segunda-feira, maio 15, 2006

Humberto Delgado nasceu há cem anos

(Imagem de arquivo da Fundação Humberto Delgado)
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Nasceu há cem anos o homem que a ditadura salazarista impediu de ser presidente da República (1958), por fraude, e de continuar a viver (1965), por assassínio.

Humberto Delgado não foi a única vítima dos esbirros do fascismo, uma excepção na longa história de repressão, mas foi um destacado opositor a quem a morte trágica e o exílio conferiram a auréola do martírio.

O chefe da brigada da PIDE que levou a cabo o homicídio, Rosa Casaco, passeia-se hoje pelo país que ajudou a transformar em cárcere. Arrasta livremente a sua incultura e pusilanimidade com ameaças a democratas, depois de ter visto prescrever o crime.

O então ministro do Interior, Alfredo dos Santos Júnior, morreu de velho e de velhaco, com a reforma de presidente do Conselho de Administração duma importante empresa do Estado.

Salazar, ditador vitalício, perdeu o conhecimento, sentado, graças ao caruncho de uma cadeira, e morreu deitado no Hospital da Cruz Vermelha. Os velhos torcionários ficaram impunes, enquanto o «general sem medo» continuou a ser difamado depois de morto.

Hoje, um século após o seu nascimento, é tempo de prestar homenagem a quem fez tremer a ditadura e no combate persistente que lhe moveu perdeu a vida.

Humberto Delgado foi, até então, o general mais novo das Forças Armadas Portuguesas.

A partir de 1958 consagrou a vida à luta pela liberdade. Hoje é património do País que amou e dos democratas que não suportam as tiranias seja qual for o pretexto, qualquer que seja o seu sinal.

Apostila - Na homenagem a Humberto Delgado incluímos a filha, Iva Delgado, a quem saudamos, que tem dedicado a vida à preservação da memória de seu pai.

6 Comments:

At segunda mai 15, 07:37:00 da tarde, Anonymous e-pá! said...

CE:

Por tudo o que está no post não posso deixar de recordar a elevada postura política e de cidadão de Manuel Alegre que, na campanha elitoral para a PR, homenageou o Gen. Humberto Delgado na Praça Carlos Alberto (muito próximo da famosa varanda onde em 1958 Delagado falou do Porto para o País).
Nessa homenagem referiu que o general "deu uma grande sacudidela no medo e abalou o regime" salazarista.

Durante a referida campanha esta atitude de cidadania e de preito democrático foi considerada (no interior do PS) um aproveitamento saudosista e demagógico.


Finalmente a vida de luta que Humberto Delgado encetou com a sua candidatura levando-o ao exílio e, depois, à morte, faz-me recordar o que escreveu o Padre António Vieira (peço desculpa ao Esperança pela evocação de um clérigo):

“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, fizestes o que devíeis; ela o que costuma”.

 
At segunda mai 15, 07:47:00 da tarde, Anonymous Carlos Esperança said...

e-pá!

Obrigado pelo seu comentário, um contributo para o post, e sobretudo para o combate democrático que a todos deve mobilizar.

 
At quarta fev 28, 06:04:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Rosa Casaco, fotografo, bon vivant, lancia fulvia

 
At sábado mar 17, 10:33:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

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At sexta abr 27, 01:08:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

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At sexta abr 24, 07:54:00 da tarde, Blogger Miguel Lima said...

Humberto delgado, um mulherengo, vaidoso e arrogante, virou-se contra o Estadista, porque este não lhe deu ocargo de governador de Angola..., típico de vaidoso... ainda por cima, foi simpatizante do regime nazi, de Hitler..., obviamente os democratas não gostam que se fale desta página da vida daquele que foi assassinado por "amigos", conforme diz HENRIQUE SERQUEIRA no livro "ACUSO". Na capa estão lá as fotos deles, mas não do Estadista ou agentes da PIDE!

 

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