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Legislativas 2009: primeiras impressões...

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As eleições legislativas de 2009 trouxeram, ao contrário do que era suposto, uma maior clarificação política ao País. A vitória do PS confere-lhe legitimidade para governar o País neste momento de crise e dificuldades. O somatório individual das opções que emanaram da expressão do corpo eleitoral permite um sem número de acertos, acordos e até coligações pós-eleitorais. Mas o fundamental, é como afirmou, José Sócrates, o partido tem de continuar a promover a abertura política que, segundo as suas palavras, “veio para ficar”. Estas eleições ao retirarem a maioria absoluta ao Partido do Governo e o eleitorado ao proceder a uma “nova” redistribuição de votos, deu um sinal importante: o princípio do fim da “bipolarização”. De futuro, para Governar será necessário negociar, dialogar, “parlamentar”... E a orientação dos acordos que vierem a concretizar-se, neste momento, permitem a qualquer português conhecer a direcção e o sentido da governação. A Direita não faz favores. O CDS não é uma m...

Debate Portas/Louçã: cumprir programação…

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Em princípio era um debate difícil. Falamos de dois partidos colocados em extremos opostos do leque partidário. Muito do diálogo passaria por cima das posições centrais que têm exercido o poder em Portugal há quase 30 anos. O debate galgava o chamado "arco governamental". Adivinhava-se o perigo de resvalar para um intragável e monótono academismo... O espectro de um confronto marginal pairava sobre os dois políticos. Ambos, falaram para o seu eleitorado, esclarecendo ou desenvolvendo pontos programáticos menos inteligíveis ou que mostravam mais difíceis na sua apreensão. Paulo Portas, a dada altura, procurou amenizar o debate tentando aproximar posições (p. exº.: no desemprego), no intuito de levar o BE a atacar posições do PS, Louça não embarcou na “jogada” porque, na realidade estava centrado em sublinhar as profundas e inconciliáveis diferenças políticas entre o BE e o CDS. Temas como a pobreza, o rendimento social de inserção, a emigração, a segurança, etc., serviram est...

Debate PP / MFL: a inaptidão desmascarada…

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No debate de ontem, diga-se, foi difícil encontrar diferenças. Foram tantas as “pontes” de convergência que, para este imaginário confronto de políticas, o mínimo que se pode dizer é era perfeitamente dispensável. Mas a equidade no tratamento dos partidos a isso nos obriga! Todavia, apesar do "ambiente familiar", foram compagnons de route , no XV Governo Constitucional (não esqueçamos), divergem sobre algumas questões. Uma delas é sobre a política fiscal. Manuela Ferreira Leite foi criticada por Paulo Portas por esta não prometer baixar os impostos…, acusando-a de conivência com o “actual patamar fiscal”, cuja “carga” quantificou em 38%. Paulo Portas, ao menos, fez contas. Resta saber se as mesmas estão conformes. M F L, fechou-se em copas. Desculpou-se que não era possível prever alterações na “carga fiscal”, porque “não se sabe o estado das contas…”. Nunca os cidadãos - quanto mais os políticos - tiveram tanta informação disponível sobre as contas públicas. Os relatórios do...