segunda-feira, janeiro 24, 2011

Certezas e dúvidas de El País

(...)

Mas a campanha acentuou outra dúvida que paira sobre la personalidade do presidente-candidato: a falta de transparência. O silêncio por resposta ou a recusa de esclarecer a compra de acções do Banco Português de Negócios (envolto num gigantesco escândalo) em condições preferenciais, ou a perda de memória na hora de esclarecer a escritura de compra da sua casa de férias no Algarve, serviram para aumentar as vozes que sustentam que Cavaco Silva não está isento de suspeita.

Fonte: El País - O político que mantém sempre a distância

3 Comments:

At segunda jan 24, 02:06:00 da tarde, Blogger Manolo Heredia said...

Quanto mais lhe baterem mais votos ele tem.
Já ninguém se lembra do "SáCarneiro paga os 30.000 contos!"
E o Isaltino?
É assim que se ganham eleições. O PS tem que arranjar um Freeport II se quiser ganhar as próximas legislativas...

 
At segunda jan 24, 09:57:00 da tarde, Blogger e-pá! said...

A ideia que as eleições "limpam" eventuais actos ilegitimos, ilegais ou prevaricações que um candidato [qualquer que seja] possa ter feito, beneficiado, permitido ou facilitado é uma das coisas mais estapafúrdias que "fui obrigado" a ouvir ontem, no rescaldo do processo eleitoral.
Confundir o "corpo eleitoral nacional" [ou 47% do mesmo para ser mais concreto] com um Grande Júri será - para utilizar uma expressão popular - o mesmo que equiparar um guarda-chuva à feira de Espinho...

 
At terça jan 25, 10:21:00 da manhã, Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Isso é tudo verdade. Mas, para ganhar a Cavaco, a esquerda tinha de fazer mais (e melhor) do que atirar-lhe com a casa da Coelha, a barraca das escutas, a amizade do Dias Loureiro ou as acções da SLN.

O que a esquerda tinha de fazer (e não fez) consistia em duas coisas muito simples:

Uma que NUNCA consegue; e outra que AGORA não conseguiu:

A que NUNCA consegue, era (como refere Alfredo Barroso na crónica que ontem afixou no 'Sorumbático') unir-se, apresentando um único candidato - e não um sortido deles.

A que AGORA não conseguiu era apresentar um candidato mais "consistente":
Alegre, ao aparecer, desta vez, com apoios partidários claros (mas, de certa forma, opostos), perdeu a aura de independente que me levou a dar-lhe o meu voto há 5 anos. E ao aparecer apoiado por Sócrates e por Louçã - CHIÇA!!- , deitou a perder o resto.

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Mas toda a gente sabia isso há muito tempo. O espantoso é como é que alguém quer chegar a PR sem ter o mínimo de lucidez para perceber o que entra pelos olhos dentro.
E, já agora, que raio de conselheiros tem?!

 

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