A contrarrevolução permanente
A contrarrevolução permanente O golpe de 7 de novembro de 2023, urdido em Belém com a PGR, Lucília Gago, levou à demissão do PM António Costa. E a contrarrevolução nunca mais parou. As dissoluções sucessivas da AR, a desilusão com a política e o cansaço dos eleitores, a que o ativismo político do Ministério Público não foi alheio, alteraram profundamente a geometria eleitoral. E a contrarrevolução sofreu a aceleração a que assistimos. Não fora a eleição de António José Seguro, cuja determinação na defesa da Constituição ainda está por provar, o regresso a um regime autoritário e neoliberal estaria garantido com o contubérnio do PSD e Chega cada vez mais sólido. Espera-se que não tenha consequências a carta ao PR do juiz Ivo Rosa, juiz perseguido, durante anos, pelo Ministério Público e a quem continua negado o acesso aos processos de que foi alvo. Urge apurar as responsabilidades do PGR, Amadeu Guerra, amigo que o PM foi buscar à reforma, do juiz Carlos Alexandre, premiado com ...