Feira do Livro de Coimbra -- 57.º aniversário do maior desastre da guerra colonial
57.º aniversário do maior desastre da guerra colonial O soldado Moura e o desastre de Mopeia –– Crónica –– 4120 caracteres Naquele sábado, 21 de junho de 1969, o Batelão Chupanga fazia mais uma travessia do baixo Zambeze entre a localidade que lhe deu o nome e Mopeia. Ficou registado que eram 17H30 quando o Chupanga, apinhado de militares e viaturas vindos de Lourenço Marques para a província do Niassa, atravessava o rio Zambeze, começou a meter água e se virou rapidamente. Arrastou no naufrágio centena e meia de homens que faziam a travessia e seguiram para as águas revoltas com as 30 viaturas que traziam. Mais de meio século depois, o maior desastre da guerra colonial está esquecido e apenas vive na memória dorida dos que aí perderam amigos e de raros familiares dos que então pereceram. Hoje, já não se condena a guerra nem se referem as vítimas que provocou. Por amarga coincidência, dois soldados eram, como eu, do Bcaç. 1936, exportados para Moçambique na defesa da civili...