quarta-feira, maio 31, 2006

Templo da Índia

A beleza, a opulência e o esplendor.

Esqueçamos a miséria do povo na época da sua construção.

Iraque - a mãe de todas as tragédias

O massacre de civis iraquianos por fuzileiros dos EUA era a nódoa que faltava ao pior presidente dos EUA e aos cúmplices que o apoiaram na demente aventura do Iraque.

O alegado massacre, em Novembro, de 24 civis por fuzileiros navais americanos na cidade de Haditha, a noroeste de Bagdade, não é apenas um espinho na reduzida credibilidade americana, é uma crueldade gratuita que envergonha a democracia.

À medida que a onda de violência se agrava e que são conhecidos actos de genocídio e várias frentes de limpeza étnica, perpetrados por iraquianos, cresce a raiva e a censura ao presidente dos EUA e aos cúmplices europeus que o apoiaram.

Perante o desvario, que dividiu a Europa, como é possível, agora, conter o desvairado presidente do Irão que nega o holocausto, pretende erradicar Israel e persiste na aventura nuclear.

Os países democráticos que se comprometeram na ocupação do Iraque tiveram os piores dirigentes, no pior momento, a tomar as piores decisões.

terça-feira, maio 30, 2006

O fim de um velho monopólio


«Acabou o último monopólio legalizado em Portugal: o da propriedade das farmácias. Um monopólio estúpido, arrogante e prejudicial. Que não tinha defensores fora do círculo dos próprios monopolistas. Que nenhum governante conseguia defender. E que no entanto durou 40 anos».

(Pedro S. Guerreiro – Jornal de Negócios, hoje)

Promiscuidade autárquica



"Só nos últimos dois meses a dívida da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis aumentou mais de dois milhões de euros", noticia o JN.
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«A informação foi avançada, ontem, numa conferência de Imprensa da comissão política concelhia do PS, onde foi, ainda, referido o caso do uso de um projector multimédia, propriedade da Câmara, numa iniciativa do PSD onde esteve presente Marques Mendes.
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"Uma manifestação digna de registo e de comparação com a melhor caricatura da pior das prefeituras da América do Sul e que teve, além de mais, o demérito de envergonhar todos os oliveirenses, por ter sido notícia de "prime time" na televisão pública do Estado", disse a presidente da comissão concelhia, Helena Terra.
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NOTA: Esta promiscuidade que certamente atinge vários partidos (basta lembrar Avelino Ferreira Torres) é absolutamente inolerável. O que dirá a isto o presidente da Associação Nacional de Municípios? E o PGR? E nós, portugueses?

Aquecimento global

(foto de origem desconhecida)

segunda-feira, maio 29, 2006

A sucessão de Carlos Encarnação

(Trecho de Coimbra, hoje )

Horácio Pina Prata, ansioso por substituir Carlos Encarnação, assina hoje um artigo de opinião no «Diário as Beiras» na qualidade de «Vice Presidente da Câmara Municipal de Coimbra», sob o título «Eu quero Coimbra. E os senhores?!».

Não se vê no referido artigo, algo hermético, um projecto para a cidade e o seu concelho. Vislumbra-se um repto aos deputados do PS como se fossem eles os responsáveis pela gestão da autarquia.

Nota-se a necessidade de alijar responsabilidades próprias e a tentativa de comprometer o PS, subterfúgio habitual de quem fracassa.

Pina Prata não tem dimensão política à altura das suas ambições mas tem poder para influenciar o xadrez político local.

Estou certo de que vai ser Presidente da Câmara no tempo que mediar entre o abandono de Carlos Encarnação e as eleições seguintes.

Nas próximas eleições autárquicas, Pina Prata tem fortes possibilidades de ser reeleito vereador. Da oposição.

A MAIS BELA BANDEIRA DO MUNDO

A MAIS BELA BANDEIRA DO MUNDO

O verdadeiro relato (na 1ª pessoa) do que aconteceu na MAIS BELA BANDEIRA DO MUNDO (organização do BES e da SIC).

O que o público da TV viu:

- ambiente de festa

- uma bela bandeira

Rafeiro e energúmeno

Quanto à oposição, a estratégia é «isolar comunistas e socialistas, ou seja os rafeiros e energúmenos».

Alberto João Jardim, congresso do PSD/Madeira (Diário de Notícias de 28-05-2006, pg. 5).

Esperemos que sim

Jardim quer saber se Madeira pode ser «auto-sustentável».

Lília Bernardes, Diário de Notícias – hoje.

domingo, maio 28, 2006

O PSD/Madeira em congresso

O PSD/MADEIRA está reunido este fim-de-semana em Congresso depois de Alberto João Jardim ter sido reeleito líder do partido com uma expressiva maioria de 93%.

Desde a reivindicação de tribunais próprios de primeira instância, até aos habituais ataques ao Governo nacional e aos recados ao PR, o folclore tem estado à altura do líder vitalício e da dimensão das maiorias que obtém.

Os renovados ataques à comunicação social, feitos na presença de Marques Mendes, mereceram o silêncio deste que elogiou o líder do governo regional e a o apontou como exemplo do melhor que o País tem.

É o medo de que o PSD nacional venha a parecer-se com o PSD/M que assusta Portugal.

Adenda: Vale a pena ler, como sempre, a análise da jornalista Lília Bernardes em «Congresso sem história»

TIMOR - Solidariedade ou soberania

Lusa – Manuel de Almeida (D. N.)
A presença de tropas australianas em Timor é um acto de cooperação ou de ingerência?

Trata-se de manter a ordem, apoiando o Governo do legal, ou de interferir na orientação política do jovem país?

A pretexto da manutenção da ordem procura-se a paz ou a partilha do petróleo?

Da resposta a estas perguntas poder-se-á concluir se Timor é um país ocupado (ontem a Indonésia, hoje a Austrália) ou apenas um país à procura do seu próprio caminho.

28 de Maio de 1926


Há quem esqueça o período negro do salazarismo que oprimiu Portugal, quem denigra a primeira República para justificar a ditadura e deprecie a democracia para reabilitar o regime autoritário que a precedeu.

São reaccionários, oportunistas e trânsfugas para quem a história é o conjunto de factos que se deturpam ao sabor dos interesses e da sua ideologia.

Faz hoje 80 anos que um golpe militar, igual a outros que os militares tinham por hábito levar a cabo, sempre em defesa da ordem, do saneamento financeiro e da restauração da autoridade do Estado, deu origem a uma longa e sinistra ditadura.

Deixar que o tempo apague a memória e a amnésia absolva os crimes, é serviço que se presta às forças totalitárias que estão adormecidas mas não foram erradicadas.

