sábado, outubro 31, 2009

O regresso do lince ibérico...

Há alguns anos atrás existiam cartazes por todo o País no sentido de salvar o lince ibérico que julgávamos, ainda, sobreviver na Serra da Malcata.

Hoje, a tentativa será mediada pelo Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, através da “importação” de exemplares provenientes da Andaluzia onde, também se tem lutado para “salvar o lince”.
O grande pólo de recuperação em Espanha, neste momento, também em regime de cativeiro, mas perspectivado para, em segurança, regressar ao habitat natural tem sido o Parque de Doñana, entre Huelva e Matalascañas, junto ao histórico pueblo de Rocio.

As reproduções (em cativeiro) obtidas constituem um êxito biológico para uma espécie em vias de extinção, que mereceu fortes resistências das autoridades ambientais espanholas. Só o êxito da medida fez "esquecer" os embargos...
Todavia, devemos estar conscientes de que é uma etapa transitória. A grande aposta, a vitória sobre a ameaça de extinção do lince, continua e continuará a ser a livre reprodução em “meio natural”.

Este difícil trabalho na área da protecção da biodiversidade visa também estimular a reprodução de linces ibéricos em Portugal, onde existia e vivia desde tempos imomeroriais. A depredação ambiental quase o levou à extinção.
Existem actualmente 250 linces na natureza - exclusivamente na Ibéria - e 74 deles estão confinados em centros de reprodução, a maioria – por motivos de vigilância e apoio biológico - em regime circunscrito junto aos centros interpretativos do Parque Nacional de Doñana.

Na passada sexta-feira, o Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro de Silves recebeu, os primeiros exemplares de linces ibéricos, que se juntaram a Azahar, a primeira fêmea deslocada para o Algarve, há quatro dias.

O problema é a fauna local que permita sustentar na natureza este raro espécime animal. O lince ibérico alimenta-se, essencialmente de coelhos. Será necessário afectar largas centenas de hectares de terreno (> 500!), do tipo coutada, adaptado para albergar uma população de coelho bravo, suficientemente numerosa, que assegure a sobrevivência do lince ibérico.

Estaremos em condições de honrar a “aposta” espanhola de fazer regressar este típico espécime ibérico a Portugal?
Transformar a Serra da Malcata numa reserva biológica será uma solução?

Notas Soltas - Outubro/2009

Relações institucionais – O mês começou com uma audiência do PR a Sócrates após o violento e insólito ataque do primeiro ao partido de que o segundo é o secretário-geral.

PR – O DN noticiou que tinha substituído, há quatro meses, o responsável pela informática, nomeado por Jorge Sampaio, por um destacado perito, José Luís Seruya, licenciado em Teologia pelo Instituto de Estudos Eclesiásticos, que servira o Governo de Durão Barroso.

Irlanda – A expressiva vitória do sim dá novo fôlego à União Europeia, motivo de regozijo para todos os que se revêem no desafio colectivo de que depende o nosso futuro comum.

República – Os ataques da ditadura salazarista ao 5 de Outubro e a um dos mais destacados republicanos, Afonso Costa, permitem que os nostálgicos ainda sonhem com um regime em que o poder é vitalício e se transmite por herança.

Islamismo – Se a União Europeia deixa erigir mesquitas no seu espaço – como deve –, tem a obrigação de exigir reciprocidade aos países islâmicos para a construção de templos cristãos e sinagogas, bem como liberdade para os livres-pensadores.

Eleições autárquicas – Mais uma vez se provou que há apenas 3 partidos com implantação local: PSD, PS e PCP, sendo o BE uma ficção e o CDS a muleta do PSD.

Lisboa – A vitória de António Costa, por maioria absoluta, foi um retumbante triunfo que revelou a sua capacidade política para entrar no eleitorado à esquerda do PS e para sonhar com um futuro que não termina na Câmara Municipal.

Manuela Ferreira Leite – É penosa a permanência na liderança do partido, mero interregno para dar tempo aos vários candidatos que lutam pela data que a cada um mais interessa.

Jornal «Público» – A revelação de José Manuel Fernandes, na RTP-1, de que a fonte de informações de Belém não era apenas Fernando Lima, deixa o PR numa posição insustentável enquanto o seu silêncio agrava as suspeitas em que se deixou envolver.

