sexta-feira, março 31, 2006

Assembleia da República – Parabéns PS e BE


A aprovação do projecto de lei da paridade que impõe 1/3 de deputados como mínimo para cada um dos sexos, é uma novidade que vai beneficiar a Assembleia da República.

O diploma não discrimina qualquer dos sexos. Impede até que as mulheres confisquem o Parlamento em seu proveito, obrigando a que, pelo menos 33,333% sejam homens.

É um sinal de modernidade e um ar de frescura que – estou certo –, vai contribuir para que a política atraia mais e melhores pessoas e se acentue a dedicação à República.

Não é crime ter votado contra, mas é uma nódoa que alguns partidos deixaram cair.

Às vezes só a força da lei consegue romper hábitos ancestrais e pôr fim à discriminação que persistiu ao longo dos séculos.

Era o caso. Uma sociedade que discrimina um dos sexos é uma sociedade injusta.

O apoio de figuras como Helena Roseta, Inês Pedrosa, Isabel do Carmo, Júlio Machado Vaz, Leonor Xavier, Maria Antónia Fiadeiro, Maria Teresa Horta, Miguel Vale de Almeida e Teresa Pizarro Beleza é eloquente.

Nota: Em 1911 a médica Carolina Beatriz Ângelo, viúva e mãe, votou nas eleições para a Assembleia Constituinte, invocando a sua qualidade de chefe de família.
A lei foi posteriormente alterada, reconhecendo apenas o direito de voto a homens.

11 Comments:

At sexta mar 31, 07:35:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Sabendo que uma percentagem muito diminuta de pessoas nescem com os dois sexos, se por acaso um dos eleitos sofrer desta mutação genética é contabilizada em que parte?

Agora a sério, quotas é um atestado de menoridade às mulheres. Hoje as (poucas) mulheres que chegaram a AR têm o respeito dos homens, amanhã não...

... os hábitos mudam-se mudando a sociedade, não com a força da lei. Se assim fosse o Afeganistão e o Iraque eram exemplos maravilhosos da democracia imposta com armas.

 
At sexta mar 31, 08:33:00 da tarde, Anonymous Carlos Esperança said...

Prezado leitor:

Tenho uma posição antagónica da sua. Não é grave.

Só sei viver em pluralismo.

Lembro-lhe, no entanto, que as mulheres são discriminadas na Tora, na Bíblia e no Corão.

O facto de as mulheres terem recentemente adquirido direitos de cidadania plena, não absolve os homens das dificuldades artificiais que ljhes criaram.

De qualquer modo, a lei exige 1/3 mínimo para cada sexo. Não é a favor das mulheres. É contra os preconceitos.

 
At sexta mar 31, 09:07:00 da tarde, Anonymous Aristides said...

Que respeito terão as mulheres dos seus pares que, no futuro, garantirem o seu lugar no Parlamento ou nas Câmaras SÒ(!) porque são mulheres?

 
At sábado abr 01, 12:17:00 da manhã, Anonymous Carlos Esperança said...

Aristides:

Se não fosse a discriminação positiva em relação aos negros nos EUA a integração (ainda precária) seria bem menor.

 
At sábado abr 01, 12:32:00 da manhã, Anonymous Ze said...

Meu querido Amigo Esperança... esta lei é bem ao estilo "novo" PS não F... e também não sai de cima ...

 
At sábado abr 01, 12:53:00 da manhã, Blogger André Pereira said...

O Parlamento está de parabéns. Olhem para as bancadas e vejam que quase só as mulheres socialistas e bloquistas têm capacidade e mérito suficientes para serem deputadas. Ou será que as deputadas socialistas e bloquistas são piores que os seus colegas homens?
Será que a quota tem resultados assim tão maus?
Parabéns ao PS e ao BE por aprovarem uma lei que marca a História da nossa democracia.

 
At sábado abr 01, 02:48:00 da tarde, Blogger The_new_hope said...

Numa sociedade onde cada profissão parece ter um género é bom que se comece a diversificar e impor pluralidade mesmo correndo o risco de não ter os melhores nos locais indicados. No entanto discordo que só em certas áreas se pense nesta solução. Poruqe não fazê-lo para todas as profissões? Porque não em todas as actividades?
Mesmo no sector privado?

Num país onde o machismo ainda impera começa a nascer uma nova corrente ideológica, a dos machistas que têm medo de o mostrar.

Continuo a achar que a melhor forma de abrirmos sectores da nossa socieddade ao outro sexo será sempre com cultura, informação e quebra de barreiras sociologicas e não com imposições que podem comprometer mesmo a sua qualidade.

Fica no ar a pergunta: e se não houver mulheres em número suficiente a quererem concorrer por determinado partido? Fica esse partido sem poder concorrer?
Pode ficar assim comprometida a pluralidade democrática, que para mim é substancialmente mais importante que a partilha dos sexos!!!

 
At sábado fev 17, 05:24:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

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At sábado mar 17, 04:15:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

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At sexta abr 11, 08:58:00 da tarde, Blogger António said...

É assim mesmo, mulheres nas obras, nas pontes,nos tuneis, nas torres, nas pescas de alto mar, etc, etc. igualdade é igualdade, ou não? já agora paridade nas escolas, nas faculdades, nos hospitais, não sei do que estão há espera. IGUALDADE.

 

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