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A mostrar mensagens de abril, 2024

Luís Montenegro e o dia de hoje

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O PM demitiu primeiro a Provedora da Misericórdia de Lisboa com a subtileza de um almocreve, a jactância de um covarde e os tiques de ditador. Depois negou o que Nuno Melo disse e a MAI confirmou, designado como hipótese académica o que o Governo decidira. Os objetivos do Governo começam a ficar claros:

O GOVERNO E AS FORÇAS ARMADAS

A notícia caiu com estrondo quando o ministro a quem saiu a Defesa na rifa do Governo anunciou a intenção de integrar delinquentes nas Forças Armadas. Pareceu tolice de um ministro impreparado antes de a ministra de a Administração Interna, Margarida Blanco, corroborar a intenção e, surpresa das surpresas, dizer que Nuno Melo falava “daquilo que sabe do seu Ministério” e “obviamente que falou em nome de todo o Governo”. Sendo o ministério da Defesa o único em que constitucionalmente o PR tem voz, como Comandante Supremo das Forças Armadas, ou aceitou e é cúmplice ou o Governo é imprudente e anda à deriva. Querer transformar pequenos delinquentes em grandes militares, como quer o Governo, só pode ser ideia de pequenos ministros assessorados por grandes delinquentes. Um país pode resistir a um PM incapaz, a uma maioria pífia ou a um PR que confunde funções executivas com as suas. Só não resiste quando todas as situações se reúnem. Em Portugal tudo o que podia correr mal, corre ef
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         Cartune de Varella

Carlos Matos Gomes - A opinião de um militar de Abril, historiador e escritor

A sociopatia e a compreensão das reparações coloniais Nem quero imaginar quanto vai pagar a Espanha ao Iraque, ou à Siria,de reparações pela Mesquita de Córdova e pelo Alhambra de Granada, obras dos árabes que vieram de Damasco e da Mesopotâmia com Abderramão, o príncipe fugitivo, e chegaram à Península Ibérica através do Norte de África! A proposta de reparações coloniais feita pelo presidente da República causou perplexidade a quem ainda é dado a surpresas e interrogações a quem procura estabelecer relações de causa e efeito nas suas atitudes. De um modo geral serviu para alimentar os comentadores e entreter os programas das televisões após as eleições. O elenco do “circo comentarial” dividiu-se entre malabaristas do Bugalho e ilusionistas do Marcelo. O que terá levado o senhor prior Montenegro a elevar o menino de coro a cónego da sua confraria em Bruxelas e o mestre de fogos-de-artifício de Belém a sacudir a esfarrapada passadeira que se desenrolou de Lisboa ao Índico durante c

Nuno Melo e a liderança atual do CDS

Nuno Melo é um reacionário que exige demasiada subtileza para o distinguir dos fascistas. É preciso um esforço hercúleo para encontrar no fogoso ministro da Defesa semelhanças com Freitas do Amaral ou Adelino Amaro da Costa. Tem dificuldade em distinguir a NATO de um clube de futebol (Atlético Norte?), mas não lhe falta o espírito belicista que levou Portas a apoiar Durão Barroso na invasão do Iraque.

Portugal - A democracia em perigo

Um país pode resistir a um PM incapaz, a uma maioria desagregada ou a um PR que não distingue as funções executivas das suas. Só não resiste quando todas as situações se reúnem. Em Portugal tudo o que podia correr mal, corre efetivamente mal e da pior maneira, fazendo jus à Lei de Murphy.

