sábado, março 31, 2007

Conselho Nacional do CDS-PP


Os conselheiros nacionais Isabel Gonçalves e João Mota Campos entregaram à Mesa do Conselho Nacional do CDS-PP um recurso pelo facto de terem sido aprovadas as eleições directas para a escolha do líder do partido.


Comentários: 1 - O país está desinteressado do que se passa no CDS;

2 - A política discute-se nos partidos e não nos Tribunais.

Lei da despenalização do aborto

Movimentos do "não" ao aborto desejam que o Presidente da República vete a lei aprovada pelo Parlamento.

Comentário: Pretendem ganhar na secretaria o que perderam nas urnas. Talvez as chamadas telefónicas de valor acrescentado dessem um resultado mais de acordo com os seus desejos.

Paquistão – O Islão político e a liberdade


Que as boas almas de Islamabad queiram fugir da prostituição é um direito, quiçá uma obrigação, que faz as delícias de Alá e o regozijo dos mullahs.

A origem da prostituição confunde-se com a história da própria humanidade e não deixa de ser humilhante, mas há infâmias maiores e crimes mais hediondos, a começar pelo rapto de pessoas e o exercício de cárcere privado.

O constrangimento social e o estímulo do clero levou as tresloucadas alunas de uma madrassa, em puro zelo beato, à prática de vários crimes: invasão de domicílio alheio, coacção e rapto da dona de um bordel e de duas familiares, apoiadas no Corão e no estímulo dos próceres islâmicos.

A prisão das devotas agressoras provocou manifestações de colegas, encorajadas pelo director da escola corânica, enquanto os vizinhos, com mais receio dos talibãs que de Maomé, ficaram «felizes e cantaram em glória de Alá».

O regresso do fundamentalismo, como sempre, não se limita a condicionar a vida dos crentes mas a exigir, a todos, os comportamentos que julgam inspirados por Deus.

No Paquistão os talibãs estão na origem de incêndios em clubes de vídeo e na proibição de música e televisão. Os barbeiros já foram proibidos de cortar barbas e as mulheres obrigadas a usar burka, sob ameaça de morte.

Nos países democráticos o fanatismo religioso procura fazer regredir a sociedade. O criacionismo é a arma com que, dos EUA à Europa, os prosélitos procuram opor-se ao progresso e à investigação científica.

Há muito dinheiro investido na estratégia beata. A distribuição de um Atlas criacionista é a última prova. É preciso estar atento e defender a civilização.

sexta-feira, março 30, 2007

União Europeia e Irão

A União Europeia exigiu, esta sexta-feira, que o Irão liberte imediatamente os marinheiros britânicos, cuja captura constitui «uma violação do direito internacional».


Comentários: 1 - A exigência é legítima e razoável;

2 - A União Europeia não pode fazer exigências cujo cumprimento não seja capaz de fazer cumprir.

Uma imoralidade

*
Miguel Horta e Costa, Carlos Vasconcellos Cruz, Iriarte Esteves e Paulo Fernandes, ex-administradores executivos da Portugal Telecom, receberam 9,7 milhões de euros pela não renovação do mandato no ano passado.

Madeira - ilha sem lei e com dinheiro a mais


Co-incineração - Polémica em «O DESPERTAR»

TRÉPLICA: CARLOS ESPERANÇA (VERSUS) CASTANHEIRA BARROS

Uma questão de fé
O Dr. Castanheira Barros em vez de contestar os fundamentos científicos que sustentam a co-incineração refugiou-se na crença inabalável de que é uma opção má. Tal como os crentes que, confrontados com a irracionalidade da fé, se limitam a dizer que é falso o Deus dos outros, assim procedeu o advogado.

Fugindo à questão principal, não refutou um único argumento, só fez insinuações para denegrir os membros da CCI e referência aos salários que auferiam pelas funções. De substantivo, disse nada.

Apenas referiu que descrê da CCI, não gosta de Guterres e odeia a co-incineração, pelas mesmas insondáveis razões com que Maomé embirrou com o toucinho –, zero como argumento intelectual e débil para quem tem pretensões políticas.

Não referiu as entidades a quem cabia designar os elementos da CCI:
a) Três pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP);
b) Um pelo Ministro do Ambiente;
c) Um pela Câmara Municipal de Coimbra;
d) Um pela Câmara Municipal de Leiria.
(Decreto-Lei n.º 120/99 – art. 5.º 2)

Decerto não se atreveria a acusar o CRUP de subserviência ao Governo, já que ignora a rectidão moral de Guterres tal como o gabarito científico e isenção dos elementos da CCI.

Embevecido pelo proselitismo, acabou por escrever: «O mandato da Comissão era de 3 anos prorrogável indefinidamente (art. 5.º 2)» [sic]. Ora, o que o citado art. 5.º 2 refere, é o seguinte: «A Comissão tem um mandato de três anos, prorrogável por igual período através de resolução do Conselho de Ministros, por proposta da Comissão e mediante parecer favorável das Câmaras Municipais de Coimbra e Leiria».

Como pôde concluir o Dr. Castanheira Barros que uma comissão «prorrogável por igual período» (seis anos, no total), sujeita à resolução do Conselho de Ministros e ao parecer favorável das Câmaras de Coimbra e Leiria pudesse ser «prorrogável indefinidamente»? Apenas parece ser indiferente ao destino de milhões de toneladas de resíduos perigosos dispersos por mais de 1400 locais contaminados.

Em relação à jurisprudência sobre a co-incineração falaremos quando houver trânsitos em julgado.

Quanto à alegada «irreverência de Coimbra [que] não se coaduna com bajulação», temo que não seja virtude generalizada. O doutoramento de Franco desmente-a.

Aliás, os ora adversários da co-incineração ignoraram o forno dos H.U.C. cuja poluição, intolerável, só terminou graças a Sócrates, então ministro do Ambiente, que o mandou encerrar sem que alguém se preocupasse ou organizasse manifestações de protesto.

Parecem insensíveis ao cheiro que invadiu a cidade, sem exigirem explicações sobre a origem e composição dos odores que lembram Cacia. Onde está a consciência cívica, bem mais importante do que a irreverência? Ou o silêncio é bajulação à Câmara cujo provedor para o ambiente se mantém mudo?

Jamais os vi inquietos com as unidades que fazem exames e tratamentos com radiações, se são fiscalizadas e se todas se encontram licenciadas, com equipamentos calibrados, e se os profissionais que fazem os exames estão devidamente qualificados.

