domingo, janeiro 15, 2006

Quem quer tramar a democracia?


Vale a pena reflectir sobre a posição do PSD, partido que julgávamos extinto, após o início da pré-campanha presidencial, em relação ao PGR. Quanto ao «outro partido», anda por aí de rastos, sem alternativa ao voto no candidato da direita.

O PSD já pôs a circular que o PS se prepara para demitir o Dr. Souto Moura, antes das eleições presidenciais, para evitar que Cavaco Silva o reconduza. Depois dos escândalos que o atingiram, não na sua honra individual mas nas funções que desempenha, o PGR já devia ter tomado a iniciativa de se demitir sem esperar que outra assessora viole o segredo de justiça nem que lhe dêem mais informações falsas, v.g.: «O Sr. Carlos Cruz não está a ser investigado».

É evidente que ninguém acredita na recondução do actual procurador-geral a quem os erros próprios e as circunstâncias adversas impedem a manutenção no cargo. Ninguém compreenderia que o PGR, que deixou assassinar Ferro Rodrigues e Paulo Pedroso, pudesse ser reconduzido.

O que o PSD pretende não é a manutenção do actual PGR, é um conflito entre o próximo PR e o primeiro-ministro, na convicção de que será Cavaco e, sobretudo, que não se investigue quem tramou o PS com o caso «Casa Pia».

Cavaco tem muitos defeitos, detesto pensar que possa ser presidente da República, mas é um homem sério. Aí enganam-se os apaniguados e não me surpreenderei se ainda vier a saber quem autorizou as escutas aos mais altos dignitários do Estado, quem as solicitou e que razões invocaram o Ministério Público e o/s juiz/es.

Neste aspecto, confio em qualquer dos candidatos a PR (6) para obrigar ao esclarecimento do que parece ser uma conspiração contra o regime democrático. Isto se, antes, Jorge Sampaio não resolver o assunto.

7 Comments:

At domingo jan 15, 08:44:00 da tarde, Anonymous Cónego D. Frederico said...

E.
Oxalá resolva e antes das eleições!
Bela foto!

 
At domingo jan 15, 09:40:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

As pressões que recaem sobre Souto Moura, são, num regime democrático inaceitáveis. Penso que só os mais acólitos dos partidos pensam que todos os que viram o seu nome envolvido são a 100% inocentes. Muitos poderão não ter participado nas festas, mas dúvido que ignorassem a sua existência. Penso que existiam personalidades dos partidos no poder (PS e PSD) envolvidos, só isso justificaria o encobrir dos casos em que o embaixador Ritto se via envolvido em vários países. Continuo a pensar que a demissão de Santana foi mais devido ao envolvimento de pessoas no governo da altura no caso e nas investigações do que na má governação.
Se calhar, se Cavaco for eleito, a demissão de Souto Moura não sucederá, pq sendo um homem frio, que não deve lealdades a ninguém dentro do PSD e CDS, e para quem os meios justificam os fins (ele concordaria com todas as esctas e atropelos aos direitos cívicos) deixará as investigações seguirem o seu rumo, doa a quem doer.
Penso que Alegre tentará manter as investigações, mas tb a manutenção dos direitos cívicos. poderá substituir Souto Moura, mas tentará que as investigações sigam o seu curso.
Já Soares, ...

s.

 
At domingo jan 15, 10:32:00 da tarde, Anonymous Carlos Esperança said...

«As pressões que recaem sobre Souto Moura, são, num regime democrático inaceitáveis. Penso que só os mais acólitos dos partidos pensam que todos os que viram o seu nome envolvido são a 100% inocentes».

RESPOSTA: Há quem tenha estado preso e não tenha sido acusado, posteriormente.
Já transitou em julgado a decisão.

Depois disto, é legítimo não responsabilizar por incúria, erro grosseiro ou má fé quem decapitou a Oposição?

P.S: Por lapso, tinha colocado uma foto de Cavaco que, depois, susbstituí por Souto Moura, foto cuja origem está assinalada.

 
At segunda jan 16, 03:13:00 da tarde, Anonymous Cónego D. Frederico... said...

Ó Esperança,
Preferia a outra foto!!

 
At segunda jan 16, 11:48:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Numa República todos são princípes. Embora só se ligue a alguns (mais iguais que os outros).
Parece que quem escreveu no 24H foi o célebre krinken ? (o do CCruz). Que tem um passado que tresanda.
E parece que nenhumas escutas existiram. Só números da conta a q pertencia o telefone do Exº deputado. Era uma conta recheada (do estado). E se existissem escutas? Não valemos todos o mesmo?
Que se saiba o Exº deputado foi acusado. E não pronunciado. Não sem a presença de dúvidas (duplamente insanáveis, segundo se lia na fonte; não em alguns "jornais", que saltaram sobre os factos para os afectos).
Ansiosos estão todos os partidos por encontrar um Abafador-geral da coutada portuguesa. Isto de haver corrupção, desviados, perversos esclavagistas de miúdos, dá muito stress. E então se for entre os grandes líderes, é uma carga de trabalhos.
Quem pensava que os tiques do estado novo tinham passado é melhor rebobinar...

 
At terça jan 17, 02:57:00 da manhã, Anonymous Carlos Esperança said...

Anónimo das 11H48 PM:

Tanto quanto sei estão, entre outros, Mário Soares e Mota Amaral.

Concordo com algumas coisas que escreveu mas discordo em absoluto de um Estado sob escuta, de uma democracia vigiada, de políticos investigados e presos sem fortes indícios criminais.

Só a leviandade pode permitir acusações infundadas a quem tem poder e meios para se defender.

Não será uma forma de desacreditar um processo repugnante com demasiados implicados?

 
At sexta abr 27, 01:53:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

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