segunda-feira, junho 18, 2007

A intolerância religiosa (2)

Beato ou impostor?
João César das Neves (JCN) parece um clérigo saído do Concílio de Trento a defender a pureza da fé e a zurzir os infiéis. É a versão romana dos talibãs, um mullah para quem a verdade é um detalhe que não deve atrapalhar o proselitismo.

Ao acusar a República portuguesa de perseguição religiosa, por ignorância ou má fé, esquece os caceteiros de Paiva Couceiro e o clero ultramontano que nunca perdoaram ao regime a lei do divórcio, a do Registo Civil obrigatório e, sobretudo, a da separação da Igreja e do Estado.

JCN pensa que os portugueses são cegos. Ao afirmar na sua homilia de hoje que, em Portugal, «a expressão religiosa é possível, mas deve ser privada, e as manifestações da civilização cristã são silenciadas ou distorcidas» vê-se que não assiste à missa dominical pela televisão pública, perde as cerimónias de Fátima em directo, não acompanha o terço na rádio Renascença e não vê as reportagens das viagens papais nem a mensagem de Natal do patriarca Policarpo.

A RTP, na sua dedicação à causa da fé, tem avençado um sacerdote católico na RTP1, de manhã, onde é presença regular. Haverá, pois, alguma honestidade na queixa de JCN?

Há uma justificação plausível para o delírio mitómano de JCN nas suas próprias palavras:

«Quem se afunda no deboche e sofre as suas dramáticas consequências sente a necessidade de descarregar os remorsos».

5 Comments:

At quarta jun 20, 12:04:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

"João César das Neves (JCN) parece um clérigo saído do Concílio de Trento a defender a pureza da fé e a zurzir os infiéis. É a versão romana dos talibãs, um mullah para quem a verdade é um detalhe que não deve atrapalhar o proselitismo."

eu percebo-o. O senhor apenas foi beato até ao ponto de ter desistido de ser padre(já tarde) e aflige-o que outros não lhe sigam as pisadas.
Sabia que é possível ser coerente (defender a pureza das coisas) até ao fim da vida?

Quem não o faz, como o senhor, acaba recalcado a dizer disparates intolerantes desprovidos de sentido. Agradeço-lhe o quanto me faz rir sempre que aqui venho.

Um bem-haja ao ex-padre Esperança

P.S.: já tentou um psicanalista? ou um mestre zulu? não percebe que está doente?

OS

 
At quarta jun 20, 12:08:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Senhor esperança, respionda-me, se fizer o obséquio, a esta simples pergunta. Porque serão que os "pseudo-ateus", como o senhor (já que os verdadeiros se estão a borrifar para a religião) falam mais de religião do que um padre de aldeia? porque é que não consegue simplesmente ignorar as opções dee vida dos outro? Estara mesmo doente? são demasiadas as suas estapafurdias...

 
At quarta jun 20, 10:12:00 da manhã, Blogger e-pá! said...

Na verdade, o Mundo começa a ficar pejado e saturado de fundamentalismos, onde as religiões reveladas (todas!) desempenham um papel determinante ou motivador.
Se achamos oportuno e imprescindível o combate e esses fundamentalismos, nomeadamente, às suas consequências, no exterior, melhor será também o fazermos em casa.
Até porque, já que derivamos para questões religiosas, permitam-me usar um aforismo, dessa área:
"a caridade começa em casa".

 
At quarta jun 20, 11:56:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

mais uam estirada brilhante do "ieti", ao nivel do que já nos habituou.

JCN, cada tiro cada melro!

 
At quarta jun 20, 01:48:00 da tarde, Anonymous Manuel Norberto Baptista Forte said...

Um bom professor (dito por quem foi aluno dele) e á opinião pública nada mais que isso.

 

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