Os excrementos de cão que cobrem os passeios e as ruas de Coimbra não provocam um grito de revolta, uma manifestação ou um simples queixume. Será para não incomodar o pio edil que uniu toda a direita para se reeleger?

Tenho obrigação cívica de defender o ambiente e lutar por uma cidade limpa, acolhendo as soluções que o estado da arte considera melhores. Sei que não conseguiria evitar um só suicídio a tentar convencer um muçulmano de que não o aguardam 70 virgens no Paraíso e de que é duvidoso que aí corram rios de mel. Também não convencerei o Dr. Castanheira Barros dos malefícios que a sua crença causa à cidade e ao país.

É nessa inquebrantável fé, não alheia à devoção partidária, que o deixo a pelejar.

quinta-feira, março 29, 2007

Tribunal Constitucional sem Castanheira Barros


O PS e o PSD ignoraram o apoio expresso por Alberto João Jardim!

A brandura dos nossos costumes...

...ou o primarismo das nossas gentes.

O fascismo nunca existiu. Nasceu agora

Cartaz nacionalista apela à expulsão de imigrantes

O racismo e a xenofobia num país de emigrantes.

A guerra esquecida

Na Província do Niassa correu mansa a guerra nos anos de 1968 e 1969. Cerca de meia dúzia de mortos mensais e o dobro de estropiados era a sequência que avivava a mágoa quotidiana e aliviava a tensão nos dias seguintes.

No Batalhão de Caçadores n.º 1936 a morte consumia dois ou três camaradas por semestre, distribuídos pelas Companhias. Não era a morte que mais nos apoquentava. A saudade, o medo e a revolta faziam-nos descrer da bondade da civilização cristã e ocidental que o cardeal Cerejeira garantia em Portugal e o bispo Reis Rodrigues repetia em Moçambique, de batalhão em batalhão, fardado de brigadeiro.

No Catur o comandante era um militar experiente, com elevada noção de ética e coragem pouco comum. Seguia de jipe à frente das colunas com a mesma naturalidade com que me deu a ler o pedido da PIDE para me vigiar.

Os presos eram interrogados pelo major Artur Beirão que recordo a comunicar, meu Comandante, pelos meus métodos os presos não falam, e o Ten. Cor. Luís Vilela a retorquir-lhe, nem eu te consentia que usasses outros.

Depois eram entregues à PIDE e ninguém previa se falavam ou não, era certo que desapareceriam.

Tive a sorte de não assistir a cenas de tortura nem a interrogatórios humilhantes, mas não era esse o tratamento generalizado nas unidades militares a que não faltava um capelão para aliviar consciências mais sensíveis. O padre Joaquim era excepção, contra a guerra, ao contrário de outros capelães que preferiam segurar a G-3 em vez do cálice e dispararem em vez de administrarem a eucaristia.

Na violência da guerra a crueldade dos homens acaba sempre por se revelar. Em Malapísia, o alferes André, formado na universidade de Mafra, adorava interrogatórios e babava-se de gozo a usar a faca de mato enquanto aguardava respostas.

Nunca esquecerei aquele negro grande e sereno que entrou no aquartelamento do Catur com um pé embrulhado em ligaduras. Faltava-lhe a última falange do dedo grande, decepada lentamente pelo André enquanto mantinha o silêncio e sofria. Diziam os soldados que o turra não sentia dor, que era outra forma de referir a coragem do moçambicano, enquanto o tradutor afirmava que ele não queria falar.

Redimiu-nos da cobardia a postura do Comandante a adverti-lo severamente e a ameaçá-lo com a transferência disciplinar para o Cabo Delgado onde os macondes eram mais eficazes a abater as tropas ocupantes.

Nunca se julgaram crimes de militares portugueses, ou seja, da ditadura e isso permite que a mentalidade colonialista perdure entre antigos combatentes e associações de ex-militares onde o pensamento fascista é cultivado.

Os soldados da Companhia 1626 usavam porta-chaves de orelhas e falangetas desidratadas como troféus gloriosos de uma guerra que ninguém ousou julgar.

Um alferes que saíra do seminário e, pouco depois, fizera a recruta em Mafra era motivo de galhofa na Companhia. Quando o capitão, após operações bem sucedidas, o inquiria sobre os prisioneiros, perante gargalhadas dos soldados, o Joaquim dizia que não os trouxera, era longe…

O furriel Lopes, do Entroncamento, catequista que namorava outra catequista – segundo me disse –, enquanto convalescia de uma doença venérea, gabava-se de atar ao Unimog os turras que se recusavam a falar e de chegar ao quartel com a corda.

O Ribeiro da Fonseca perseguia o IN (inimigo) até ao Malawi e regressava com um pequeno rebanho de cabras e enorme alegria. O roubo impedia a sobrevivência de infelizes para quem a vida era precária e sofrida. Acabou condecorado na Guiné com a Torre Espada, já capitão, depois de ter sido furriel em Angola e alferes em Moçambique e de ter a cruz de guerra e a medalha de serviços distintos a preceder a condecoração mais alta. Há-de andar por aí com o peito cheio de veneras e o ombro coberto de galões sem ter percebido que a valentia só é útil quando é digna a causa.

Demorei 38 anos a revelar isto. É demasiado cedo para continuar. Ainda me dói a memória, ainda sofro as lúgubres cerimónias do 10 de Junho que parecem voltar, a exaltação dos heróis do Ultramar, o tempo sórdido cujo branqueamento está em curso.

Carlos Esperança in Jornal do Fundão, hoje.

Nova crise na Universidade Independente

Na Universidade Independente foi quebrado o acordo conseguido entre as diferentes facções dirigentes para assegurar o normal funcionamento das aulas.

O que se passa na Universidade Independente deixou de ser um mero caso de polícia e passou a ser um problema político. Estamos a assistir à reedição do caso Moderna, em que a montanha pariu um rato.

Valeu no caso Moderna o facto da gestão danosa da Amostra não ser crime público e de não haver queixa dos lesados – singular manifestação de desprezo pelo dinheiro –, que estavam em condições de ser ressarcidos. Os lugares públicos que os lesados vieram a ocupar podem ter justificado a ausência de litigância.

Os juízes que eram professores remunerados na Moderna, ao arrepio da lei, deram a sensação de que eram grandes os interesses e poderosos os interessados mas, salvo o devido respeito, as doutas sentenças não contemplaram numerosos ilícitos.

É com pasmo que se assiste à repetição do espectáculo de mau gosto, baixeza moral e destrambelhamento emocional, com patéticas exposições mediáticas de quem devia ser rigoroso sob os pontos de vista pedagógico, ético e comportamental.

