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As romanescas desventuras de um lusitano meirinho …

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Os povos, em democracia, têm rituais. São chamados a manifestar-se, periodicamente, sobre os dirigentes políticos. As eleições são o arraial da democracia, onde discutimos, disputamos, erguemos e enterramos fantasmas, convivemos com a indecisão e, finalmente, escolhemos. Pelo meio a festa com a explosão de sentimentos, a alegria, o contentamento, o regozijo, os desencantos, os dissabores, etc. Esta desassombrada explosão de liberdade é, por vezes, entrecortada por excessos, desmandos e, inclusive, por abusos. A Democracia é humanizante e humanizadora. Se no meio deste arraial de convivência democrática aparece um meirinho que vive enclausurado num Palácio e quer manter-se à margem dos festejos, torna-se objecto da curiosidade, um foco do interesse, o alvo das atenções. Pior será quando esse meirinho, mantendo-se distante, afastado – mas nunca longe – está lá, não para partilhar, mas para espiolhar e, depois, conjurar, Como a timidez não lhe permite afadigar-se com a trupe, esgueira-se...