É preciso recordar que houve tempo em que um país com 40% de analfabetismo, uma mortalidade infantil que envergonhava qualquer país europeu e uma esperança de vida diminuta, era apresentado como tendo a governá-lo um homem providencial.

O ensino primário que na primeira República era obrigatório e tinha cinco anos de escolaridade foi reduzido a 4, para rapazes, e a 3, para meninas.

Mas foi a repressão e a miséria que fizeram do Estado Novo (pseudónimo da ditadura) uma mancha indelével na história do séc. XX, em Portugal.

Prisões sem culpa formada, degredo, exílio, espancamentos, assassinatos e perseguições foram a chave do triunfo de uma obscura ditadura que excluiu Portugal do convívio das nações livres e prolongou o atraso que a monarquia legou.

O 28 de Maio foi um acidente de percurso na história, uma nódoa que manchou a honra do País e comprometeu o progresso de Portugal. Triste sina a nossa. Maldita tirania.

sábado, maio 27, 2006

Até que enfim...

O primeiro ministro José Sócrates, disse no parlamento, durante o debate mensal, que a propriedade das farmácias vai deixar de ser um exclusivo dos licenciados em farmácia.

Prometeu ainda que seriam autorizadas 300 novas farmácias.

Até hoje não tinha havido coragem para pôr cobro a tal anacronismo.

Resta saber se a Associação Nacional de Farmácias, uma poderosa e pouco transparente associação patronal, dirigida por João Cordeiro, recebeu algo em troca.

sexta-feira, maio 26, 2006

O Codigo Da Vinci

(Imagem de origem desconhecida que há muito circula na Internet)
*

A quantidade de países e instituições que têm procurado impedir a exibição do filme é um perigoso indicador que nos remete para os tempos ignominiosos da censura.

Voltam os medos que nos obrigavam a estar atentos a quem nos espiava as conversas e devassava a intimidade.

Comunicado - Penitenciária

Comunicado:
O Secretariado da Secção da Sé Nova do Partido Socialista, reunido no dia 23 de Maio de 2006, deliberou:
1) Concordar com a remoção dos estabelecimentos penitenciários da Freguesia da Sé Nova;
2) No espaço que ficará disponível para a cidade deverá dar-se prioridade a:
i) espaços verdes,
ii) espaços culturais,
iii) espaços de lazer (nomeadamente desportivos),
iv) construção de equipamentos sociais, designadamente residências de estudantes, centros de dia e de noite para apoio à terceira idade, uma creche e jardim-escola;
v) espaços de trabalho para a Universidade de Coimbra, e
vi) alguma habitação (com elevada percentagem a preços sociais, com vista a atrair jovens para o centro da cidade).

O Secretário-coordenador,
André Gonçalo Dias Pereira

Turquia – Defesa da Europa em perigo


A Turquia é o cordão sanitário de que a Europa carece para se defender da demência do fascismo islâmico e que os europeus teimam em manter fora da União.

É difícil convencer os guardiões da nossa segurança a escorraçar os inimigos quando nos recusamos ao convívio e os obrigamos a voltar-se para eles.

Os problemas da adesão da Turquia à União Europeia são grandes. A história, a cultura e os costumes separam-nos, mas os problemas serão maiores se persistirmos em manter a guarda pretoriana fora das fronteiras cuja defesa lhe confiamos.

Há na Europa desenvolvida, rica e sofisticada um egoísmo exacerbado, uma indiferença cruel perante a miséria que a rodeia, um racismo larvar pelos que nos invadem à procura da sobrevivência.

A falta de acordo nas políticas de defesa e relações exteriores, a desconfiança inglesa do ideal europeu e a relação de amor/ódio da Europa com os EUA tornam a coesão difícil, agravada com o NÃO da França e da Holanda, em 2005.

Há dias, um extremista islâmico assassinou o juiz Mustafa Yucel Ozbilgin e atingiu outros que, de acordo com a Constituição, confirmaram a proibição do véu islâmico nas escolas e serviços públicos. O funeral constituiu uma grande manifestação de pesar dos sectores laicos da sociedade turca.

O general Hilmi Ozkok condenou o ataque aos juizes da segunda câmara do Supremo Tribunal Administrativo como acto de terrorismo levado a cabo por fundamentalistas islâmicos, exortando os turcos a uma defesa constante da laicidade.

Por sua vez, o primeiro-ministro, Tayyip Erdogan, censurou o general por ter louvado os milhares de turcos que condenaram o assassínio pelo fanático que disse tê-lo feito para punir a defesa intransigente da laicidade do juiz.

Enquanto o chefe militar, a quem falta legitimidade democrática, defende a separação da Igreja e do Estado, como a Constituição obriga, o primeiro-ministro que venceu as eleições sonha com a oportunidade de rasgar a Constituição e impor a sharia, forçando o País a um modelo de vida de acordo com o Corão.

Estes acontecimentos reforçam a defesa da integração da Turquia. É uma questão de saber como se defende melhor a liberdade e a democracia sem as quais não há Europa.

quinta-feira, maio 25, 2006

Cada segundo conta

Este mensaje incluye imágenes. Si no puede verlas, por favor pulse aquí

Querido amigo,
Querida amiga,

Nemat tiene 17 años, es iraní y ha sido condenado a muerte. No sabemos donde lo tienen recluido, pero sí sabemos que, si no paramos la cuenta atrás, Nemat colgará muerto probablemente de una grúa en unos días o quizás en unas horas.

Entre Nemat y la muerte sólo estamos nosotros. Y cada segundo cuenta.Firma ahora nuestra petición de apoyo a Nemat y, por favor, reenvía este mensaje a tus contactos.

No podemos parar el tiempo, pero sí que podemos hacer que las cosas cambien.En nombre de Nemat, muchas gracias.Esteban BeltránDirector – Amnistía Internacional

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Timor adiado

É com grande pesar que os portugueses acompanham a situação de instabilidade em Timor-Leste.

Um grupo de militares insatisfeitos. Um líder de duvidosas intenções e um país parado. Um país a andar para trás.

Eu próprio preparava-me para embarcar na próxima semana - no âmbito de um projecto da Fundação das Universidades Portuguesas - para aquele país onde iria leccionar num curso de preparação à Licenciatura em Direito que estava previsto começar em Setembro. Tudo adiado!

Um país a dar os primeiros passos por vezes tem estes percalços. Tenhamos paciência e confiança.

Portugal deve apoiar Timor-Leste. As forças militares e policiais portuguesas devem partir o mais cedo possível e logo que autorizadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Espero que tudo isso não demore os 30 dias! Nessa altura seria tarde de mais, não estivessem lá já as forças australianas.

quarta-feira, maio 24, 2006

As calúnias, os cobardes e os mentirosos

Ontem, no post «O congresso do PSD e a Regionalização», um corajosos anónimo escreveu, a despropósito, o seguinte:

«O problema de Portugal não é dos projectos é das pessoas... Tomem lá mais um exemplo:

A SUSANA ISABEL COSTA DUTRA É FILHA DE QUÊM????

