade - O último livro de João Paulo II é um libelo contra a liberdade, um labéu contra o laicismo e um convite à revolta contra a democracia laica e liberal – um testamento na linha mais reaccionária da tradição católica.

Pena de morte – O Supremo Tribunal dos EUA anunciou, no dia 1, a abolição para deficientes e criminosos menores de 18 anos – um passo para a abolição completa e o indício da vitória da civilização, adiada pelo apego de Bush à pena capital.

José Sócrates – Depois do desastre dos últimos três anos só pode fazer melhor, mas em circunstâncias piores, e é preciso convencer os portugueses de que os sacrifícios valem a pena e de que o País tem futuro.

Médio Oriente – Não surpreende o ódio que devora os povos que a religião e a história acirram, o que admira é que a violência os não canse.

Ministro da Agricultura – Jaime Silva, alto quadro e prestigiado funcionário da Comissão Europeia, é um técnico de rara qualidade e elevada craveira. «Notas Soltas» desejam ao conterrâneo e amigo as maiores felicidades nas novas funções.

Freitas do Amaral – Só a baixeza de quem apoiou a invasão do Iraque e calou a violação dos direitos humanos em Guantánamo e no cárcere de Abu Ghraib, permite acoimar de oportunista um ministro que só tem a perder com o exercício de funções muito aquém das que já ocupou e renuncia a outras a que podia aspirar.

Lisboa – O regresso de Santana Lopes à Câmara, único palco e emprego que ocupa por direito próprio, é o regresso à liderança de um concelho onde 75% do eleitorado o abandonou nas eleições legislativas.

XVII Governo – A sobriedade da tomada de posse, rompendo com a liturgia dos intermináveis cumprimentos, foi a nota positiva. No aspecto simbólico falhou uma representação feminina mais alargada.

Assembleia da República – Nuno da Câmara Pereira é um bizarro deputado que o desvario de PSL fez incluir nas listas do PSD. Monárquico, fadista e marialva, é um divertido ornamento na actual legislatura.

Casa Pia – O encontro da Catalina Pestana, assistente no processo de pedofilia, com o arguido Carlos Silvino, fora da prisão, sob os auspícios da PJ, é um acto indigno e suspeito. Se a Provedora passar a testemunha terá muito que contar.

Espanha – A estátua equestre de Franco foi removida em Madrid, em frente aos Novos Ministérios criados por Azaña durante a República. Só resta outra, em Santander, que vai ser apeada. Falta investigar as valas comuns das vítimas do ditador.

Chile – Outro déspota, Pinochet, com numerosas e suculentas contas bancárias nos EUA, além de cúmplice de assassínios e torturas, é receptador e corrupto. A idade e a demência têm-no poupado ao julgamento dos crimes e ao cárcere.

Argentina – O bispo castrense António Baseotto sugeriu que o ministro da Saúde «devia ser atirado ao mar com uma pedra de moinho ao pescoço», por defender o uso do preservativo e a despenalização do aborto. Baseotto, que advogou o método com que a ditadura eliminava os adversários, teve a solidariedade do episcopado e do Vaticano.

Jaime Gama – A presidência da Assembleia da República é justa distinção para o velho combatente antifascista, homem de grande cultura e destacado político. Merece menos encómios o alinhamento com a actual política externa dos EUA.

António Guterres – Integra a pequena lista donde sairá o futuro Alto Comissário da ONU para os Refugiados. Os ataques da medíocre coligação que lhe sucedeu no poder não diminuem o mais bem preparado político português das últimas décadas.

Durão Barroso – O desejo expresso de ver Guterres designado Alto Comissário para os Refugiados recorda o ardor com que se bateu na defesa de António Vitorino para presidente da União Europeia.

União Europeia – A probabilidade do NÃO francês ao tratado constitucional aumenta à medida que o referendo se aproxima. A decepção e o pessimismo são as notas dominantes da Europa cujo futuro se torna mais incerto e perigoso.

PSD – Enquanto as hostes de Marques Mendes e de Filipe Meneses se digladiam, o partido procura uma solução que faça esquecer os dois últimos primeiros-ministros e o torne credível como alternativa política.

Setúbal – Prossegue hoje o julgamento de três mulheres, por crime de aborto. Depois da Maia e de Aveiro, continua a devassa da vida íntima, a humilhação e a ameaça de cadeia para mulheres que não puderam deslocar-se a Espanha.

Monumento ao 25 de Abril em Almeida – A comissão promotora decidirá em breve o destino e devolução do dinheiro à sua guarda caso considere esgotadas todas as tentativas para erigir o monumento.

Satisfação

Nós por cá andamos satisfeitos. Depois de atingirmos ontem 100 visitas diárias, reparamos que na passada segunda-feira se sugeriu Manuel Alegre para a Presidência da República e no dia seguinte a imprensa avançava com a ideia...
Se a moda pega...temos mais sugestões para dar.

Figueira da Foz

A entrevista que João Portugal dá ao Campeão das Províncias revela, para além das questões de substância que possam merecer reflexão, um grave problema formal com infecção cada vez mais generalizada: a do desprestígio dos orgãos competentes para decidir candidaturas.
Com essas atitudes alguns líderes criam dificuldades aos "seus" candidatos porque desrespeitam muitos militantes que estão à espera de se pronunciar sobre as escolhas no seu concelho. Ao actuarem à revelia das concelhias colocam,naturalmente, o candidato como o candidato que o lider quer impôr aos seus camaradas e não como o candidato que o líder deseja e os restantes militantes validam.
A situação da Figueira da Foz não foge a um procedimento alargado. Parece nada existir quanto à candidatura de Luís Marinho mas a forma como o processo tem sido conduzido criou anti-corpos desnecessários.
Mas custava alguma coisa ao Victor Cunha levar a sua proposta à Comissão Política Concelhia em vez desses mecanismos que se usam para se impôr nomes? Bem sei que não foi só ali...Olha para o que eu digo e não para o que eu faço, poderá ser a ideia que vinga, mas...
Se fosse ao Luís Marinho exigia essa clarificação rápida.

Mais uma empresa municipal

Finalmente um sinal de actividade deste executivo. A poucos meses das eleições autárquicas vai realizando obra: a criação de empresas municipais.
Se a pública razão é a que se vai lendo e ouvindo, a privada que se vai ouvindo refer a necessidade de regularizar a situação de vários prestadores que por ali andam.
É que de turismo falaram os interessados há alguns dias...

Uma questão de mimo

Ao ler a notícia da apresentação do " MIMO" tive uma agradável surpresa. Então não é que vi associado ao MIMO o Eng. Guilherme Carreira!
Admito que nada deve ter a ver com o Guilherme Carreira que foi Presidente da AAC. Porque se o protagonistas for o mesmo vem-me à lembrança os mimos com que tratou num dos seus actos presidenciais a Radio Universidade Coimbra, na altura Centro Experimental de Rádio.
Não gostando dos comentários que ali eram livremente feitos sobre a sua presidência foi-se à porta do estúdio e arrombou-a, acabando com as críticas.
Como esta estória do Metro está a suscitar muita crítica, só nos resta esperar que não seja o mesmo Guilherme Carreira ou que tenha amadurecido.

quarta-feira, março 30, 2005

Negócio sob suspeita


«O Ministério Público abriu um inquérito ao negócio de mais de 500 milhões de euros relativo ao sistema de comunicações que o ex-ministro da Administração Interna, Daniel Sanches, e o ex-titular da pasta das Finanças, Bagão Félix, adjudicaram três dias após as legislativas, apurou o PÚBLICO. A abertura do inquérito surge na sequência de uma notícia do PÚBLICO, na qual se revelava que o consórcio vencedor é liderado pela Sociedade Lusa de Negócios, uma holding que detém a Pleiade, uma empresa administrada por Daniel Sanches até integrar o Governo.
Dias Loureiro, antigo ministro da Administração Interna de Cavaco Silva, é administrador não executivo do grupo presidido por Oliveira e Costa, antigo secretário de Estado da Administração Fiscal. O actual Governo está a reavaliar o processo».
Fonte: PÚBLICO Posted by Hello
Carlos Esperança

O «problema» de Olivença

O artigo publicado no EXPRESSO de 25/03/05, da jornalista Júlia Meireles, é dedicado à história de Olivença e à obsessão, quiçá legítima, de alguns portugueses que insistem na reintegração da localidade fronteiriça em território nacional.
Independentemente da razão que lhes assista, fazem lembrar o grupo de escuteiros que ajudaram uma velhinha a atravessar a estrada. Foram precisos vários porque a velhinha não queria.

É o que acontece com os habitantes de Olivença, que falam castelhano, gozam de um nível de vida superior e estão bem integrados em Espanha, sem manifestarem o mais leve desejo de mudar de nacionalidade. É por isso que os nostálgicos do tratado de Alcanizes, de 1297, perderam em 1801 a possibilidade de redefinir a fronteira.

A preservação da cultura portuguesa, em Olivença, ou em qualquer parte do mundo, é uma tarefa patriótica, mas a reivindicação do território de quem não se sente português é um acto quixotesco que só a reduzida expressão torna inofensivo.

Surpreende, aliás, que os defensores da soberania portuguesa que insistem que «Olivença é nossa», à semelhança dos que, durante muitos anos, gritaram «Angola é nossa», não se tenham apercebido da assinatura da Concordata de 2004 entre a Santa Sé e o Estado português. É que o texto, assinado pelo então primeiro-ministro Durão Barroso e pelo cardeal Ângelo Sodano, refere no número 5 do Artigo 9.º que «A Santa Sé declara que nenhuma parte do território da República Portuguesa dependerá de um Bispo cuja sede esteja fixada em território sujeito a soberania estrangeira».

Não consta que Olivença integre uma diocese portuguesa. A soberania espanhola foi indirectamente legitimada. Os saudosistas deviam andar distraídos.

Sanitários, Retretes, Lavabos, o que for...

Sabiam que o Retail Parque de Eiras não tem para uso do público um local para "realizar" as necessidades fisiológicas fundamentais.
Quem permite uma coisa destas?
Será a Câmara de Coimbra?
Mas afinal de contas onde estamos?
Enfim, é só incompetentes.

Que Dama defende Ascenso Simões?

