Nós somos os melhores… mas quem sabe são elas! Por Onofre Varela Parte do título desta crónica (Nós somos os melhores…) até parece uma daquelas frases que Marcelo Rebelo de Sousa debitava, enquanto presidente da República, elogiando equipas desportivas que arrecadavam medalhas na estranja… mas não! É sabido (por quem sabe) que cada um de nós é um digníssimo representante da espécie “Homo sapiens sapiens”, que designa o Homem Moderno… (à atenção dos maluquinhos da modernidade: o termo “moderno” não quer dizer “aquele que veste pela moda italiana mais recente e usa o modelo de telemóvel acabado de ser parido e lançado no mercado”)!… Não, não é nada disso. Este “Homem Moderno” designa a espécie que sucedeu ao “Homo sapiens”… e já tem uma porrada de milénios! O termo “Homo sapiens” quer dizer “Homem que sabe”, ao passo que o termo com a palavra “sapiens” repetida, é mais moderna e designa o “Homem que Sabe o que Sabe”, cujo Homem somos todos nós, que temos o cérebro...
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90.º aniversário do início do cerco a Madrid (6 de novembro de 1936)
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Carlos Esperança
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90.º aniversário do início do cerco a Madrid (6 de novembro de 1936) Há 90 anos principiava o cerco a Madrid pelas tropas franquistas, enquanto o Governo republicano se mudava para Valência. Os demónios nazifascistas, que andavam à solta pela Europa, tinham ali a sua primeira e decisiva batalha, de muitas que iriam ganhar na orgia de sangue que rasgou a Europa e alastrou pelo mundo. O golpe militar que começara em 17 de julho, em Marrocos, era já um impetuoso ajuste de contas contra a democracia e a República. Hordas de militares e de sotainas, ávidas de sangue, esperavam às portas de Madrid. No céu travou-se a primeira batalha aérea. A Legião Condor, constituída na Alemanha, experimentou as novas armas de destruição. Em Portugal, a ditadura salazarista servia de retaguarda ao fascismo espanhol. O Rádio Clube Português era o instrumento de propaganda dos sediciosos. Os Viriatos, em zelo fascista, migravam ao encontro do franquismo numa aventura cruel que terminou com a vitória ...
HOMICÍDIO?
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Carlos Esperança
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HOMICÍDIO? O homem já nem se lembra! De qualquer modo, nunca tinha matado antes e não anda aí em manifestações a erguer tendas e a irritar o Governo com a falta de casas. Deixem lá isso! Deixem a Justiça ouvir os telefonemas do Costa e do Galamba para ver se os apanha antes de se transformarem em suspeitos vitalícios.
O NOW e as eleições dos EUA
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Carlos Esperança
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O canal do 4.º Pastorinho e a ortografia: Ontem. farto de ser massacrado durante todo o dia com o Ronaldo, em todos os canais noticiosos, socorri-me do único que tinha mudado de assunto, o NOW, e acabei agredido pelo Carlos Moedas, o Germano Almeida e a Ortografia. O alegado risco da extinção do Partido Republicano dos EUA apareceu em rodapé como um «acontecimento próximo da extinção» digo, da e xtinsão .
A crise da habitação e os esforços do Governo
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Carlos Esperança
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A crise da habitação e os esforços do Governo Pode haver quem não tenha casa, mas não se podem esquecer os jovens a quem os pais compraram casas em seu nome com pingues benefícios e, muito menos, os esforços do Governo, que entregou mais casas num só ano do que todos os anteriores em dez. Não se podem minimizar os esforços para dar uma casa a cada português, para resolver um problema que demora dez anos. Não é possível esquecer que o edifício das Finanças de Ansião já foi destinado a habitação a preços moderados e, à vontade do governo, não haveria tendas no Rossio. Depois de encomendadas três fragatas a Itália, por 3,9 mil milhões de euros, vêm agora mil milhões de euros de blindados, extensas áreas habitacionais para marinheiros e soldados, respetivamente. Só não refiro os caças F-35 porque não servem para dormir. Abençoado país que sabe estabelecer prioridades e pensar nos portugueses. Basta que o Governo, este governo, possa governar durante mais uma década.
