sexta-feira, fevereiro 18, 2011

O pântano da reformas, estruturas e superestruturas…

Ontem, Pedro Passos Coelho, na grande entrevista [RTP1] voltou a repisar o tema das “reformas estruturais”.
No seu entender, isto traduz-se na “racionalização da Administração Pública e do Sector Empresarial do Estado…”. link
E, para o dirigente do PSD, racionalizar é “cortar”. Se é verdade que este é um assunto candente, i. e. , a UE tem, recorrentemente, insistido nesta tecla perante os programas de estabilidade e crescimento que lhe são apresentados, é evidente que a concepção reformista centrada em cortes é, confrangedoramente, redutora.
“Reformas estruturais” é um chavão que os portugueses ouvem há dezenas de anos…sem perceberem o seu significado, muito menos o seu real alcance.
A luminosa visão de Pedro Passos Coelho, expandida no citado programa televisivo, de que as empresas púbicas têm “administradores, carros e motoristas” a mais, sendo um facto incontroverso, é demasiado vulgar. Mais parece uma boçal conversa de café.

Muitos portugueses partilham a convicção de que a reforma da Administração Pública e do Sector Empresarial do Estado, passa por alterações profundas do actual sistema político-partidário, verdadeira superestrutura responsável pelo descontrolo orçamental público. Nomeadamente, passa pelo fim do espírito clientelar emprestado pelos partidos do arco do poder ao aparelho de Estado. Hoje, o bloco central “chumbou” as limitações nas remunerações dos gestores públicos, medida que [o bloco central] considera demagógica. link Todavia os “cortes salariais” na função pública e no sector empresarial do Estado, são “patrióticos”…

Depois deste “sinal” que irradia do Parlamento, não admira que comecem a surgir casos enviesados como o da CP Carga link, ou pior, como a TAP que se recusa a aplicar nos salários os cortes decretados pela Lei Orçamental. Mas esse assunto é praticamente tabu, será mexer com a vaca sagrada do bloco central [dos interesses].

Aliás, quando António Guterres pretendeu mexer nisto [Administração Pública] e manifestou vontade em legislar para que o acesso aos cargos da Administração Pública fossem exclusivamente processados através de concursos [necessariamente públicos] – afundou-se num “pântano”…
Hoje, sabemos que o pântano se expandiu… e o País transformou-se numa insalubre zona húmida. Num imenso lodaçal.

2 Comments:

At sábado fev 19, 03:03:00 da tarde, Blogger e-pá! said...

Adenda:

A candidatura alternativa à liderança de Sócrates encabeçada pelo Engº. António Brotas, sendo uma atitude [política] simbólica, retoma, entre outros, o tema das "limitações nas remunerações dos gestores públicos" enquadrando-o na "batalha contra os boys". António Brotas considera a actual situação - avalizada pela bancada parlamentar do PS - indecorosa.
Mau grado o carácter simbólico desta candidatura opositora a José Sócrates, o próximo Congresso do PS, corre o risco de proceder a uma "recentragem à Direita", sob a batuta de alguns arcontes do aparelho partidário [p. exº: Capoulas e Lello] o que estreitaria, ainda mais, a sua base social de apoio... A verificar-se este desvio, Portugal transformar-se-ia num Pantanal [uma rima imperfeita!].

 
At sexta jul 10, 06:04:00 da manhã, Blogger Lili Wang said...

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