Na Segunda-feira, liguei a TV no Canal 1 da RTP e para espanto meu vi e ouvi o Sr. Secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, defender empenhada e vivamente o Código da Estrada. Fiquei na dúvida se o PS tinha mesmo ganho as eleições em 20 de Fevereiro. Não seria ele um governante da direita!? Fiquei com essa ideia.
É uma vergonha defender um Código odioso, com regras nitidamente inconstitucionais e quando foi obra de um governo remetido à oposição pela vontade popular.
O governo do PS começa a fazer asneira da grossa.

terça-feira, março 29, 2005

OS TRANSFORMERS

Surgem normalmente em épocas de eleições, aparentando uma enorme competência técnico-política e um exercício de actividade supra partidária e desinteressada. Alguns são profissionais da simulação e da maquilhagem. Outros estão na transição entre a fase oportunista e a profissional. E ainda existem os estagiários, que só atrapalham e que, pela sua imperícia, tornam mais visíveis aqueles.
Não podemos definir um perfil tipo. Há os que são altos ou baixos, de olhos claros ou escuros, homens ou mulheres, doutores ou futricas, gordos ou magros.
Detectam-se nos primórdios das alterações políticas. Têm essa percepção de sobrevivência que lhes permite posicionarem-se na fila dos eleitos, ou dos eventuais eleitos. Entranha-se e depois estranha-se, como se sabe.
Na verdade, há os que são mais dissimulados e os que o são menos. Os primeiros dão-se ares superiores, intelectuais até, e transpiram competência adquirida em pacotes rápidos. Estão, aparentemente, para além do desejo de assumir qualquer responsabilidade funcional. Mas desejam-na como se de oxigénio se tratasse. Aliás, sem essa simbiose o País não avança.
Os segundos pululam pelos corredores dos serviços, como borboletas em início de Primavera, opinando sobre as escolhas das políticas seguidas e das que hão-de vir, comentando as opções de que se falam para os lugares que ambicionam, lamentando a falta de visão estratégica dos líderes nacionais, regionais e locais.
Ambos têm, contudo, particularidades comuns. Nem outra coisa seria de esperar quando os objectivos são idênticos e apenas os meios distintos - essa tendência para lamentar, em círculos mais ou menos fechados, a existência de cargos políticos,os quais, quando por eles ocupados, deixam de o ser e, se ocupados pelos outros o são inegavelmente.
Há um outro elemento que os caracteriza e que é usado como meio perturbador ao seu reconhecimento - o seu envolvimento partidário.
Alguns optam por não ter qualquer filiação partidária. São aqueles que conhecemos como os independentes. Afirmam permanentemente a sua independência dos “jogos partidários”, não se revêem em estruturas onde tenham de submeter-se a “lógicas aparelhisticas” e, por vezes, chegam a passar a ideia, para os menos informados, que os partidos são elementos perturbadores da vida democrática (?!). Não se inibem de aceitar, com um sorriso aberto e um aperto de mão vigoroso, as nomeações para cargos políticos apesar de não se assumirem como tal.
Em todos os partidos que exercem o poder são conhecidos. Na maioria deles são os primeiros a sentirem o perfume da mudança e reposicionarem-se. Vão criticando o poder estabelecido e comparecendo em seminários, conferências e outros eventos ligados ao que julgam vir a ser futuro partido do poder.
E também há os militantes partidários. Embora com maior dificuldade, os dirigentes conhecem-nos. Têm uma capacidade transformadora acima da média, conseguindo de dia ser do partido no poder, mesmo que não o seu, e à noite, fins-de-semana, feriados e férias travestirem-se na sua enorme capacidade de militância e de defesa dos valores do seu partido. “Vocês sabem lá a dificuldade que eu tenho para aturar aqueles incompetentes” é uma das expressões que deles mais se conhece como justificação para se manterem em cargos dirigentes, apesar do partido a que pertencem estar na oposição.
O actual governo pretende definir os cargos que nos diversos organismos são de nomeação política, assumindo que esses devem ser assumidos, enquanto tais, e devem cessar com o fim dos governos que os nomeiam.
Todos os outros devem ser por concurso público e devem estar para além das orientações políticas deste ou daquele governo. Devem ser os elementos estabilizadores do funcionamento da administração pública por forma a que esta deixe de ser injustamente estigmatizada.
Nada me move contra quem se movimenta nas condições acima descritas. É um estilo de vida assente em princípios diferentes dos meus. Apenas isso.

Convites

Depois de Eliana Pinto ter ido para a Administração Interna, eis que informações de fontes bem colocadas nos garantem que o quadro superior da Segurança Social e ex dirigente da Académica, Fernando Pompeu, foi convidado para trabalhar no Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.
Aos escolhidos os nossos votos de felicidades.

segunda-feira, março 28, 2005

Um poeta em Belém?

Quando há alguns dias aqui deixei um post sobre os sinais que uns queriam de Socrates para a Câmara Municipal de Lisboa e outros para a Presidência da República não sonhava que Guterres ia estar na lista dos candidatos ao lugar de Alto Comissário para os Refugiados.
Se for o escolhido, que bem merece, Guterres não será candidato à Presidência da República e aí Vitorino é apontado. Eu não acredito nessa solução embora admita que seria a que atingiria maior espaço eleitoral. Não estou a ver Vitorino nesse lugar e admito que seja mais uma solução para ele vir a recusar.
Assim, teremos Ferro Rodrigues que bateu com a porta há uns meses atrás com o apoio de toda a esquerda e todo o centro esquerda ou, porque não dizer, o nosso Manuel Alegre.
Neste caso seria o culminar de uma carreira política de combate e defesa dos valores democráticos, que pode não ter tantas dificuldades em cobrir o eleitorado do centro direita.

Jaime Soares

Depois de Jorge Catarino ter assumido a sua não recandidatura à Câmara Municipal de Cantanhede, Jaime Soares deveria fazer o mesmo relativamente a Vila Nova de Poiares.
Assim evitar-se-ia esta confusão e assumiria uma posiçaõ de respeito para com a população daquela vila.

O executivo também foi de férias

Quando se diz que esta é uma autarquia sem projecto, e cuja "cobertura" da Baixa desejada pelos comerciantes era a de uma verdadeira política para a cidade como meio de atracção turística e não "a cobertura da baixa" prometida pela coligação, está aqui explicada.

domingo, março 27, 2005

Coimbra – eleições autárquicas

Depois de três anos a inaugurar as obras que Manuel Machado deixou em curso e de mudar beatamente o nome à Ponte Europa, Carlos Encarnação prepara-se para manter o cargo.
Fazer a apologia do Dr. Encarnação para manter a direita na gestão autárquica de Coimbra, é um direito e uma obrigação do PSD para provar a importância no concelho, importância diluída numa coligação que engloba um partido residual – o CDS/PP – e uma ficção nacional, o PPM. Mas nem podia ser de outra forma para um partido que tão desastradamente dirigiu os destinos de Portugal nos últimos três anos.
Aliás, encarnação é um substantivo que o dicionário define como “preparação especial para colar loiça partida”, e não há outro nome melhor para a função. Mas não são os problemas internos da direita que interessam. É o futuro de Coimbra que está em causa.
E é aqui que as maiores suspeitas e os mais fundados receios se levantam quanto aos benefícios de manter tão pio edil à frente da autarquia. Vejamos:
1 – Na anterior campanha prometeu criar mais e melhor emprego. É demasiado doloroso descrever o que aconteceu, excepto nos lugares de administração, criados em alguma empresa municipal, para benefício de correligionários.
2 – Há pouco prometeu fazer depender a sua recandidatura do Metro de superfície. Só conheço um atabalhoado anúncio onde falta quase tudo para tornar realidade a importante revolução nos transportes urbanos e suburbanos para melhorar a qualidade de vida dos munícipes. Espero que não aconteça ao Metro o que aconteceu ao emprego.
3 – O objectivo de devolver a importância perdida por Coimbra esfumou-se por entre projectos por consumar e uma gestão cinzenta onde apenas a promoção pessoal foi a imagem de marca.

Coimbra é hoje uma cidade parada à espera de mudança.

Post scriptum – Nas últimas eleições, em carta enviada aos munícipes, o Dr. Encarnação apelou ao voto com versos de Miguel Torga, como se o poeta algum dia lhe confiasse o seu. Não sei qual vai ser o próximo truque mas era bom que a mudança se consumasse. Na parte que me cabe, com o meu voto, dispensá-lo-ei para alimentar a fogueira interna que consome o PSD.

sábado, março 26, 2005

O primeiro erro do governo de Sócrates.

O novo Código da Estrada é uma obra de um governo manifestamente de direita. Os princípios que o enformam radicam-se numa política ancorada na sanção. Ora, está demonstrado que não é a gravidade da sanção que demove alguém de praticar alguma transgressão. Nos EUA onde existe a pena de morte, [felizmente em apenas alguns estados] é, ela mesma, motivadora da existência de tantos serial killers à procura dos cinco minutos de glória.

Face à debilidade da bolsa dos portugueses é injusto, desajustado, desproporcional e desnecessário o brutal aumento das coimas. As estradas portuguesas estão mal feitas, em algumas vias quando abrem rasgos para colocação de esgotos ou cabos de tv por cabo, etc, as Câmaras Municipais não fiscalizam a finalização dessas obras e assistimos à destruição das vias. Outros casos seriam perfeitamente apontados, tudo mercê da incompetência que grassa pela maioria dos titulares de cargos públicos.

Aliás, se quiserem ver a qualidade das estradas, transportem uma grávida ao vosso lado e asim ficam a saber.

Morre-se nas estradas portuguesas porque, essencialmente, elas estão mal feitas e desprezadas e a sinalização é a condizer.

Mais, este Código, pelo menos tem uma inconstitucionalidade, aquela que obriga a pagar no imediato a coima.

De facto, outros considerandos perfeitamente aplicáveis poderiam ser ditos mas ... eu só sou povo.

Por exemplo, entre Sargento -Mor e Santa Luzia existe um estreitamento da via há pelo menos cinco anos. Já lá vi morrer uma pessoa, de quem é a culpa?

