domingo, junho 17, 2007

Marques Mendes ensandeceu?

Com um mapa colorido das futuras ligações ferroviárias de alta velocidade na mão, Durão Barroso confirmou que a ligação Porto-Vigo estará concluída em 2009, a de Lisboa-Madrid um ano depois, a de Aveiro-Salamanca em 2015 e Faro-Huelva em 2018. Para Durão Barroso, trata-se de um plano que "serve os objectivos portugueses, de equilíbrio entre diferentes regiões", pelo que entende ser uma "solução perfeita". «Público, 9-11-2003»


O dirigente do maior partido da oposição, partido que, estando no governo há três anos, assinou um tratado internacional com a Espanha acerca de um investimento conjunto, com datas, com objectivos, com toda a solenidade, acerca da alta velocidade (...), diz agora que é preciso pôr em causa essas decisões», disse Vieira da Silva, muito crítico em relação ao líder do PSD. Portugal Diário 2007/06/17 17:23


Pergunta: Os portugueses podem confiar no PSD?

13 Comments:

At domingo jun 17, 07:24:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Confiar no PSD talvez não, mas podemos confiar no Presidente da República.
Vem aí outro estudo com financiadores desinteressados, ou têm dúvidas?
Só espero que os autores não defendam o regresso aos transportes a cavalo, para combater o nosso défice energético e os problemas ambientais.
O cavalo só traz vantagens e permitirá mais um brilharete a Cavaco, cliente assíduo das Feiras de Agricultura.
A CIP (Campinos Independentes Portugueses) vai regozijar, aderindo já ao MASP 4 (Movimento de Apoio Silva à Segunda Presidência)...

 
At domingo jun 17, 07:54:00 da tarde, Blogger e-pá! said...

Finalmente, apareceu alguém neste Governo com verticalidade. Trata-se de José Vieira da Silva que, em relação ao aeroporto, colocou o centro de decisão donde nunca deveria ter saído, i. e., no Governo.
Quando às anunciadas rábulas sobre o TGV, que - chamando o bois pelo nome - a classificou de "grave irresponsabilidade política".
Não se refugiou em parabolas sobre o deserto ou sobre ameaças terroristas.
Vou directo ao assunto e quanto a mim tenta arrumar a casa.

Onde acaba a "cooperação estratégica" cavaquista e onde começa a interferência teleguiada (!) na governação?

O processo protagonizado pela CIP, iníquo em termos de exercício democrático, contém uma inovação. Pela primeira vez um lobby, mostrou a cara (Francisco van Zeller), continuando a esconder a mão ou os tentáculos (os financiadores).
Depois de ouvir - por parte da CIP - tantos exercícios e simulações de sofistação, encobrimento e disfarce, há uma pergunta que me persegue:
se, p. exº., uma associação de desenvolvimento da Baixa da Banheira apresentasse um documento semelhante teria o mesmo tratamento?

Onde mora a República?
Os poderes do Estado deixaram de ter sede própria?

Ao Governo da República convinha recordar que:
quem muito se agacha mostra os cueiros...

 
At domingo jun 17, 08:08:00 da tarde, Anonymous Carlos Esperança said...

e-pá:

O Sol, hoje, traz na primeira página que os financiadores do estudo da CIP não deram o nome com medo de represálias políticas.

E eu que pensava que fossem os políticos a temer os capitalistas e não o contrário!!!

 
At domingo jun 17, 10:26:00 da tarde, Blogger CA said...

Mas porquê tanto medo dos estudos quando são públicos?

Preferem a ignorância, as decisões sem fundamento?

 
At domingo jun 17, 11:21:00 da tarde, Anonymous e-pá! said...