Escutas – Depois da encomenda feita por um assessor do PR ao «Público», para publicar suspeitas sobre escutas, com prejuízo claro para o Governo e o PS, é altura de fazer justiça a Ferro Rodrigues, vítima de cabala e da violação do segredo de justiça.

Madeira – Os contínuos atropelos à liberdade, a falta de controlo democrático e o agravamento do poder autocrático de Jardim, transformaram o pequeno arquipélago num espaço onde se despreza a lei e se enxovalham os órgãos da República.

Vaticano – Realizou-se o primeiro dos encontros previstos com a Fraternidade S. Pio X, excomungada por João Paulo II, revelando a sintonia e desejo de reconciliação de Bento XVI com o grupo abertamente fascista e anti-semita.

Governo – Com o PS sem maioria absoluta, o PSD dividido em várias minorias e o PR cada vez mais fragilizado, vai ser difícil governar e prever se o País aguenta a campanha eleitoral que se julgava terminada com as eleições autárquicas.

Governo 2 – A presença de 5 ministras, ainda longe do desejável, é uma surpresa que rompe com hábitos antigos e dá um toque de modernidade a um país que se atrasou na participação das mulheres na política.

Colégio Militar – As praxes e a violência primária de matilhas académicas são nódoas que ferem as mais reputadas escolas. As praxes tornaram-se assuntos de polícia que envergonham as instituições e perpetuam práticas fascistas.

José Saramago – Aos 87 anos, o Nobel do nosso júbilo continua a enriquecer a literatura mundial e a provocar ódios que críamos extintos com as últimas fogueiras da nossa vergonha.

Caim – Nunca um romance despertou tão acesa polémica em Portugal. Que os clérigos percam a cabeça pela mitra, entende-se; que a percam por um livro é sinal de intolerância; que um eurodeputado deseje outra pátria para o autor, é insanidade.

União Europeia – O exótico presidente Vaclav Klaus fez chantagem para assinar o Tratado de Lisboa, depois de aceite pelos órgãos legais checos, mostrando o risco da exigência de unanimidade na tomada de decisões importantes.

Paquistão – O terror alastra numa onda de sangue, à medida que o fanatismo se exacerba. Os talibãs são terroristas que interpretam mal o Corão ou que o levam bem a sério?

Gripe A – Controlado o alarmismo criado por uma doença mais benigna do que a gripe normal, surgem suspeitas sobre as vacinas e, com estas, desvairadas especulações sobre conspirações e interesses de laboratórios.

Corrupção – Os fortes indícios que pairam sobre altos quadros da administração pública e atingem serviços do Estado, autarquias e empresas públicas, são a lepra que corrói a democracia e desmoraliza um país que tende para o abismo.

Segredo de Justiça – A reiterada violação lança dúvidas sobre a investigação e os seus objectivos. A impunidade dos acusados arrasa a confiança na Justiça e estimula, quem não tem escrúpulos, a reincidir no crime.

PSD – Na corrida à liderança do partido, as hostes de Marcelo já abriram a época da caça ao Coelho (Pedro Passos).

Dia das bruxas

Vaticano diz que Dia das Bruxas é 'perigoso' e faz duras críticas à data

Comentário: Está garantido o sucesso desta comemoração sem tradições nacionais.

CORRUPÇÃO: a gestão do risco, a prevenção, a repressão ou a impunidade...?

Quando ouvimos falar de mais um caso de corrupção somos impelidos a defender e a pugnar que o Estado tem de tomar as rédeas da prevenção e gestão do risco desta calamidade.
Que cada vez é mais se evidencia como um insanável e endémico crime público.
Em termos de contágio mais virulento do que a "gripe A"...

O País que tem sido regularmente surpreendido pela divulgação de investigações policiais sobre o tema CORRUPÇÃO. Ontem foi confrontado como mais um caso
com o nome de código “Face Oculta”, que colocam sob investigação altas figuras financeiras e empresariais do País.

Sobre este novo caso, o PGR, Pinto Monteiro, disse, esta semana,:
“A procuradoria-geral da República foi informada da operação e estas são diligências necessárias num processo que está em investigação há um ano. As empresas não são necessariamente arguidas e este é um caso complexo, cuja base é a corrupção”.