Assim, o PS começa mal.

sexta-feira, março 25, 2005

Guterres - uma personalidade internacional


Guterres na lista de candidatos a Alto Comissário
O ex-primeiro-ministro português e presidente da Internacional Socialista, António Guterres, é um dos oito candidatos da lista hoje anunciada pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para o cargo de Alto Comissário para os Refugiados - informa a TSF.
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Carlos Esperança

Números da destruição de Faluja

Date: Wed, 23 Mar 2005 00:47:36 +0000
From: tmi-ap tribunaliraque@yahoo.com

Presidente da Comissão de Compensações revela os números da tragédia de Faluja

O Dr. Hafidh al-Dulaimi, presidente da "Comissão para as Compensações aos Cidadãos de Faluja" declarou os seguintes números da destruição de Faluja em resultado do ataque que lhe foi feito pelos EUA:

- 7000 casas totalmente destruídas, ou quase totalmente destruídas, em todos os bairros de Faluja.

- 8400 lojas, escritórios, clínicas, armazéns, etc. destruídos.

- 65 mesquitas e lugares santos, ou totalmente demolidos e arrasados, ou demolidos os minaretes e paredes interiores.

- 59 escolas infantis, escolas primárias, escolas secundárias e institutos técnicos destruídos.

- 13 edifícios governamentais arrasados.

- Destruição das duas subestações eléctricas, das três estações de tratamento de águas, das duas estações de caminho-de-ferro, e grandes estragos nos subsistemas de esgotos e drenagem da água das chuvas, em toda a cidade.

- Destruição total de uma ponto na parte ocidental da cidade.

- Morte de 100.000 animais, domésticos ou selvagens, devida ao uso de munições químicas ou gasosas.

- Incêncio e destruição de quatro bibliotecas que abrigavam centenas, possivelmente milhares, de livros e manuscritos islâmicos antigos.

- Destruição intencional da zona histórica próxima de Saqlawia e da fortaleza de Abu al-Abbas al-Safah.

O Dr. al-Dulaimi apelou a todas as organizações internacionais relevantes para que visitem e documentem a destruição de Faluja.

Islam Memo News (em árabe)
21 de Março de 2005
Texto em inglês em: http://www.uruknet.info/?s1=1&p=10580&s2=22

Apostila - Foi a condenação deste tipo de crimes que Paulo Portas censurou a Freitas do Amaral.

quinta-feira, março 24, 2005

Passou um avião com uma tira a dizer...

Que HENRIQUE FERNANDES é o próximo Governador Civil e JOÃO PAREDES está confirmado na delegação regional do IPJ, será verdade?

Victor, o candidato

O Diário "As Beiras" refere que Victor Baptista será o candidato do PS às próximas eleições autárquicas. Para o efeito muito terá contado uma sondagem que apresentará resultados muito animadores para o partido e para a referida candidatura.
Para solucionar o problema de uma candidatura à autarquia admito que Victor Baptista pode ser a solução mais natural e que melhor condições tem de enfrentar Carlos Encarnação. Fica assim definido o candidato e resolvido o problema que alguns teriam.
Agora o que me parece é que não se deveria ter feito isto a quem está sempre pronto para o combate.
E que a partir de agora haja total disponibilidade para apoiar e participar numa campanha eleitoral com o objectivo de mudar os destinos de uma cidade que está em coma prolongada.
Sem hipocrisias.

Este nosso Portugal


foto autoria desconhecida Posted by Hello

Negócios suspeitos


Anuncia hoje o «Público» que um negócio de mais de 500 milhões de euros foi adjudicado pelo anterior Governo três dias após as eleições.

Acresce que o despacho foi assinado pelo ex-ministro Bagão Félix e por Daniel Sanches, respectivamente titulares das Finanças e da Administração Interna, sendo o consórcio vencedor administrado por uma empresa administrada por Daniel Sanches, antes de integrar o «Governo» de Santana Lopes, empresa - a Plêiade - que tem como administrador não executivo Dias Loureiro.

Um mínimo de bom senso e a elementar ética política recomendariam a um Governo de gestão abster-se de tomar uma decisão de tamanha envergadura. Três dias após a derrota eleitoral, não levanta apenas suspeitas, confirma o despudor de um Governo cuja actuação errática conduziu a um verdadeiro desastre económico, social e político.

Bagão Félix, com o apoio entusiástico de forças obscuras que lançaram o boato sobre a sua competência, estreou-se como ministro a demitir, de uma só vez, 18 directores e outros tantos subdirectores da Segurança Social. Distinguiu-se, nas Finanças, a assegurar uma sinecura para Celeste Cardona, na CGD, e terminou, após a elaboração de um orçamento irrealista e medíocre, a assinar um despacho de duvidosa legitimidade política e suspeita urgência. Foram três anos para esquecer. Posted by Hello
Carlos Esperança

quarta-feira, março 23, 2005

Mas que País é este?!

'Heróis' dos bons costumes em Viseu

fernanda câncio e paula cardoso almeida
"Uma vez fizemo-nos passar por paneleiros. Engatámos um homem de meia-idade que andava aqui. Fizemo-lo tirar a roupa e ele ficou para ali nu." Contada com entusiasmo, a história é uma das muitas que João garante ter, com um "grupo de amigos e amigas", protagonizado nos últimos meses no quilómetro 87 do IP5, numa área de descanso da via rápida, perto da cidade de Viseu. O mesmo local que, em Outubro de 2004, surgiu associado a "prostituição homossexual" em notícias de vários jornais, facto que levou o presidente da câmara da cidade a declarar que iria pedir um reforço do policiamento para a zona.O reforço do policiamento, afinal, nunca terá sido pedido, como o edil Fernando Ruas fez questão de esclarecer ao DN, garantindo que tem "uma tolerância total em relação a essa inclinação sexual". Mas João e os amigos levaram a questão a peito. Há cerca de meio ano que, em grupos que chegam a ultrapassar as duas dezenas de elementos, vão com regularidade, "dia sim dia não", à área de descanso para "assustar estes gajos". Querem, dizem, "limpar toda esta porcaria". Não que os mova algo contra a orientação sexual que imputam aos frequentadores do quilómetro 87 "Só não queremos que engatem aqui. Que vão para uma mata ou para casa, mas aqui não."Do outro lado, os relatos na primeira pessoa são de perseguições, insultos, danos nas viaturas. Fala--se de agressões físicas, algumas incluindo até o recurso a armas de fogo ou torturas com pontas de cigarro, mas nenhum dos alegados agredidos apareceu ainda para abalizar as histórias. Os confessos agressores, porém, não se fazem rogados. Garantem que, sempre que resistem, "os homossexuais levam porrada a sério".
Fonte: Diário Notícias

Há eleições próximas?

aqui algo muito estranho...Não há projectos, não há protocolos assinados dos quais depende a eficácia do concurso público, uns dizem sim, outros negam...
Até há um túnel previsto...
Onde é que já vimos tamanha confusão? Em Lisboa? Com que partido?

Apure-se a verdade

As denúncias que aqui se fazem sobre o comportamento do actual director do Centro Distrital de Segurança Social são graves e merecem ser analisadas no quadro de uma gestão enquadrada pelos normativos legais.
Do que julgo perceber e saber da lei os referidos protocolos foram celebrados ao arrepio dos procedimentos estabelecidos e com encargos para o erário público desnecessários, atento o pessoal disponível para esses fins no quadro do referido Centro.
Se agiu cumprindo orientações superiores o director vê atenuada, em grau elevado, a sua responsabilidade. Se não existiram essas orientações, escritas, então cabe-lhe a revogação do acto, a assunção do erro ou em alternativa assumir as responsabilidades políticas e disciplinares de um acto irregular.
É que não é este caso único...

As contas da família Pinochet


A Augusto Pinochet, o sinistro ditador que derrubou o governo legítimo de Salvador Allende, não o absolve a bênção e a eucaristia que recebeu das mãos de João Paulo II. A tortura, os assassinatos e a brutalidade do seu regime não foram os únicos crimes. O pérfido general foi também um receptador e um vigarista.

Aqui ficam as contas da família Pinochet publicadas pelo blogue «La Pipe»
 Posted by Hello

Fonte: «La Pipe»
Carlos Esperança

terça-feira, março 22, 2005

Dia mundial da água


Ano 2070 acabo de completar os 50, mas a minha aparência é de alguém de 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca àgua. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade. Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente. Havia muitas arvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora.
Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele. Antes todas as mulheres mostravam as sua formosa cabeleira. Agora devemos rapar a cabeça para a manter limpa sem agua. Antes o meu pai lavava o carro com a agua que saía de uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que a agua se utilizava dessa forma. Recordo que havia muitos anuncios que diziam CUIDA DA ÁGUA, só que ninguém lhes ligava; pensavamos que a água jamais se podia terminar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos acuíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados. Antes a quantidade de agua indicada como ideal para beber era oito copos por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo. A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços sépticos (foças) como no século passado porque as redes de esgotos não se usam por falta de àgua.
A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não tem a capa de ozono que os filtrava na atmosfera, imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados. As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.
A industria está paralizada e o desemprego é dramático. As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com agua potável em vez de salário.
Os assaltos por um bidão de agua são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética. Pela ressequidade da pele uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40. Os cientificos investigam, mas não há solução possivel. Não se pode fabricar agua, o oxigénio também está degradado por falta de arvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.
Alterarou-se a morfologia dos espermatozoides de muitos individuos, como consequência há muitos meninos com insuficiencias, mutações e deformações. O governo até nos cobra pelo ar que respiramos. 137 m3 por dia por habitante e adulto. A gente que não pode pagar é retirada das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecanicos que funcional com energia solar, não são de boa qualidade mas pode-se respirar, a idade média é de 35 anos.
Em alguns países ficam manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exercito, a agua voltou-se um tesouro muito cobiçado, mais do que o ouro ou os diamantes. Aqui em troca, não há arvores porque quase nunca chove, e quando chega a registar-se uma precipitação, é de chuva ácida; as estações do ano têm sido severamente transformadas pelas provas atómicas e da indústria contaminante do século XX. Advertiam-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso. Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a agua que quisesse, o saudável que era a gente.
Ela pergunta-me: Papá! Porque se acabou a agua? Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado, porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente ou simplesmente não tomámos em conta tantos avisos. Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na terra já não será possivel dentro de muito pouco porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversivel.
Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso planeta Terra!