Twitter - Suspenso por ter publicado um desenho em 27 de abril de 2024

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Meus diletos, fui suspenso do X (ex-Twitter) Não se assustem com o diagnóstico do X a meu respeito. O diagnóstico e a respetiva suspensão devem-se à referência ao aniversário de nascimento de ditador Salazar com o desenho que aqui deixo. Continuo a gostar muito de viver.   «Olá, Carlos Esperança, Nossos sistemas detectaram que sua conta, @ponteeuropa foi bloqueada por violar as Regras do X. Mais especificamente, por: Violação das nossas regras contra a promoção ou o incentivo ao suicídio ou à automutilação. Você não pode promover ou incentivar o suicídio ou a automutilação. Quando recebemos denúncias de uma pessoa com ameaças de suicídio ou de automutilação, seguimos uma série de etapas para ajudar essa pessoa, como entrar em contato com ela e fornecer recursos, como, por exemplo, o contato de nossos parceiros de saúde mental. Se você estiver tendo pensamentos depressivos, de automutilação ou suicídio, busque ajuda imediatamente. Nossa Central de Ajuda disponibiliza uma

O aparente golpe de Estado contra a democracia – PSTJ, PGR e PR contra o PM

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1 – Procuradores do Ministério Público, em inabitual respeito pelo segredo de Justiça, enviaram ao Supremo Tribunal de Justiça /STJ) o processo Operação Influencer, onde o PM António Costa foi referido. 2 – Sem conhecimento do visado, antes da investigação de suspeitas que aparentemente resultaram da confusão de homónimos, António Costa Silva e António Costa, o presidente do STJ, Henrique Araújo, deixou o País estupefacto com a denúncia pública de que “o fenómeno da corrupção, que está instalada em Portugal, tem uma expressão muito forte na Administração Pública. Isto não é uma simples perceção, é uma certeza”. 3 – No dia 7 de novembro de 2023 a PGR, Lucília Gago reuniu-se com o PR Marcelo e, à saída da reunião, enviou aos media um comunicado com um infamante parágrafo que, para salvaguarda da dignidade institucional, levou o PM a demitir-se. 4 – A seguir agentes da PSP devassaram o gabinete do PM à procura de provas que confirmassem a acusação baseada em escutas, algumas ao long

Do artigo de Pacheco Pereira, ontem no jornal Público (27 de abril de 2024)

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  À atenção do Eng.º Carlos Moedas e à sua tendência para reescrever a História. 

Há 50 anos

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 Não avisaram o sr. Ambrósio! As Revoluções deviam ser comunicadas previamente.

Para memória futura

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Passou a ser uma necessidade. a  

General Monteiro Valente - Discurso oficial de homenagem em Vilar Formoso 25.04.204 (16H00)

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Senhor presidente da Assembleia Municipal, Professor Batista Ribeiro Senhor Presidente da Câmara Municipal de Almeida, Eng.º António Monteiro Machado -Autoridades civis, militares e das Forças de Segurança Excelências - Cumprimentos à viúva, filhas, netos e cunhado, Francisco Beirão. Quis o Senhor Presidente da Câmara, em sintonia com o Sr. Presidente da Assembleia Municipal, convidar-me para recordar aqui o excelso capitão de abril, Major-General Augusto Monteiro Valente. Esta homenagem carregada de simbolismo é um ato de gratidão para com o MFA que há 50 anos teceu a mais bela das Revoluções na longínqua madrugada de abril que ora aqui celebramos. Devemos aos heróis de abril o fim da ditadura, longa de 48 anos, e da guerra colonial que provocou 7481 mortos, 1852 amputados, 220 paraplégicos e o sofrimento em meio milhão de jovens enviados para os três teatros de guerra, Angola, Moçambique e Guiné. Foi, aliás, a guerra que sacrificou uma geração e comprometeu o destino dos

Almeida. Cinquentenário do 25 de Abril - Almoço popular comemorativo em Almeida

No 50.º aniversário da Revolução de Abril, neste almoço de homenagem à data, quando os herdeiros do fascismo ameaçam a democracia, há que recordar o País que tínhamos e que a Revolução transformou. Portugal tinha, na Europa, a maior taxa de analfabetismo, a maior mortalidade materno-fetal, neonatal e infantil, a mais elevada taxa de tuberculose e miséria igual a países do terceiro mundo. A escolaridade obrigatória terminava na 4.ª classe e a pobreza só foi minorada na década de 60 com o envio de dinheiro dos emigrantes para as famílias. A maior parte das aldeias carecia de água canalizada, saneamento, luz elétrica ou telefone. Às mulheres eram vedados os mais elementares direitos, desde a administração de bens do casal ou mesmo próprios, às mulheres casadas, ou da liberdade de passarem a fronteira sem autorização dos maridos. A impossibilidade do divórcio para casamentos religiosos, a quase totalidade, deixava as mulheres reféns da exclusiva vontade dos homens. Foi o 25 de Abri