O MP e a PJ parecem ter aprendido a resguardar o teor das investigações, mas mesmo assim o "festival" mediático permanece ao nível da América Latina.
Sendo uma operação policial a nível nacional o “aparato” foi mínimo. Mas a especulação mediática adivinha-se "farta".

A credibilização da investigação destes novos casos continua a não poder contar com a sua tramitação célere.
Quando começou, p. exº., a “operação Furacão”? Em 2005?
Alguém conhece qualquer desfecho judicial?

Mas os cidadãos portugueses vivem um clima em que o espantalho de um pântano de corrupção e das ilegalidades prolifera fora do alcance e do controlo democrático.

Um exemplo paradigmático é o caso BPN - decorrente da crise 2008-09 - e, que parece entroncar-se – embora com outras vertentes - na mesma matriz de corrupção da actual operação “Face Oculta”.
Neste momento, o caso BPN depois de inquéritos parlamentares, aturadas investigações, o resultado depois de um período de detenção domiciliária é uma “pulseira electrónica” e milhões de euros fora dos bolsos dos contribuintes.

Em 27 de Julho de 2009, na RTP, O Engº. João Cravinho dizia:
"Na grande corrupção de Estado, toda a gente tem a sensação que estamos numa situação muito complicada e em crescendo, porque a grande corrupção considera-se impune e age em conformidade e atinge áreas de funcionamento do Estado, que afectam a ética pública"..
Nada mais explícito para traduzir o crescente "sentimento popular"!

Pena é que um homem que dedicou grande parte da sua vida política ao estudo da corrupção esteja afastado do processo de combate a este cancro social e económico, trabalhando como administrador do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD).

Esperemo-nos que a catadupa de casos de corrupção que continua a confrontar a vida pública e de negócios portuguesa venha a reconhecer esta lúcida premonição de Cravinho:
- O Governo tem de avançar para uma política sistemática de prevenção e gestão do risco de corrupção.

Os temas sociais fracturantes, como os que actualmente estão na berra, não podem protelar este candente e emergente problema nacional.

Uma sociedade límpida, transparente e justa deverá ser, para a República, uma tarefa prioritária.

Cem anos, deveria ter dado tempo para construí-la...

Negócios da fé

O Papa Bento 16 encontrar-se-á com o chefe da Igreja Anglicana, o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, no dia 21 de Novembro, no Vaticano.

sexta-feira, outubro 30, 2009

Canonização de Nun'Álvares

In «O Santo Condestável» Tomás da Fonseca - Ed. Antígona

Contra a lei da blasfémia

A Agência AsiaNews lançou uma campanha de sensibilização para que a lei sobre a blasfémia no Paquistão seja abolida. A agência, que pertence ao Pontifício Instituto das Missões Exteriores (PIME), recorda que, desde 2001, pelo menos 50 cristãos morreram em conseqüência dessa lei.

A lei sobre a blasfémia pune com a prisão perpétua ou com a pena de morte quem profana o Corão ou ofende o Profeta Maomé. Basta a acusação de uma única pessoa para ser detido ou assassinado. “Trata-se de uma norma aberrante, que propicia a discriminação, que ‘legaliza’ violências contra as minorias religiosas e cujos responsáveis permanecem na maioria das vezes impunes, graças à conivência da polícia e dos funcionários do governo” – explica a Agência.

Comentário: Ninguém nega a inquidade da lei. Estranha-se apenas que a Igreja católica não lute contra a mesma lei em Portugal, embora sem a severidade islâmica e de difícil aplicação devido à liberdade de expressão.

CRISES (2): viver bem para viver melhor ?

Na realidade "Viver Bem" será, também, controlar o consumismo desenfreado que levou grande parte da população a integrar na sua vivência muito do que era (ou é) supérfluo.

Não é uma "medalha de honra" contabilizar índices de desenvolvimento pelo número de telemóveis por habitante...

A actual crise económico e financeira terá diversas saídas -uma delas serão as restrições ao crédito para o consumo - o que podendo retirar-nos "alguns confortos" poderá ter a contrapartida de nos fazer viver bem. Isto é, ser capaz de separar o essencial do acessório, nunca prescindindo de uma justa redistribuição da riqueza.

