quinta-feira, outubro 26, 2006

A Ponte de Entre-os-Rios


A absolvição de todos os arguidos no julgamento do processo da Ponte de Entre-os-Rios é apenas a última derrota do Ministério Público.

Setecentos comensais num jantar de despedida a Souto Moura não constituiram uma homenagem, foram o ruído de fundo para abafar o fragor de um fracasso.

8 Comments:

At quinta out 26, 08:36:00 da manhã, Anonymous jagudi said...

Boa varada, Esperança!
Os reais arguidos seriam outros, quem sabe, mas esses não estavam lá.
E depois que interessa isso, essas questões do populacho, se nós, gradas personalidades deste grande teatro, podemos juntar-nos à mesa, e arrotar discretamente, e fazer ruído social, e político, e tudo. A senhora justiça?! Quem é essa gaja?! A quem é que ela interessa?!

Chapelada!

 
At quinta out 26, 11:54:00 da manhã, Anonymous e-pá! said...

Estou completamente de acordo com as afirmações de Jorge Coelho no programa "A Quadratura do Círculo":
"não é possível que 59 pessoas tenham morrido a atravessar um equipamento cuja manutenção é da responsabilidade do Estado e, feita a investigação, ninguém seja responsabilizado".

De facto, a única responsabilidade assumida foi a política, pelo próprio Jorge Coelho que, de imediato, se demitiu do cargo de ministro das Obras Públicas.

 
At quinta out 26, 02:51:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Ouçai-me, meretíssimos!:
Quanto pagou (+ ou -) o Estado por esta montanha de papéis (sentença)que nem um ratito chegou a parir?
Agradecido,
FP

 
At quinta out 26, 04:16:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Justiça, justiça, têem sinónimos?.
E ainda houve um ministro que demissionou. Parabéns senhor ministro.
Os juízes que crêem ser mecha, quando são o sebo, eis o problema.
Como os responsáveis de serviços do Estado, ou outros, como de costume, não são responsáveis de nada quando acontece um "Entre os Rios", ou outra catástrofe.
E portanto se fizessem o trabalho para o qual são pagos, haveria menos acidentes.

 
At quinta out 26, 04:50:00 da tarde, Anonymous Carlos Esperança said...

Ouçai-me, meretíssimos!:
Quanto pagou (+ ou -) o Estado por esta montanha de papéis (sentença)que nem um ratito chegou a parir?
Agradecido,
FP

RE: Não podemos culpar os meritíssimos. Eles decidiram, e, seguramente, bem.

O MP é que tinha de fazer a prova e apresentar a julgamento as pessoas certas.

 
At sexta out 27, 11:26:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Se o tribunal, ouvindo as testemunhas e arguídos, chegou à conclusão de que estes engenheiros tinham alertado para o perigo e o envelhecimento da ponte e da necessidade de construir uma nova, então os responsáveis pela queda são os políticos que não o fizeram... ...e mantiveram esta ponte aberta.

Esses serão culpabilizados???????

Por outro lado se a extracção de areias do rio contribuiu para a queda da ponte, o responsável não é quem retira a areia, mas quem a autorizou, e esta autorização vem de cima sempre com o aval do ministério do ambiente. Aí alguém segue, cegamente, procedimentos que o ministério (secretários de estado e ministros) implementaram, sendo culpados quem os implementou e quem não os mudou.

Já agora, Sócrates não estava nesse ministério nessa altura?

el s

 
At sexta out 27, 04:42:00 da tarde, Anonymous Carlos Esperança said...

e_s:

Acredita mesmo que os que retiram a areia do leito dos rios procedem com a mais exemplar legalidade?

Ou quer apenas atacar um Governo do PS?

Olhe que a Cardona, o Bagão e o Portas só não acabaram com os socialistas porque não lhes deixaram.

 
At segunda out 30, 11:40:00 da tarde, Anonymous H. Raqui said...

"Há males que vêm por bem"

Infelismente, morreu muita gente... mas que seriam das Estradas de Portugal com um Vitor Batista a disparatar a toda a hora ?!...
Ainda bem que o ministro se demitiu, arrastando o Parreirão e o parceiro V.Batista.
É certo que não tiveram nada a ver com a queda da ponte, mas foi um descanso para o futuro daquela casa.
Tenho dito!

 

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