As suspeitas atingem uma gravidade brutal e o País, atónito, fica com a impressão de que algum Ensino Superior é a fachada para negócios nebulosos e crimes intoleráveis.

Os actuais e antigos alunos, com o picante de o primeiro-ministro ter feito aí os exames de acesso à licenciatura, não podem ser vítimas de uma instituição que o Estado não controlou, como devia. Os actuais alunos não podem ficar à mercê do descalabro e da desconfiança que se instalou.

E nós, portugueses, não podemos exigir que o Estado deixe os particulares em paz para depois lhe pedir contas das trapalhadas da iniciativa privada. Esperemos que, desta vez, as consequências não sejam iguais às do caso Moderna.

quarta-feira, março 28, 2007

A bem da transparência

Remunerações de administradores públicos devem ser divulgadas

As empresas públicas devem divulgar publicamente as remunerações dos membros da administração, refere a resolução do conselho de ministros sobre os princípios de bom governo das empresas do sector empresarial do Estado hoje publicada em Diário da República.

O que é privado é bom!!!

Ponte Europa/Pitecos - Zédalmeida

PIDE devassou a vida de Torga


Recomeça ...

Se puderes,

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

do futuro,

Dá-os em liberdade

Enquanto não alcances,

Não descanses.
.
De nenhum fruto queiras só metade.

Miguel Torga - Recomeçar
O PROCESSO DA PIDE - Devassa à vida de um grande escritor e democrata

Uma questão de assepsia

Maria José Nogueira Pinto anunciou que vai desfiliar-se do CDS-PP e consequentemente abrir mão das funções na Câmara Municipal de Lisboa. Vereação passa para Anacoreta Correia antes do final de Abril.

Comentários: Há gente com a qual nem Maria José Nogueira Pinto se sente confortável. O CDS/PP ficará um partido pior frequentado e com menos fotografias. [Depois de apearem Freitas do Amaral (2.ª vez); Lucas Pires; Manuel Monteiro e Ribeiro e Castro, resta Paulo Portas com o ex-ministro de Salazar, Adriano Moreira.

Manuel Monteiro saiu porque queria um partido ainda pior, ou outros saíram por decência.

Maria José Nogueira Pinto teve a decência de renunciar ao lugar de vereadora da CML, entregando o lugar ao partido de que saiu. Um gesto raro e honrado.

«Grandes Portugueses»

Vi ontem na comunicação social que a deputada Odete Santos defendeu Álvaro Cunhal.

Um tiro no pé. Três boas razões para ter enjeitado semelhante tarefa:

1 - A sua defesa caucionou um concurso onde os nostálgicos concentraram telefonemas;

2 – Deixou colocar ao mesmo nível o carrasco e a vítima;

3 – Defendeu alguém que, para além da resistência heróica ao fascismo, pretendia um modelo de sociedade que não é seguramente a segunda opção dos portugueses e, muito menos, a primeira.

terça-feira, março 27, 2007

Política e democracia

Quando alguém diz que não é político, já se sabe que é, mas de direita. Um ministro da ditadura fascista disse num discurso de posse: «eu não sou político, mas Sua Excelência chamou-me e eu disse – presente». Um ministro apolítico é uma espécie de vegetariano que só come carne, mas no salazarismo era assim e denegria-se a política.

Sinto a mesma desconfiança em relação aos que acusam os políticos de corrupção, não porque a não haja mas porque a generalização revela torpeza e falta de siso, quando não esconde um ruído que abafa a pusilanimidade e esconjura a desonestidade própria.

A ausência de democracia, durante meio século, impediu o exercício da cidadania e a aprendizagem de cultura política. As vicissitudes partidárias, com apenas dois partidos a poderem aspirar ao poder, conduziram a uma descaracterização ideológica, ao fortalecimento de interesses comuns às respectivas clientelas e à partilha de sinecuras.

É injusto não reconhecer os esforços do actual Governo para limitar danos e corrigir os desmandos de que a expressão mais recente foi o regabofe das Empresas Municipais, já parcialmente corrigido, há dois anos, mas impossível de erradicar sem vigilância cívica e uma comunicação social isenta.

Em Portugal não faltam líderes capazes, faltam quadros dispostos a sacrificar interesses próprios ao serviço do bem comum. Os recursos humanos só são escassos porque os interesses individuais são incompatíveis com a abnegação que o serviço público exige.

Não é cómodo arrostar com enxovalhos, invejas e suspeições de medíocres e cobardes que gritam, quase sempre de forma anónima, para esconder as suas tropelias fiscais e os pequenos tráficos de influências.

Tenho a vaga sensação de que os políticos de segunda e oportunistas de terceira gritam que há corrupção nos Governos e praticam pequenas fraudes, negócios à sombra da informação privilegiada e acumulam cargos rentáveis sob o guarda-chuva de interesses locais e das cumplicidades partidárias.

Um dia teremos de saber quanto custam os caciques e quem afirma que os políticos são todos ladrões, travestidos de moralistas. A autorização de acesso da administração fiscal às contas bancárias é uma medida de profilaxia necessária que é urgente pôr em prática.

Não há democracia sem partidos e sem políticos.

«O melhor português de sempre»

Uma sondagem da Marktest conclui que, tendo à escolha os 10 finalistas do programa da RTP, Salazar é o melhor para 11% dos inquiridos; AfonsoHenriques 23%; Camões 17%; Pessoa 11%; Pombal 10%; Aristides 8%; Cunhal 5%.

Comentário: O sindicato de voto telefónico aponta para a existência de uma rede fascista.

Óbito - João Soares Louro

O antigo presidente da Rádio Televisão Portuguesa (RTP) João Soares Louro morreu hoje de manhã aos 74 anos, no hospital de Santa Maria, em Lisboa, vítima de doença prolongada. O funeral realiza-se esta terça-feira, às 16h00, do Mosteiro dos Jerónimos para o cemitério dos Olivais.

NOTA: Mais um grande democrata que parte, um cidadão íntegro e com notável sentido de serviço público. Dele se pode dizer que levou a democracia à televisão.

segunda-feira, março 26, 2007

A morte saiu à rua...

Ponte Europa/Pitecos - Zédalmeida

O último feche a porta

Mais uma demissão no Conselho de Jurisdição do CDS/PP
Pedro Carvalho, vogal do Conselho Nacional de Jurisdição do CDS/PP, demitiu-se hoje do cargo por discordar da fundamentação do parecer emitido por aquele órgão relativamente ao requerimento apresentado pela distrital de Viseu.

Para memória futura...

Do Minho às Berlengas os fascistas não mudam.