Documento extraído da revista biográfica "Crónicas de los Tiempos" de Abril de 2002

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dá para perceber? Posted by Hello

O elogio do governo de Socrates

Depois do debate do programa do governo aqui ficam as opiniões:

Esta imprensa de Esquerda de Pedro S. Guerreiro

Assumir o défice real? de Paulo Ferreira

A verdade nua e crua de antónio perez metelo

Isso não se faz à esquerda de antónio ribeiro ferreira

e por último, mas não menos importante

Boa surpresa de Sócrates de Luís delgado

RTP – 1. Os Prós e os Contras

Ontem a Associação Nacional de Farmácias deu-se ao luxo de declinar o convite para o programa da RTP-1. A discussão da intenção governamental de venda de medicamentos que não carecem de receita, fora das farmácias, tinha quem defendesse os interesses da poderosa ANF sem necessidade de maior desgaste do seu presidente João Cordeiro.

Argumentos que contrariassem a decisão de Sócrates é que não apareceram. A saúde pública, o perigo de intoxicações, os riscos de automedicarão, etc., etc., não ficaram provados, embora ninguém se tivesse lembrado de perguntar se os riscos desapareceriam se o local de aquisição fosse uma farmácia em vez de uma grande superfície, por exemplo.

A ANF já dá por perdida esta batalha pois, caso contrário, era o descrédito total do Governo e do PS. O que a ANF quer (e aposto dobrado contra singelo que consegue) é impedir a liberalização do comércio farmacêutico, manter o sistema de alvarás que se transaccionam por milhões de euros, continuar a fazer a intermediação financeira entre o Estado e as farmácias, manter-se como um grupo de pressão capaz de influenciar a política de saúde e tornar reféns os Governos.

Cabe a quem se revê no essencial da política do actual Governo, bater-se pela defesa das suas decisões, explicá-las com paciência e ajudá-lo a combater os grupos de pressão e as numerosas corporações, capazes de ameaças e chantagem. Para isso, é preciso conquistar a opinião pública. Doutro modo a democracia reduzir-se-á ao direito ao voto. A própria liberdade de expressão ficará condicionada por quem detém a propriedade dos órgãos de comunicação social.

Apostila – É preciso resolver o problema do financiamento partidário. Se o sistema não for revisto, nunca sabemos onde falta a coragem política aos governos ou onde começa o medo da chantagem na altura de tomar grandes decisões.

segunda-feira, março 21, 2005

Pina de Ouro ?

Com o trabalho que o Eng Pina Prata vem desenvolvendo na autarquia de Coimbra e as críticas que o PPD/PSD lhe vai fazendo, acentuadas pela relação hipócrita que aquele partido vem mantendo com o PP, será que se vai manter a coligação entre esses dois partidos nas próximas eleições autárquicas?
E o sr. engenheiro já percebeu que o seu perfil não necessita de vassalagem, que ser primeiro por uns dias é melhor que ser segundo toda a vida?

Pura poesia


Uma foto recebida por mail, cuja autoria está assinalada, e que aqui deixamos para assinalar o Dia Mundial da Poesia. Coimbra é um poema de saudade e de encanto. Posted by Hello

Ainda as farmácias...

Na minha opinião, o que verdadeiramente se trata é de uma defesa "corporativa" de um ramo de actividade muito bem "entrincheirado na lei", com capacidade de "impor" ao Estado condições. A este propósito vejam a notícia no Expresso de Sábado. É inadmissivel que num Estado de Direito Democrático ainda existam excrecências do Antigo Regime com tamanha força. Há que lhes colocar travões democráticos. Trata-se, também, de dar esperança a tantos licenciados em Farmácia que não encontram saídas por causa do regime vigente.

Autárquicas

A aproximação das eleições autárquicas é um incentivo para que Carlos Encarnação inicie a sua colaboração escrita em jornais da nossa urbe. Nestas duas últimas semanas já escreveu para "As Beiras" e para o " Diário de Coimbra", mas durante semanas, meses e até anos a fio o seu trabalho de escriba estava orientado para jornais nacionais e para a política nacional, como revelavam as suas crónicas no Jornal de Notícias.Coimbra era uma manta curta...
Contudo, Encarnação parece querer agarrar a defesa do seu mandato com a mesma estratégia que o PSD seguiu na campanha eleitoral para as legislativas e cujo resultado Nobre Guedes bem percebeu: o uso da co-incineração como arma. Mais coerente tem sido o meu colega Castanheira Barros. Sempre que se pronuncia políticamente fala no tema, o que já levou alguns companheiros seus de partido a rogar o seu silêncio.
Gostaria de ver o actual Presidente da Câmara de Coimbra a discutir ou a contradizer o que Vitor Baptista o vem hoje acusar num seu artigo de opinião. O disparate da localização do quartel dos bombeiros e a questão do Metro.

A saúde das farmácias

Uma entrevista hoje publicada no Diário de Notícias do bastonário da Ordem dos Farmacêuticos vem dar razão à medida divulgada por este governo de alargar a outros espaços comerciais a venda de medicamentos não sujeitos a receita médica.
E dá razão porque não explica a razão porque outros espaços comerciais não podem vender aqueles medicamentos e as farmácias podem vender produtos que não são considerados medicamentos.
E dá razão porque vem sustentar, a seu favor, que os médicos não dão consultas nos hipermercados mas não explica porque existem limitações à abertura de farmácias, que não as naturais, ou seja, da única limitação para a sua abertura ser a existência de um director técnico farmacêutico.

Debate programa governo

Combate imediato à fraude na obtenção do subsídio de doença e redução das férais judiciais para apenas um mês, duas medidas que se aplaudem e constam do programa do governo que esta manhã está a ser discutido na A.R.

domingo, março 20, 2005

Lembrar Carlos Fabião

Às vezes há surpresas agradáveis. O «Público» de hoje traz uma reportagem de duas páginas sobre o general Carlos Fabião. Aos 74 anos lembraram-se de um dos mais emblemáticos militares de Abril, cidadão de sólida formação democrática, antigo CEMGE e Governador Militar da Guiné.

Já poucos se lembram do homem generoso e honrado militar que recusou assinar a sua promoção a general, do indigitado primeiro-ministro no período revolucionário e que, antes do 25 de Abri, denunciou e impediu um golpe de extrema-direita que os generais fascistas, Kaulza de Arriaga, Troni e Luz Cunha, preparavam.

Recordar Carlos Fabião, cuja doença o reduz a uma pálida sombra do que foi, é um acto da mais elementar justiça para quem ama a democracia. Só há pouco, num discreto almoço promovido pela Associação 25 de Abril recebeu o Colar da Grande Oficial da Ordem da Liberdade que o PR lhe outorgou. Com mais de vinte anos de atraso.

sexta-feira, março 18, 2005

Confidência

Chegou-me ao ouvido que já está escolhido o Governador Civil.

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Aviso em Moçambique Posted by Hello

Coimbra isolada

Esta semana, em declarações ao Diário de Coimbra, a sua homóloga de Miranda do Corvo, a social-democrata Fátima Ramos, manifestou também a sua decisão em inviabilizar o MLS, não assinando os tais protocolos.
Afinal não é Fernando Carvalho que está a boicotar o metro. Está apenas a honrar compromissos assumidos.

Ai Socrates

Ferro quer ser candidato presidencial e espera um sinal.
Carrilho quer ser candidato à Câmara de Lisboa e espera um sinal.

Arriba España

A estátua equestre do generalíssimo Franco, «caudilho de Espanha, pela graça de Deus», foi ontem removida do centro da Praça de San Juan de la Cruz, em Madrid, por ordem do Governo socialista de José Luís Zapatero.

Com a remoção do último ícone madrileno do ditador, em frente aos Novos Ministérios criados por Azaña, durante a República, desaparece a afronta que datava de 1959. A estátua, com mais de sete metros, deixa de ser alvo das cada vez mais escassas manifestações fascistas e dos cada vez mais frequentes actos de vandalismo que a cobriam de tinta e de excrementos.

Em todo o País, resta uma estátua igual em Santander, saída dos mesmos moldes, com remoção aprazada. E não há mais estátuas públicas do frio e sinistro ditador. O carácter simbólico e emblemático desta remoção é evidente.

Pode dizer-se que a memória não se apaga e a história não se altera, mas a estátua não foi destruída, apenas lhe foi reservado local mais adequado, num armazém municipal.

Resta ainda procurar as valas comuns onde milhares e milhares de republicanos, anarquistas e comunistas foram amontoados depois das torturas, massacres e assassinatos que se perpetuaram após o esmagamento das liberdades e da consolidação da ditadura. Só assim se exuma a memória dolorosa de quatro décadas de horror.

quinta-feira, março 17, 2005

Delegado do IPJ sai e diz "umas coisas"...

Só agora li o apanhado das declarações do Engº Carlos Ferreira na hora da despedida, no Diário de Coimbra. De facto, quando diz que criou o aconselhamento jurídico na delegação, esquece que esse serviço existiu antes dele lá chegar, porquanto, o Dr João Paulo Alves, estabeleceu um protocolo com a AJAC [www.ajac.pt] mantendo-o por todo o tempo do mandato. Aliás, há outras valencias que ele aduz que criou, mas elas também já existiam antes dele chegar. Salve-se a verdade.

Um verdadeiro artista este Severino


BRASÍLIA - Ao receber uma comissão de gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e transgêneros em seu gabinete, o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, prometeu agir como magistrado e pôr em votação os projetos que combatem a homofobia em tramitação na Casa. Ele saiu aplaudido pelas principais lideranças homossexuais do país, embora tenha afirmado que, no plenário, vai discursar contra as reivindicações deles. Antes de se encontrar com o grupo, porém, Severino enfrentou uma barreira feita em seu gabinete por deputados evangélicos, que lhe pediram que não fosse demovido de suas convicções. O presidente da Câmara rezou com os pastores e disse que discursaria contra os projetos, mas aceitou a idéia de agir como magistrado e por pouco não saiu enrolado na bandeira com as cores do arco-íris, símbolo da causa gay.

Forum Coimbra

Não sei até que ponto será descabida a ideia mas que tal seria colocarem cinzeiros ao pé dos caixotes do lixo? Ou ao pé das paragens de autocarro? Olho para o chão e são tantas as beatas de cigarros que se houvesse um cinzeiro à mão seria muito melhor para as vistas, não?

Este é um dos muitos temas que podem ser discutidos no Forum Coimbra. Um bom local de debate.