A crise mostrou a "ganância" e a falta de escrúpulos dos círculos financeiros mas, por outro lado, um infindável apetite pelo consumismo. Viver bem será, portanto, viver com a capacidade de satisfazer as necessidades essenciais, primárias e fundamentais tais como a saúde, a educação e, porque não, o progresso tecnológico.
Será também aspirar ao conforto e ao bem-estar, consegui-lo, sem cair em processos mendicantes, nem no ascetismo monástico, mas recusando o altar da riqueza como tecto do sucesso, a marca da felicidade e a “prova” da sabedoria.

"Viver Bem" será, assim, a busca de os equilíbrios com o Mundo que nos rodeia... onde a produção existe, o emprego, também e, naturalmente, o consumo regulado a par de um mercado agressivo e de uma publicidade enganosa - geradora de "falsas necessidades".

"Viver Bem" será a simples recusa de viver acima das possibilidades disponíveis ou instaladas...

Viver bem não é o regresso à lírica do amor e uma cabana, nem uma revisitação ao autismo e ao nomadismo do movimento hippie dos anos 60.
Todos apreendemos com a História.

A pergunta pertinente é: será possível "viver bem", com menos?

Ninguém quer ou parece preocupado em tirar ilações da crise de 2008/09.
Todos parecemos apostados no regresso aos velhos tempos da formação da bolha hipotecária, deixando tudo na mesma… isto é, à espera da incubação de uma próxima crise!

quinta-feira, outubro 29, 2009

CRISES: sobreviver, viver melhor ou bem…?




O mundo vive, hoje, sitiado por “crises”…

Temos à perna a crise financeira, económica, social, política, climática, alimentar, etc.
Mas no fim deste longo ciclo podemos acrescentar as crises dos modelos civilizacionais da vida de que o fanatismo e o terror são partes integrantes…
E, se calhar, uma crise epistemológica!
Todavia, os políticos, mais por questões filológicas do que por rigor, preferem-lhe chamar uma crise de segurança…

Hoje falamos e defendemos os Direitos Humanos, mas já não é tão exótico falar, p. exº., dos Direitos da Natureza…

Hoje depois da correria desenfreada do neoliberalismo surge de novo o paradigma do Bem-estar. Assumindo conceitos como complementaridade, reciprocidade, solidariedade e uma cultura de vida comunitária, frente ao capitalismo individualista, predador de virtudes e alfobre de defeitos.

O socialismo, que devia existir como contraponto a estas “crises”, embora incontestavelmente mais empenhado em modificar as condições de vida económico e sociais, na área do desenvolvimento teve comportamentos (“vias”, “derivas”) muito similares ao apetite predador do capitalismo…

Todos falam em viver melhor… É só relembrar as recentes campanhas eleitorais. Aliás, viver melhor, ter novas oportunidades tem sido o paradigma da nosso sistema educativo e, quiçá, do nosso modelo de desenvolvimento.
Desenvolvemos uma Educação individualista, baseada na competição em que as pessoas são medidas e julgadas por provas e testes com profundo teor aleatório (as classificações, as “notas”, etc).

Alguém se preocupou em ensinar-nos a viver bem?

- Não! Mas este pode muito bem ser o paradigma da “crise” civilizacional.

Par Toutatis. Merci

Astérix e Obelix: 50 anos, por Toutatis!

Saramago, a fé e a liberdade

A sacralização das crenças é uma forma de totalitarismo que serve de pretexto para amordaçar convicções diferentes e impor a lei do mais forte. Nos países onde funciona a democracia há quem tente os constrangimentos sociais para limitar a liberdade.

A recente polémica em torno do último livro de José Saramago deve fazer-nos reflectir sobre a fé e a liberdade. Que a um crente seja proibido interrogar-se sobre a crença que abraçou é um direito da sua Igreja, mas cabe ao Estado laico garantir-lhe a liberdade de mudar ou, simplesmente, de a abandonar. É aqui que reside a diferença entre teocracias e democracias. A apostasia, crime gravíssimo nos estados confessionais, é um direito inalienável nos estados laicos.

