Eleições presidenciais – 2.ª volta Não se pode suspender a luta partidária, inerente e imprescindível à democracia, mas seria de grande lucidez que os partidos democráticos, de motu próprio , interrompessem voluntariamente a agressividade, entre si, até ao próximo ato eleitoral. Em Portugal, só um partido é claramente contra a democracia liberal, e apenas outro, em processo de extinção, descobriu que pode ser equidistante entre a democracia e autocracia, entre a liberdade e a opressão. No próximo dia 8 de fevereiro não está em causa uma luta entre direita e esquerda, entre socialismo, que nunca existiu em Portugal, e capitalismo, mas a defesa da democracia contra a ditadura, do Estado de Direito democrático contra a sua subversão, da liberdade de expressão contra a censura, dos direitos, liberdades e garantias contra o despotismo. No fundo, temos um histrião que anda aí em todas as redes sociais, em todos os ecrãs de televisão e em todas as emissoras de rádio, em provocações à ...