O que é criticável não é o facto do "estudo de Alcochete" ser (desde há dias) público. Ou melhor, começar escondido para acabar público ou publicitado, quer em S. Bento, quer em Belém.
O criticável é a presunção de, neste País, existirem grupos, ou lobbys, que se arrogam do direito de dever (ou poder) intrometerem-se na vida pública, possuídos de uma inominável vontade de condicionar decisões, suportada por dinheiros, até hoje (ontem?), reservados ou confidenciais.
Aqui há alguma coisa que não bate certo.
E não é o medo de represálias...
É a metodologia da mão que bate, escondida, à surrelfa... da rasteira com a complacência do árbitro (Cavaco Silva), ou pior, uma fictícia arrochada que se trama, secretamente, há largos 3 meses... com a suposta conivência de muita gente.
O tempo vai esclarecer tudo. Provavelmente, antes de passarem os tais 6 meses de tréguas!

 
At segunda jun 18, 12:35:00 da manhã, Blogger CA said...

A mim parece-me louvável que os lobbys participem na vida pública, sobretudo quando o fazem encomendando a especialistas reconhecidos estudos com contornos bem definidos.

Preocupam-me muitíssimo mais as razões inconfessadas que poderão estar por detrás da escolha da Ota em 1999 e da insistência destes dois anos.

Espero que entremos rapidamente naquilo que interessa a todos: quais os critérios para ampliar a capacidade aeroportuária de Lisboa e qual a melhor solução para o país.

 
At segunda jun 18, 02:22:00 da manhã, Blogger e-pá! said...

ca:

É verdade que os lobbys participam na vida pública, em muitos países democráticos, sem problemas de maior.
Mas de forma aberta, com regras e explicita declaração de interesses.
Integram-se no "jogo democrático" e têm de respeitar uma incontornável - em democracia - transparência.

Tem de concordar que não foi isso o que sucedeu com o "estudo de Alcochete"...

Houve de tudo, menos transparência!

 
At segunda jun 18, 09:29:00 da manhã, Anonymous Manuel Norberto Baptista Forte said...

Eu penso que não, face à sua conduta Governamental (incluindo os tempos em que Cavaco Silva, foi 1º M), e às dúbias posições políticas quando é oposição. Não têm líder à altura (política, claro).
Existem bons Social Democratas, que por toda a trapalhada estão afastados; conheço alguns com quem gostosamente debato ideias, não abdicando das minhas convicções de esquerda e de longa data.

 
At segunda jun 18, 12:27:00 da tarde, Blogger CA said...

e-pá!

Se no caso de Alcochete a transparêncoa não é total, já no caso da escolha da Ota a opacidade é total.

Tenho dificuldade em compreender a preocupação com este estudo quando se fecha os olhos ao processo estranhíssimo que levou à escolha da Ota.

 
At segunda jun 18, 01:59:00 da tarde, Anonymous Manuel Norbeto Baptista Forte said...

"Se no caso de Alcochete a transparêncoa não é total, já no caso da escolha da Ota a opacidade é total.

Tenho dificuldade em compreender a preocupação com este estudo quando se fecha os olhos ao processo estranhíssimo que levou à escolha da Ota."
Sem mais nem menos ... ...

 
At segunda jun 18, 08:05:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

O TGV, é um disparate, para ganhar 20/30 minutos entre Lisboa e Porto, o país vai fazer um esforço financeiro de loucos. Os portugueses não compreendem isto, em tempo de crise é preciso ser racional e gastar os recursos da forma mais adequada.

È suficiente fazer a ligação à rede europeia e basta...para quê fazer figura de grande quando somos um país tão pequeno e limitado, em recursos.

Haja paciência e respeito pelo povo que cada vez mais é obrigado a apertar o cinto.

 
At terça jun 19, 08:01:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Claro que podem confiar no PSD! Muitos já o fazem há 30 anos e vão continuar a fazê-lo! Enquanto não descobrirem que andam a ser fodidos.

 
At terça jun 19, 09:17:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Outros confiam no PS e têm igual tratamento ou pior...é preciso acabar com os políticos de m****.

 

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