Uma baixa

No dia em que fiz uma carta aberta ao meu candidato à Câmara Municipal de Coimbra, Fausto Correia em comunicado diz que não é candidato...
Não quero fazer muitos comentários sobre a situação mas estou solidário com Fausto Correia e sei que ninguém mais do que ele gostaria de ser Presidente da Câmara de Coimbra.

Promoção


recebido mail. Desconhecida a autoria e já agora, deconhecido também o local. Até porque podiam ser "estranjeiras"

Posted by Hello

Dúvida


Ando há alguns dias a pensar o que terão sentido os Iraquianos quando anunciaram os resultados eleitorais e referiram X brancos.

Parabéns ao Prof. Dr. Rogério E. Soares.

O Professor da FDUC faz hoje 80 anos. Todos humanos merecem respeito e consideração. Antes de serem ilustres cultores do Direito, devem possuir qualidades humanas que eu, na condição de aluno da vetusta Faculdade, não vi, antes pelo contrário. Mas, apesar de tudo, desejo-lhe muitos anos de felicidade, e bem gostaria que o Professor Orlando por cá andasse também.

Coimbra teve uma secretaria de Estado

A dimensão faraónica do Governo de Santana Lopes e a reincidência numa péssima ideia com antecedentes deploráveis – no custo e na eficácia – levou várias secretarias de Estado aos mais estranhos locais. Uma delas, à falta de instalações em Santarém, acabou na Golegã. A paródia acabou e o Governo encontra-se em Lisboa, como é lógico, razoável e funcional.

«O presidente da Câmara de Coimbra, que recebeu a secretaria de estado da Administração Local, lamenta a decisão por pensar que «seria útil, do ponto de vista de ligação das estruturas do Governo com as diferentes regiões do país», manter as secretarias de Estado fora de Lisboa» - afirma a TSF.

Através desta notícia fiquei a saber várias coisas, a saber:

1 – Coimbra teve uma secretaria de Estado, isto é, foi sede de um departamento governamental;

2 – O referido departamento, para ter sido recebido pelo presidente da Câmara, deve ter-se transformado numa repartição do município e poucos saberão quem foi o governante que passou pela cidade;

3 – O Dr. Carlos Encarnação, que não preveniu o anterior primeiro-ministro da insânia, lamenta a decisão sensata do actual, pois, na sua opinião, era útil uma secretaria de Estado local.

Foi desta forma que eu soube ter havido uma secretaria de Estado em Coimbra, quiçá com o respectivo titular, sem me ter apercebido. Creio que poucos terão dado por isso.

quarta-feira, março 16, 2005

Ainda o processo Casa Pia

Catalina Pestana, testemunha no processo de pedofilia, reconheceu perante o tribunal que se encontrou com o arguido Carlos Silvino, fora da prisão, sob os auspícios da PJ, tendo-o aconselhado a denunciar os outros e aproveitado para lhe oferecer pastéis de Belém.

Tendo sido directora, durante numerosos anos, de um estabelecimento de ensino da Casa tão pouco Pia, é estranho que nunca se tivesse dado conta das perversões que faziam dos alunos presas fáceis e vítimas infelizes.

Agora surpreende pela ânsia de protagonismo e pelos favores que gosta de prestar. Para mim, que não sou jurista, acho estranho o encontro clandestino entre uma testemunha e um arguido, com a conivência da polícia, o que me parece um acto indigno e suspeito.

Qual terá sido o mérito que a recomendou para Provedora?

Negócios a metro

Por falar em interesses esta noticia , complementada por esta, levanta imensas dúvidas. Principalmente nesta parte:"Questionado sobre o presumível excesso da área sujeita a intervenção, Guilherme Carreira declarou que a fragilidade de algumas construções implica a obtenção de prédios periféricos em relação ao canal, os quais, desligados de outros, acabariam por ruir."

É verdade...

Na verdade ainda não percebi porque é que numa economia de mercado, assente na livre concorrência, as farmácias têm quotas de abertura?
Satisfeito ficaria o comerciante da minha rua, equiparado a supermercado, se em toda aquela freguesia só existisse ele!
Sem quotas acredito que à noite não teria de andar a correr a cidade à noite para encontrar uma farmácia.

Onde é que isto se complicou?

Santana Lopes regressou ontem à Câmara Municipal de Lisboa, na companhia de Carmona Rodrigues. Esse regresso correponde a um dos pontos das conclusões de um brainstorming havido no dia anterior com vários homens de confiança do ex-primeiro ministro.
A justificação para esta atitude de Santana Lopes, que tão criticada tem sido por várias personalidades da vida politica, assenta no facto dos presentes na dita reunião não terem chegado a qualquer conclusão cientifica sobre o real falhanço de Santana tendo decidido que ele agora ia fazer o percurso politico inverso para encontrar o factor determinante da queda do seu prestigio.
Assim não está fora de hipotese a re-candidatura à Câmara Municipal de Lisboa,bem como o seu regresso à Figueira da Foz .

terça-feira, março 15, 2005

Carta aberta ao meu candidato à Câmara Coimbra

Caro candidato,

Fiquei contente em saber que és tu o escolhido para nosso candidato à Câmara Municipal de Coimbra. Nunca duvidei que a escolha recairia sobre um perfil com essas características porque é de uma candidatura assim que o partido estava a necessitar e a cidade reclamava.
Mais uma vez demonstramos que um processo de candidatura como este, a exemplo aliás do que sucedeu com as escolhas dos ministros, não deve ser conduzido na praça pública. Nem mesmo quando alguns dos nossos se vão colocando na grelha de partida, avançando com nomes numa atitude aparentemente desinteressada mas na expectativa de serem eles os eleitos.
Fomos rigorosos, fizemos estudos de opinião, confrontamos hipóteses, ouvimos as pessoas, os líderes de opinião deram o seu parecer e aí tu surgiste, naturalmente.
Felizmente fomos a tempo de travar esse concerto de candidaturas que se iam desenrolando, com nomes cuja tonalidade se equiparava a notas musicais. Infelizmente muitos não entenderam que a pretensão de alguns na selecção dos candidatos nunca encontrou eco na vontade deles, livres-pensadores que são e homens que assumem os seus compromissos.
Mas foi uma excelente escolha a tua. Bem sei que havia outras oportunidades à tua espera mas perante a situação que te foi colocada não podias ser insensível aos interesses da cidade e da sua população.
Agora é tempo de pensar que uma andorinha não faz a Primavera, ou seja, que tens de encontrar uma equipa capaz de ser solidária, determinada, competente e séria para contigo poder fazer de Coimbra uma cidade melhor. E esse vai ser o teu primeiro grande trabalho. Agora as coisas não serão tão fáceis e tu sabes porquê, mas tal como tu dás a cara também os referenciados terão de o fazer sem desculpas. E depois tu tens de saber que há sempre profetas da desgraça. E outros à espera do que nós não desejamos.
Estamos mesmo satisfeitos porque os enganamos (os da oposição que são os da situação ou os que a eles se equiparam) e porque não demos atenção sequer a uma manobra de diversão que punha em causa a coerência dos comportamentos a que estamos obrigados enquanto militantes de um partido.
Vais pensar no que muito que há que fazer em Coimbra depois de quatro anos desperdiçados. Já é sina nossa mas que queres que te diga, é assim a vida.
Durante as últimas eleições pensava-se que quem as ganhasse tinha todas as condições para fazer um grande mandato. Era o novo Estádio, as Estações Com Vida e toda a requalificação da margem sul, o Parque Mondego, a Ponte Europa, o World Trade Center, o Metro Mondego, o Hospital Pediátrico, as circulares externas, a requalificação da margem sul, etc.
Afinal o actual executivo quase nada fez, desperdiçando todo esse tempo lamentando a sua incapacidade para gerar financiamentos para esses projectos.
Em contrapartida aumentaram a despesa com pessoal na autarquia. Mas isso tinha que ser e com a actual situação ainda se pode agravar…
Caro amigo, apenas te faço um pedido: quando fores Presidente da Câmara não penses que uns sorrisos e simpatia são suficientes, nem te iludas com o poder que tenhas.
O povo tem dado mostras de grande maturidade e já não se ilude com festas e futebol…
Um abraço do teu apoiante
Mário Ruivo

Em defesa de quem necessita

O crescente número de falências que se tem vindo a registar no nosso país, acrescido do elevado número de "empresas fantasma" sugere-me que continuamos, 30 anos depois, a ser um povo com tendência para o expediente da "cabra cega", i.é, onde uma boa parte anda a fugir enquanto a outra parte se ilude que também participa.
E aqui surgem-me duas interrogações.
A primeira é a de nunca ter percebido porque as dividas relativas a salários não concedem aos trabalhadores, enquanto credores, as mesmas prerrogativas do Estado, ou seja, nesses casos os gerentes devedores deverem responder pessoalmente pelas dividas.
A segunda a de saber quando é que se torna eficaz o impedimento que incide sobre alguns indivíduos de criarem novas empresas, considerando que são reincidentes em falências e/ou empresas fantasmas.
Com um crescimento de desemprego tão elevado, com um aumento dos índices de pobreza no nosso país, provavelmente antes do Estado deveria estar a responsabilidade, perante quem dá apenas o que tem, dos que vão enriquecendo à custa dos outros.

A polémica sobre os medicamentos de venda livre

A venda de medicamentos que não carecem de prescrição médica, fora do âmbito das farmácias, é uma boa medida. É, aliás, uma prática que, dos EUA à Europa, passando pelo Brasil, tem inúmeros precedentes. A polémica de que se fala é a luta da ANF (Associação Nacional de Farmácias) e dos seus associados pela manutenção de um anacrónico modelo de condicionamento comercial.

Qualquer cidadão pode aspirar a ser dono de um laboratório farmacêutico ou de análises clínicas, de um consultório médico ou de uma clínica, até de um hospital, mas só um farmacêutico pode legalmente ter a propriedade de uma farmácia. A ANF, cujo poder aumentou desmesuradamente quando Costa Freire foi secretário de Estado da Saúde, é detentora de enormes recursos financeiros e tudo fará para combater o Governo. Cabe aos cidadãos distinguir os interesses corporativos dos interesses nacionais.

Ainda há poucos anos a ANF pretendia que a venda de preservativos fosse um exclusivo das farmácias. Perdida a batalha, os preços baixaram significativamente e as marcas e a qualidade mantiveram-se. Agora vêm falar dos perigos dos medicamentos vendidos à sua revelia como se os riscos dependessem do local de aquisição.