SABEM EM QUE CONSISTE A "MANUTENÇÃO" DO SITE DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA?

NÃO? OK! EU ESCLAREÇO: TRATA-SE DE ACTUALIZAR CONTEÚDOS, UM TRABALHO QUE PROVAVELMENTE MUITOS DOS V/FILHOS FAZEM LÁ NA ESCOLA OU EM CASA "COM UMA PERNA ÀS COSTAS".

POR FALAR EM "COSTAS" ACHAM QUE O MINISTRO COSTA RECORREU AO OTL E PEDIU UM PUTO QUALQUER PARA TRATAR DO ASSUNTO? NÃO! TRATA-SE DE UMA TAREFA ALTAMENTE TÉCNICA QUE JUSTIFICA UMA REMUNERAÇÃO DE 3.254,00 EUROS MAIS O SUBSÍDIO DE ALMOÇO, CLARO.

E SABEM QUEM TEM O PERFIL ADEQUADO A ESSA FUNÇÃO? NÃO?

OK! EU ESCLAREÇO.

TRATA-SE DE SUSANA ISABEL COSTA DUTRA.

VOLTANDO AO TEMA DO ASSUNTO E RESPONDENDO, SUSANA ISABEL COSTA DUTRA, É FILHA DO MINISTRO ALBERTO COSTA.

QUANDO FOREM AO SUPERMERCADO E PAGAREM O IVA A 21% NÃO SE ESQUEÇAM QUE A SUSANA ISABEL COSTA E FAMÍLIA (LEIA-SE O MINISTRO COSTA) AGRADECEM. SE PUDEREM ESPALHEM POIS PODE HAVER ALGUÉM QUE NÃO TEM ACESSO AO DIÁRIO DA REPÚBLICA QUE SEGUE EM ANEXO!

Se existirem duvidas tb posso postar o DR!!! Quiçá encontramos mais uns quantos afilhados, primos, sobrinhos, filhos de õu até quiça filhos da..."Ai Portugal..Portugal de que estás á espera!!!"
Ter Mai 23, 07:03:10 AM
...................................

Como já recebi dezenas de vezes a calúnia com o Despacho do Ministério da justiça, que aqui se publica, (V/imagem) é tempo de pôr cobro à campanha de difamação que se faz contra um antigo dirigente associativo, cujo primeiro filho nasceu com ele no exílio, e é um exemplo de verticalidade e de democrata, publicando a «Nota do ministério da Justiça»:

Nota - Contratação de Susana Dutra

Em relação à contratação de Susana Dutra como assessora do gabinete do ministro da Justiça, cumpre esclarecer o seguinte:

1 – Susana Dutra foi contratada tendo em vista, em primeira linha, a substituição do actual website do Ministério da Justiça por um portal de serviços e informações aos cidadãos e às empresas para a área da Justiça.

2 – Este novo portal, que já está on-line, exigiu a contratação de Susana Dutra, de modo a acompanhar desde já o processo de implementação técnica do portal e a sua gestão editorial.

3 – O novo portal será tecnicamente desenvolvido pelos serviços do Ministério, sem que isso envolva qualquer custo adicional.

4- Pelo contrário, até ao momento a concepção técnica e a gestão editorial do actual website estavam a cargo de uma empresa externa, contratada pelo anterior Governo, com os custos financeiros e dificuldades de comunicação inerentes a esta situação.

5 – A contratação de Susana Dutra como assessora do Gabinete foi feita com integral respeito dos procedimentos legais e o seu vencimento decorre da lei, sendo até do ponto de vista financeiro mais vantajosa que a manutenção do contrato com uma entidade externa ao Ministério.

6 – Paralelamente ao seu trabalho na gestão editorial do novo portal da Justiça, a Susana Dutra, jornalista com experiência na imprensa escrita e na gestão editorial de websites, colaborará igualmente no trabalho regular de assessoria de imprensa.

7- O Ministério da Justiça desmente de forma categórica a existência de qualquer relação de parentesco entre o ministro da Justiça, Alberto Costa, e a assessora de imprensa, Susana Isabel Costa Dutra.
http://www.mj.gov.pt/sections/informacao-e-eventos/imprensa/nota-contratacao-de/
.......

Os caluniadores vão continuar mas o cidadão Alberto Costa merece este gesto de solidariedade.

Ou, como escreveu o leitor JH, referindo-se ao cobarde caluniador:

«O problema de Portugal deve-se decerto mais a pessoas capazes da baixeza que o seu post assume. Conheço muito bem os três filhos do Ministro Alberto Costa, e nem o Jaime, nem a Joana nem a Inês (e menos ainda o pai) merecem esta falsidade, tentativa gorada, mas infame, de caluniar alguém.JH » Ter Mai 23, 04:50:06 PM

Os Blogs

(Panorama da assistência - foto de Luís Carreira)


Dando sequência à iniciativa do Instituto Superior Miguel Torga em promover aulas abertas, realizou-se hoje, quarta-feira, 24 de Maio, às14h30, um encontro subordinado ao tema “Os Blogs”.

Esta iniciativa teve como propósito discutir o fenómeno da blogosfera.

Estivemos presentes, como convidados:

Carlos Esperança – weblog “Ponte Europa” http://www.ponteeuropa.blogspot.com/;

Francisco Amaral – weblog “Íntima Fracção” http://intima.blogspot.com/ e

João Campos, jornalista do Jornal de Notícias.

A moderação esteve a cabo de Dinis Alves, jornalista e docente do Instituto Superior Miguel Torga, a quem agradeço o amável convite.

O encontro teve lugar na Casa Municipal da Cultura, em Coimbra (Rua Pedro Monteiro). Esteve aberto ao público em geral.
(Mesa da aula aberta - foto de Luís Carreira)

Nota: O essencial da minha participação pode ser vista em «Ponte Europa na blogosfera»

terça-feira, maio 23, 2006

Sem surpresa...


”Apito Dourado”:

«Suspensas todas as diligências devido ao pedido de demissão do magistrado do Ministério Público.

O magistrado do Ministério Público no caso Apito Dourado, Carlos Teixeira, pediu para sair do processo, o que levou a juíza designada a suspender todas as diligências.


O pedido de escusa apresentado pelo magistrado, que dirige o processo “Apito Dourado” desde o início em Abril de 2004, foi confirmada pela Procuradoria Distrital do Porto, noticia o diário “Correio da Manhã”, citado pela agência “Lusa” ».