Amargura de um leitor anónimo

A desilusão vai crescendo, o cansaço aumentando, a motivação já não é o que era.Falo de mim.Quase 33 anos depois da gloriosa Revolução dos Cravos, o país vai "vivendo habitualmente".

A memória não se respeita. A memória do sofrimento, das vidas destruídas, da tortura, do atentado à dignidade, da promoção da pobreza honrada e da ignorância feliz.
A violência, a prepotência, o mais elementar desrespeito pelo valor da dignidade humana, a promoção do atraso económico, social e mental.Tudo esquecido. Esfumou-se a memória. Parece que foi há tanto tempo, já não interessa... "não foi tão mau assim...".

"Um salazar em cada esquina" para pôr isto na ordem, para prender os drogados, os gangs de pretos, restaurar o poder da ICAR...Em cada "votante" em salazar há uma "alma de taxista".Pobre país...A culpa?É toda nossa!

Julgam que a culpa deste branqueamento é dos saudosistas e dos jovens manipulados?

Acordem! A culpa é nossa!

Deixámo-los crescer e multiplicar. Vermes que se transformaram em monstros.Demos a Democracia como dado adquirido. Aqui está a consequência: "vivemos habitualmente" com o fantasma não-enterrado de salazar, a pairar.Não o enterrámos.

Caímos no mesmo erro dos salazarentos: não enterrámos salazar!Recusámos falar dele durante três décadas.A memória esfumou-se, a tirania ficou ideia difusa...A escola e a família. Onde têm andado?


Não temos regado a democracia. A flor está murcha.É preciso vitamina, memória, denúncia da atrocidade.Há documentos!


O Tarrafal existiu e era um campo de concentração.A violência e a tortura não são histórias da carochinha.Ficaram pessoas estropiadas. Morreram pessoas por crime de pensamento!A promoção do analfabetismo não é lenda, é verdade!


O elogio da pobreza, da caridadezinha bafienta e do "está mas é quietinho" porque o doutor salazar é que olha por nós" não foi assim há tanto tempo.Uma guerra estúpida, baseada na obstinação delirante de um ditador mesquinho, racista, paternalista e alheado da realidade. Lembram-se? Irmãos a lutar contra irmãos?


Vai surgir um museu, que me parece mais um santuário do que um local de estudo objectivo e imparcial!Abram os olhos! Eles estão a soltar-se, a saír do armário!


Na Faculdade de Letras de Lisboa, eles andam a "dar cartas". O PNR domina uma lista para a associação de estudantes. Os capangas de cabeça rapada andam lá a fazer "segurança" sob os olhos complacentes da Reitoria. A Polícia impediu a pintura de um mural antifascista, mas as inscrições racistas estão lá!Eles andam à vontade, e nós a ver...
Daqui a um mês celebramos 33 anos sobre a data de um momento lindo da nossa História, personificado na figura de toda a sua pureza: SALGUEIRO MAIA, o rosto de Abril, a morder o lábio para não chorar no momento em que ganhou a DEMOCRACIA para Portugal, e depois recolheu ao Quartel, com toda a dignidade própria dos homens grandes e bons.

Celebramos, daqui a um mês, a letargia (de todos nós), que deixámos que eles se multiplicassem e que manipulassem as gerações mais novas.Mas ainda vamos a tempo.

Abril não morre.
Seg Mar 26, 12:11:00 PM a) Anónimo

Dezenas de Milhar de fascistas à nossa volta!

Os democratas e progressistas tiveram ontem uma noite de alguma amargura.
No concurso da RTP, Salazar foi o mais votado (41%). Em segundo lugar ficou Cunhal (19%).
Em terceiro, ficou um humanista, um homem vertical e íntegro, Sousa Mendes (13%), também do século XX.

Os nossos grandes e gloriosos homens históricos do início da nacionalidade, da expansão marítima ou o grande Marquês de Pombal ficaram para trás.

Dezenas de milhar de fascistas andam por aí.

Quem de nós não tem um amigo, um familiar, um conhecido ou um inimigo salazarista?

Eles não se organizam em Partido político por duas razões, uma procedimental e outra material.
A primeira porque não podem. É proibido! Segundo o n.º 4 do artigo 47 da Constituição: “Não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista.”
A segunda porque os partidos actuais albergam no seu seio muitos destes fascistas. O casal Nogueira Pinto teve a frontalidade de se sentar na RTP a dar a cara como defensores de Salazar. Muitos outros lá estavam. E dezenas de milhar votaram.

Foi uma vitória de Pirro destes saudosistas!

Os democratas têm a superioridade moral de os deixar emitir a sua opinião.

Salazar torturou, perseguiu, assassinou.
Salazar protegeu monopólios e oligopólios de algumas famílias (seriam só sete?) que enriqueceram com o regime ditatorial. Mandou os filhos dos outros morrer numa guerra injusta e vergonhosa.
Salazar evitou que o país se desenvolvesse. Recusou o plano Marshall, recusou a liberdade.

“Fátima, Fado e Futebol!” “Deus, Pátria e Família!”
Os homens e as mulheres que defendem este miserável Portugal estão aí.
A luta pela democracia e o progresso tem que continuar!

Salazar foi um português miserável e piores ainda são os cidadãos que votaram nele!

Salazar ganhou.

Salazar obteve 40% dos votos no concurso/passatempo da RTP. Cunhal ficou lá perto.
Votaram cerca de 210.000 pessoas, rectius, telemóveis.

Ao contrário do que disseram alguns comentadores na televisão, penso que este voto não se reduz a um simples “voto de protesto”!
Foi, na sua maioria, um voto de convicção!
E temos que saber conviver com isto!

Isto significa que, em Portugal, em 2007, e seguindo a sagesse de Monsieur de La Palisse:
1) Há salazaristas;
2) Há dezenas de milhar de salazaristas;
3) Esses concidadãos puderam exprimir a sua opinião neste concurso…

A pergunta seguinte parece ser: e onde encontramos no espectro político-partidário actual estes cidadãos-eleitores?
Porque razão nenhum partido procura apropriar-se directamente deste património político e potencial eleitoral? Será a proibição, constante da Constituição da República de 1976, de apologia do fascismo e de constituição de partidos fascistas, que o justifica? Será legítimo manter esta proibição?
Ou, por outra, deveria a televisão pública admitir Oliveira Salazar, o Déspota de Santa Comba, como concorrente?

