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Constituição da República Portuguesa – 50.º aniversário

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Constituição da República Portuguesa – 50.º aniversário Assinalar a data é homenagear os pais da democracia, os militares de Abril, e os deputados constituintes, artífices da arquitetura jurídica que plasmou os princípios que a democracia exigiu e os portugueses sufragaram. Merecem destaque os deputados Mário Soares, Sá Carneiro, Álvaro Cunhal e Freitas do Amaral, principais líderes partidários. O seu Preâmbulo foi a voz do povo consagrada pela Assembleia Constituinte: «A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista. Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa. A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para ...

50.º aniversário de um crime hediondo – Padre Max e Maria de Lurdes (02-04-1976)

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50.º aniversário de um crime hediondo – Padre Max e Maria de Lurdes (02-04-1976) A nenhum deputado do PSD parece ter tremido a mão a pôr a cruz no boletim de voto que elegeu Pacheco de Amorim vice-Presidente da AR, em estranha solidariedade com o CDS e o Chega, que atualmente não se distinguem, e eventualmente outros deputados. Em homenagem ao saudoso padre Max, de 33 anos, e à sua aluna Maria de Lurdes, de 19, não é possível perdoar aos assassinos, mandantes e operacionais. Aos que gostam de falar do terrorismo de extrema-esquerda, que também houve, posso dizer-lhes que os responsáveis pagaram com a prisão, como deviam, ao contrário dos terroristas de extrema-direita. A impunidade beneficiou os terroristas, mas a recompensa dos crimes foi a vergonhosa mensagem de que o crime compensou. Apenas os terroristas de extrema-direita puderam almejar honra e proveito pelos crimes cometidos. Só o MDLP e a sua metástase ELP ficaram impunes. E viram membros seus atingir o posto de Marec...

O PR concorda?

O PR concorda? Marco Rubio agradeceu a Paulo Rangel a “cooperação no setor da defesa” pelo que é impossível negar a cumplicidade de Portugal na invasão do Irão. Perante a subserviência a Trump é de temer que o Governo português seja submarino dos EUA no Conselho Europeu. Quando da invasão do Irão, Jorge Sampaio salvou a honra de Portugal perante a vergonhosa cumplicidade de Durão Barroso.

Da série: Deixem o Luís trabalhar

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A guerra vista por um ateu pacifista, ignorante da guerra e dos desígnios do Divino

A guerra vista por um ateu pacifista, ignorante da guerra e dos desígnios do Divino Andava a guerra a matar muito, com o deus dos judeus irado com o deus irascível dos islamitas, quando o inconstante deus dos cristãos encontrou na fúria épica do mais desmiolado dos seus crentes, o indefetível aliado do deus dos judeus na invasão do Irão. Não se conhece a mais leve escoriação no deus de cada um deles, e são incontáveis os milhões de crentes que, a crer no vademécum de cada crença, chegam precocemente à presença do seu deus, por vontade do deus dos crentes da concorrência. Andavam judeus a dizimar islamitas ansiosos por exterminar judeus, quando o cristão que se julgava ungido do Senhor e detentor das melhores armas para matar, se dispôs a percorrer os céus, a terra e os mares para matar os mais destacados funcionários do deus concorrente, no Irão, com uma parafernália bélica capaz de acelerar o Armagedão. Os crentes da Tora matavam em Gaza e na Cisjordânia quando os cristãos fo...

Anda o mundo doido… e Portugal esquizofrénico (Crónica frívola)

Anda o mundo doido… e Portugal esquizofrénico (Crónica frívola) Luís Montenegro, exímio nos negócios e pilar da ética, já advertiu o PS para se habituar à nova configuração da AR, mas não se percebe porque lhe exige que vote diplomas que o Chega e a IL recusam. Paulo Rangel julga que os aviões que poisam na Base das Lajes, no futuro, talvez, Base Donald Trump, se destinam a voos turísticos para jovens estudantes e Nuno Melo que a montagem de drones se destina à revenda para fotografar festas de família. Ana Paula Martins garante que a Saúde está melhor, os portugueses é que estão doentes, e só por preconceito ideológico não se entregam os cuidados de Saúde às Misericórdias e aos privados de modo a que nunca mais seja o Estado a falhar. Maria do Rosário Palma Ramalho, mais preocupada com o Trabalho, de que os patrões precisam, do que com a Segurança Social, vital para os trabalhadores, prometera que a legislação, já concertada com o Chega, seguiria para a AR sem mais delongas, ...

A Inquisição em Portugal – 31-03-1821

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A Inquisição em Portugal – 31-03-1821 Faz hoje 205 anos que foi abolida oficialmente a Inquisição. Não era só a apostasia, que raros ousavam, o objeto da crueldade eclesiástica. Judeus, bruxas e todos os que descressem da única religião verdadeira – ICAR –, eram vítimas que zelosos delatores levavam ao Santo ofício. Entre 1536 e 1821, cerca de mil e quinhentas pessoas foram queimadas vivas e 25.000 condenadas a diversas penas. O apogeu da demência verificava-se nos julgamentos dos mortos que, depois de exumados, eram queimados em autos-de fé, um número indeterminado bem como o dos que morreram nos cárceres da sinistra instituição. Foi depois do Renascimento, do Iluminismo e da Revolução Francesa (1821) que findou o êxtase pio da violência clerical e o divertimento da corte a assistir aos autos-de-fé. A violência é uma tara sedutora que se transmite geneticamente ou através das sacristias e madraças, incubadoras onde germinam devotos e prosélitos de verdades únicas, como se as...

