O conflito, na sociedade americana, entre os 'restricionistas' na venda de armas, e o poderoso lobby dos fabricantes é conhecido há muito. Um tal Charlton Heston (?!), de quem não tenho más memórias no cinema, é o ponta de lança destes últimos.Parece claro, para qualquer cabecinha 'normal', que a venda indiscriminada de armamento, em qualquer sociedade humana, é um absurdo insustentável e perigoso.
Teoricamente, ela pressupõe que todos os actos humanos seguem princípios e motivações de natureza racional. Está mais que visto, e há muito sabido e dito por doutores a sério, que isso não é verdade. A maior parte dos nossos actos seguem impulsos, sentimentos, estados de alma, emoções, tendências e instintos, que se furtam à racionalidade pura e simples. A educação, a cultura, a elaboração e aperfeiçoamento e progressão pessoal definem, de resto, o posicionamento de cada um de nós, nesta escala que vai do zero (instinto puro, irracional) ao infinito utópico do domínio da raz…