25 de Abril, Sempre! (texto atualizado)

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Amanhã é dia de comemorar o cinquentenário da data maior da liberdade num país de quase nove séculos de História. Daqui a horas começa a noite da primeira madrugada em que a liberdade veio na ponta das espingardas embrulhada em cravos vermelhos, com balas por disparar e sonhos para cumprir. Há 50 anos. Nunca tantos deveram tanto a um exército que deixou de ser o instrumento da repressão da ditadura, para se transformar no veículo da liberdade que os capitães conduziram. Foi a mais bela página da nossa História e o dia mais feliz da minha vida. Abriram-se, por magia, as prisões, neutralizou-se a polícia política, acabou a censura e não mais se ouviram os gritos dos torturados nas masmorras da Pide. Há 50 anos, ainda os coronéis e os padres censores empunhavam o lápis azul da censura já sem efeito nas palavras e imagens cortadas. O dia 25 de Abril nasceria límpido e promissor com a guerra para acabar e a promiscuidade entre o Estado e a Igreja a ser interrompida. Os exilados e

Memória do passado para reflexão

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Uns esqueceram os cravos que lhes abriram a gamela onde refocilam, outros reabilitam os crápulas que nos oprimiram, outros, ainda, sem memória nem dignidade, afrontam o dia 25 de Abril com afloramentos fascistas e lúgubres evocações do tirano deposto. São conhecidos.

Rui Moreira e o Parlamento Europeu (PE)

Rui Moreira, um monárquico do CDS cuja candidatura foi lançada por Rui Rio para a presidência da Câmara do Porto, começou cedo a vida política no MDLP até se aproximar do PSD para prolongar a vida política. Esquecido o passado e resolvido com a sua absolvição o caso da Quinta do Selminho, tinha as coisas bem encaminhadas para ser o cabeça de lista da AD nas eleições para o Parlamento Europeu. Marques Mendes, alter ego do PR, anunciou-o como cabeça de lista da AD, os media confirmaram e o PR em jeito de mostrar que depois de dissolver a AR manda em tudo, telefonou-lhe a confirmar a boa nova: «a semana ia ser muito importante para ele». Quando Montenegro lhe anunciou que ia atrás do comentador Bugalho, enxofrou-se o edil e recusou com estrondo. Montenegro negou, mas Rui Moreira tem o hábito de ouvir os telefonemas do PM e do PR em voz alta, no automóvel, com testemunhas mais confiáveis do que Montenegro e Marcelo. O governo de Marcelo não cai às mãos das oposições, desfaz-se pe

AD / ADN – Eleições europeias

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A batalha entre a AD, com o Bugalho, e o ADN com a Joana Amaral Dias vai ser uma luta renhida. Pode contribuir ainda mais para o descrédito da política, mas vai ser muito divertido o duelo de dois partidos incapazes com dois candidatos capazes de tudo.

AD - ELEIÇÕES EUROPEIAS

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Depois da vitória do Ministério Público nas legislativas só faltava a vitória da SIC/Universidade Católica nas europeias. Que mais nos irá acontecer?

AD – ELEIÇÕES EUROPEIAS

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A  AD escondeu o Gonçalo para mostrar o Bugalho.  Depois do fracasso de Rui Moreira, a segunda escolha foi o primeiro desastre do PSD.  O CDS, parasita do PSD, impôs a vontade ao hospedeiro. Estas eleições vão ser mais divertidas do que as legislativas.

O conclave do CDS em Viseu

O CDS é um moribundo ligado à máquina do PSD à espera de inumação, um corpo putrefacto a que Nuno Melo inventou o europeísmo cuja ausência o excluiu do PPE e que se agarra ao general Eanes contra quem o CDS votou na figura patibular de Soares Carneiro. Ressuscitou com a transfusão de sangue do PSD e respira anidrido carbónico da mentira até que o PSD lhe desligue a máquina. A invocação de Freitas do Amaral esquece que foi afastado por ser democrata e o regresso de Manuel Monteiro lembra quem saiu do CDS e falhou na criação de um novo partido no espaço onde André Ventura teve êxito.

