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Entrevista de Passos Coelho ao Jornal de Negócios

Passos critica falta de "audácia" no plano de privatizações do PS Fantástica e reveladora afirmação de um troca-tintas!!! *

Nem os próprios acreditam

O número dois da lista de Pedro Passos Coelho ao Conselho Nacional não esconde as diferenças que o vão separando da actual direcção , e argumenta que seria desleal não o fazer. Nogueira Leite afirma que o PSD ainda não é alternativa ao governo socialista, e que esse trabalho de preparação deve ser acelerado. O ainda conselheiro nacional do PSD defende que é preciso passar das boas intenções às boas práticas, e que Passos Coelho deve assumir riscos e fazer escolhas, anunciando, por exemplo, os nomes do PSD para as principais pastas de um futuro governo.

Portugal, a crise e a direita

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A competição, tal como a alternância, fazem parte da dialéctica política das democracias e os fracassos do Governo, qualquer que ele seja, não podem deixar de ser aproveitados pela oposição. Mas talvez não valha tudo. Honesto seria, por cada medida errada, explicar qual era a alternativa; por cada atitude tomada, propor a certa; por cada indecisão justificar a resolução a tomar. O que não se afigura correcto é a montagem de uma inquisição que remete para o carácter as críticas que são legítimas e obrigatórias em democracia. Não se pode, perante um governante que se esforça por transmitir alento à economia e tranquilidade aos investidores, dizer que está a mentir, que as metas não são exequíveis, que há má fé nas afirmações. Não se pode odiar a Constituição que se jura respeitar e fazer respeitar para a trair e lhe conferir um carácter conjuntural e, muito menos, rejubilar quando os vários organismos estrangeiros têm uma visão mais pessimista sobre Portugal. Julgar a actual situ...

Nem tudo o que é parece. Cavaco e o Orçamento

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O recandidato à Presidência da República, Cavaco Silva, aproveitou a fragilidade de um Governo minoritário e a antipatia ao líder do PSD para garantir que a sua campanha não necessite de outro cartaz, para além da obsessiva presença nos órgãos de Comunicação Social e fingir de salvador da Pátria. Fragilizou o PS e humilhou Passos Coelho. Salvou o PSD da errática atitude nos ajustes a que sujeitou um OE de modo a não poder cumprir as metas acordadas e possibilitar as habituais acusações de incapacidade e mentira para que o Governo cumpra o que eles se esforçaram para tornar inviáveis. Sem coragem de proporem medidas para responder à crise internacional que se abateu sobre Portugal, deixaram a Teixeira dos Santos o ónus de se responsabilizar pelas mais impopulares medidas de que há memória e de lhe tirar os meios para as cumprir. Depois da chantagem dos processos judiciais, fica agora a espada de Dâmocles suspensa sobre a cabeça de um Governo que teve a coragem de não fugir m...

A imaturidade de Passos Coelho

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O abandono de Passos Coelho pelo seu mentor precipitou-o no abismo para que quer conduzir Portugal e os portugueses. E agora, Pedro?

Chantagem, NÃO...

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Pedro Passos Coelho – Desculpe se o matei

A pressa de regressar ao poder e a pressão dos interessados já se notam no processo em curso para derrubar o Governo. Não nego a legitimidade do PSD em fazer cair o Governo, só temo a falta de projecto e a ausência de uma alternativa credível. "Não há desculpas para que não governe" e, se não o fizer, o Executivo socialista deverá dar "logo que possível o lugar a outro", desafiou o líder do PSD. (…) O aviso está feito: o Executivo "só não terá um Orçamento aprovado este ano se optar por um mau caminho, como já o optou" . Este segundo parágrafo é antologicamente medíocre na gramática, ingénuo no cinismo e preocupante nas intenções. Traduzindo para português corrente: «Só não te derrubo se me obedeceres, o que não fizeste». O único sentido desta frase não é a falta de sentido, é o indisfarçável desejo de fazer o que diz não querer desde que haja quem acredite que o fez contrariado. Preparemo-nos para eleições que o PSD não pensa noutra coisa. Basta que as s...

O programa de Pedro Passos Coelho

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Nota: Enviada pelo leitor AJBM

S. N. S. - Sob fogo do PSD/PPC

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a ser metodicamente destruído de forma sustentada, perante a distracção de um país dado à maledicência, pouco vigilante dos seus interesses e direitos. Coimbra tem o nome ligado ao SNS através de ilustres cidadãos que estiveram na sua origem – António Arnaut, como ministro, e o seu secretário de Estado, o saudoso Prof. Mário Mendes. Pode orgulhar-se de unidades hospitalares de altíssima categoria, servidas por uma plêiade de médicos sem rival no passado, com meios de que o País pode orgulhar- se. A cassete neo-liberal encontra eco na cidade onde o bairrismo mostra a sua pior faceta – um provincianismo pacóvio que vocifera contra a co-incineração e se remete ao silêncio perante o desmantelamento do SNS. Longe vão os tempos em que na Assembleia da República cabia a dois deputados de Coimbra a vigilância cívica perante arremetidas mais benignas do que a actual. Fernando Gomes e João Rui de Almeida, respectivamente pelo PCP e PS, foram a voz de uma ci...

É isto que os portugueses querem?

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Golpe de Estado constitucional

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António Arnaut, pai do Serviço Nacional de Saúde, considera que as propostas do PSD para a revisão constitucional são um regresso ao Estado Novo e um «golpe de Estado constitucional». António Arnaut, pai do Serviço Nacional de Saúde, considera que a proposta de revisão constitucional do PSD, que pretende retirar da Constituição o acesso tendencialmente gratuito para a saúde e educação, é insensata.

Podemos confiar nesta gente?

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17-07-2010