Não está em causa o controlo da saúde pública e a utilidade do farmacêutico. As farmácias continuarão a ter um director técnico. Só não se vê a necessidade dessa função ter de coincidir com a de proprietário.

A medida anunciada é um primeiro passo que deve alargar-se à liberalização da propriedade das farmácias e abolição do condicionamento administrativo da abertura de novas farmácias. Vai ser um braço de ferro que exige coragem, uma oportunidade para o Governo mostrar firmeza.

As farmácias reagem mal. Os portugueses, na sua grande maioria, vão reagir bem.

segunda-feira, março 14, 2005

Recomendações

A hipoteca dos Jerónimos no LUSOFOLIA

O pau ensebado de José António Barreiros

Um dia... do Código de Santiago

Surpreendentes diferenças culturais no Desabafos de um Médico

A herança


Campos e Cunha não admite mais facturas Posted by Hello

Autárquicas 1

Enquanto o Partido Socialista prepara para o final do mês corrente o anúncio do seu candidato à autarquia conimbricense, Encarnação lá vai expiando os seus pecados e Camarneiro acelerando o "aquecimento".
Elas vêm aí e de uma coisa estamos certos: que Paulo Penedos não será candidato a nenhuma autarquia do Distrito.

Polémica nos EUA – Bush comparado a Hitler


O decano do Senado dos EUA, Rober Byrd (na foto), um oposicionista da primeira hora à guerra do Iraque, desencadeou no início da última semana uma polémica ao comparar o presidente Bush a Hitler - informa o «Réseaut Voltaire.net».
O senador sustenta a comparação referindo-se às modificações do funcionamento do Senado actualmente empreendidas pelo Sr. Bush e que - segundo ele - vão permitir-lhe preencher os tribunais com juizes de extrema-direita. De facto, explica ele, em mais do que um discurso diplomático muito «pacifista» e «pró-democracia», «Hitler nunca renunciou a enfeitar-se com a legalidade, percebeu o valor psicológico do facto de ter a lei do seu lado. Em vez disso, ele virava as leis e tornava a ilegalidade legal».

Comentário - Se fosse Freitas do Amaral a fazer a mesma acusação (que lhe foi atribuída e que ele desmentiu) o que diriam as forças reaccionárias e alguns militantes do PS cujas convicções e cultura política se confundem com o PSD?
 Posted by Hello
Fonte: Réseau Voltaite.net
Carlos Esperança

domingo, março 13, 2005

Correio dos leitores - POLÍTICA: ARROGÂNCIA E HUMILDADE

“Em democracia há vencedores e há vencidos. Mas não há excluídos”
José Sócrates, na noite de 20 de Fevereiro de 2005

Se cumprir a palavra dada, a esta hora e nesta data já Pedro Santana Lopes terá accionado judicialmente as empresas de sondagens menos honestas, que ao longo da campanha eleitoral não prediziam ventura mas desgraça. Embora não o diga, também estará magoado com a falta de solidariedade da irmã Lúcia, a menos que nas celestes paragens que ela tão bem conhece desde criança as regras exijam prazos, carimbos, selos brancos, despachos e assinaturas, e esse celestial apoio venha mais tarde, noutros voos e noutras alturas, onde às vezes são perceptíveis pombas brancas a voar, embora isso comporte riscos em épocas de caça.
Alternativamente, é o mito de Ícaro que detém actualidade: por muita fé e por muitos e eficazes amuletos ou santinhos, os altos voos podem descambar em trambolhões monumentais, com danos quiçá irreparáveis.
Mais ou menos habituado a deixar cargos a meio, Santana Lopes foi sobretudo vítima de si próprio. Depois, cabia-lhe ab initio a factura do “abandono” de Durão Barroso, que prometeu aos portugueses 4 anos de estabilidade governativa, acabando por mudar de emprego em boa oportunidade, saindo por uma porta de dimensões invejáveis, ao contrário de Guterres, que saíra por uma porta pequena, assumindo honestamente não ter condições para continuar a governação.
A política é, muitas vezes madrasta. Onde se meteram, por onde andaram os homens bons e valorosos do partido, que deixaram Santana Lopes mais ou menos sozinho e entregue a si mesmo? Onde está, onde ficou a solidariedade e o apoio do professor de Boliqueime, que nem a fotografia quis no cartaz, mas que não desdenhará o apoio partidário na corrida para Belém?... Ou não quererá, mesmo, ser Presidente da República?
Provavelmente também já estará no cabide, com cheiro a glórias esvaídas, o fato às riscas dentro do qual se movimentava uma figura em pose de estado, que até garantiu a recuperação da bombardier e de muitos postos de trabalho. Que dizer e pensar da atitude malcriada de enviar para o Largo do Rato a foto do fundador do CDS, Freitas do Amaral? Esquecemo-nos do II Governo Constitucional, de Mário Soares, com vários ministros do CDS? No plano da honestidade política e das boas intenções, como aceitar que ainda agora, em plena campanha eleitoral o homem do fato às riscas tenha claramente piscado o olho a uma aliança governamental com o PS? E o trajecto de figuras que, ao contrário de Freitas do Amaral, vieram da esquerda para a direita, de que a distinta social-democrata Zita Seabra é apenas um (legítimo) exemplo? Sem falar do próprio Durão Barroso, oriundo da extrema esquerda, com o famoso slogan “nem mais um soldado para as colónias”?
O tempo dirá se o voto expresso nas urnas foi também, ou não, a reprovação por formas baixas de fazer política. Que persistem, afinal.
Mas enfim, com alguma ironia ainda poderemos dizer que, finalmente, se cumpriu o desejo de Sá Carneiro: lá temos uma maioria, um governo e um presidente! Que o PS se mostre, agora, à altura das enormes responsabilidades que lhe cabem e que saiba resistir à arrogância e à sobranceria. Certamente não serão letra morta as palavras de Sócrates na noite de 20 de Fevereiro!

Manuel Paula Maça

sábado, março 12, 2005

Paulo Portas - o condecorador

Paulo Portas aproveitou o seu último dia como ministro da Defesa e dos Assuntos do Mar para, num derradeiro acto público, entregar 12 medalhas a «militares ou civis, nacionais ou estrangeiros» que tenham «contribuído significativamente para a eficiência, prestígio e cumprimento da missão do Ministério da Defesa Nacional».

Os portugueses ficaram, assim, a saber que o ministro cumpriu a missão de ministro com eficiência e prestígio. Só não se percebe qual foi o contributo de Frank Carlucci, antigo embaixador dos EUA em Portugal, para essa eficiência e prestígio quando, ao que se sabe, a personalidade em causa se dedica a negócios privados.

Já Santana Lopes, logo em Setembro do ano passado, aproveitou para o condecorar com a grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique na primeira deslocação oficial a Nova York. A este ritmo, a dupla Santana Lopes/Paulo Portas, se cumprisse uma legislatura inteira, não poupava o antigo embaixador, ex-subdirector da CIA e director-geral do Carlyle Group, a um mínimo de 16 condecorações.

Metro de Coimbra

Metro já rasga zona da Baixa
Demolições avançam em força entre o Bota Abaixo e a Rua Direita
(1.ª página do Diário as Beiras, 12-03-2005)

É o começo das obras do Metro ou o lançamento da campanha eleitoral de Carlos Encarnação a um segundo mandato à Câmara de Coimbra?

sexta-feira, março 11, 2005

O retrato de Freitas

Amanhã, Paulo Portas deixa de ser aquele fato às riscas, com um ministro dentro, que circulou três anos entre mancebos a passar revista às tropas e decidirá se vai para os EUA onde o seu coração pulsa ao ritmo dos neo-conservadores que reelegeram Bush. Amanhã o País fica mais tranquilo, com um ar mais respirável, sem receio do que possa estar a tramar-se no aparelho de Estado contra a Constituição e a Democracia.

Por sua vez o CDS talvez deixe de ser PP e pense no seu futuro. Resta-lhe pedir de volta o retrato e Freitas do Amaral, tornar-se um partido conservador de matriz democrática ou optar pelo populismo desenfreado, exaltar a guerra colonial, recuperar o salazarismo e descobrir um Le Pen à sua dimensão. Não lhe faltam fedelhos com alma de fascistas. Falta-lhe espaço social num país que ainda recorda a ditadura e a guerra colonial com o CDS em risco de extinguir-se.

Vasco Pulido Valente traça hoje um retrato implacável do CDS e de Paulo Portas. É um artigo do «Público» a não perder. O antigo secretário de Estado de Cavaco é demolidor. Pulido Valente tem humor, uma grande cabeça e, naturalmente, um excelente fígado.Carlos Esperança

Já que está tudo tão sisudo, cá vai piada política.