25 de Abril - Cinquenta anos depois

 Há quem, sendo quem é, esqueça a quem o deve. Há pessoas que abril fez gente e, se pudessem, retiravam o dia 25 ao mês e suprimiam abril do calendário. Há quem exonere da lapela o cravo e da memória a Revolução, parasitas de alheia coragem, a comer frutos da árvore que não plantaram e a repoltrearem-se à farta na mesa que não puseram. Há quem cavalgue a onda da democracia com ar de enfado e sinta azia com as madrugadas. São os chulos da democracia, proxenetas da liberdade. Há quem esqueça que há 34 anos alguém arriscou a vida para nos devolver a honra, pegou em armas para nos dar a paz, derrubou a ditadura para trazer a democracia. Há quem despreze Salgueiro Maia, Melo Antunes, Vasco Gonçalves, Carlos Fabião e outros mais, quem se esqueça de recolher uma pétala vermelha de um cravo de abril em memória dos que partiram. Não sei se a Pátria recordará, como deve, os que fizeram abril. Mas certamente há de esquecer os parasitas que medram à sua custa e olham o umbigo do seu narc

Marcelo - O PR

 #montenegronaomarcelonunca O parágrafo foi a bala e a PGR a arma com que Marcelo fez tiro à democracia. Não se vai desfazer da arma.

Conversa com os leitores

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  Cravos Vermelhos e lágrimas Texto de Onofre Varela Vivemos o cinquent enário da Revolução de Abril. Cinquenta anos já são mais oito do que os 42 em que fomos governados pela ditadura de Oliveira Salazar continuada por Marcelo Caetano (1932-1974). Há quem não se lembre do que era Portugal antes do 25 de Abril de 1974 simplesmente porque era criança ou nem sequer tinha nascido. Ler nos livros escolares a narrativa dos factos políticos, sociais e económicos que fazem a nossa História, não é o mesmo que vivê-los. Mas também há “quem não se lembre” porque não quer lembrar, ou deseja esquecer, numa atitude política, no mínimo, desonesta, por não considerar a História, nem a comunidade no seu todo; vendo, apenas, os seus interesses políticos, económicos ou sociais particulares e egoístas, desconsiderando a existência dos seus semelhantes . Se tal atitude não for desonesta… então poderá ser desatenção ou ignorância. N ão sei qual será o melhor epíteto para designar a qualidade de
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                                                                                                                                 Cartune de Varella

JUSTIÇA

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 Se o PR e a PGR se pautassem pelos padrões éticos de António Costa ter-se-iam demitido e o País ficaria entregue a Aguiar Branco e Montenegro a quem confiaram o «início do novo ciclo» decidido por Marcelo. Mas, incapazes de um ato de contrição, anda aí o primeiro a anunciar um cargo na Europa para a vítima de ambos e a segunda a exibir a majestade do corpo em cerimónias oficiais.  

Da série - O golpe de Estado continua em curso

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Marcelo, a PGR e os media demoraram 8 anos a convencer o País de que era melhor substituir António Costa no Governo e o atual Governo demorou 8 dias a convencer o País e os media de que fizeram asneira. Quanto à PGR qual é a palavra dos desembargadores que desconhece na frase lida há minutos na SIC-N?

A confissão de Passos Coelho

A troika não confiava em Portas e exigia cartas assinadas por ele. “Para impedir uma humilhação pública do ministro de Estado e MNE, obriguei o ministro das Finanças a assinar comigo, e com ele”. (Passos Coelho). É surpreendente como se aceitou a afirmação e se viu apenas a falta de carácter de Passos Coelho e não a confissão (ou mentira) de que as instâncias internacionais exigiam como fiador Paulo Portas.