Espaço dos leitores

O défice democrático na Madeira

O congresso do PSD e a Regionalização


No congresso do PSD só uma moção sectorial «Regionalizar e Descentralizar Portugal» foi chumbada – a de José Mendes Bota que, em nome da distrital de Faro, defendeu a regionalização do País e propôs um referendo para 2007 ou 2008.

São elucidativos os números da votação: 256 votos contra, 151 abstenções e apenas 84 votos favoráveis num partido que, violando a lei, pretendeu elevar Canas de Senhorim e Fátima a concelhos. A sensatez e visão política de Jorge Sampaio impediu o movimento reivindicativo de outras localidades e a explosão de movimentações bairristas.

Surpreende num partido com tão grande experiência autárquica a falta de sensibilidade para remendar uma manta de retalhos de 308 municípios e mais de 4 mil freguesias em que o País se divide.

Dizer que se é contra a regionalização é uma afirmação inócua. É como dizer que se é contra a política, contra a biologia ou contra a geografia. No fundo é a recusa de tomar partido para quem descobre na «descentralização» um alibi semântico.

O que é a descentralização sem a definição do quadro autárquico em que vai fazer-se, isto é, sem a regionalização? É a transferência dos ministérios para as sedes de distrito e as secretarias de Estado para alguns concelhos? É transformar o aparelho de Estado em repartições ambulantes a estacionar de acordo com a força dos caciques locais?

Ser contra a regionalização não é ser contra o que quer que seja, é ser a favor de coisa nenhuma.

Fizeram mal os congressistas que recusaram ouvir Mendes Bota. Calaram um companheiro para se pouparem ao incómodo de pensar.

Meter o pé na poça - uma proposta infeliz



Fundos comunitários não podem ser usados para pagar indemnizações, diz a porta-voz da CE.

segunda-feira, maio 22, 2006

Rescisões amigáveis

Se Marques Mendes fizesse ideia do sofrimento, violência e coacção psicológica que acompanha as rescisões «amigáveis» nas empresas privadas, não teria coragem de propô-las, como projecto partidário, para a função pública.

Aliás o que impediu os Governos em que participou de avançar com tão brilhante medida?

Pior, só Martins Borges de Freitas, do CDS, que declarou que a proposta ficava aquém do que o seu partido gostaria: «Essa proposta implica o pagamento de indemnizações aos funcionários a despedir ou acordo entre as partes. A nossa visão não é essa».

Claro que, quem conhece o CDS, sabe que um regime autoritário resolveria a situação sem precisar de acordo ou pagar indemnizações. Despedia os funcionários, simplesmente.

Fonte: Diário de Notícias

domingo, maio 21, 2006

Montenegro - um novo País


*
A precipitação da Alemanha e do Vaticano em reconhecerem a Croácia foram o rastilho para o desmembramento da Jugoslávia.

A derradeira etapa no processo de desintegração teve hoje lugar. Nasce um novo país, de 650 mil habitantes, que partilha língua, religião, história, cultura e costumes com a Sérvia.

Depois da separação da Eslovénia, Croácia, Bósnia e Macedónia, a Jugoslávia termina, com a independência do Montenegro. Falta o Kosovo para que o imenso mosaico étnico e religioso que um dia foi país acabe completamente balcanizado.

Pelo caminho fica um mar de sangue, genocídios católicos, ortodoxos e islamitas, a semente do ódio que o tempo dificilmente apaga e populações exiladas dos lugares onde nasceram.

A demência nacionalista, agravada pelos antagonismos religiosos, semeiam tragédias que ciclicamente ressurgem. Esperemos que a União Europeia seja a almofada onde amorteçam as rivalidades que já foram pretexto de várias guerras e enorme sofrimento.

As principais figuras estavam lá...

«Não se pode esperar que o PSD seja uma espécie de presépio que os portugueses venham adorar».

(Militante anónimo, idem, ibidem).

Finalmente, a autocrítica...

«Há comportamentos em órgãos do Estado, Senhor Presidente da República, que tipificam um não normal funcionamento das instituições democráticas»

(Alberto João Jardim, idem, ibidem).

Alibi para o PS

«O PS elegeu como bandeira colar-se às nossas ideias e tem o descaramento de nos imitar a toda a hora».

(Manuela Ferreira Leite, Congresso do PSD - V/ DN).

O Código Da Vinci queimado em Itália


A intolerância faz o seu caminho. Depois das caricaturas de Maomé que foram pretexto para desacatos da horda imensa de árabes ociosos, acicatados pela demência de mullahs, regressou à Europa o gosto pirómano contra a cultura.

As religiões monoteístas mobilizam crentes embrutecidos para protagonizarem cenas que julgávamos exclusivas da Idade Média. Na própria Europa, um romance e o filme que sobre ele foi realizado são alvos da ira eclesiástica e da fúria de crentes exaltados.

A queima em praça pública de exemplares de «O Código Da Vinci», uma iniciativa da extrema-direita italiana patrocinada por Stefano Gizzi, da Democracia Cristã, e Massimo Ruspandini, da Aliança Nacional, remete-nos para os totalitarismos do séc. XX que ensombraram a Europa.

As fogueiras são a dolorosa memória dos tempos do Santo Ofício e um perigoso indício do retrocesso civilizacional que dignitários de diversas religiões estimulam.

A ira beata contra um romance policial (bem interessante, por sinal) e respectivo filme, é uma ameaça às liberdades europeias, conquistadas através de um longo processo de secularização.

Se não formos vigilantes perante os detentores das verdades absolutas seremos vigiados de novo e a liberdade é um bem demasiado precioso para que a deixemos sacrificar no altar da intolerância e do fanatismo.

Quando se celebra o Ano Mundial do Livro há quem se excite com as fogueiras que queimam livros e incite à proibição de filmes.

Quando das caricaturas de Maomé, encontrei no PSD e no CDS aliados na defesa da liberdade de expressão. Espero achá-los de novo a execrar o comportamento violento dos díscolos que queimaram o romance de Dan Brown e querem proibir o filme.

Ponte Europa/Diário Ateísta

sábado, maio 20, 2006

Carta do GAO ao Embaixador de Espanha em Lisboa


Excelentíssimo Senhor
Embaixador do Reino de Espanha

No dia 20 de Maio de 1801, há exactamente 205 anos, os exércitos de Espanha, conluiada com a França napoleónica, invadiram Portugal e ocuparam a vila portuguesa de Olivença.
Manifesta ofensa ao Direito das Gentes, assim foi entendido pelas Potências de então que, no Congresso de Viena de 1815, onde Espanha também teve assento, reconheceram absolutamente a justiça das reclamações de Portugal sobre Olivença.

Por isso ficou consignado no Tratado de Viena, seu Art.º 105.º.

