A Opus Dei não é a Al-qaeda, mas assemelha-se
A Opus Dei não é a Al-qaeda, mas assemelha-se Há na Igreja católica uma organização que, por enquanto, trocou o cinto de explosivos pelo cilício, a Bíblia pelos 999 pontos para a meditação, a liberdade pela censura e a fé pelo poder. Substituiu o Espírito Santo, a quem era delegada a obrigação de iluminar os cardeais nos conclaves, na eleição de João Paulo II e de Bento XVI, a quem subsidiou, sobretudo ao primeiro, as atividades políticas e o marketing pessoal. A Opus Dei é, sem esquecer a Comunhão e Libertação e a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, a seita católica mais reacionária e mais poderosa. Tem a obsessão de criar santos, a começar em casa, sem prescindir de alegados mártires que apoiaram ditaduras. Em Espanha, faltam altares para tantos defuntos franquistas. O «Caminho» é para os membros da seita o que o Mein Kampf é para o nazismo. Os 999 pontos para a meditação é o número cabalístico com que santo Escrivá remeteu para o 666 do Apocalipse. É a besta de patas para o ar,...