Qualquer livro sagrado é considerado como tal por alguns e, seguramente, desprezado por outros, assistindo a todos o mesmo direito. Se não se contestassem as crenças ainda hoje o Sol continuaria a girar à volta da Terra. Se não pudéssemos discutir a Tora, a Bíblia ou o Corão com que direito alguém condenaria o Mein Kampf ou o Manifesto Comunista? É tão legítimo combater uma religião, ou todas, como combater qualquer sistema político. As crenças podem e devem ser combatidas, os crentes é que merecem ser respeitados.

Entendo, pois, que Saramago tem o direito de escrever tudo o que escreve (e quanto lhe agradeço) e de dizer tudo o que diz tal como as Igrejas têm igual direito de contradizer o que diz e escreve Saramago. Passo ao lado dos dislates de um infeliz eurodeputado que pretende definir o critério de nacionalidade em função das suas crenças. Há sempre um clone de Sousa Lara, ensandecido, à espera de cinco minutos de glória.

A Igreja católica teve logo a solidariedade de outras, menos recomendáveis, e tem todo o direito de não gostar de Saramago e de combater as suas ideias, não tem é o direito à imunidade das tolices que prega e ao monopólio da interpretação do Antigo Testamento. Se hoje considera literatura esse livro violento da Idade do Bronze, só a partir do século XIX é que a exegese católica o começou a considerar como tal. E a liberdade religiosa só foi admitida pelo Concílio Vaticano II.

Os judeus das trancinhas que pretendem derrubar o Muro das lamentações à cabeçada e anexar a Palestina, assim como os cristãos evangélicos, que tiveram um presidente dos EUA que falava com deus e invadiu o Iraque, exigem a leitura literal para o Antigo Testamento.

Alguns pretensos ateus, sôfregos de bênçãos dos leitores, afirmam que a Tora, a Bíblia e o Corão só devem ser avaliados pelos descrentes como obras literárias, à semelhança da Ilíada, Odisseia ou das obras de Shakespeare. Acontece que nenhum destes livros serviu para justificar cruzadas, guerras, tribunais do Santo Ofício ou códigos de conduta.

Não se conhece uma só morte provocada por um fanático para convencer um céptico do dogma do cavalo de Tróia.

Ponte Europa / Sorumbático

quarta-feira, outubro 28, 2009

Sócrates apresenta lista de secretários de Estado


Apesar de saber que é uma fraude

O papa Bento XVI prestará homenagem em Maio próximo ao “Santo Sudário”, o lençol que, segundo a tradição católica, foi usada para envolver o corpo de Cristo tirado da Cruz e que se encontra em Turim (norte da Itália), indicou nesta terça-feira o Vaticano.

Citação

«Como "autoridade moral" o dr. Cavaco acabou. Desapareceu no funil por ele próprio construído» - Baptista-Bastos, hoje, no DN.

Coimbra tem memória

Coimbra Comemora o DIA DA MEMÓRIA DOS RESISTENTES E DAS VÍTIMAS DA DITADURA – Quinta-Feira, 29 De Outubro, 19H00, Monumento ao 25 De Abril


Cidadãs / Cidadãos


O Campo de Concentração do Tarrafal, situado na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, foi criado a 23 de Abril de 1936 pelo Governo de Oliveira Salazar, tendo recebido os primeiros presos no dia 29 de Outubro desse ano.

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Não Apaguem a Memória”, é um Movimento Cívico que luta por manter viva a memória sobre a repressão do Estado Novo, nomeadamente através da transformação em museu dos edifícios que foram palco de tortura, como a antiga sede da PIDE/DGS e as prisões do Aljube e do Tarrafal.

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Em Novembro do ano passado o NAM apresentou, na Assembleia da República, uma petição na sequência da qual foi elaborado um projecto de resolução parlamentar, aprovado em 6 de Junho deste ano, que propõe o apoio, por parte do Estado, à criação de um Museu da Liberdade e da Resistência, com sede na antiga Cadeia do Aljube e de um Roteiro Nacional da Liberdade e da Resistência espalhado pelo País, de locais ligados à luta antifascista e à Revolução de Abril.

