Espaço dos leitores

A. Renoir, Junto ao mar, 1883 - Metropolitan Museum of Art, New York, USA

Comentários

Anónimo disse…
Demora a instauração de um "inquérito" (mais um) ao percurso académico de José Socrates.

Os factos que todos os dias surgem descredebilizam o ensino superior, o Estado e o proprio José Socrates.

A reter, para comum dos mortais que não tem tempo para ler o resultado de numerosas investigações que têm sido feitas por diversos jornais e até, pelos autores de alguns blogs de referência, é que "é tudo uma grande trapalhada".

Socrates não se devia ter exposto na fase em que o fez, quando ainda havia tinta a correr e corre agora o risco de voltar a falar no assunto, dando-lhe relevo que eventualmente até poderá não ter.

Quis o destino que a Universidade Independente viesse de repente á ribalta por dois factos tão distintos....ou talvez não!
jagudi disse…
Ah, sorte dum cabrão!!

O apetite predador espanhol ficou gravado na história desde a Lenda Negra. Os povos pré-colombianos da América Central e do Sul poderiam explicá-lo, se tivesse sobrado algum para o contar.
Modernamente quem melhor o conhece são os peixinhos do mar, dizimados pelas traineiras-chuponas a que não escapa um alfinete. Ou os recursos hídricos da Península, vitimados por uma agricultura intensivíssima e suicida, que abastece meia Europa, mas nos condena a todos ao deserto a breve prazo.
Há 15 anos começaram na raia do Coa, a comprar aos aldeãos as paredes rústicas desenhadas na paisagem portuguesa. Derrubavam as ditas, escolhiam as lascas mais afeiçoadas, e levavam-nas em camiões para forrar as casas deles.
Aos poucos, apalpando o terreno, usando mão de obra local como ponta de lança, depressa chegaram à Lapa, ao Montemuro, já ninguém sabe onde vão.
Levados pela pequena ganância, pela grande ignorância, e pela desmesurada insensatez, os aldeãos trocaram a alma por dez reis de mel coado.
Ultimamente são os zimbros do planalto de Miranda, no Douro Internacional, onde fazem parte da flora autóctone.
Têm a desgraça, os zimbros, de produzir um óleo usado na cosmética e na farmacêutica. E por serem em Espanha uma espécie protegida, os predadores espanhóis não se perdem em considerandos. Atravessam a fronteira, e vêm comprar os portugueses.
Levam raízes, troncos e ramos, que é serviço completo. Encandeados pela pequena ganância, pela grande ignorância e pela desmesurada insensatez, os aldeãos portugueses vendem por 5 euros um 'produto' que em Espanha vale à vontade cem.
E não há nisto tudo um autarca, um magistrado, um polícia, um deputado, um ecologista, um padre, nem um simples regedor a pôr ordem no desmando.
Se isto não é já a agonia, anda lá perto. E se não for a miséria a absolvê-los, não sou eu quem o fará.
Anónimo disse…
Que há directores, e sobretudo donos de jornais, interessados em explorar a trapalhada, não se duvida.
Que há sectores políticos, e castas sociais, a quem a balbúrdia serve, duvida-se ainda menos.
Que haja 'blogs de referência' aqui chamados, eis o que constitui uma grande surpresa.
Tudo isso, por junto, não chegará para salvar a triste direita portuguesa.
Se amanhã houvesse eleições antecipadas, o Sócrates voltava a ganhá-las. E se ele fosse da escola do AJJardim já o tinha feito.
P Amorim disse…
http://jn.sapo.pt/2007/04/16/ultimas/Igreja_promete_oposi_o_nov.html
Não precisa comntários, uma organização anuncia oposição a uma Lei do Estado Português
Anónimo disse…
A comissão de assesoria da UNI promete declarações bombásticas quanto a alguns aspectos académicos do Eng Socrates.
Tou curioso.
Será continuaremos a ver o Engenheiro primeiro ministro e seus dependentes a fingir que assobiam para o lado?
Já se passaram casos semelhantes em Felgueiras e Gondomar, Com os eleitores a serem enganados/burlados mas mesmo assim a adoptarem uma atitude de veneração perante o charlatão.
ChicoMartins
Alexandre O' Neill disse…
(No seu poema "SE..." , no livro "No Reino da Dinamarca", de 1958)

"SE...
(...)
Se o engenheiro sempre não era engenheiro
(...)
...Acaso o nosso destino, tac!, vai mudar?"
Anónimo disse…
apesar de não morrer de amores por coimbra, foi aqui que sócrates alcançou o título de eng. técnico.

eng. técnico, mas eng. à mesma

o resto é conversa barata, que só serve para afastar os portugueses das grandes questões: impostos, OTA, educação, SNS, etc

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