domingo, março 26, 2006

Um deputado de braço ao peito

Médico de Preto arguido

Inspecção-Geral de Saúde instaura processo disciplinar

«O MÉDICO do Hospital de Santa Marta, em Lisboa, que engessou o braço de António Preto antes de o deputado social-democrata ir fazer uma «recolha de autógrafos» ao Ministério Público - para verificar a sua assinatura -, foi constituído arguido num processo disciplinar interposto pela Inspecção-Geral de Saúde (IGS).

O médico, especialista em cirurgia cardiovascular, é cunhado de António Preto e está indiciado por utilização indevida dos serviços públicos e por existirem suspeitas de má prática clínica. Isto porque o médico justificou a «imobilização do braço» do deputado, quando lhe foi pedido para o fazer, dizendo ter diagnosticado uma «flebite» ao seu doente».
Expresso, 25-03-06

8 Comments:

At domingo mar 26, 09:03:00 da tarde, Anonymous e-pá! said...

Os "favores" familiares e, provavelmente a solidariedade política, acabam nisto.
Os médicos não devem tratar a sua família. Tem dificuldades em gerir a saúde dos seus parentes por envolvimento afectivo e eventual perturbação do discernimento clínico.
No caso vertente, além desse pecadilho, poderá haver outro:
falta de discernimento que estava perante um caso de investigação judicial de um investigado por eventual crime de corrupção.
Portanto, para além uma desaconselhável prática clínica há a associação a uma obstrução à investigação e desenrolar do processo. Deontologicamente, frágil, para o cunhado, médico.
Não será?

 
At domingo mar 26, 09:05:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

O cunhado deu "um tiro no pé".
Será que, também, vai ser engessado?

 
At domingo mar 26, 10:30:00 da tarde, Blogger cardeal patriarca said...

Oh Pá

Para além dos atestados falsos agora também há gessos falsos. E pelo mesmo motivo, aldrabar ou um patrão ou a justiça, neste caso.

E não é preciso tanto paleio, de cariz médico, para chegar à conclusão que não se pode tratar a prima - porque pode tirar o discernimento.

Só se fôr podre de boa.

 
At segunda mar 27, 11:41:00 da manhã, Anonymous jagudi said...

Há um certo tipo de paleio, justificativo e desculpabilizador, que merece o epíteto de ingénuo.
Mas convém ter a noção de que o tempo das ingenuidades já lá vai.
E de que é perigoso não chamar os bois pelos nomes. Há práticas e atitudes que são, simplesmente, falta de princípios cívicos, ou falhas de consciência ética e deontológica, ou simplesmente cumplicidades na corrupção. Todas elas "virtudes" muito portuguesas, como é sabido.

 
At segunda mar 27, 11:37:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

ahahahahahahahah
Não sei bem porquê, mas esta história toda só me faz lembrar a Fátima Felgueiras... porque será????
Os inteligentes entendem o que quero dizer, duvido seriamente que o Carlos Esperança entenda...

 
At terça mar 28, 12:14:00 da manhã, Anonymous Carlos Esperança said...

...duvido seriamente que o Carlos Esperança entenda...

11:37 PM

Lembro ao divertido anónimo que Fátima Felgueiras não é autarca do PS e o advogado Preto é deputado do PSD.

Desonestos há em todos os partidos mas este caso tem tido a cobertura, ou o silêncio, do PSD.

 
At sexta mar 16, 11:25:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

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At terça abr 24, 12:45:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

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