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O NAM propôs o dia 29 de Outubro como Dia da Memória dos Resistentes e das Vítimas da Ditadura.

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No ano em que se comemora o 40º aniversário da Crise Académica de Coimbra, do II Congresso Republicano de Aveiro, do regresso do Bispo do Porto do exílio, da participação da Oposição Democrática nas eleições legislativas de 1969, da criação da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, como membro do NAM e associando-me a esta data, porque Coimbra tem Memória, convido-a(o) a participar e a divulgar a breve evocação cívica deste Dia que terá lugar junto ao Monumento ao 25 de Abril, Rua Antero de Quental, em Coimbra, na próxima quinta-feira, dia 29 de Outubro, entre as 19h00 e as 19h15.

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Saudações Cívicas a) Cidadão José Dias

Imagens do fascismo (5)

Imagens do fascismo (4)

Imagens do fascismo (3)


Imagens do fascismo (2)

Imagens do fascismo (1)

terça-feira, outubro 27, 2009

Igreja da Cientologia condenada

O Tribunal de Paris condenou hoje a Igreja da Cientologia em França pelo crime organizado de fraude, mas a decisão não impede a Igreja de exercer a sua actividade no país, desde que tal não implique a prática de ilegalidades.
(...)
A justiça acusava as estruturas francesas da Cientologia e seis dos seus membros de ter retirado dezenas de milhar de euros a quatro idosos, seus fiéis, aproveitando-se da sua idade avançada pra lhes extorquir avultadas quantias.

Pergunta: Este crime é exclusivo desta Igreja?

Cavaco, Sócrates e o XVIII Governo Constitucional

A tomada de posse do novo Governo foi a liturgia obrigatória onde os exegetas viram sinais que as pessoas comuns não vêem. Deve ter ficado da Bíblia este interdito para os leigos, impedidos de lerem os discursos sem recurso a exegetas encartados.


O primeiro-ministro disse que cumprirá o programa com que ganhou as eleições, apesar de depender mais das oposições do que da sua vontade. Não é preciso ser profeta para adivinhar que as oposições aproveitarão o momento mais adequado para o derrubarem e que Sócrates esticará a corda quando sentir bloqueada a sua governação. A espada de Dâmocles vai pairar sobre a cabeça de quem não dispões de maioria absoluta.


Com um presidente da República fiável as coisas poderiam ser, para o Governo e para o País, bem melhores. Mas que esperar de quem afirmou: «serei sempre um referencial de estabilidade», depois da trapalhada em que se envolveu e que influenciou três processos eleitorais?


O PR afirmou que será sempre "o presidente de Portugal inteiro", embora fosse preferível ser presidente de todos os portugueses, merecedor da confiança que só recuperará com a entrega ao poder judicial de Fernando Lima por ter abusado do seu nome junto de um jornal numa cabala contra o PS. Enquanto o não fizer, soa a falso a garantia de lealdade institucional que, ironicamente, sentiu necessidade de reiterar na cerimónia de posse.


Finalmente, o caderno de encargos que traçou ao Governo não me parece adequado pois o Executivo responde perante a Assembleia da República e não perante o PR, o que só pode resultar de uma leitura apressada da Constituição da República.

Abel, Caim, Deus, Saramago e a Justiça

Saramago nunca entendeu a história de Abel e Caim.
Relembremos que Caim, movido pela inveja e pela maldade, assassinou o seu irmão, Abel. Perante isso, Deus não deu um "castigo radical" ao criminoso, como Saramago entenderia correcto (Diário de Notícias, 25.10.09).
Antes lhe impôs uma pena de "degredo", deixando ao malvado o caminho do remorso e da memória cruel, longa e fria.

Saramago tem um problema com esta história, com esta parábola, com este texto. Certamente que se Deus fosse José Staline ou Talião, o sentido de justiça seria mais cru, mais prático e menos magnânimo.

Pessoalmente acho que a parábola de Abel e Caim é um texto belo na sua mensagem. Mesmo perante o mais cruel assassinato, devemos manter a temperança, a prudência e ser suaves no castigo.
Ou, por outra, o maior castigo que se pode dar a um fratricida é uma vida longa.

