quinta-feira, março 22, 2007

Justiça - Já chegámos à televisão?


Apito Dourado
Valentim (pai) contesta julgamento amanhã na TV

Valentim Loureiro defenderá quinta-feira, perante as câmaras de televisão, que vai a julgamento, no âmbito do processo «Apito Dourado», com base em «suposições» do Ministério Público e não em «provas concretas», adiantou hoje um assessor do autarca.

Nota: O Tribunal não acredita em Durão Barroso.

13 Comments:

At quinta mar 22, 01:00:00 da manhã, Anonymous jrd said...

O homem quer aparecer na pantalha à viva força e há quem lhe faça o frete.
Não foi em vão que distribuiu televisores pelos eleitores de Gondomar onde, como é óbvio, a audiência vai disparar.

 
At quinta mar 22, 06:43:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

O ASSUNTO É SÉRIO...

Ainda não acredito que o Major vá à televisão, dar uma entrevista sobre dos, parece-me, 24 crimes de que é acusado no âmbito do processo Apito Dourado.

Que a verdade da competição desportiva foi afectada, isso parece evidente à maioria das pessoas que acompanham o fenómeno futebol (excepção feita à cidade do PORTO onde falar dessa falta de verdade nos campeonatos não é aceite). Ora se o Major é acusado o assunto deve ser resolvido nos Tribunais.

Pede-se a devida atenção à Procuradoria Geral da República.

ZÉZÉ

 
At quinta mar 22, 09:36:00 da manhã, Blogger e-pá! said...

Em minha opinião, se o Sr. Major for à televisão achincalhar publicamente o MP, deveria ser detido em directo...
...dando início a uma nova série da TV: "Os anjos do Futebol"...

NOTA - no ecran dos televisores deve ser colocada a tal "bolinha" usada para flmes com cenas eventualmente chocantes.

 
At quinta mar 22, 05:28:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Num país de espertiços, cuja ética, cuja moral e cuja filosofia de vida é moverem-se sempre na corda bamba da legalidade, naquele fio da navalha onde se vê que há corrupção mas nunca é fácil prová-la, já nada surpreende nestas figuretas de ópera bufa.
Agora o truque é conhecido. Usar a televisão para pôr a justiça em causa. É pena, e é perigoso, que a televisão se disponha a estas jogadas. Mas lá está, as audiências mandam, e o país que se lixe.
Bem sei que um arguido não é necessariamente um culpado. Mas, a haver lisura de processos e de consciências, o lugar para esgrimir argumentos é o tribunal.
O resto é o mundo da mafia.

 
At quinta mar 22, 07:21:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Não são suposições, são escutas telefónicas claras e objectivas...ilegítimo é, o major, ir à televisão pública limpar a imagem.
Um arguído não devia ter acesso a este meio de comunicação, aliás nenhum arguído tem e o Valentim não é mais que os outros...

Veremos se a justiça funciona, é que há gente que pensa estar acima dela...

 
At quinta mar 22, 11:15:00 da tarde, Anonymous ahp said...

Por muito Valentim, muito Loureiro ou muito Major que seja, o arguido tem sempre o direito de se defender por todos os meios legais ao seu alcance; e nunca devemos esquecer que, nos termos da Constituição da República, o arguido se presume inocente até ao trânsito em julgado de eventual decisão condenatória.
Por outro lado, é bom que o exercício do poder judicial seja escrutinado pela opinião pública, tal como os outros poderes soberanos. Até porque, infelizmente, os senhores magistrados tiram por vezes das escutas conclusões bastante fantasistas...
Enfim, esperemos que seja feita justiça, mas não esqueçamos que todos os arguidos são iguais perante a lei, quer se chamem Valentim Loureiro quer se chamem Paulo Pedroso; a justiça tem de vencer e convencer; e só convence se for exercida com respeito por todas as normas legais e constitucionais, e as suas decisões sejam susceptíveis de ser compreendida e aceites pela opinião pública.

 
At sexta mar 23, 12:28:00 da manhã, Anonymous e-pá! said...

"Por muito Valentim, muito Loureiro ou muito Major que seja, o arguido tem sempre o direito de se defender por todos os meios legais ao seu alcance."

Só que os meios não são iguais para todos...

 
At sexta mar 23, 06:21:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

PASMO...

È inacreditável a opinião de alguns "contributors" aqui neste espaço a querer branquear as evidências. Mas é possível acreditar, mesmo que não se constatasse pela TV, que o Major em quarenta anos de dirigismo ao mais alto nível fosse apenas um santo!...

zézé

 
At sexta mar 23, 10:26:00 da tarde, Anonymous ahp said...

e-pá!:tem toda a razão; infelizmente, os meios não são iguais para todos; e aí é que está o mal!

 
At sexta mar 23, 10:38:00 da tarde, Anonymous ahp said...

Zézé:
Não quero branquear quaisquer evidências , nem estou nada convencido de que o Major seja um santo.Mas se ele é culpado, quero que seja condenado após um "fair trial" - um julgamento em que não lhe sejam retirados quaisquer direitos de defesa. Só assim, depois de se provar que ele é realmente culpado - se o for - é que se pode acreditar na Justiça.

 
At sábado mar 24, 06:51:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Ao ahp.

Caro ahp, gostei da maneira como se expressou. Não está de acordo comigo, o que é legítimo, disse que não concorda mas também não me agrediu. Tudo jóia. Agora, o que me agrediu foi, um homem que vai ser julgado por 26 crimes, vir à TV dizer: estou limpo, quando o acusador é um dos expoentes máximos da Justiça portuguesa. Ora, acreditar nisto ( e há quem acredite) é branquear. Ou então alguém está doido no meio disto tudo.

É claro que o seu argumnento, julgue-se primeiro e conclua-se depois, está certo. Mas eu não acredito no Major, que é do meu tempo e eu acompanhei todo o seu percurso.

O que está errado, parece-me, é a estratégia do Procurador. Vamos estar atentos e depois falamos.

Um bom dia para si.

ZÉZÉ

 
At sábado mar 24, 07:41:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Isto é tudo uma treta. Com todo o barulho que se fez era óbvio que tinha de haver julgamento. Para quê?
Para safar o Ministério Público. Assim, arranja-se um pretexto, deduz-se uma acusação atabalhoada que obviamente vai ilibar em julgamento todos os arguidos por evidente falta de provas.
Condenar por preconceito ou convencimento pessoal era o que se fazia antigamente.
Mas assim o MP e o estado, ficam limpos: não será deles a decisão de ilibar os arguidos, e virão dizer que os juízes que são um poder independente é que decidiram.
Perceberam, ou é preciso explicar outra vez?

 
At sábado mar 24, 05:28:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Ao anónimo anterior.

Estou totalmente de acordo consigo.
ZEZÉ

 

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