(…)

Como melhor saberá Vossa Excelência, em 7 de Maio de 1817, há 189 anos, Espanha assinou o Tratado de Viena e reconheceu sem reservas os direitos de Portugal.

Decorridos dois séculos sobre a desonrosa ocupação de Olivença, o Estado que Vossa Excelência representa jamais respeitou o compromisso assumido perante a Comunidade Internacional. Do carácter honrado, altivo e nobre que Espanha diz ser o seu, não houve manifestação e, ao contrário, actuando com ostensivo desprezo pelo Direito e pela palavra dada, Espanha cobriu-se com o labéu da vilania.

Eis, singela, a «Questão de Olivença»: uma parcela de Portugal foi usurpada militarmente pelo Estado espanhol, há 205 anos, extorsão não reconhecida e ilegítima face ao Direito Internacional.

Não obedecendo ao Direito nem respeitando os seus compromissos, é Espanha, de que Vossa Excelência é Embaixador, que se desonra.

Quanto à ofensa que a ocupação de Olivença constitui para Portugal, compete aos Portugueses apreciá-la e julgá-la.

Da ofensa feita à Justiça e ao Direito, bem como da desonra trazida pela quebra da palavra dada, pertence a Espanha e a Vossa Excelência conhecer do seu significado.

Atentamente,
A Direcção do Grupo de Amigos de Olivença
Lisboa, 20 de Maio de 2006.

Finalmente... há culpados



- Os jornalistas, pois claro.

XXIX Congresso do PSD: Conselho Nacional

Ponte Europa/Pitecos - Zédalmeida
*****
O irresistível sentido de humor de Marques Mendes


Convidou o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, para encabeçar a sua lista ao Conselho Nacional (CN), apurou o CM.

sexta-feira, maio 19, 2006

Ainda não chegámos à Madeira

O PSD criticou asperamente a iniciativa que visa alargar aos deputados da Assembleia Regional da Madeira o regime de incompatibilidades e impedimentos que vigora para os deputados da Assembleia da República.

O inefável deputado nacional Guilherme Silva deu voz ao descontentamento dos seus conterrâneos.

«O PSD diz estar em causa a unidade nacional» - lê-se no DN, hoje (sítio indisponível).

É a primeira vez que o PSD invoca a diversidade legislativa e a desigualdade perante as leis como elementos estruturantes da unidade nacional.

Ou terá medo da incontinência verbal do soba vitalício da Madeira?

«Música no coração cavaquista»

Sob o título em epígrafe publicou o blog «O Jumento» a segunte notícia:

O mínimo que se pode dizer é que estamos perante um exemplo de família:

«O empresário, que é genro do Presidente da República, Cavaco Silva, apresentou uma certidão passada pelo serviço de Finanças Lisboa-10, que refere que a empresa tem a sua situação tributária regularizada, mas a verdade é que na lista de processos activos consta uma dívida de 421 mil euros, a que acresce 66 mil euros de juros de mora e e mais de três mil euros de custas.» [
Correio da Manhã Link]

Despacho do Senhor director-geral do Palheiro: «Sugira-se a Cavaco Silva que depois de visitar a maternidade onde nasceu o neto, visite agora o serviço de Finanças onde o pai do neto deve uma pequena fortuna ao Estado.»

Barcelos e a maternidade


Consta que os autocarros que, há dias, levaram milhares de manifestantes a Lisboa, para protestar contra o fecho da maternidade local, foram pagos pela Câmara Municipal.

Não acredito que um presidente da Câmara, a quem cabe zelar pela tesouraria da autarquia, fosse capaz de levar tão longe a arbitrariedade na administração dos dinheiros públicos.

Mas se, por hipótese, fosse verdade, o que diria a Associação Nacional de Municípios e que medidas tomaria a Inspecção Geral do M.A. I.?

quinta-feira, maio 18, 2006

Turquia - Um juiz mártir da liberdade

O assassinato de um juiz turco por um crente exaltado é um sinal de alerta para os perigos que correm as sociedades democráticas.

Ao grito de «Deus é o maior», o facínora de Alá, fanatizado pelos sequazes do profeta Maomé, virou a sua sanha para os juizes do Supremo Tribunal Administrativo, ferindo vários, um deles mortalmente, movido pelo ódio aos que defendem um estado laico.

O juiz assassinado e outro, ferido, eram conhecidos pela coerência com que defendiam a laicidade. Eram autores da decisão, de acordo com a Constituição, que proibia o uso do véu islâmico nas universidades e na função pública.

A deriva fundamentalista que varre as religiões do livro, os ódios acumulados pelos dignitários eclesiásticos que vêem na secularização a perda de prestígio e influência, a falta de cultura e excesso de fanatismo que exalta os crentes, estão na origem de guerras cujo fim não se vislumbra.

A separação da Igreja e do Estado foi imposta por Mustafa Kemal Ataturk com inaudita violência e radicalismo que colide com as sociedades abertas e multiculturais europeias, mas foi o fundador da Turquia moderna onde a paz religiosa persiste graças à contenção do clero e à proibição pública dos símbolos religiosos.

Perante as investidas clericais, que não respeitam a ordem democrática e a liberdade religiosa (liberdade de ter qualquer religião ou de não ter), está criado um clima de terror a que é preciso pôr cobro.

EMPREGO

Número de inscritos nos centros de emprego caiu dois por cento em Abril

Maior quebra homóloga em mais de cinco anos. O número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu dois por cento em Abril, face ao mês homólogo do ano passado. Esta é a maior quebra homóloga verificada em mais de cinco anos, revelam os dados hoje divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP)"-In Público

Mais um sinal claro que as medidas do governo estão a ir no sentido certo, de regresso ao tempo da taxa de desemprego natural (4%) do governo socialista de António Guterres, de onde saíamos por incompetência política do governo PSD/PP de Durão Barroso e Paulo Portas, em que tudo valia para a “obsessão” do “Deficit”, postura, aliás, extraordinária de uma ministra (Ferreira Leite) que uma década antes, enquanto secretária de estado do orçamento deixou um “deficit” a rondar os 10%.

Esta diminuição é tanto mais significativa face à difícil conjuntura internacional, provocada pelo “descontrolo” do preço do petróleo. Força José Sócrates, este é o caminho certo.

quarta-feira, maio 17, 2006

Novo blog

Do jornalista Paulo Marques, que nos habituou a excelentes artigos no «Diário as Beiras», aparece um novo blog, em Coimbra:

«Ponte Europa» deseja o maior sucesso ao novo blog.

Procuradoria Geral da República

Domingo, dia 14, num texto intitulado «PSD põe condições para novo PGR...», escrevi no «Ponte Europa»:

3 - «Surpreende que se esqueça o inquérito à divulgação de escutas que incluíram o PR, o presidente da AR, António Guterres e outras altas individualidades, escândalo que põe em causa o regime democrático, cuja urgência foi exigida por Sampaio e prometida pelo ainda PGR».

