O PSD e a Câmara Municipal de Lisboa
Não se pode dizer que este PSD não seja útil. O seu radicalismo aglutina a esquerda, a sua desorientação facilita a vida ao Governo e o seu ressentimento põe de sobreaviso o eleitorado.
A D. Laurinda Alves e o José Eduardo Moniz, mais missa menos missa, são as melhores apostas para fugir à vergonha de tornar o PSD subalterno do CDS e a eloquente prova de que o partido capturado por Relvas e Marco António para Passos Coelho não hesita em ser cada vez mais de direita e abertamente reacionário.
A obstinação de Passos Coelho pela liderança do partido, que tem a sorte de não ser liderado por Marcelo, é um generoso haraquíri em benefício de um Governo patriótico que prestigia o país e o procura resgatar da herança ruinosa que deixou, ao serviço de uma agenda ultraliberal.

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