quinta-feira, dezembro 27, 2007

Paquistão - Mais um crime religioso

Benazir Bhutto, ex-primeira-ministra paquistanesa e actual líder de um dos partidos da oposição, morreu hoje num ataque à bomba, durante um comício político na cidade de Rawalpindi. Pelo menos outras 16 pessoas morreram no ataque.

4 Comments:

At sexta dez 28, 12:02:00 da manhã, Blogger CA said...

Religioso, claro. Porque o facto de ela ameaçar politicamente todas as forças em jogo (religiosas ou não, a começar pelo próprio Musharraf) não teve certamente nenhuam influência no atentado.

 
At sexta dez 28, 01:25:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

(...) depois de oito anos no exílio, Bhutto atribuiu um atentado semelhante aos extremistas da Al Qaeda.

 
At sexta dez 28, 04:08:00 da tarde, Anonymous Carlos Esperança said...

ca:

A al-Qaeda já reivindicou o atentado e não podem os seus militantes ser acusados de falta de fé.

 
At domingo dez 30, 11:40:00 da tarde, Blogger e-pá! said...

PAQUISTÃO - BASTA DE SACRIFICIOS!

Hoje, levantam-se (ainda) algumas dúvidas se este inqualificável atentado foi executado pela al-Qaeda.
Essa é a intenção e o desejo de Musharraf, ia a dizer, semlhante ao de Aznar em Atocha, em relação à ETA.

A realidade é outra. Musharraf, cabeça visível do regime militar (despiu a farda mas é como o algodão - não engana) que derrubou
o governo eleito em nome do decoro, da ordem e segurança, bem como do combate à corrupção, deu ao Mundo um País onde se associa o despotismo e a anarquia, para mim, os verdadeiros responsáveis pelo assassínio de Benazir Bhutto, ontem, em Rawalpindi.

O Paquistão é um País dilacerado por contradições políticas, problemas étnicos, um caos linguístico e, ainda, questões religiosas.
O Pai de Benazir criou o PARTIDO DO POVO PAQUISTANÊS (PPP), que foi integrado por activistas do único movimento popular de massas que o País conheceu: estudantes, camponeses e trabalhadores que lideraram uma feroz oposição, durante três meses, em 1968-1969, para enfrentar e derrubar o primeiro ditador militar do Paquistão - Ayub Khan.
Ainda hoje existem resquícios desta movimentação popular e muitos paquistaneses encaram o PPP como um partido de massas, popular, o possível no meio de tanta diversidade popular e linguística.
Mas o PPP precisa de ser reconstruído. E não pode ser subsidiário da sacrificada família Bhutto.
É necessário transformar o PPP numa organização moderna e democrática, que defenda os direitos sociais e humanos e que una os dispares interesses e grupos em desespero, num Paquistão civil (laico), próspero e democrático.
Esta a grande lição a tirar do horrível assassinio de Benazir Bhutto.
O Paquistão deve seguir o seu caminho e dispensar mais sacrifícios da família Bhutto.
Já chega de regimes militares e de sacrifícios.
Bilawal Bhutto não precisa de morrer. Basta chegar a Democracia.
As primeiras declarações de Bilawal Bhutto enquanto novo (aos 19 anos) presidente do PPP, vão nesse sentido:
"A longa e histórica luta do partido pela democracia continuará com vigor renovado"...
Assim seja.

 

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