Foi com satisfação que vi o tema retomado por Pacheco Pereira, no dia seguinte, no «Abrupto» (sem presunção de que o autor leia o «Ponte Europa»:

15.5.06 _ 19:26 (JPP)
O QUE É QUE ACONTECEU AO INQUÉRITO "URGENTE" PARA SABER COMO É QUE LISTAS DE TELEFONES E TELEFONEMAS DE ALTAS INDIVIDUALIDADES DO ESTADO FORAM PARAR AO "ENVELOPE 9" DO PROCESSO CASA PIA?

«É que, por muito que se esteja habituado ao esquecimento de tudo, a "urgência" foi um pedido expresso e público do Presidente da República, reiterado pelo Procurador Geral da República, e, tantos meses depois, não há resultados, nada se sabe, não há uma explicação, um esclarecimento, nada. É um pouco afrontoso para o Presidente da República, ou não é? E não é muito afrontoso para todos os que exigem em termos de cidadania mínima, um esclarecimento? É. Ou há uma gigantesca conspiração à volta do envelope, que exige meses e meses de trabalho investigatório, ou então ninguém percebe a complexidade e a demora em saber uma simples coisa que deve ter deixado um rasto de papel atrás».

Cito o artigo do advogado Luís Grave Rodrigues «As alegações do Ministério Público», embora sobre um assunto claramente diferente, no blog «Random Precision»:

Em Portugal, o Ministério Público pode muitas vezes não funcionar muito bem.

Mas tem muita graça!

O silêncio tem sido a resposta a um atropelo gravíssimo à democracia.

Portugal ainda é um Estado de Direito


A lei das incompatibilidades avança para as Regiões Autónomas.

O alagamento à Madeira e Açores do regime de incompatibilidades e impedimentos que abrangem os titulares de cargos públicos e altos cargos políticos revela que a incúria e várias cumplicidades deixaram as Regiões Autónomas à margem da lei, da ética e da equidade.

A reacção violenta dos próceres autóctones só pode compreender-se à luz de quem não abdica da impunidade e dos grandes interesses em jogo.

Admitir uma excepção constitucional no território nacional é fomentar a marginalidade, dissolver a autoridade do Estado e abrir as portas ao arbítrio e à impunidade.

O deputado madeirense Coito Pita, desconhecido de qualquer combate democrático, acha a extensão da legalidade democrática à Madeira «um comportamento ditatorial e pidesco». Só quem nunca contestou a ditadura e não sentiu nojo da PIDE pode bolsar semelhante protérvia.

A lei de incompatibilidades para as Regiões Autónomas vai avançar. Convém estar atento ao comportamento dos diversos partidos.

O sátrapa da Madeira já afirmou que não aceita regime de incompatibilidades.

Espaço dos leitores

(Amadeu Sousa Cardoso)

Brasil - S. Paulo

(Foto de origem desconhecida)
Nota: Nada justifica a violência. Mas compreende-se.

terça-feira, maio 16, 2006

Judeus na Idade Média


(Clique na imagem)

Fonte: El País, 15-05-2006

CDS – Partido em vias de extinção


«A comissão executiva do CDS formalizou, na última sexta-feira, o nome de Narana Coissoró como o responsável pelas relações com a Assembleia da República. A necessidade de uma maior articulação entre a direcção do partido e o grupo de deputados foi um dos temas daquela que foi a primeira reunião deste órgão, após o congresso do último fim-de-semana». – in Diário de Notícias, ontem.

1 – É difícil o concerto num partido sem conserto.

2 – Apesar dos esforços de Ribeiro e Castro para relançar a rede autárquica, minguam militantes e sobram maus exemplos. Avelino Ferreira Torres, até há pouco um dos dois presidentes de Câmara (actualmente só tem 1) é um modelo de gestão cuja apreciação apenas interessa à polícia.

3 – No Governo, apesar da tentativa de reabilitar os ministros do CDS é difícil esquecer:

a) Paulo Portas e as trapalhadas com o fisco, a gestão da empresa «Amostra» e a compra ruinosa de dois submarinos que a própria NATO pôs em causa;

b) Bagão Félix, o pior ministro das Finanças desde a ditadura de Pimenta de Castro e cujo Orçamento de Estado serve de estudo pela negativa;

c) Celeste Cardona que geriu interesses do CDS, mereceu a sinecura que Bagão lhe destinou na CGD, e deixou aos portugueses a impressão de que defendia meros interesses partidários;

d) Telmo Correia, o infeliz militante que Ribeiro e Castro derrotou;

e) Nobre Guedes, um efémero ministro cuja modesta mansão na serra da Arrábida implica um período de espera até à reabilitação possível, depois de trânsito em julgado da sentença que o absolverá.

O CDS não foi apenas um desastre para a coligação PSD/CDS, foi uma tragédia para Portugal.

segunda-feira, maio 15, 2006

A JSD e a ortografia



Alertado pelo semanário de Coimbra «O Despertar», quis certificar-me dos serviços prestados à política e do mau uso da gramática no blog JSD.

Para além de um erro de palmatória em «espremer» ainda omitiram o acento agudo numa palavra esdrúxula «política», como os leitores podem ver no texto que aqui fica, usando o método copiar/colar.

Vamos descascar a Laranja
Este blog destina-se a descascar as laranjas, expremer o seu suco e separar as estragadas das sãs. Não podemos permitir que algumas laranjas continuem a apodrecer as suas companheiras de cesto. A politica faz-se com ética e não com truques.Um Abraço e bons coments...
# posted by Nicolau @ 9:11 PM 4 comments

Às vezes convém tirar férias da política e dedicar algum tempo à gramática.

Regresso ao Eixo do Bem

Líbia: EUA restabelecem relações diplomáticas completas com o país.





«WASHINGTON, 15/05 - Os Estados Unidos vão retirar a Líbia de sua lista de Estados que promovem o terrorismo e restabelecerão relações diplomáticas completas, anunciou hoje a secretária de Estado americana Condoleezza Rice». – informa a agência AngolaPress.

Humberto Delgado nasceu há cem anos

(Imagem de arquivo da Fundação Humberto Delgado)
*
Nasceu há cem anos o homem que a ditadura salazarista impediu de ser presidente da República (1958), por fraude, e de continuar a viver (1965), por assassínio.

Humberto Delgado não foi a única vítima dos esbirros do fascismo, uma excepção na longa história de repressão, mas foi um destacado opositor a quem a morte trágica e o exílio conferiram a auréola do martírio.

