quarta-feira, janeiro 25, 2006

Duas questões éticas

a) Primeira questão:

Suponhamos que conhece uma mulher que está grávida, mas que já tem 8 filhos, dos quais 3 são surdos, 2 cegos e um retardado mental. Além disso a mulher tem sífilis. Recomendaria que ela fizesse um aborto?

Responda mentalmente, depois leia a segunda questão.

b) Segunda questão:

Está na hora de eleger o Presidente do Mundo, e o seu voto é determinante. Os dados dos três principais candidatos:

O candidato A está associado a políticos corruptos e consulta astrólogos. Tem duas amantes. Fuma como uma chaminé e bebe oito a dez martinis por dia.

O candidato B já foi destituído duas vezes, dorme até ao meio-dia, fumava ópio na escola e bebe um quarto de litro de whisky todas as noites.

O candidato C é um herói de guerra condecorado. É vegetariano, ocasionalmente toma uma cerveja e nunca teve casos extraconjugais.

Entre esses três candidatos, qual escolheria? (responda honestamente)
Provavelmente o...... candidato C
Veja agora a chave:
O candidato A - era o Franklin D. Roosevelt
O candidato B - foi nem mais nem menos o Winston Churchill
O candidato C - era só o Adolf Hitler

E a propósito:

A respeito da questão do aborto: Se respondeu "sim", saiba que acaba de matar Beethoven

(recebido por mail)

10 Comments:

At quarta jan 25, 01:31:00 da tarde, Anonymous Carlos Esperança said...

Vão aparecer muitos textos a contrariar a necessidade de rever a lei do aborto.

Este é um deles, a influenciar negativamente a resposta ao referendo.

Desde já, revelo que subscrevo os vários projectos que evitam que as mulheres sejam perseguidas criminalmente por motivo do aborto.

 
At quarta jan 25, 02:19:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

A pergunta é:

Como descriminalizar o aborto (que a maioria da população, estou convicto, aceitaria) sem criar as necessárias medidas para que o mesmo possa ser feito de forma segura e legal (o que já é condenado por uma grande parte da população)?

 
At quarta jan 25, 03:05:00 da tarde, Blogger el__sniper said...

A resposta à primeira questão não é sim, nem não. Tem de atender à questão da época, coisa não feita.
A segunda é óbvia, candidato A (jamais votaria em quem quer parecer um santo - já agora Cavaco tb diz que não bebe), já agora do candidato C omitiu-se que tentou apoderar-se do poder através de um golpe de estado (ou isso não conta)?

 
At quarta jan 25, 04:32:00 da tarde, Anonymous Carlos Esperança said...

el__sniper:

E quanto à fidelidade conjugal de Hitler, que eu desconhecia e não me interessa, pode tratar-se da alegada homossexualidade que se lhe atribui (numerosos psicólogos).

Isso não invalidou que judeus, homossexuais e ciganos tenham sido vítimas da orgia de horror conduzida pelo medíocre pintor.

 
At quarta jan 25, 07:23:00 da tarde, Anonymous quatro perguntas said...

Se o Estado pode punir o aborto, como pode exigir a vida aos soldados?

Se o Estado pode punir o aborto, como pode permitir que os jovens continuem a alimentar os bancos de órgãos com desastres de motos e automóveis?

Se o Estado pode punir o aborto, como pode continuar a permitir a bebedeira colectiva de sexta é sábado de madrugada que tantos jovens tem levado para o Reino de Baco?

Se o Estado pode punir o aborto, como pode continuar de braços cruzados com a pena de morte que é a sida nas cadeias?

Etc, etc, etc.

PS - Sabem qual foi um dos segredos da revolução nórdica? Nacionalizar a produção e distribuição de alcool e bebidas alcoólicas. Claro que isto para nós é blasfémia, pois também gostamos da pinga.

 
At quarta jan 25, 10:58:00 da tarde, Anonymous alguém que passou por aqui said...

evidentemente que as charadas artificialmente feitas simples, como estas duas discussões, não permitem uma correcta análise das situações e, acima de tudo, são tendenciosas no sentido da resposta errada...
No primeiro caso, como aqui já foi dito, há toda uma série de factores a considerar e que não foram expostos. À partida, nem sequer sabemos se a mulher pretende abortar ou não!!! não sabemos também se os filhos são todos do mesmo pai ou qual etiologia das doenças de 6 deles! recomendar abortos?... podemos colocar a questão nesses termos? parece-me que podemos informar dos riscos e esperar uma resposta da visada, não mais do que isso.
Em relação à escolha do presidente do mundo... ora... estaríamos certamente num período em que a representatividade da terra enquanto planeta de humanos seria fulcral, isto é, num período em que outros mundos já haviam sido descobertos e que as relações com extra-terrestres (e não falo necessariamente de criaturas verdes com olhos esbugalhados e dedos compridos a tentar telefonar para casa - ET phone home). Pois bem, a mim sempre me pareceu que as pessoas demasiadamente certinhas não são excelentes negociadores ou comunicadores. Alguém com alguns vícios é mais representativo das sociedades em que vivemos. O óptimo é enimigo do bom.

 
At quarta jan 25, 11:17:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

inimigo do bom...

 
At quinta jan 26, 01:31:00 da manhã, Anonymous Carlos Esperança said...

alguém que passou por aqui:

Não deixe de passar por aqui. O nível de discussão está a melhorar francamente.

Bom sinal. A crispação passou. Fica o vigor do diálogo e a força do confronto.

 
At quinta jan 26, 06:45:00 da tarde, Anonymous alguém que passou por aqui said...

peço desculpa pelo erro imperdoável... influências de muitas leituras em inglês (onde inimigo se escreve enemy)

 
At quinta jan 26, 09:11:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

O inglês também é uma língua muito traiçoeira...

 

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