sábado, abril 28, 2007

Lisboa – o cemitério de Marques Mendes

O caso Bragaparques e as suspeitas de favorecimento da Câmara de Lisboa à empresa bracarense levaram à degradação da estabilidade da maioria social-democrata na autarquia, que culminou com o próprio presidente a ser notificado para ser ouvido como arguido.

Lisboa foi o grande teste ao actual líder do PSD. Começou por ser o espelho da conduta ética e acabou no cemitério da sua credibilidade.

Quando Marques Mendes impôs Carmona Rodrigues como candidato à Câmara de Lisboa, o eleitorado viu na opção uma aposta na fiabilidade do antigo vice-presidente, em oposição à conduta errática de Santana Lopes, e deu a vitória ao PSD.

Depois do prestígio granjeado nas decisões em relação a Gondomar, Oeiras e Lisboa, a coerência esboroa-se com o vendaval de suspeição que varre a autarquia da capital.

Agora é o naufrágio que se avizinha. Da Câmara de Lisboa e do PSD.

7 Comments:

At sábado abr 28, 07:43:00 da tarde, Blogger Diabo de Saias said...

Marques Mendes não precisa de cemitério.

Como é evidente, tem andado a cavar a própria sepultura. Ninguém o mete lá dentro porque isso obriga a que quem o empurre o substitua.

E substitutos, nestas condições, estão todos a fazer preparação física.

 
At sábado abr 28, 08:01:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Temos também a história, Coimbra-Bragaparques, é bom não esquecer...protagonista pricipal, Luís Vilar, vereador e presidente da concelhia do PS.

Quem tem telhados de vidro, não pode atirar pedras.

 
At domingo abr 29, 12:36:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

AHAHAHAH

 
At domingo abr 29, 12:39:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

umas vezes m`espanto
Outras m`envergonho.

 
At domingo abr 29, 11:28:00 da manhã, Blogger e-pá! said...

Não resisto à tentação de reproduzir o remate do comentário de VPV, hoje, no Público:
"A Câmara de Lisboa é o espelho dos partidos. Quando eles se aproximam com a sua cara de Branca de Neve, o que vê é a bruxa."

A derrocada, envolta em sucessivos escandalos e indícios de ilegalidades (os edis uma a um vão sendo constituídos arguidos), do PSD na autarquia, têm como contra-ponto incompreensíveis hesitações e misteriosas complacências estratégicas dos outros partidos, representados no executivo municipal.
O risco é ninguém sair limpo (politicamente) deste aparente poço sem fundo...
As "oposições" municipais não devem esses favores, ou essas solidariedades, a Carmona Rodrigues, julgo eu...
Neste momento, em vez de estar preocupado com as exéquias, tenho de me dirigir ao PS, PCP e BE (já não falo do CDS/PP) e exigir: transparência, meus senhores!

 
At domingo abr 29, 07:35:00 da tarde, Anonymous Manuel Norberto Baptista Forte said...

O Senhor citado, como pretenso "líder" (!!!), errou. Errou porque em Lisboa apoiou, o candidato que foi um razoável jogador de ruggby, é um bom Professor, e uma nulidade como político.
Assim sendo, e face à "bagunçada" que reina em Lisboa (território), e em Lisboa (gestão autárquica), uma consequência da outra, só restará uma solução para credibilidade do sistema democrárico, que é o de eleições antecipadas.
Quem tem medo delas, ou seja, quem medo da vontade dos moradores de Lisboa?.

 
At domingo abr 29, 09:58:00 da tarde, Blogger e-pá! said...

Bem, os partidos estão a tentar beneficiar da podridão.
Mas, podridão nobre, só no vinho.
De resto, a excessiva podridão torna-se repelente, empesta o ambiente, mete nojo.

O "paciente" comportamento dos partidos políticos institucionais, as suas indecisões, as submissões dos interesses dos lisboetas a meras questões tácticas e eleitoralistas, podem virar o feitiço contra o feiticeiro.
Isto é, abrir um largo caminho para o aparecimento de uma candidatura independente para a Câmara de Lisboa.
Julgo que os lisboetas deixaram de acreditar que o actual executivo camarário possa sobreviver à devastadora onda de escândalos que o cerca e, inevitavelmente, vai imobilizar.
Portanto, se houver tino, eleições à porta...!

 

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