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A mostrar mensagens de 2024

A FRASE

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  Lula da Silva não é apenas a grande referência democrática do Brasil, é uma fonte de inspiração para o mundo.

Efeméride

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 Faz hoje 20 anos que Durão Barroso foi eleito presidente da Comissão Europeia. O crime da invasão do Iraque compensou. O que devia ser um orgulho para o país acabou por ser uma vergonha coletiva, por ter associado o País à invasão do Iraque, primeiro, e ter aceitado depois negociar com um banco abutre uma sinecura para a sua aposentação. Talvez por isso a efeméride seja ignorada pelo PSD incluindo o azougado Paulo Rangel e o inenarrável Nuno Melo ressuscitado na quota do falecido CDS. Desenho: Onofre Varela.

Notas Soltas

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Marcelo e Trump – Marcelo chamou a Montenegro rural e imprevisível e a António Costa lento e oriental. Trump chamou patife a Biden e doida a Kamala Harris. Marcelo comparado com Trump parece um estadista.  Joe Biden – Finalmente resolveu retirar-se da corrida ao lugar que ocupa. Percebeu que estava a arrastar-se porque a sua idade já não lhe permitia correr. Ficou o doido mentiroso e perigoso à solta.  Luís Montenegro – A saúde do primeiro-ministro é tão nebulosa como o acidente rodoviário da ministra da Saúde. Não se sabe se estava doente ou evitou apenas aparecer com Miguel Albuquerque na Madeira. O que vale é não fazer falta ao atual Governo. Tem quem destrua a herança do anterior na sua ausência. Apoiante de Trump

Um feito desportivo notável

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                   Cartune de Varella
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  A LIBERDADE QUE ABRIL NOS DEU Que História s se conta m n a Bíblia? Por Onofre Varela A minha experiência de ser silenciado pelo poder religioso e político em tempo de Democracia, aconteceu pela primeira vez em 1978 no jornal O Primeiro de Janeiro (PJ) . P ortanto, já com a Liberdade de Expressão instalada há quatro anos pela Revolução dos Cravos, e instituída há dois anos pela publicação da Constituição da República Portuguesa (1976) . Andava eu a ler o livro “A Bíblia e os Extraterrestres”, d o advogado francês e perito em L íngua Hebraica, Pierre-Jean Moatti, acabado de ser editado ( pela Via Editora, Lisboa, 1978) e cujo conteúdo me remeteu para a leitura da Bíblia p rocurando comprovar as citações do autor . Em Êxodo 19:16;20 , é narrada a descida de Deus sobre o Monte Sinai, do seguinte modo que me pareceu espectacular mente cinematográfico : “E todo o povo viu os trovões e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte fumegando” (?!). Fiquei curioso e intrigad

A democracia e a evolução semântica

Há quem se admire com a presença de 60 extremistas de direita no Parlamento português, 50 abertamente fascistas, 8 da IL e dois do CDS, ressuscitados pelo PSD para os retirar ao Chega, numa deriva reacionária a que não são alheios os partidos democráticos.  Há responsabilidades na falta de pedagogia democrática e na condescendência com a ditadura, inclusive no seu branqueamento.  Quando em 25 de Abril de 1974 foi derrubada a ditadura fascista os próceres do regime, após o susto inicial, fingiram-se democratas até verem chegado o momento da desforra. Os Pides eram todos escriturários, os bufos extremosos pais que arredondavam o salário com informações sem importância e os juízes dos tribunais plenários excelentes juristas em comissão de serviço para uma promoção mais rápida. Com o tempo o fascismo converteu-se em ditadura, depois em mero regime autoritário e, agora, perdida a vergonha e a memória, já regougam os crápulas que era apenas um regime diferente, o outro regime. A guerra colon