Carlos Moedas (CM) - Subsídios para a biografia do dissimulado edil de Lisboa

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O homem que não chegou à liderança do PSD a tempo de ser PM, que faz «tudo o que o PR e a Igreja mandarem», usou a popularidade do Papa Francisco para a sua promoção. Já é Cavaleiro da Ordem de São Silvestre, só lhe falta publicar as contas das JMJ com os lucros que anunciou. Moedas foi o comissário europeu de Passos Coelho, o homem que comemorou o 25 de novembro contra o 25 de Abril, na companhia da PGR e outros reacionários, sem os militares que, nessa data, saíram vitoriosos, de Eanes a Vasco Lourenço. CM, obreiro da privatização dos CTT, o que é privado é bom, é o predileto do PR que tece na sombra os golpes reacionários, da Figueira da Foz, com Cavaco a líder do PSD, contra João Salgueiro, em casa de Ricardo Espírito Santo, com Cavaco, de novo, contra Freitas do Amaral, até à desonra com o caso das gémeas e o parágrafo, escrito a quatro pés com a PGR, para levar à demissão do PM António Costa. O homem foi um dia, em modo Ventura, acusado de xenofobia. Ainda oiço o seu grito,
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                   Cartune de Varella
  VAMOS ENTERRAR DEUS? Por Onofre Varela Não. Não vamos. O meu discurso de ateu não pretende acabar com a ideia de Deus. Não é essa a minha intenção nem tal coisa é possível. São bem profundas as raízes do divino na estrutura da mente e na história das civilizações. O Homem “criou Deus à sua imagem e semelhança” porque precisou dele… e contra tal necessidade não se pode lutar irracionalmente. Mas é sempre possível lançar na mente de quem ainda alimenta a curiosidade, a interrogação sobre o porquê das coisas, incluindo nelas a sua própria fé, não se deixando embebedar pelo “medo do castigo divino”. A cabeça do crente é o verdadeiro “reino de Deus”… fora dela, não há Deus em lado algum, nem há castigos ou prémios divinos. Deus é um conceito civilizacional para ser guardado no baú dos avós como objecto de extrema importância na História do Pensamento… aí o devemos manter com a consciência de ter sido um elemento de peso na nossa evolução e na construção das civilizações, mas hoje não pass

Para memória futura

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  Montenegro limita-se a usar os truques de Passos Coelho.

Retaliação ao ataque de Israel à embaixada iraniana.

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Enquanto Marcelo convoca Conselho Superior de Defesa Nacional para terça-feira, a fim de intimidar o Irão, Passos Coelho adia a apresentação do livro em Teerão.

Governo insiste que não mentiu

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Da série: O teste do algodão.

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Ao contrário do que se diz, ainda bem que era mentira porque o Orçamento resiste bem a uma mentira e seria péssimo que fosse verdadeiro o aventureirismo fiscal anunciado. Só o sábio Cavaco Silva podia imaginar Montenegro «mais bem preparado do que eu estava», para ser primeiro-ministro. Só o ódio à esquerda e a modéstia podiam levar o mestre da banalidade, como lhe chamou Saramago, a tão insólito patrocínio.

O PRIMEIRO-MINISTRO MENTIU

O Expresso errou. Pior, publicou uma notícia falsa. Pelofacto pedimos desculpa aos nossos leitores. A publicação desta notícia seguiutodas as regras e procedimentos que exigimos antes da publicação de umanotícia. Analisámos, fizemos perguntas, contactámos especialistas e váriasfontes. Não contávamos era com o facto do primeiro ministro ter, no Parlamento,ludibriado os portugueses . Começou mal.

Direitos individuais

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Montenegro, ao contrário de partidos social-democratas e conservadores, e de Rui Rio, é contra a consagração do aborto como direito fundamental na UE. Afinal está mais próximo de Passos Coelho, de Ventura e dos partidos fascistas do que dos partidos conservadores e liberais europeus.

Abuso de autoridade:

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  A PGR aos jornalistas: “As investigações judiciais tomam o tempo que tomarem. Tão simples quanto isso!”. O País pode tolerar o gozo que inebria a senhora Dr.ª Lucília Gago e o silêncio do PR que a cobre (salvo seja)?