O chefe da brigada da PIDE que levou a cabo o homicídio, Rosa Casaco, passeia-se hoje pelo país que ajudou a transformar em cárcere. Arrasta livremente a sua incultura e pusilanimidade com ameaças a democratas, depois de ter visto prescrever o crime.

O então ministro do Interior, Alfredo dos Santos Júnior, morreu de velho e de velhaco, com a reforma de presidente do Conselho de Administração duma importante empresa do Estado.

Salazar, ditador vitalício, perdeu o conhecimento, sentado, graças ao caruncho de uma cadeira, e morreu deitado no Hospital da Cruz Vermelha. Os velhos torcionários ficaram impunes, enquanto o «general sem medo» continuou a ser difamado depois de morto.

Hoje, um século após o seu nascimento, é tempo de prestar homenagem a quem fez tremer a ditadura e no combate persistente que lhe moveu perdeu a vida.

Humberto Delgado foi, até então, o general mais novo das Forças Armadas Portuguesas.

A partir de 1958 consagrou a vida à luta pela liberdade. Hoje é património do País que amou e dos democratas que não suportam as tiranias seja qual for o pretexto, qualquer que seja o seu sinal.

Apostila - Na homenagem a Humberto Delgado incluímos a filha, Iva Delgado, a quem saudamos, que tem dedicado a vida à preservação da memória de seu pai.

domingo, maio 14, 2006

Portugal vai crescer... 1 por selo

Providências cautelares

O curso de Direito devia ser obrigatório para todos os portugueses.

Só assim estaríamos à altura de apreciar a bondade das decisões dos meritíssimos juizes que contrariaram as decisões políticas de fechar algumas maternidades.

Ingenuamente acreditávamos na legitimidade do Governo.

PSD põe condições para novo PGR...

«O PSD defende que o próximo procurador-geral da República seja um magistrado, judicial ou do Ministério Público. Paula Teixeira da Cruz, vice-presidente do partido, diz que é necessário alguém que conheça os vários corpos de investigação. Com as tensões existentes entre o poder político e judicial seria muito mau fragilizar mais as magistraturas». – lê-se na primeira página do Expresso, de hoje.

Para além da carga política destas infelizes declarações em relação à futura indigitação do próximo PGR, há algumas observações que me ocorrem:

1 – Segundo o PSD «com as tensões existentes entre o poder político e judicial» o melhor é entregar o lugar a uma das corporações.

2 – A menos que o PSD pense em Adelino Salvado, cujo perfil se ajusta à definição da dirigente social-democrata, não seria útil alguém, fora da magistratura, por exemplo, um professor de Direito ou outro jurista, ética e juridicamente inquestionável?

3 – Surpreende que se esqueça o inquérito à divulgação de escutas que incluíram o PR, o presidente da AR, António Guterres e outras altas individualidades, escândalo que põe em causa o regime democrático, cuja urgência foi exigida por Sampaio e prometida pelo ainda PGR.

4 – Depois da desolação do caso Moderna e das decepções que ameaçam constituir os casos Casa Pia e Apito Dourado, após a orgia de escutas que resultaram em pouco mais do que a devassa da vida privada de cidadãos, Presidente da República incluído,

5 – É preciso que casos como o do assassinato político de Ferro Rodrigues não fiquem impunes. Se não forem apurados os motivos e condenados os canalhas que destruíram a carreira política do ex-secretário-geral do PS, não se reabilita a Justiça.

sábado, maio 13, 2006

Fraude filatélica – três portugueses carimbados


Fonte: Expresso, hoje.

Nazis à solta

Membros do partido Nacional Renovador (PNR) manifestaram-se hoje contra a chegada de famílias brasileiras que imigraram sob os auspícios da presidente da Câmara de Vila de Rei, Irene Barata, a fim de combater a progressiva perda de população do concelho.

Enquanto um elemento debitava para a comunicação social a habitual retórica da extrema-direita, umas dezenas de cabeças rapadas empunhavam bandeiras de Portugal que, lamentavelmente, varriam o chão.

O que é feito do «Apito Dourado»?

A Crise da PJ do Porto

Terça-feira, 08 de Junho de 2004

Todos os defensores da centralização de poder nas macroestruturas da Polícia ou do Ministério Público não descansariam um segundo enquanto não "segurassem" o caso "Apito Dourado". Nem que fosse pelas vias da imposição de um poder que agora fica sob inevitável suspeita pública.

O ataque do novo director da Polícia Judiciária do Porto aos dois sub-directores, Teófilo Santiago e João Massano, que foram afastados na sequência da demissão do magistrado Artur Oliveira, é vergonhoso. Portador das amarguras da direcção-nacional da PJ, ou seja, de Adelino Salvado, o senhor magistrado Ataíde das Neves fez uma espécie de julgamento sumário dos dois sub-directores dizendo que "houve problemas de liderança", que não confia em nenhum deles, entre outros mimos.

Metralhou a torto e a direito, dando para dentro da polícia um péssimo exemplo para todos os que se preocupam em trabalhar, apresentar resultados e defender uma ideia de serviço público cada vez mais em desuso.

A primeira razão da vergonha está no facto do senhor magistrado que agora dirige a PJ do Porto atacar dois operacionais da polícia que deram à instituição e ao país mais do que o referido senhor alguma vez dará. Basta confrontar o currículo profissional de uns e outros. Se alguma coisa avançou no combate à criminalidade organizada e ao crime económico em Portugal deve-se a pessoas como Teófilo Santiago e João Massano, que estão na PJ ou por ela passaram em funções de direcção e que perceberam, há uns 15 anos, que esse era o incontornável caminho. Sobre isso falam os grandes e os pequenos casos que foram sendo investigados com sucesso.

Depois, o referido senhor magistrado ataca os dois inspectores responsáveis pela operação "Apito Dourado" e pelos incomparáveis níveis de operacionalidade deste departamento da PJ porque sabe que nem um nem outro lhe responderão. Por dever de ofício mas, sobretudo, por educação e elevado sentido de interpretação de uma noção de Estado, porventura excessivamente austera, que nada tem a ver com a sua instrumentalização em função de conveniências pessoais ou partidárias.

Se algum mérito tiveram as palavras do dito senhor magistrado foi o de deixar claríssima a oportunidade de um inquérito parlamentar ou qualquer outro acto de fiscalização externa sobre o que se está a passar na PJ do Porto, em particular, e na PJ em geral. É uma questão de controlo democrático elementar que não pode ser tratada da forma atabalhoada e patética como Durão Barroso fez a semana passada.

A substituição destes dois sub-directores foi, percebe-se agora, um acto de poder ressabiado, uma confissão de impotência momentânea quanto à questão essencial que é, obviamente, a luta pelo controlo do inquérito "Apito Dourado" e, em particular, pelo verdadeiro "filet-mignon" que são as 15 mil horas de escutas telefónicas validadas.