Se os políticos fossem donos de uma mercearia...
Lopes
Empregaria só mulheres.Existiram um sem número de cartazes dizendo coisas como "Já viu quantas laranjas já vendemos esta semana?" ou "Já reparou que a mercearia está muito limpa?". Na entrada, um tapete com a cara de Sampaio permitiria às pessoas poder limpar os pés.Todos os meses tinham direito a uma festa: da batata, da cenoura, do agrião.... O gel para o cabelo era vendido mais barato e a música ambiente seria seleccionada pelo Dj da Kapital. Posters de incubadoras fariam o décor juntamente com um da equipa do Sporting que ganhou a taça na altura da presidência Santana.
A mercearia não teria nem lucro nem prejuízo.
Sócrates
Contrataria mais de vinte empregados.Far-se-iam estudos para saber que produtos vender.Far-se-iam estudos sobre que produtos não vender.Far-se-iam estudos para avaliar os estudos feitos previamente.Criar-se-ia uma comissão para decidir que estudos eram válidos.Apesar de ser uma mercearia de bairro, os empregados teriam formação em inglês, árabe e russo.
O plano tecnológico mudaria tudo: ao invés de uma máquina registradora, uma computador com écran de flatscreen; substituindo os velhos preços em papel, écrans digitais mostrariam em vermelho vivo o preço do tomate; o aquecimento estaria a cargo de paneis solares, demonstrando uma política ambiental.
A decoração seria composta por posters de incineradoras e fotografias do próprio, sorrindo. Quando o dinheiro se esgotasse, e os bancos, os fornecedores e os empregados (nessa altura já cerca de 100) quisessem o seu dinheiro, Sócrates iria de férias para um sítio com pântanos, ou algo assim.O mais importante de tudo seria utilizar, junto dos clientes, expressões como "confiança", "responsabilizante" e " inglês no básico", mesmo quando estes apenas desejavam o preço da uva mijona.
Para pagar tudo isto recorrer-se-ia a empréstimos bancários, e, se necessário, seria adiado o pagamento aos fornecedores.
Portas
Rezava-se o terço antes de abrir e depois de fechar.Enormes retratos de Nossa Senhora alindavam as paredes.
Os empregados seriam todos brancos, católicos e de classe média.
Os cremes de bronzear estariam em promoção permanente.
A mercearia daria lucro, mas este seria todo doado ao FBI-L (Fundo para a Beatificação Imediata da Irmã Lúcia).
Jerónimo
Mercearia colectivizada.
Mercearia ao serviço do proletariado.
Só três produtos: pão de ontem, vinho tinto e fita adesiva para clar as vozes dissidentes. Ocupar-se-iam as outras lojas do bairro. Todos os habitantes deste teriam que contribuir com uma taxa revolucionária para mandar vir bananas de cuba. Oferta do jornal Avante a todos os clientes.Posters de Estaline, da Sibéria, de Saramago e da peça de Revista em que a deputada Odete estivesse na altura.Os empregados tratar-se-iam por camaradas e seriam incentivados à denúncia uns dos outros em troca de migas.Antes, depois e durante o trabalho, seria incentivada a leitura das memórias eróticas de Lenine e do tratado de optometria de Cunhal "Olhe que não, olhe que não!"
Louçã
Contrataria 1000 empregados - tal número seria devido às quotas, procurando evitar a discriminação das minorias... afinal, "anões orientais homossexuais" e "transformistas nórdicos sofrendo de gigantismo" também precisam de trabalhar.Faria auditorias permanentes para saber se as maçãs tinham sido todas vendidas ou se alguém andava a dar dentadas na fruta.Por cada quilo de bananas o cliente teria direito a um "vale 1 aborto".Os empregados não podiam usar gravata mas tinham que fumar três charros por dia. A heroína seria vendido ao mesmo preço da farinha e ao lado desta para estimular confusões (afinal são dois produtos poeirentos brancos de uso doméstico). Música ambiente por qualquer banda cuja popularidade andasse por baixo (ex: Pedro Abrunhosa, Kussundulola). Só se venderiam produtos portugueses ou norte-coreanos (eventualmente alguns feijões da Albânia).A Mercearia declararia guerra aos Estados Unidos.Os empregados teriam direito a faltar sempre que alguém, em qualquer parte do mundo, se manifestasse contra fosse o que fosse.Decoração com posters de Trotsky, de pornografia homossexual e de Michael Moore.Não se venderiam laranjas por motivos ideológicos.Seria tudo feito com a mão esquerda.Lucro: o que é isso...?!?

Como é duro o trabalho!


shiu...estamos a descansar da longa noite dos facas longas... Posted by Hello

Foram todos de fim-de-semana?

Então, não se diz nada hoje?

Então Mário, hoje não há gás?

quinta-feira, março 10, 2005

Um espinho chamado Freitas do Amaral

A indigitação de Freitas do Amaral (FA) para ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros criou na direita uma onda de azedume e ressentimento em que a miopia e a torpeza se reúnem. Visando o PS, atacam o elo mais forte. FA é um espécime em vias de extinção. Vê o serviço público como uma obrigação de cidadania.

Só assim um homem da sua idade e dimensão intelectual, o fundador do CDS e seu antigo líder, com uma biografia que regista o cargo de vice-primeiro-ministro, ministro dos Estrangeiros, primeiro-ministro interino (na sequência do acidente que vitimou Sá Carneiro), presidente da 50.ª Assembleia Geral da ONU, catedrático de Direito, aceita ser ministro, com enormes prejuízos financeiros, depois de uma carreira onde só faltava a presidência da República que, deste modo, compromete.

Na sua insânia, a direita acusa-o de ser anti-americano, confundindo os EUA com a Administração Bush. Denigre-o por defender o Direito internacional, pela sua oposição firme à invasão do Iraque, posição partilhada pelo PS e pela maioria dos portugueses. Censura-lhe a denúncia das torturas em Guantánamo e no Iraque, atitude que só toleram os que postergam os direitos humanos e abdicam da honra e da dignidade. É esta direita, nostálgica do passado, desnorteada e pusilânime, a direita a que chegámos.

Ninguém acusa Freitas do Amaral de incompetência, pois sabem-no bem preparado para a função. Condenam-lhe as virtudes, vituperam-lhe a independência, censuram-lhe o desprendimento. Não admira numa direita que gerou Durão Barroso e Santana Lopes.

Apostila 1 – A direita tem do patriotismo uma noção bizarra. Ama a Pátria, mas a dos outros. Angola. Moçambique. O Império. Não compreende o amor à coisa pública, a abnegação pelo bem comum, Freitas do Amaral. Tem quatro anos para aprender.

Apostila 2 - «É conhecido o ódio implacável que todos os sectários têm por todos aqueles que abandonam a sua seita.» – Voltaire, in Tratado sobre a tolerância – pg. 60

Agradecimento aos portugueses


retirado daqui, com as naturais saudações Posted by Hello

Celebridades


«Toda a gente sabe que a minha paixão é Vila Nova de Poiares».
Posted by Hello

José Magalhães vai ter a suprema hipótese de mostrar que é capaz...

O José Sócrates acabou de mostrar que não anda a dormir. O eterno deputado acaba de ser indicado para Secretário de Estado do MAI, a ver vamos como se vai portar, que isto de mandar bitaites já era.

Homenagem póstuma


imagem retirada do Figueira Net

Ópera do Malandro chega hoje à Figueira

Posted by Hello

Unidade de muita integração de cunhas (UMIC)

Esta Unidade é já um caso sério de compadrio, indignidade e falta de ética. Mas é também o espelho da forma como o poder era exercido, com arrogância e com um sentido de propriedade dos bens públicos que não se conhece a origem.
Fala-se muito no abuso de poder, no exorbitar das competências atribuídas, no pagamento e no assumir de encargos financeiros sem prévia cabimentação orçamental e até em violação da lei: Mas a verdade é que raros são os dirigentes a quem é exigida responsabilidade civil e criminal por aqueles motivos.
E era tão simples. Bastava aplicar a lei.

Mourinho e o brio de ser português.

Ontem passei pelo ABRUPTO e li uma interessante passagem onde Alexandre Herculano arriava nos ingleses. Ora, como alguém se tinha lembrado de aqui colocar uma piada em inglês acerca do nosso compatriota, que pelas terras dos "bifes" tem conseguido ferrar bem fundo...Lembrei-me de vir dizer que quando Portugal no "Euro 2004" ganhou aos ditos cujos, como vingança, mau perder, etcetera, colocaram no site de um jornal de grande tiragem uma imagem de individuos com turbante em mostras de felicidade, dizendo que os portugueses festejaram na rua a vitória.
Mourinho, arreia neles que eles merecem! Sobretudo, manda-os calar.

A direita anda à deriva

A direita, desfeiteada nas últimas eleições legislativas, lambe as feridas com azedume. Há-de voltar ao poder, mas a sofreguidão embota-lhe o entendimento e a vergonha dos últimos dois primeiros-ministros perturba-a.
Os próximos tempos vão ser difíceis para o PS pela herança que recebe e não pelos partidos de direita. Só à esquerda as críticas podem ser consistentes.

A oposição de direita far-se-á, debilmente na Assembleia da República, e de forma vigorosa nas homilias do Prof. Marcelo, na bílis de António Barreto, na análise dos muitos assessores de imprensa do PSD, regressados à comunicação social. Não é Luís Delgado, último almocreve do santanismo e comissário político pueril, nem os seus numerosos avatares que farão mossa.

Os ataques já começaram. Ignoremos as calúnias e insinuações cuja torpeza pode vir de um autarca de Pombal ou de uma deputada da Guarda. Não nos preocupemos com a Central de Intoxicação que, tudo leva a crer, nascia nas alfurjas do poder sob os auspícios de Paulo Portas e Celeste Cardona, tende a desactivar-se por falta de meios e de coordenação.

Aos ataques políticos temos de responder com firmeza, com trabalho, competência e com a recuperação da ética que era usual no tempo de Guterres.

quarta-feira, março 09, 2005

Decisão infeliz



No D.R. de 1 de Março vem publicado o decreto supracitado. No seu preâmbulo o decreto estabelece a seguinte doutrina:

1 - Reconhece como verdadeiras as aparições de Fátima;

2 - Certifica que a Irmã Lúcia dedicou a sua vida à oração e contemplação como resposta à mensagem de Fátima;

3 - Dá por adquirido que a dita mensagem é um facto.

Assim, foi decretado dia de luto nacional o dia 15 de Fevereiro. O Conselho de Ministros, presidido por Pedro Santana Lopes, em plena campanha eleitoral, faltou ao respeito que devia merecer-lhe uma Constituição laica. O diploma foi publicado com a chancela do Senhor presidente da República. Portugal foi, no dia 15 de Fevereiro, um protectorado do Vaticano.
Carlos Esperança Posted by Hello

O fim do sigilo fiscal-Panaceia para a Evasao Fiscal?

“......O terceiro e último tabu tem, provavelmente, mais possibilidades de fazer o seu caminho pois é uma velha ideia do indigitado ministro das Finanças: acabar com o sigilo fiscal como forma mais eficaz de combate à fraude e à evasão. Ou seja, permitir que qualquer cidadão possa ter acesso a qualquer declaração fiscal e, com toda a transparência, perceber quem paga ao fisco de acordo com os sinais exteriores da vida que leva. Chocante, mas já testado com sucesso noutros países, nomeadamente nos nórdicos. José Manuel Fernandes- in Público de 07/03/2005.

Este é de facto um caminho possível para reduzir a evasão fiscal, pelos efeitos preventivos que poderia trazer consigo, o controlo social seria uma arma poderosa de controlo fiscal, certamente deixariam de haver sinais exteriores de riqueza não coincidentes com os rendimentos supostamente auferidos.

À espera do telefone tocar?

