Israel e a violência
Israel e a violência Se não fosse a exibição gratuita e ofensiva do vídeo pelo ministro de Israel, Itamar Ben-Gvir, com prisioneiros de joelhos, agrilhoados e agredidos, o governo português fingiria que nada tinha sabido. Se fossem apenas dezenas de milhares de mortos, estropiados e famélicos de Gaza que Israel massacra, homens, mulheres e crianças, e expulsa do território, o ministro Paulo Rangel limitar-se-ia a dizer, como o fez o anterior PR, que foram eles que começaram. A referência ao covarde e cruel massacre do Hamas servirá de desculpa perpétua. Se Israel se limitasse à limpeza étnica dos territórios que julga seus, por direito divino, o Governo português, que desistiu de ter política externa própria, limitar-se-ia a dizer que está sempre ao lado das democracias contra as ditaduras. Mas desta vez foram dois médicos, portugueses e caucasianos, os cidadãos de coragem. Sabem que também se salvam vidas não deixando cair no olvido o drama dos palestinos e que é preciso arris...