Como português e jurista, orgulhoso de termos abolido a pena de morte em 1867 - um dos primeiros países do mundo! - só posso rever-me na parábola do Capítulo 4 do Génesis.

Nem vejo onde esteja a tremenda maldade, ou o Deus terrível do velho testamento. Pode estar noutros lados, mas não neste Capítulo, nesta história, nesta parábola, nesta lenda.

Para já agradeço a Saramago a oportunidade de ir ler, com olhos de ver, as interessantes parábolas do Génesis.

Um Presidente refém



Do discurso de Cavaco Silva na tomada de posse do Governo:

«...tenho mantido, ao longo do meu mandato, uma rigorosa imparcialidade perante as diversas forças políticas... sou e serei o Presidente de Portugal inteiro...»
«...não me movo por cálculos políticos.... não são os cargos que definem a nossa personalidade, mas aquilo que somos em tudo aquilo que fazemos».

É triste.
É triste vermos um Presidente da República refém de trapalhadas completamente absurdas (e que num país com costumes menos brandos lhe teriam valido um impeachment), ter de se humilhar para se justificar repetidamente perante os cidadãos, a lembrar-lhes que é imparcial e a explicar-lhes que não se move por jogadas políticas e que, enfim, lá no fundo é um homem honesto.

É, de facto, muito triste.

Momento de poesia

Dissertação sobre as dissonâncias…


Deitas-te a meu lado

e eu não sei por que lado

devo começar

trazes nos cabelos

todos os caprichos

que aprendeste com o vento

e com a lua

no tempo em que eu

aprendi a percorrer

todos os teus caminhos

e agora pedes-me

para tudo recomeçar

como se a vida

nunca tivesse sido

o tempo de lentamente envelhecer.

Alexandre de Castro

segunda-feira, outubro 26, 2009

Estranha forma de evangelização

Finalmente o bom senso

O Presidente da República, que deu posse esta segunda-feira ao XVIII Governo Constitucional, prometeu que irá sempre ser «um referencial de estabilidade», uma vez que conhece «as dificuldades que tem de enfrentar um Governo minoritário e as dificuldades que um Presidente da República pode colocar a um Governo dessa natureza».

A ortodoxia já não é o que era

O padre católico Alessandro Santoro, que comanda a igreja de Piagge, um bairro de Florença, tomou uma decisão polêmica no domingo (25) e que está tendo grande repercussão na Itália, país onde 90% dos habitantes são católicos.

Ele celebrou o casamento de Fortunato Talotta, de 56 anos, com Sandra Alvino, um transexual de 64 anos.

Reflexão pia...

Reflexão in Que Treta!:

«1 - Jesus morreu crucificado para nos salvar
2 - Os romanos crucificaram Jesus
3 - Os Romanos salvaram-nos».

domingo, outubro 25, 2009

Ferreira Leite tenta convencer Rangel

A líder do PSD encontrou-se com Paulo Rangel antes do Conselho Nacional onde anunciou a antecipação das eleições internas. O eurodeputado foi informado sobre termos da intervenção da líder e preservou a sua posição faltando à reunião.

Lisboa - 1 Padres - 0

Nota: Recupero esta notícia para mostrar o que valeram os padres a Santana Lopes.

O princípio de uma nova tragédia?



A "Esplanada das Mesquitas", ou o "Monte do Templo", são locais sagrados dos muçulmanos e dos judeus, em Jerusalém.
Esta área de 14 hectares no centro da Cidade Velha de Jerusalém, no sector árabe, faz parte de uma zona anexada por Israel em 1967.
Tem sido o fermento de constantes conflitos israelo-palestinos.

O rabino Yosef Shalom Elyashiv, um dos mais respeitados peritos na Tora em Israel, declarou que o perigo de criar tensões e derramamento de sangue são mais uma razão para que os judeus não visitem a Esplanada das Mesquitas.
Esta declaração é feita a 8 Out 2009.
A 25 Out 2009 (hoje) forças militares e policiais israelitas intervêm neste local por supostos incidentes entre palestinos muçulmanos...

Depois dos "novos" colonatos na Cisjordânia, mais uma outra provocação para o Mundo e a desautorização de Obama...que, neste preciso momento, se confronta com o problema nuclear iraniano.