quarta-feira, dezembro 26, 2007

Boas notícias


12 Comments:

At quarta dez 26, 03:27:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

E agora as más notícias: no n.º de desempregados quantos são licenciados?

Em vez de licenciaturas o que faz falta são cursos técnico-profissionais, com emprego (quase) certo.
Mas continua a preferir-se uma Licenciatura em qualquer-coisa-que-não-serve-para-nada do que um "mero" curso que dê emprego...

 
At quarta dez 26, 05:54:00 da tarde, Blogger jrd said...

Como diria o émulo da escritora Carolina Salgado:
Uma pessoa "licenceia-se" para isto...

 
At quarta dez 26, 06:20:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Num país de sucesso é assim, licenciados sem emprego...país de gente "culta", com as calças rotas e a barriga a dar horas.

Os governos que tivemos, após o 25 d'Abril, incluíndo, o desgoverno d'agora, fomentaram o "ensino superior" de qualquer maneira, o objectivo é ter a juventude ocupada até mais tarde, assim, a taxa de desemprego é mais baixa.

Há muitos jovens com expectativas goradas, só lhes sobram empregos menores, mais grave, entram no mercado indiferenciado de trabalho, muito tarde.

O meu país vai de mal a pior e ninguém põe mão nisto...

 
At quarta dez 26, 06:41:00 da tarde, Anonymous Carlos Esperança said...

Bom era o analfabetismo.

40% na década de 1950/60.

Então era bom o Governo, abundantes e bem remunerados os empregos, e...felizes alguns portugueses.

Não havia eleições livres, a tortura era comum e as prisões arbitrárias. Enfim, havia ordem e respeito.


Que saudades das pessoas que assinavam com a impressão digital do indicador direito!!!

« O meu país vai de mal a pior e ninguém põe mão nisto...» - como dizem os saudosistas.

 
At quarta dez 26, 09:11:00 da tarde, Anonymous pré-socrático said...

Pois... Hoje, em vez de analfabetos, o que temos é um aumento do número de pessoas com o ensino básico e secundário completos, graças à fraude, chamada «novas oportunidades» criada pelo sócretino. Mas como é que o Salazar não se lembrou desta excelente ideia para combater o analfabetismo?
Felizmente que, hoje em dia, o país vai de bem a melhor porque houve quem pusesse mão nisto, como dizem os esperançados e ingénuos...

 
At quarta dez 26, 09:42:00 da tarde, Anonymous António said...

A obtenção de uma Licenciatura, na esmagadora maioria dos casos, obriga à frequência dos bancos de uma instituição de ensino superior. E isso traz novas vivências, se não conhecimento. O que só pode ser positivo, sempre. Os licenciados estarão, à partida, mais habilitados a procurar trabalho, a executar trabalho. Serão, no todo, mais permeáveis a novos conceitos, novas práticas. A licenciatura é sempre uma mais-valia. Ainda que para exercer actividades menos interessantes.
Noutros países Europeus a percentagem de população com frequência de ensino superior é, de há muito, largamente superior à nossa. E não me consta que não se exerçam lá as profissões ditas mais "técnicas". Os licenciados têm o mesmo mercado de trabalho, as mesmas dificuldades, o mesmo desemprego.
Mas, o mais importante da notícia é o enfoque no sexo feminino. Grande vitória da Democracia!

 
At quarta dez 26, 09:57:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Há dias, num hipermercado da cidade quando pretendia comprar pizas, fui abordado por uma jovem que promovia uma marca das ditas.

Conversa puxa conversa, a jovem disse que era licenciada, precisava de ganhar dinheiro, tinha de apanhar todos os empregos, mesmo eventuais como aquele...anda nessa vida há 5 anos.

Estas são as novas oportunidades, para os jovens licenciados, do meu país...

 
At quarta dez 26, 10:45:00 da tarde, Anonymous ahp said...

Pré-socrático
Evite falar do que não sabe.
O Salazar nunca quis combater o analfabetismo; pelo contrário, mantinha o povo deliberadamente no analfabetismo. A teoria dos salazaristas era esta: "o povo não precisa de instrução, precisa é de educação". E por "educação" entendia-se:"manda quem pode, obedece quem deve", "respeitinho é que é preciso", e coisas no género.

Dito isto, era realmente preciso um maior controlo do Governo sobre as universidades, quer quanto à qualidade do ensino nelas ministrado, quer quanto à proliferação de cursos sem saídas profissionias, quer quanto às restrições à entrada em cursos de que o país realmente precisa.
Por exemplo: há licenciados em direito a mais, mas existem mais de 20 faculdades de direito, algumas de péssima qualidade. Há falta de médicos - até importamos médicos espanhóis-, mas as faculdades de Medicina, dominadas pelo poderosíssimo lobi dos médicos, só deixam entrar estudantes às pinguinhas - só consegue entrar nelas quem tiver nota de mais de cerca de 18,5!
O Governo tem que encarar estes problemas de frente e cortar a direito.

 
At quarta dez 26, 10:57:00 da tarde, Blogger Vítor Ramalho said...

Estou na faculdade
E estou contente.
Quando acabar.
Vou trabalhar pró Continente

Uma nova legião de desempregos está a crescer no nosso país e no mundo.
A legião dos licenciados.

 
At quinta dez 27, 02:20:00 da manhã, Anonymous pré-socrático said...

Ahp, você não sabe o que é a ironia, pois não? Evite, portanto, comentar aquilo que não percebe.
Mas eu explico-lhe: é que tal como Salazar não pretendia combater o analfabetismo, a fraude sócretina das «novas oportunidades» também não pretende combater qualquer défice de qualificações. O que pretende é mascarar este défice.
A teoria educativa sócretina é a seguinte: «o povo não precisa de conhecimentos, precisa é de educação», e por educação entende-se a aprovação e a atribuição de diplomas a quem nada sabe e a quem falta às aulas se lhe apetecer.
Mas este tipo de «esquemas» para melhorar as estatísticas, só surpreende quem não sabe como o sócretino conseguiu o seu diploma. A Uni (universidade de grande qualidade, como se sabe), ao dar, ao sócretino, uma «nova oportunidade» para ser «engenheiro», foi quem o inspirou na sua politica educativa.

 
At quinta dez 27, 05:28:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

As estatísticas dizem que, em média, um licenciado demora muito menos tempo a encontrar um emprego do que um não licenciado; Em Portugal e em todos os outros países avançados. O problema de Portugal, ao contrário de muitos outros países, é que mais de 60% dos desempregados só têm o 9º ano.
Por favor não falem de cor!

 
At quinta dez 27, 06:47:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

CE, por muito que lhe doa, o último comentário do "pré-socrático", diz tudo...

O Sócrates e Cª, trabalha para as estatísticas, licenciaturas obtidas de qualquer maneira, ensino secundário a martelo e ensino básico...basta saber assinar o nome. Estas são as competências do povo português.

 

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