José Saramago - O Luís vingou o Aníbal

O Luís vingou o Aníbal Retirar Saramago, o Nobel da Literatura Portuguesa, do currículo académico, não é um ato gratuito, é o ajuste de contas com a democracia e a memória coletiva do 25 de Abril. Vinte anos depois da saída de Belém de Cavaco Silva, salazarista que abominava a obra de Saramago, sem nunca ter lido uma única página, coube ao governo de Montenegro a tentativa de agradecer ao «génio da banalidade» o apoio indefetível prodigalizado. A substituição de José Saramago por Mário de Carvalho, é uma manobra bem ao gosto do dissimulado Montenegro, propor um grande escritor da mesma área ideológica para ocultar o saneamento político que se pretende para, depois, sem ruído, afastar o último. Saramago continuará a ser lido por quem ama a língua portuguesa e aprecia a literatura, mas a tentativa de vingança está em curso perpetrada por quem se apropriou da agenda ideológica do Chega e quer vingar Cavaco. Algumas razões da tentativa de lesa-literatura: L'Osservatore Roma...

Espanha

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Pedro Sánchez, a referência ética da União Europeia.  

Jornalismo…

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Parece mais novo! 500 anos é uma provecta idade! Ninguém diria!  

JN, hoje

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Terrorismo de direita Só o a direita consegue promover terroristas a marechal, embaixador ou vice-presidente da AR.  

Donald Trump - diagnóstico de Américo Figueiredo

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O renascimento da fé e da demência

O renascimento da fé e da demência Nasci num País de heróis, santos e mártires, orgulhosos de dilatar a Fé e o Império, com a cruz numa das mãos e na outra a espada , e pensava que a literacia e a democracia nos tinham curado, a nós e ao mundo, dessa demência mística, da obsessão de implorar ao Divino a morte e o sofrimento dos infiéis, ou seja, dos fiéis do deus da concorrência. Quando a fé embrutece e as orações se intensificam não há abrigos que nos defendam da sanha dos que trocam a vida e a decência pela salvação da alma. Não é um problema do passado, é uma patologia do presente. Não são apenas os chalados dos Aiatolas que anseiam pelo Armagedão, que ensinam as crianças a odiar infiéis e prometem virgens e rios de mel a troco do martírio. Desejam-no igualmente aqueles brutos de quipá, no cocuruto da cabeça, às marradas no Muro das Lamentações, a reivindicar terrenos porque lhes foram legados por Abraão depois de um negócio imobiliário com o deus que inventaram. Os portugue...
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                                                                                                                                     Cartune de Varella
  O equ í voco chamado Trump … Por Onofre Varela Robert Francis Prevost (Leão XIV) deve ter sofrido uma espécie de “trambolhão” no dia em que foi escolhido para exercer o papel de Papa no Vaticano, ocupando a cadeira deixada vaga por um Homem de difícil substituição: Mário Bergoglio, no papel de Papa Francisco. Acredito que não teria sido fácil para si próprio dar continuidade à linha de procedimento adoptada pelo seu antecessor, e a cujos apreciadores Leão XIV não quer desiludir. Embora cada chefe de qualquer organização deva “ser igual a si próprio”, não copiando ninguém – porque uma cópia pode não ser boa escolha – no caso do Papa Francisco ninguém tem dúvida de que os olhos de todo o mundo estão colocados sobre Leão XIV, tanto os enaltecedores de Bergoglio, que esperam ver nele um sucessor na construção do mesmo caminho encetado por Francisco, quanto os seus opositores, que esperam um papa menos humano, mais beato e ligado ao mofo dos pergaminhos que fazem a História da...

Luís Montenegro

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Retiraram-lhe a medicação! Voltem a dar-lhe os pingos.  

Disputa de fronteiras

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O Mundo já foi mais fácil de compreender.  

A demência da fé

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Quando o ouvirem rezar procurem um abrigo.  

Política, religião e poder

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~ São grandes as semelhanças mesmo na versão mais rasca.

O PSD, o Chega e o Tribunal Constitucional (TC)

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O PSD, o Chega e o Tribunal Constitucional (TC) A aliança explícita com o Chega é legítima. A censura que merece não retira licitude ao contubérnio, há muito evidente, nem significa mudança de rumo da AD, essa ficção que permitiu aos média asseverar que Montenegro ganhara as eleições ao PS antes de tomar posse como PM no seu primeiro governo. Não vale a pena repetir que a atual correlação de forças partidárias resultou do golpe de 7 de novembro de 2023, sem o qual o PS seria ainda governo, com maioria absoluta, até ao Outono. As coisas são o que são. É inútil chorar sobre o leite derramado. Ainda bem que termina essa duplicidade de ser o Chega simultaneamente um partido do Governo e o maior partido da oposição. O “não é não” resistiu ao Governo Regional dos Açores onde a aliança com o Chega permitiu substituir o Governo do PS, o partido mais votado. Continuou ignorado quando na Madeira o Chega foi preciso para o PSD formar governo. Só a aliança explícita e anunciada por André Ven...