As mentiras de Passos Coelho

 Leitores Encontrei hoje no computador uma lista das mentiras que levaram Passos Coelho a PM, lista enviada pelo jornalista, político e escritor Alfredo Barroso. Porque a História se repete, com o líder parlamentar que o defendia na AR, agora na situação de PM, aqui fica para que os leitores apreciem a chantagem da dupla Marcelo /Montenegro sobre o PS para prosseguir a agenda neoliberal com que pensam continuar a desgraça da dupla Cavaco / Passos Coelho:  «É verdadeiramente impressionante e vergonhoso o rol de mentiras que Passos Coelho (PPC) proferiu em público com o objetivo de chegar ao poder enganando deliberadamente o eleitorado. É disto que se esquecem alguns apoiantes encapotados e/ou envergonhados desse governo de direita neoliberal PPD-PP, que passaram o tempo a dizer que esse governo e o seu primeiro-ministro estavam lá porque foram democraticamente eleitos. Ora leiam este caudal de vergonhosas mentiras proferidas sem pestanejar por Passos Coelho em 2010 e 2011. «Nós não pode

Gostos...

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 Se a moda pega ficamos a conhecer todos os extremistas de direita.

XXIV Governo Constitucional – Debate do programa do Governo #montenegronaomarcelonunca

Não sei o que é pior, ver Pacheco de Amorim a presidir à Assembleia da República ou o primeiro-ministro a pôr em causa a sua legitimidade. Do primeiro calo o nojo, do segundo sinto medo. Ouvi Luís Montenegro a referir-se ao governo que cerca de 60% dos deputados sufragaram, nestes termos: «em 2015 o PS usurpou o Governo que ia na direção certa», referindo-se a um dos melhores governos de sempre, o governo do PS com apoio parlamentar do PCP e BE. A pulsão totalitária de quem considera usurpação a substituição de um governo com apoio de 40% dos deputados por outro apoiado por 60% levou-o a depreciar o Parlamento e a desrespeitar a democracia. O exemplo da França devia servir de vacina, onde o centro destruiu a esquerda e fez crescer a extrema-direita. A enorme recuperação da esquerda nas legislativas já se esfumou com a reeleição de Yaël Braun-Pivet, candidata macronista apoiada pela direita e extrema-direita contra o rival André Chassaigne apoiado por toda a esquerda. Montenegro pode nã

Assembleia da República

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 Ao ver ontem Diogo Pacheco de Amorim a presidir à Assembleia da República senti o fascismo a explodir na casa da democracia e, sabe-se lá porquê, lembrei-me da morte do padre Max Padre e da estudante Maria de Lurdes, assassinados pelo MDLP.

O que pensa Pedro dos Santos Frazão, veterinário do Chega

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Antigamente havia homens que a idade tornava obsoletos, hoje há quem nasça, cresça e viva assim.  Esquecido o horror do fascismo e o asco que inspirava, há novos arautos do obscurantismo, até na reprodução dos valores de que a Europa se envergonhou. Até na evocação de alegadas vontades divinas para os desvarios da fauna que as interpreta. Até no despautério da verbalização perante a indiferença ou a cumplicidade de quem a tolera. Regressados dos túmulos onde jaziam ressuscitam os ruins defuntos em avatares que assombram a vida de quem tem memória. É a demência que sai à rua, a apoteose da desfaçatez à solta. Quando pensamos que na casa da democracia destila peçonha quem tem da cidadania uma leve ideia e da liberdade coisa nenhuma, sentimos que o fascismo, que vinha aí de mansinho, explode em apoteose. O veterinário do Chega em vez de se dedicar à clínica, como devia, anda aí a espalhar o vírus do seu arcaísmo. Não sei se o curso o predispôs à mimetização dos animais que tratava. Antiga

A DESFAÇATEZ DO CHEGA

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O que o veterinário do Chega pensa:  

A Justiça Portuguesa e o descrédito de que goza

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O Relatório das Políticas Públicas de 2024 do ISCTE, hoje tornado público, responsabiliza em primeiro lugar os juízes e os procuradores do MP pelo estado da Justiça. O que surpreende, independentemente das reservas que merece a perceção pública, é a responsabilização dos juízes cuja jurisprudência, ao contrário das acusações, é globalmente equilibrada. E é sobre isso que reflito.  O que trouxe à discussão pública a Justiça foi a comoção provocada pela demissão de um PM, congeminada no gabinete do PR pela PGR ou por ambos, já que é reduzida a credibilidade de qualquer deles. Aliás, continua esquecida a interrupção da vida pública de vários ex-ministros. E poucos se lembram da devassa ao gabinete do ministro Centeno pelo grave crime de ter assistido a um jogo de futebol no camarote do presidente do clube ou da demissão de três secretários de Estado de António Costa por terem aceitado a boleia a um jogo de futebol em Sevilha, crime por que tiveram de responder o atual PM Luís Montenegro,

Para memória futura

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  Há momentos numa televisão perto de si: A chegada apoteótica de António Costa é uma bofetada de luva branca no PR Marcelo e na PGR Lucília Gago que o afastaram do Governo.