Ou será que os partidos da direita dão guarida a este eleitorado e a este projecto político?
Freitas do Amaral relata nas suas “Memórias” que alguém lhe oferecera os ficheiros dos “bufos” da PIDE para ele lançar rapidamente o seu CDS. Ele recusou. Sá Carneiro aceitou…
Estará algum bufo a ler este texto neste momento?
Estará algum bufo na Assembleia da República como Deputado?
No CDS não parece que esteja, já que todos os Deputados são tão jovens e agora com a camisa aberta, como o seu passado e eventual futuro líder…
Mas, quiçá, nas bases ou na estrutura do CDS? E do PSD? Ou mesmo do PS?

E porque razão Manuel Monteiro não consegue cativar estas dezenas de milhar de concidadãos?

Serão estes eleitores todos descendentes das famílias que lucraram com a guerra colonial?
Ou das famílias que beneficiavam do regime de condicionamento industrial? (Querem maior corrupção que esta!!!!!!)
Ou os “despojados” do ultramar, que odeiam a Revolução de Abril e a descolonização? Ou estarão entre os salazaristas também pessoas que não gostam da democracia? Da liberdade de expressão? De um Portugal mais europeu que se está a criar?

Algumas interrogações, mas uma certeza: eles são uma minoria!
A votação não terá ultrapassado os 210.000 telefonemas, segundo ouvi Maria Elisa dizer. Os salazaristas/ fascistas não passam dos 100.000. São menos que os eleitores do CDS.

A maioria dos portugueses manteve-se relativamente indiferente ou pelo menos entendeu não gastar um tostão neste concurso.
Fizeram bem!
O meu preferido, Infante D. Henrique, perdeu… Mas vou dormir tranquilo!
Até amanhã, Camaradas!

Salazar foi um criminoso

Todos éramos vigiados

Haja Memória

Espaço dos leitores


Bento XVI - Um discurso perigoso



Bento XVI aguardou o 50.º aniversário do Tratado de Roma para surpreender a Europa com um discurso agressivo e imiscuir-se nos assuntos internos da União Europeia.

A acusação de que a Europa renega as origens cristãs, corrobora o ressentimento que se agravou com a progressiva tendência dos Estados laicos de descriminalizarem o aborto, legalizarem as uniões homossexuais, aceitarem a eutanásia e facilitarem o divórcio, ao mesmo tempo que a Igreja católica vê a sociedade secularizar-se.

As uniões de facto aumentam e os casais prescindem cada vez mais da festa religiosa e da bênção eclesiástica para os seus projectos comuns. A sexualidade emancipou-se da reprodução e o clero romano envelhece e reduz-se.

O rancor e a vocação teocrática de um Papa que quer regressar ao latim e ao cantochão, que deseja integrar a Fraternidade Sacerdotal S. Pio X, do falecido e excomungado bispo Lefebvre, e que odeia a modernidade, estão na origem do insólito discurso e na obsessão de impor os critérios morais da Igreja não apenas aos católicos mas a todos os europeus e, se as condições se tornarem favoráveis, ao mundo.

Voltaríamos à evangelização e às cruzadas, ao cristianismo tridentino, à contra-reforma, às monarquias absolutas e confessionais e à submissão do poder temporal ao espiritual, com a Europa transformada em protectorado do Vaticano e a esquecer o Renascimento, o Iluminismo, a Revolução Francesa e a Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Não há anticlericalismo sem clericalismo. Esta recidiva teocrática de Bento XVI põe em perigo a tolerância e o pluralismo que as democracias consagraram. No seu proselitismo Bento XVI vem perturbar a paz e abrir feridas numa Europa que sacrificou milhões de vidas às lutas religiosas.

Se não houver firmeza na defesa da liberdade religiosa - o direito de cada cidadão ter a religião que entender, não ter religião, ser anti-religioso ou apóstata -, criar-se-ão as condições para o regresso às guerras religiosas que dilaceraram a Europa e se limitaram a produzir santos, mártires e bem-aventurados.

domingo, março 25, 2007

Por uma Europa forte e unida!

Uma Europa forte e unida é condição de equilíbrio e progresso de toda a humanidade.
Uma força cultural, política, económica e militar que se bata por progressos no domínio do ambiente, dos direitos sociais e pelo diálogo de civilizações.

Europa - Declaração de Berlim

Declaração de Berlim apressa UE para adopção de nova Carta

Bruxelas, 25 Mar (Lusa) - A "Declaração de Berlim", aprovada neste domingo pelos líderes europeus por ocasião do 50º aniversário da assinatura dos Tratados de Roma, que deram início ao que hoje é a União Europeia (UE), aponta 2009 como data limite para a adopção de um novo Tratado.

PONTE EUROPA associa-se às comemorações e reitera o seu profundo europeísmo e a inabalável convicção de que a União Europeia é um espaço civilizacional de que nos devemos orgulhar, factor de paz e progresso e um oásis democrático onde a justiça social e a laicidade dos Estados precisam de ser aprofundadas.

PONTE EUROPA saúda todos os povos e nações que integram a União Europeia e cumprimenta os governantes que se batem pela integração e solidariedade entre os seus membros, cada vez mais sólidas.

PONTE EUROPA agradece a Mário Soares a visão e a sabedoria com que se empenhou na caminhada europeia de Portugal.
.
«Temos certeza: a Europa é o nosso futuro comum».

Obrigado, Mário Soares

Eminente estadista a quem Portugal deve a integração na Europa.

Síndrome do Poço de Boliqueime


Espaço dos leitores

Paula Rego

sábado, março 24, 2007

Quem nos acode? (2)

Milionários em empresas municipais
€€€
Os gestores municipais são nomeados sem critério, não fazem declaração de rendimentos e, em muitos casos, recebem muito mais do que o permitido por lei. Para além disso, beneficiam de regalias, como cartões de crédito e telecomunicações, sem que tal esteja previsto na lei.
Comentários: Para que foram criadas as Empresas Municipais?
1- Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Coimbra não funcionavam bem sob a direcção de um funcionário? Era pior a água? Era tão cara? Beneficiaram os funcionários ou os consumidores?
2 - Não será um caso de polícia o pioneiro da privatização das águas municipais, Ministro dos Santos (Mafratlântico): 8800,00 euros (ganha) / 3037,13 euros (devia ganhar) / + 189,75% (diferença)???

Quem nos acode?

Obras adjudicadas no dia da demissão
Alberto João Jardim diz que cumpriu a lei

Alberto João Jardim aprovou obras no valor de 130 milhões de euros no mesmo dia em que apresentou a demissão. O presidente do Governo Regional da Madeira diz que cumpriu a lei.