Como aqui se tinha previsto pouco depois da operação, todos os defensores da centralização de poder nas macroestruturas da Polícia ou do Ministério Público não descansariam um segundo enquanto não "segurassem" o dito inquérito. Nem que fosse pelas vias da pura e simples imposição de um poder que agora fica sob inevitável suspeita pública. O poder dos senhores que pensam que são os donos da PJ e o dos que os nomearam.

Tudo episódios e factos que dariam um verdadeiro tratado sobre os fracos níveis de transparência da justiça e da democracia em Portugal.

Eduardo Dâmaso

sexta-feira, maio 12, 2006

Protesto agradável à vista

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Uma militante de Greenpeace em biquini embelezou a primeira foto de família dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia e América Latina, reunidos em Viena.

A dimensão do escândalo

Sobre as empresas filatélicas que puseram compatriotas ilustres na imprensa internacional, leia-se um artigo, de hoje, no jornal

Café Império - Lisboa

É com gosto que associo o Ponte Europa ao apelo do «FORUM CIDADANIA LISBOA».

Aqui fica a sua petição:


Lisboa faz-se de homens e mulheres, actos e omissões, recantos e olhares, mas também se faz de bifes, e aí NÃO há melhor bife do que o bife à Café Império. Pela carne, mas sobretudo pelo molho de manteiga, pelo pão embebido no molho, e pelas batatas bem fritas e salgadinhas, aos palitos, coisa rara nos dias que correm. Quem o prova uma vez, repete, repete e torna a repetir.

O mais célebre e clássico dos bifes de Lisboa é servido num dos últimos cafés tradicionais de Lisboa, o Café Império, edifício incorporado no Cinema Império, hoje sede lisboeta da Igreja Universal do Reino de Deus. Edifício que já viu muito melhores dias, é certo, mas que pelo seu bife continua a ter legiões de fãs, masoquistas na sua maioria (ler crítica de Lourenço Viegas, em http://
www.contra-prova.blogspsot.com), já que o estado de conservação e o serviço de restauração muito deixam a desejar nas últimas décadas. Contudo, por aquele bife faz-se tudo!

O Café Império está classificado pelo IPPAR como Imóvel de Interesse Público, desde 1996, porque parte integrante do Cinema Império (
http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=74179). O bife à Café Império está classificado pelos estômagos de milhares e milhares de lisboetas, portugueses e outros mais, como património tangível e intangível, municipal e nacional.

Agora que se anuncia que os actuais proprietários o decidiram vender à IURD, e que esta se propõe transformar aquele lugar de peregrinação gastronómica, de novos e velhos, pobres e ricos, altos e baixo, gordos e magros, em mais uma sala de culto; há que levantar a voz gritando bem alto:

NÓS, QUE GOSTAMOS DO "BIFE À CAFÉ IMPÉRIO", PEDIMOS,

- Aos novos proprietários que continuem a explorar o espaço como café-restaurante, e conservem a receita original do bife, uma vez que o espírito e a fé nada são sem um bom bife, e que aproveitem a ocasião para introduzir benefícios ao espaço;

- À C.M.L. que não conceda licença de exploração do espaço sem ser para restauração; e que regulamente o licenciamento das salas de culto;

- Ao IPPAR que se mantenha atento sobre eventuais obras que desvirtuem o edifício, por dentro (painel de Jorge Barradas e estrutura) e por fora (fachada e painel).

ASSINE A NOSSA PETIÇÃO EM:
http://www.petitiononline.com/bifecaim/petition.html

Passe palavra!

Viva o bife à Café Império!


(Publicado no Diário Ateísta e Ponte Europa). Ver artigo do Diário de Notícias.

Diário as Beiras



Só agora, através de um leitor, tive conhecimento do lapso e do respectivo pedido de desculpas.

Não quero privar os leitores do Ponte Europa de um e de outro.

quinta-feira, maio 11, 2006

Homem certo no lugar certo


O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, nomeou hoje Jorge Sampaio o primeiro enviado especial para o combate à tuberculose, durante dois anos.

Poucas pessoas têm tanta sensibilidade e rara apetência pelos problemas da saúde como o antigo e prestigiado presidente da República Portuguesa.
Parabéns, Jorge Sampaio.

AFINSA – Burla de 1750 milhões de euros

É ainda cedo para avaliar as consequências das burlas protagonizadas pelas empresas Afinsa e Fórum Filatélico e já é tarde para serem ressarcidos 12 mil portugueses e 350 mil espanhóis que investiram em selos.

Os aforradores foram vítimas da ganância ou ingenuidade que os levou a confiar em empresas agora acusadas de evasão fiscal e burla.

1750 milhões de euros!!! Eis uma D. Branca à escala ibérica, com calças, diploma de Engenheiro e nacionalidade portuguesa, um caso de orgulho patriótico desfeito pelas autoridades espanholas ao encerrarem as respectivas sedes, em Madrid, e as delegações espalhadas por Espanha.

Após o congelamento das contas bancárias das empresas, na sequência da revista aos domicílios de alguns administradores, foram encontrados pela polícia 10 milhões de euros, em dinheiro, escondidos em dois buracos – um rombo na credibilidade da gestão a fazer prever o pior para os investidores.

Martins da Cruz (na foto), ex-embaixador em Madrid e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, amigo pessoal do Eng.º Albertino de Figueiredo, dono das empresas, faz parte da administração do grupo Escala, detido a 70% pela Afinsa.

Estava, na qualidade de consultor, encarregue da estratégia de internacionalização da empresa, objectivo a que as autoridades policiais puseram termo.

Fonte: Diário de Notícias (Economia) - hoje.

COMPETITIVIDADE

Portugal sobe dois lugares no “ranking” de competitividade
Portugal subiu duas posições no “ranking” de competitividade do Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Gestão (IMD), para o 43.º lugar, interrompendo a tendência descendente que apresentava desde 2001.-Público 11/05/2006.

quarta-feira, maio 10, 2006

Recuperação Económica

Banco de Portugal deverá rever em alta crescimento da economia
10.05.2006 - 15h24 Lusa

O Banco de Portugal deverá rever em alta as previsões de crescimento da economia portuguesa para 2006, à semelhança do que fez a Comissão Europeia ( ver

http://europa.eu.int/comm/economy_finance/publications/european_economy/2006

há dias, antecipando desta feita um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) para um por cento, anunciou o governador da instituição."

A estratégia do governo começa a dar os primeiros frutos, isto apesar do impacte do aumento do preço do Petróleo.

A CAP e os subsídios


Para ilustrar a crispação da CAP não resisto a copiar do blog «Os Filhos... da Nação» a magnífica foto aí publicada.