O governo da AD, os impostos e o futuro – Reflexões de um leigo em macroeconomia

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Seria injusto não felicitar este governo pelo êxito obtido nas negociações com professores, polícias, oficiais de justiça e guardas prisionais num total de 28% dos funcionários públicos, negociações em que o anterior falhou, talvez a olhar simultaneamente para o OE e para os 72% restantes, mas a pacificação é de saudar. Enquanto se ignora o custo da melhoria de vencimentos dos funcionários públicos beneficiados, é importante refletir na redução de impostos, na vertigem de reduzir as contribuições de um OE cada vez mais generoso para funcionários fardados e à civil. A redução de IRS até aos 35 anos é um monumental disparate e uma injustiça; a redução de imposto cobrado a 0,3% das empresas, responsáveis por 50% do IRC cobrado, um bodo ao topo da pirâmide; os benefícios a estrangeiros uma iniquidade. Como apenas 0,3% das empresas são responsáveis por 50% do imposto, parece não ser descabido afirmar que o alívio, que custará mais do que o aumento dos professores e polícias, beneficia sobre

O atentado contra Trump e a União Europeia (UE)

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A partir de ontem as hipóteses viraram certezas. Trump será reconduzido à Casa Branca e a UE pagará sozinha a fatura da guerra na Ucrânia. A cimeira da Nato foi a festa de despedida de Biden e o princípio do fim do império dos EUA. As alterações climáticas, a democracia e Zelensky serão abandonados à sua sorte e toda a arquitetura geopolítica atual fica abalada pelas ondas sísmicas do vulcão que ontem entrou em erupção no comício de Trump, com o atentado que o transformou em herói. A violência acabou por beneficiá-lo, e os EUA acentuaram o declínio com o regresso ao isolacionismo, quebrado pela primeira vez por Roosevelt, após o ataque japonês a Pearl Harbor em dezembro de 1941, e agora pujante. A UE, submetida a interesses americanos, definhou sem política externa autónoma. Apostar tudo na vitória de Biden era um risco, agora é temeridade. Ontem, enquanto a orelha direita de Trump sangrava, os sinos dobraram a finados em Kiev, com a UE à espera de rumo. Por ironia, o atentado consagro

235.º aniversário da Tomada da Bastilha – 14-7-1789

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Em 14 de julho de 1789, em Paris, a Humanidade despertou para a democracia, e a cidadania tem aí o seu ato fundador.  O poder divino deu lugar ao do povo, os direitos hereditários à igualdade dos cidadãos e o poder absoluto à democracia.
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                                                                                                                               Cartune de Varella
  A LIBERDADE QUE ABRIL NOS DEU Manuel Pinto de Azevedo Jr Por Onofre Varela O Primeiro de Janeiro era, dos jornais diários editados no Porto (por ordem de antiguidade: os matutinos O Comércio do Porto [ CP ] , O Primeiro de Janeiro [ PJ ] e J ornal de Notícias [ JN ] , mais o vespertino Diário do Norte) o de mais prestígio e que apresentava melhor qualidade de impressão e de conteúdo. A sua secção de política internacional, na página dois, era sempre ilustrada com um cartune de origem inglesa. O PJ e ra, também, o periódico que publicava mais séries de Banda Desenhada (BD) variada, incluindo a produzida n os estúdios Walt Disney. Qualquer filme da Disney (fosse de figura real ou desenho animado) estreado nos cinemas, logo a seguir tinha a sua publicação em versão de BD, a cores, publicada por episódios semanais no suplemento de Domingo. Para além das produções dos Estúdios Disney, o PJ publicava outra s histórias de BD em vários dias da semana… estou a lembrar-me de