Bom fim de semana

Crescei e multiplicai-vos

"Jornal de Leiria" - Edição de 22 de Março
Coluna “Pessoalíssimo”
Amável deferência do leitor M.M.

sexta-feira, março 23, 2007

Alemanha – O Corão e uma juíza idiotas

Uma alemã, de origem marroquina, teve a desdita de numerosas mulheres ao longo da história, casar com um homem violento que a agredia e ameaçava de morte.

Com 26 anos, mãe de dois filhos, a vítima pediu ao tribunal de família de Frankfurt para que lhe concedesse um divórcio rápido. A pancada e as ameaças não são violências que se suportem num país civilizado. E a jovem mãe, casada em 2001, há mais de um ano que era vítima de espancamentos e ameaças.

Imagine-se que lhe saiu uma juíza, Christa Datz-Winter, que entendeu não ser urgente o seu caso pois ela tinha casado «segundo as leis islâmicas» e que, segundo o Corão, ela devia saber que «Não é invulgar que o homem exerça o direito de castigar a mulher».

A título excepcional, essa juíza devia ser obrigada a viver um ano com um muçulmano violento e piedoso, despojada das vestes forenses, vergastada na rua e, a seguir, repudiada pelo homem.

Talvez aprendesse que, acima dos preconceitos religiosos, estão os direitos humanos, mais importante do que um livro sagrado é a igualdade de direitos entre os sexos.

A integração da sharia na jurisprudência dos países democráticos é o caminho mais rápido para a introdução do direito canónico e o regresso aos estados totalitários de raiz confessional.

Apostila: Recordo o saudoso Francisco Salgado Zenha, de quem fui delegado na Lourinhã, em 1965, na farsa eleitoral promovida por Salazar. Foi ele, quando ministro da Justiça, que reintroduziu o direito ao divórcio que a Concordata abolira. Tal como no Islão, vigoravam as piedosas leis cristãs de Salazar e Cerejeira.

Vitória da liberdade de expressão


O director do jornal satírico francês Charlie Hebdo foi ontem absolvido por um tribunal parisiense da acusação de injúrias de cariz religioso.

O referido semanário publicou em Fevereiro de 2006 três cartoons sobre Maomé, que a comunidade muçulmana considerou ultrajantes e injuriosos.

O tribunal considerou que as imagens, ente as quais a que se vê neste post, não contêm matéria de injúria. A liberdade de expressão foi mais importante do que as idiossincrasias dos crentes.

Pessoalmente, entendo que o juiz devia ter indeferido a queixa no despacho saneador por os crentes não serem parte interessada. Não consta que Maomé se tivesse sentido ofendido. Pelo menos não apresentou queixa.

Aeroporto da OTA e debate parlamentar (2)

Conforme diz Medina Ribeiro:

O relatório da ANA, de 1994, pode ser visto no site ADFER, do qual se pode concluir:

«Da análise global de um conjunto de aspectos objectivos, a melhor opção é Montijo B e a PIOR a Ota;

No aspecto operacional a melhor opção é o Rio Frio a e a PIOR a Ota;

Na perspectiva da engenharia a melhor é Montijo B e a PIOR a Ota;

No aspecto ambiental a melhor é Rio Frio e a pior é Montijo A;

Na perspectiva da acessibilidade a melhor é o Montijo A e B e a PIOR Rio Frio;

No aspecto do esforço financeiro nas infra-estruturas e da própria TAP a melhor é Montijo B e a PIOR a Ota;

Na perspectiva da operação simultânea com a Portela e dos investimentos inerentes a melhor solução é o Montijo B e a PIOR a Ota.

Conclusões da ANA de 1994, esmagadoras para a decisão do governo em 1998, que, com base no risco de colisão com aves, conduziu à precipitada escolha da Ota»

PS: resultado da 'ditadura' dos ambientalistas.Lamentável, a falta de trabalho de casa das oposições.

a) B. Monteiro

Co-incineração - Polémica em «O DESPERTAR»

Na sequência da minha resposta, surge hoje a réplica.

CASTANHEIRA BARROS RESPONDE A CARLOS ESPERANÇA
Quem apelidou de « litigantes de má-fé », « oportunistas partidários » e « idiotas úteis » os que, legitimamente, lutam contra a co-incineração de resíduos perigosos, não podia esperar outra coisa que não fosse o mais veemente repúdio de tais afirmações que cheiram a lixo intelectual e soam a frete partidário .

Estou assim a responder à pergunta que constitui o título do artigo « Lixo intelectual ou frete partidário ? », da autoria do Senhor Carlos Esperança e publicado no Semanário O Despertar de 16.03.2007 .

O autor do supra-referido artigo estriba-se, pressupostamente de boa-fé, nos argumentos da famigerada « comissão científica independente », para defender a co-incineração .
Vejamos como foi obtido o Parecer formulado por essa comissão :

O artigo 5º do Dec.Lei 120/99 comporta um convite implícito à formulação de um parecer favorável à co-incineração ao consagrar que o mandato da comissão caducará se o processo de co-incineração for eventualmente suspenso por tempo indeterminado ou abandonado .

Enquanto durasse a co-incineração, o Presidente da comissão recebia uma remuneração correspondente à de Director Geral – 650.000$00 - e os restantes membros 75% dessa remuneração ( art. 23º 1. e 2.) .

Essas remunerações podiam ser acumuladas com as auferidas pelo exercício das suas funções públicas docentes mesmo que em exclusividade ( art. 7º 2. ) , subvertendo-se assim os princípios inerentes ao exercício de funções públicas em regime de exclusividade .

O mandato da Comissão era de 3 anos prorrogável indefinidamente ( art. 5º 2. ) .
Não são palavras minhas é o que está na lei do 1º Governo de Guterres .
O Povo não se deixa enganar, senhor Carlos Esperança, mas o senhor tem todo o direito de continuar a enganar-se a si próprio .

A co-incineração de resíduos perigosos é um processo viciado à partida .

Tudo ficou decidido quando a Ministra do Ambiente Elisa Ferreira assinou em 9 de Maio de 1997 um acordo com os Presidentes da Cimpor e da Secil para a « eliminação, por incineração em fornos de cimento, dos resíduos industriais perigosos incineráveis » .

Só quando se ergueu um enorme coro de protestos é que os governantes socialistas concluíram que era necessário dar uma capa de cientificidade a uma decisão que estava tomada à partida .
Não me venha pois com conversa fiada .

O senhor afirmou que « os adversários da co-incineração, após cada derrota, exigem nova desforra », mas quem tem vindo a perder em todas as frentes são os que querem impor a co-incineração e não os que a combatem : recordo-lhe o acórdão do Supremo Tribunal Administrativo de 21.01.2004 que considerou revogado o despacho favorável à co-incineração do Ministro do Ambiente José Sócrates e as sentenças proferidas recentemente pelos Tribunais Administrativos de Coimbra e Almada que ordenaram a suspensão dos testes e demais operações de co-incineração .

