No 90.º aniversário do caudilho vitalício de Espanha «Por la Gracia de Dios»
Em 1 de outubro de 1936, «Por la Gracia de Dios», designação
da cumplicidade papal e do clero espanhol, o líder da rebelião antidemocrática,
Francisco Franco, foi nomeado chefe de Estado, vindo a tomar o poder, de facto,
em 30 de janeiro de 1938, depois da sangrenta guerra civil, com a bênção de Pio
XI e o apoio de Hitler, Mussolini e Salazar.
Hoje, no 90.º aniversário do abusivo do título, o caudilho
vitalício de Espanha e um dos maiores genocidas do século XX, continua morto e,
por higiene cívica, removido do Vale dos Caídos, onde longos anos o cadáver do
frio assassino gozou honras de Estado, mas morreu sem ter sido julgado,
deixando inúmeras valas comuns cheias de cadáveres de adversários sumariamente
executados durante o seu longo consulado.
Francisco Franco, um dos rostos mais execráveis do fascismo
internacional e a figura mais sinistra da Península Ibérica, conseguiu
condicionar a democracia, impor o tipo de regime e escolher o Bourbon, Juan
Carlos, educado no madraçal da Falange, para reinar.
Juan Carlos, vítima das hormonas e exonerado da ética, depois
da abdicação, acabou foragido do país, dos Tribunais, da família, da honra e do
poder.
No ocaso da vida, frui a riqueza que acumulou a recordar as caçadas e as amantes com quem folgou, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

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