Por
Onofre Varela
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O aventureiro que afinal não era Por Onofre Varela Na minha carreira de cartunista e desenhador de humor, houve tempo em que, anualmente, me encontrava com colegas portugueses, espanhóis e latino-americanos, incluindo Cuba, num evento que ocorr e em Alcalá de Henares (Madrid) terra natal de Miguel de Cervantes, entre Setembro e Novembro. Aí tive oportunidade de conviver com Quino (argentino criador da Mafalda), Mordillo (também argentino e com obra distribuída para todo o mundo por uma editora alemã), Mena (espanhol autor da tira de humor “Cândido” que o Jornal de Notícias publicou durante muitos anos), Forges (que a bandon ou a sua carreira de realizador de televisão na TVE para se dedicar ao desenho de humor que publicava em vários jornais e revistas, destacando-se o jornal El País e a revista El Jueves ). Os participantes são convidados pela Fundação da Universidade de Alcalá – entidade organizadora do evento e promotora de um Museu do Desenho de Humor de Expressão...
Por
Onofre Varela
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VIVA OS NOSSOS MORTOS Por Onofre Varela Estar vivo é o melhor dos prémios que podemos receber: vivo, com saúde e vontade de viver. Quando os meus amigos me perguntam: “Estás bom?”, invariavelmente respondo: “Acordei vivo, com vontade de mijar e acertei no penico. Que mais posso desejar?”. (Na minha idade, acertar no penico já merece o Palhaço de Ouro, que é o Óscar da arte circense!) A alegria de viver é o elemento mais importante da nossa vida. Estou a lembrar-me da “história do rei triste” – aprendida na infância – cujo rei, macambúzio e infeliz, só conseguiria a felicidade se vestisse a camisa de um homem verdadeiramente feliz. Os guardas da corte percorreram todo o reino à procura de tal homem, mas só encontravam quem se dizia infeliz. Apenas um lenhador, semi-nu, disse ser feliz! Mas não pôde socorrer o rei, porque… não tinha camisa. Na sociedade que construímos fazemos do consumo inútil a nossa felicidade (queremos ter muitas camisas). É um tipo de “felicidade” ...
Eleições nos EUA – Duas notas divertidas e saborosas
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Carlos Esperança
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Eleições nos EUA – Duas notas divertidas e saborosas Há dois Estados fora dos EUA com vitórias significativas: 1 – Vaticano – Leão XIV, o influente eleitor americano, teve uma vitória saborosa. 2 – Brasil – Lula da Silva viu a sua vitória reforçada com Bolsonaro cada vez mais perto de ser devolvido pela INTERPOL à Justiça brasileira. Leão XIV
O futuro da Humanidade não é risonho, mas os EUA ficam menos assustadores
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Carlos Esperança
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O futuro da Humanidade não é risonho, mas os EUA ficam menos assustadores Hoje o ícone da extrema-direita mundial iniciou a queda do poder a caminho dos braços da Justiça. Arrastará consigo a confiança dos seus bajuladores, depois de ter destruído a credibilidade do país e das instituições multilaterais e a longevidade das democracias. O mal que fez é irreversível e os EUA não vai reverter o desprestígio que o mitómano e narcisista Trump atraiu para a ainda maior potência mundial. A única consolação, no ocaso do último império, é ver escarnecidos os que reivindicam o seu magistério e não tiveram uma única palavra de censura aos desmandos e aventuras de um PR visivelmente instável, contraditório e demenciado. Hoje, figuras marginais como Milei, na Argentina, ou o 4.º Pastorinho, em Portugal, são perdedores cuja desfaçatez do mestre os leva a enjeitar a sedução que sentiram e o apoio que tiveram. Regozijamo-nos com a colossal derrota do mais corrupto, incompetente e detestável ...
A Justiça e os grandes crimes financeiros
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Carlos Esperança
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A Justiça e os grandes crimes financeiros A tragédia nacional, falência do BPN, BPP, Banif e do próprio BES foram sempre no seio do PSD. Foi aí que a fina flor do cavaquismo se cobriu de opróbrio e o futuro do País se comprometeu. Só o BPN custou 6 mil milhões de €€ aos portugueses. Talvez por isso, pelas pessoas implicadas, não seja uma surpresa a prescrição. Até os arguidos se livraram da prisão. Chego a ter pena do Armando Vara.