Apenas uma decisão foi desfavorável, mas sem consequências práticas, pois não julgou o fundo da questão.

Fico satisfeito por saber que rejeita a crítica da subserviência às teses Socráticas que também lhe é dirigida em múltiplos comentários publicados no Blog que o Senhor administra .
Faço votos para que consiga por actos demonstrar o contrário daquilo que as suas palavras têm indiciado .

É que a característica irreverência de Coimbra não se coaduna com bajulação .

Quanto à questão dos « apoios do PSD para vir a integrar o Tribunal Constitucional », cumpre-me esclarecê-lo que são necessários dois terços dos votos dos deputados da Assembleia da República para esse fim .

Por isso, se « oportunistas partidários » há nesta matéria, esses são os que legislaram nesse sentido e não os que, legitimamente, se candidatam ao exercício do cargo .

Castanheira Barros - Advogado / Coimbra

O caso Moderna foi diferente

O vice-reitor da Universidade Independente, Rui Verde, ficou ontem em prisão preventiva, na sequência de um processo em que estão em causa suspeitas de gestão danosa, branqueamento de capitais e falsificação de documentos. Chegou a falar-se também de tráfico de diamantes, mas isso nunca foi confirmado.

As pessoas eram outras.

quinta-feira, março 22, 2007

Aeroporto da OTA e debate parlamentar

O debate de ontem na Assembleia da República não convenceu, em definitivo, que a OTA tivesse sido a melhor opção para o novo aeroporto, mas deixou muito claro que os Governos anteriores a tornaram inevitável e que a demora e o aumento de tráfego a converteram em urgência.

Sem que Marques Mendes tivesse divergido, Valente de Oliveira e Carmona Rodrigues, quando ministros, defenderam a OTA. Este último defendeu-a com entusiasmo, quando antes a havia contrariado como presidente da Câmara Municipal de Lisboa, de acordo com a linha ininterruptamente ziguezagueante do PSD desde da liderança de Cavaco Silva.

Ficou provado à saciedade que a OTA era a opção dos Governos de Durão Barroso e Santana Lopes, apesar do primeiro, tal como em relação ao TGV, ora era, ora não era e acabou por ser, comprometendo-se com as duas decisões e levando, no caso do TGV, à irreflexão de assinar cinco itinerários com o seu amigo Aznar.

Talvez a política do PS, em certos aspectos de direita, roube ao PSD armas para se opor com êxito ao Governo, mas a fragilidade dos pretextos usados, a falta de convicção e a ausência de preparação para a polémica que o próprio PSD suscitou, em detrimento do debate agendado sobre o défice, fizeram lembrar os riscos que o País correria se, neste momento, a direita fosse Governo.
O debate de ontem foi um massacre. A direita foi em busca de lã e saiu tosquiada. Não admira que os líderes actuais estejam de saída.

MUKHTARAN BIBI é uma heroína!

O Ponte Europa solidariza-se com MUKHTARAN BIBI.
Com a sua obra generosa.
Com todos aqueles que acreditam no progresso, no esclarecimento da humanidade contra a barbárie, o poder bruto, a humilhação e a indignidade.
MUKHTARAN BIBI é uma heroína!

Tribunal Constitucional já tem candidatos a juízes

Os nomes dos seis novos juízes do Tribunal Constitucional (TC) foram ontem divulgados pelo PS e PSD, após acordo mútuo entre os líderes parlamentares dos dois partidos, Alberto Martins e Marques Guedes. A lista deverá agora ser votada até dia 29 no Parlamento, onde terá que receber a aprovação de uma maioria de dois terços.

Justiça - Já chegámos à televisão?


Apito Dourado
Valentim (pai) contesta julgamento amanhã na TV

Valentim Loureiro defenderá quinta-feira, perante as câmaras de televisão, que vai a julgamento, no âmbito do processo «Apito Dourado», com base em «suposições» do Ministério Público e não em «provas concretas», adiantou hoje um assessor do autarca.

Nota: O Tribunal não acredita em Durão Barroso.

A democracia e o véu

Depois da inaceitável indulgência com os pregadores do ódio nas mesquitas, situação que, por exemplo, não seria permitida – e bem – a dirigentes políticos, a Inglaterra já autoriza as escolas a proibir o uso do véu islâmico dentro dos estabelecimentos de ensino.

Há quem se oponha a esta decisão, em nome da democracia e da liberdade individual, acusando os opositores de intolerância. Esquecem-se de que a Europa tem vivido em paz graças à laicidade do Estado que jovens muçulmanas desafiam, estimuladas pela família e pelos pregadores religiosos. Os constrangimentos sociais e o domínio sobre as mulheres são de molde a impor-lhes o símbolo da sua própria escravidão.

Só a França (até quando?) sobrepõe os direitos de cidadania aos desejos dos clérigos das diversas religiões. No exercício de funções públicas ou frequência de escolas do Estado não são permitidos os hábitos das freiras, as sotainas ou o véu islâmico. Alguém, de boa fé, nega a liberdade religiosa francesa?

Ninguém duvida do proselitismo que devora as diversas confissões, todas desejosas de convencer os ímpios da bondade do seu Deus e da única forma de salvação eterna - a sua -, impondo-a, se puderem, mesmo a quem a dispensa.

Sendo o Estado incompetente para se pronunciar sobre as convicções pessoais, só lhe resta manter a neutralidade que permita a efectiva liberdade religiosa e impedir que qualquer religião se aproprie de forma definitiva e permanente do espaço público.

Londres só agora começa a sentir o perigo do proselitismo e a reagir às provocações que faz uma multinacional do ódio que se serve de jovens com forte dependência da família, do clero e da tradição.

Desacreditar da superioridade moral da democracia em relação à teocracia e dos Estados laicos face aos confessionais, é renunciar à defesa dos direitos humanos sob o pretexto de cumprir a vontade de Deus.

quarta-feira, março 21, 2007

CONVITE

FUNDAÇÃO DE SERRALVES PROMOVE INICIATIVA EM COIMBRA


Integrado no seu Plano de Actividades para este ano a Fundação de Serralves www.serralves.pt promove um Programa de 12 Conferências que titulou “Crítica do Contemporâneo” as quais ocorrem no seu Auditório no Porto.