Alguns blogs estão por actualizar porque os seus activistas estão ao telemóvel.
Mas conheço quem não escreva nos blogs e já tenha aceite convite para ir para Lisboa...esperem e vão ver como tinha razão.
Prometi e não digo...só insinuei, tem mal?

Uma ajudinha

No Porta Aviões decorreu um debate sobre a eventual presença de Nuno Mota Pinto no Mar Salgado, como Neptuno, o que levou à intervenção do próprio, de forma assumida.
Achamos saudável.
Mas estamos em condições de afirmar que há uma Mão Invisivel nisto tudo...percebido?

E não era para acabar, Santana ?

O PSD viveu sempre da sua posição dentro do Estado ou de lideranças fortes que transcendiam o seu espaço partidário, com Sá Carneiro e Cavaco Silva. A partir do momento em que perde o poder do Estado - e com ele um certo clientelismo autárquico e empresarial próprio - a preocupação dos candidatos que se perfilam para a liderança em identificarem-se com o espaço do Partido Socialista é incompreensível. O centro-esquerda já é do PS. Se o PSD oferecer o mesmo que o PS, esvazia-se gradualmente. Com uma maioria absoluta, os socialistas não farão favores à extrema-esquerda, e na questão da economia não podem mexer porque não é sequer determinada pelo poder político. O que resta? As questões culturais? Aí, se o PSD entra em linhas pró-aborto, que o distinguiam do PS, não sei qual será a diferença entre os dois partidos. declara Jaime Nogueira Pinto numa entrevista ao Diário Económico

Deus é português?

Após a retumbante vitória de ontem do Chelsea de Mourinho e companhia, apetece partilhar com os leitores do blog o texto que me chega lá da ilha:
Arsene Wenger, Alex Ferguson, and Jose Mourinho all perish in a plane crash
and went to meet their maker. The supreme deity turned to Wenger and asked,
tell what is important about yourself. Wenger responded that he felt that
the earth was the ultimate importance and that protecting the earth's
ecological system was most important. God looked to Wenger and said, " I
like the way you think, come and sit at my left hand".
God then asked Ferguson what he revered most. Ferguson responded that he
felt people and their personal choices were most important. God responded,
" I like the way you think, come and sit at my right hand".
God then turned to Mourinho, who was staring at him indignantly. God asked
"What is your problem Mourinho?" Mourinho responded " I think you are
sitting in my chair".

terça-feira, março 08, 2005

Santana Lopes & Carmona Rodrigues

O regresso de Santana Lopes à Câmara de Lisboa é, neste momento, a mais provável hipótese de emprego e o palco que lhe resta para se manter na ribalta. Por muito que a acção do tempo dilua os traços mais negativos da sua personalidade, as ambições presidenciais ou a liderança do PSD estão definitivamente arrumadas.

Logo que as responsabilidades do Governo recaíram em quem não tinha perfil, experiência ou talento para estar à altura delas, caiu o mito artificialmente forjado no espaço mediático. Assim, Lisboa vai ter o presidente que elegeu, com os prejuízos inerentes a quem, não tendo particular vocação ou mérito para as funções, tem a legitimidade para as ocupar.

A eventual demissão de Carmona Rodrigues, personalidade mais capaz para gerir a Câmara, mas incapaz de ter ganho as eleições, não abona em favor do sentido ético do protagonista. Foi Santana quem o levou para suprir as suas deficiências, que o impôs a Durão Barroso como ministro para lhe dar importância e notoriedade para poder disputar a Câmara no próximo mandato, que deixou a substituí-lo enquanto foi primeiro-ministro, nessa aventura em que prejudicou Portugal e liquidou a sua carreira política.

Agora que Santana Lopes regressa, fragilizado e sob exigente escrutínio dos lisboetas, Carmona Rodrigues já se acha demasiado importante para se manter como número dois e prepara-se para lhe faltar com o apoio que lhe deve e trair a confiança depositada. Santana é, por direito próprio, Presidente da Câmara. Carmona Rodrigues foi vereador.

O regresso, de duvidosa legalidade – superior a um ano de ausência –, que não serviu para Fernando Gomes, no Porto ou para Isaltino de Morais, em Oeiras, enquanto Narciso Miranda deixou o Governo e regressou a Matosinhos antes de perder o mandato, foi permitido a Carmona Rodrigues após mais de um ano no Ministério, graças a uma decisão favorável que excluiu da contagem de tempo as funções governamentais.

Pelo menos Santana regressa com toda a legitimidade. Para mal de Lisboa e para pôr à prova o sentido ético e a lealdade do seu dilecto colaborador.

Requiem pelo CDS

CDS, Freitas e outras histórias

Caro Carlos Esperança,
Você não só assina com o seu nome como mostra a cara!
É bom que se saiba que na minha opinião, enquanto redactor e co-fundador deste blog, a franqueza e a afirmação de ideias sem neblinas nem tibiezas é factor de construção de uma sociedade mais livre e mais democrática.
É pois muito bom que nos habituemos, na sociedade portuguesa, a "inscrever" para usar a terminologia de José Gil. E isso passa por assinarmos de forma reconhecível os nossos comentários…

Também eu aguardo que sejam reveladas informações que demonstrem alguma incorrecção ou falácia histórica no artigo do Carlos Esperança.

Quanto ao fundo: tenho para mim que o CDS/PP se depara nestas semanas com uma situação de anti-climax tremendo e esta ‘birra’ é disso sintoma. Depois de alcançar o poder de forma inesperada em 2002, não conseguiram perceber que um Partido exige coerência e continuidade ideológica e uma estrutura de bases e de implantação social.

Depois de Monteiro ter esvaziado o Partido dos seus valores fundantes (o anti-socialismo e a democracia cristã) e dos vultos sociais e intelectuais que os exprimiam, Portas esvaziou o Partido de bases e implantação social. Restava, naquele Partido, apenas isso mesmo o PP (Paulo Portas) com uma velha imagem de CDS. A 20 de Fevereiro o sonho do poder esfumou-se e Portas percebeu isso como ninguém, pelo que partiu. Permitam-me que cite Santana Lopes, quando este naquela mesma noite afirmou que ficara provado que à Direita não há alternativa ao PSD.
E isso é verdade: aquele poderia ter sido o grande dia de Portas. O dia em que a Direita se poderia ter cindido em duas, como acontece em França, de forma mais plural em Itália e de forma muito especial na Alemanha. Mas tal não aconteceu: o CDS não tem uma linha ideológica estável, não tem quadros e não tem implantação social. À direita parece que só há mesmo lugar para o PSD.

Freitas do Amaral escreveu um dia que o maior erro político que cometeu como Presidente do CDS foi não aceitar ir para o 1.º Governo Provisório. Com isso ficou conotado com o lado “não democrático” ou “salazarista”.
Eu diria coisa diferente. A grande arte de Sá Carneiro foi ter aceite as fichas dos pides do nosso país e com isso, em poucas semanas, ter criado aquele que é ainda hoje o maior Partido português. Tivesse Freitas aceitado esses “frutos do pecado” e teríamos hoje, quiçá, uma Direita diferente.

Auguro, pois, tempos muito difíceis para o CDS. Um Partido que passou por mutações tão profundas e por cores tão diversas revela falta de espinha dorsal e coerência. Desde a democracia-cristã de Freitas, Lucas Pires e Adriano Moreira ao nacionalismo primário de Monteiro, ao populismo e culto da personalidade de Portas, tudo isto perdendo ano após ano implantação autárquica, motivação das bases e alianças privilegiadas com instituições (maxime a Igreja) revela-se hoje um projecto sem rumo e sem consistência. Poderá ir sobrevivendo na medida em que o PSD se mantenha dividido e sem líder credível. Mas se este aparecer, todo o “povo de Direita”, como é típico em Portugal, deixar-se-à “arrebanhar” no manto de um grande PSD.

Tem pois razão Carlos Esperança ao prever um esvaziamento do CDS. Os simpáticos ‘jovens’ que o dominam carecem de cultura ideológica, conhecimentos culturais e implantação social para poder refundar um verdadeiro Partido à direita do PSD. Resta-lhes uma lenta agonia em que votarão, eventualmente, alguns “contra o sistema” ou outros simpatizantes do símbolo e da bandeira: enquanto estes não voltarem a mudar!

Dia Internacional da Mulher


autoria desconhecida Posted by Hello

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Por uma questão de solidariedade para com um quase sem abrigo,procura-se com URGÊNCIA um emprego (não confundir com trabalho!) - contrato de seis a um máximo de vinte e quatro meses - se possível sem emissão de recibo verde, para um cidadão, ex-Presidente do Sporting, ex-Presidente daCâmara da Figueira da Foz, onde fez plantar várias palmeiras na marginal,ex-Presidente da Autarquia de Lisboa, onde promoveu altos estudos sobre a FeiraPopular, Parque Mayer, casinos e como ex-libris o buraco do Marquês;ex-Vice-Presidente do PPD, Primeiro Ministro demissionário, próximo ex-Presidente do PPD/PSD.
Sofre de vários traumatismos pelas agressões intra-partido aquandona incubadora, e de graves equimoses, hematomas e úlceras profundas nas superfícies sobrelombares provocadas por ataques com armas brancas (vulgo facadas nas costas). Poderá vir a ser sujeito a tratamento psiquiátrico com diagnóstico de esquizofrenia por perda de contacto vital com a realidade, com permanentes estados delirantes por lhe haverem retirado a rede a meio do seu espectáculo circense na residência oficial de S.Bento.
Apenas, e num prazo previsível de cerca de um mês, poderá contar com o ridículo proveito de benesses como Deputado da República, com o qual terá de suportar fortes encargos de imagem pessoal.
Tem como registo curricular positivo, grande capacidade de argumentação como actor-comentarista televisivo, enorme capacidade para visões astrais, cliente cartão platina nos vários espaços de diversão nocturna lisboeta, desmedida força de luta e de defesa passiva - a carne é fraca - aos constantes assédios das fãs de jet-oito e de algumas honestas mulheres trabalhadoras em sociedades unipessoais, que lhe atribuíram o cognome de Lavagante (um ascendente sobre seu antecessor que não passou de Cherne) nas suas últimas tournées nacionais.
(recebido por mail com autoria desconhecida. Contudo a utilidade do anúncio exige a sua publicação)