Portugal – Estado de Direito democrático?

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Sou do tempo em que Sá Carneiro obrigou o militante número 7 a sair do PSD porque não queria um assassino no partido. Ou saía por si ou seria expulso. Não quis um assassino no PSD. Hoje pergunto se Marcelo não terá condecorado clandestinamente Ramiro Moreira com a Ordem da Liberdade, como fez a Spínola. Ao ver a PGR, substancial e ignara, indiferente ao abuso de poder do MP sobre António Costa, pergunto se vivemos num Estado de Direito e remeto-me ao silêncio para não perder a compostura e desatar aos insultos.

Em abril de 2014 era assim

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  Durão Barroso ainda não tinha a concorrência de Passos Coelho e Santana Lopes.

Um processo kafkiano

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Marcelo e as veneras

Marcelo é tão magnânimo na atribuição das veneras como nos conteúdos que fornece aos media. É de uma generosidade cativante com bens de luxo a custo zero. A atribuição clandestina do Grande Colar da Ordem da Liberdade ao general Spínola só pecou por tardia. Era uma devoção que trazia e, se não tivesse transpirado, o ensaio para atribuição de igual venera a Marcelo Caetano e, talvez, ao próprio pai, gesto que os atuais membros do Conselho das Ordens gostariam certamente de sufragar. Que heróis de Abril sejam distinguidos com o grau de Oficiais e o chefe do MDLP com o Grande Colar, o mais elevado grau, é o critério que mostra coerência, algo que já tinha mostrado na atribuição a Cavaco Silva e António Barreto, um salazarista empedernido o primeiro e ideólogo neoliberal o segundo, agraciados com o grau igual. Há na clandestinidade do gesto talvez a cativante confissão do desejo de ter pertencido ao MDLP, a solidariedade para quem pôs bombas para evitar um Governo à esquerda do PSD,

Identidade e Família – Entre a consistência da tradição e as exigências da modernidade

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Produto da madraça cavaquista lá estava a apresentar o livro quem não é conhecido por ser leitor, Pedro Passos Coelho, professor catedrático convidado pelo Prof. Sousa Lara, censor de Saramago e dirigente do PSD, primeiro, e do Chega, depois. Era um friso de devotos saídos do Concílio de Trento para a produção de um livro sobre “Família tradicional” por gente que ignora antropologia, história e sociologia no modelo que inventou, com claque do Chega. Era um friso de homens devotos homofóbicos e misóginos, pais de família casados com rainhas do lar, aplaudidos por Nuno Melo, Ventura e mulheres submissas, autores de um libelo reacionário onde pontificava a Opus Dei, o cardeal Clemente e um Otero, autor da diatribe: “(…) não tenhais medo, porque não é pecado, desejar o enterro do 25 de Abril”. O PSD, talvez por respeito ao modelo de família de Sá Carneiro e Snu Abecasis, primou pela ausência. Não se revê no modelo do cardeal Clemente ou de Ventura a que aderiu o ex-liberal Passos Coe
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                  Cartune de Varella
  O NEGÓCIO DA FÉ Por Onofre Varela A fé é um negócio como qualquer outro, e quem o explora espera obter lucro. É como vender hambúrgueres e Coca-Colas… se a loja não der lucro fecha-se a porta ou muda-se de ramo… mas as lojas que são as igrejas, estão isentas de alguns impostos, o que lhes dá alguma folga económica nas despesas. Os lucros são óbvios… a demonstrá-lo está a divulgação do santuário de Fátima que obteve um rendimento superior a 21,70 milhões de euros ao longo do ano de 2023, superando todos os números de visitantes pré-pandemia Covid: um total de 6,8 milhões de peregrinos. A fé tem esta característica: depois de o cliente se habituar ao produto, passa a consumi-lo desregradamente (como se fosse uma droga viciante) porque foi para isso que os seus clientes compulsivos foram educados. Ao contrário do jogo e do álcool, que são viciantes e têm contra-indicações merecendo alguns recados de instituições governamentais no sentido de se ter atenção a regras, na fé isso não aconte