A realização deste Ciclo trará a Serralves figuras importantes a nível mundial, da filosofia, da biologia, da educação e do pensamento político actuais, autores que tem em comum o facto de elaborarem, nas respectivas obras, em termos analíticos e conceptuais, a matéria cultural, social e política com que estamos confrontados.

Porque Coimbra se intitula Cidade do Conhecimento hoje a 60 min de Serralves, entendeu a Fundação levar a cabo uma Sessão Pública de Apresentação do Ciclo, a ter lugar na próxima segunda – feira, 26 de Março, pelas 21h30, no Auditório da FNAC Coimbra, sito no Centro Comercial Fórum, o qual contará com as seguintes presenças:

. José Dias, Presidente do Conselho da Cidade, moderador da Sessão
. Rui Mota Cardoso, professor universitário, coordenador do Ciclo de Conferências
. António Guerreiro, jornalista do Expresso, comissário das conferências do bloco
“Política”
. Manuel Costa, professor universitário, comissário das conferências do bloco
“Educação”
. António Amorim, professor universitário, comissário das conferências do bloco
“Biologia”

Agradecendo a sua presença e a divulgação que entenda dar a esta iniciativa para a qual todo(a)s são nosso(a)s convidado(a)s

Coimbra 21 de Março de 2007

Fundação de Serralves

Capaz disso é ele...







Nogueira Pinto acusa Portas de instigar agressões


A presidente do Conselho Nacional do CDS-PP responsabiliza o antigo líder do partido de instigar o clima de «coacção física, violência verbal e agressão física» que diz ter vivido no Conselho Nacional de domingo.

Os fascistas telefonam mais

Elogio da Irmã Lúcia a Salazar


Grandes Portugueses: Salazar 22 mil votos à frente na votação


Na votação para o programa da RTP1, «Grandes Portugueses», Oliveira Salazar encontra-se à frente de Afonso Henriques, com 22 mil votos de diferença, registando um total de 52 mil telefonemas. Álvaro Cunhal caiu para terceiro lugar, com 25 mil votos apurados.


Comentário: A nível mundial, certamente Hitler e Estaline venceriam.

Ética parlamentar - o deputado ensandeceu?

Deputado do PSD arrisca processo na Ordem


Nunca ninguém, de forma tão canhestra, tinha visto os interesses do Estado como a extensão dos interesses pessoais.

A barbárie continua

Número três de Saddam executado


Jamal Nasrallah/ReutersTaha RamadanO ‘número três’ do regime de Saddam Hussein, o vice-presidente Taha Yassin Ramadan, foi executado na madrugada de terça-feira, dia em que se assinalou o quarto aniversário da invasão norte-americana no Iraque.


Os carrascos já têm experiência:

Entrevista ao jornal do meu velho liceu


Espaço dos leitores

Nefertiti

terça-feira, março 20, 2007

No mundo dos «homens»...

Na sequência do veredicto de um tribunal tribal, esta mulher foi condenada a ser violada por quatro membros da tribo, por um alegado crime cometido… por um irmão.

MUKHTARAN BIBI, a vítima de tamanha crueldade pensou em beber ácido e suicidar-se, como é hábito na tribo. Preferiu sobreviver e criar escolas para crianças de ambos os sexos onde acolheu os filhos dos seus algozes. Esta heroína aprende agora, ela própria, a ler com a consciência de que só a cultura e a instrução libertam.

Esta história de um mundo perverso e cruel, em que a tradição e o desprezo pela mulher se cruzam, contada no «Público» de hoje (site disponível só para assinantes) deu origem a este poema de Lopes de Castro, escrito há pouco:



MUKHTARAN BIBI

A tua honra ficou intacta e branca
nessa noite escura onde ainda dorme o teu povo
à sombra de um Deus que os teus antepassados
quiseram perverso.
Nem a carne que te rasgaram
para da tua dor e do gesto alarve tirar prazer
quebrou a tua força de viver.
Mesmo sabendo que os rostos patibulares
dos que te violaram
iriam agitar-te o sonho nas noites incendiadas
e torturar-te a memória nos dias em que choraste,
atravessaste aquela linha segura
onde se conquista a dignidade.
Agora, já és livre,
e é a tua liberdade conquistada
a ácida condenação dos teus carrascos.

Alexandre de Castro - Lisboa, Março de 2007

Adenda: Notícia do «Público»

Um beirão não bate numa mulher...

A distrital de Viseu do CDS-PP solidarizou-se hoje com o deputado Hélder Amaral, apelando à reposição da «verdade dos factos», depois de Maria José Nogueira Pinto ter acusado o parlamentar democrata-cristão de a ter agredido fisicamente.


...submete-se a Paulo Portas.

Aquilino entra no Panteão


Aquilino entra no Panteão

A Assembleia da República vai criar uma comissão para definir a data e orientar a transladação dos restos mortais de Aquilino Ribeiro para o Panteão Nacional, publicou o Diário da República. O escritor está sepultado no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.
*
Aquilino é um mestre da língua portuguesa. Sem ele, sem Vieira, Bernardes ou frei Luís de Sousa não teríamos hoje Saramago, o Nobel do nosso contentamento.

Aquilino não foi apenas um grande paladino da língua portuguesa, foi um exemplo de revolucionário e um combatente da liberdade.

Do seu empenhamento cívico e da fecundidade do escritor ficou um património que tem sido votado ao esquecimento. Recordar Aquilino é dever, homenageá-lo uma obrigação e lê-lo uma necessidade.

Há um compromisso que os portugueses deviam assumir: conhecer o Malhadinhas, Terras do Demo e Quando os Lobos Uivam. Depois, partiriam, para uma viagem mais exaustiva à Beira e visitavam o meio rural português através das páginas de um mestre que cultivou a língua com a ternura de um amante e a profundidade de um filólogo.

Aquilino Ribeiro é um escritor quer mergulhou na alma do povo e lhe bebeu as palavras para nos dar a riqueza de uma escrita ímpar de raiz eminentemente popular.

E não lhe faltou tempo para as conspirações políticas, o exílio e as perseguições de que foram vítimas todos os homens ilustres e cidadãos de carácter que viveram a ditadura.

Homenagear Aquilino é um desafio para mergulhar na sua vasta obra e fruir a prosa singular que a exorna.

Rescaldo de “Um espectáculo degradante”

Ponte Europa/Pitecos - Zédalmeida
A presidente do Conselho Nacional acusou ontem o deputado Hélder Amaral de agressão física e Paulo Portas de ter instigado os acontecimentos do último domingo. Um “espectáculo degradante”, que terá “efeitos irreversíveis no CDS/PP”, disse Maria José Nogueira Pinto.