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D. Cristas – Da política à arruaça

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A Dr.ª Cristas esqueceu-se rapidamente do governo onde votou a resolução do BES a pedido de uma amiga, sem saber do que se tratava, da defesa dos eucaliptos que julgava as árvores mais adequadas à prevenção dos incêndios, do dinheiro dos submarinos que entrou nas contas do CDS, e das malfeitorias que assinava a mando de Portas, por quem nutria uma inabalável sedução política.
Do governo que integrou, trouxe a paixão do fado e das touradas, com o secreto desejo de fazer do CDS um grande partido e suceder a António Costa. Aproveitando a luta que se trava no interior do PSD, onde a honestidade de Rui Rio representa um risco para os negócios de grupos organizados em torno de Passos Coelho, e a indecisão dos donos da comunicação social sobre quem vai liderar a direita, aparece em todos os noticiários, na TV e na Rádio, nos jornais e nas redes sociais, com um destaque que rivaliza com o Dr. Marta Soares e a bastonária dos Enfermeiros.

Abençoada oposição onde as exigências não seriam para c…

Pensando em meu pensamento...

Pela mesma razão que entendo que o/a ministro/a da Defesa não deve ser um militar, defendo que o/a PGR não deve ser um magistrado, muito menos oriundo do Ministério Público.

Nesta ofensiva contra o Estado de Direito salvou a honra Rui Rio, contra a opinião do alegado moço de recados do PR, Marques Mendes.

18-12-1961 – A descolonização já tinha começado

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É inútil referir o Mapa Cor-de-Rosa, basta recordar os enclaves de Dadrá e Nagar-Aveli, sete anos depois da independência da Índia, em 1954, para perceber que as colónias dos impérios europeus iriam tomar novos rumos. Só em Lisboa, um ditador que sobreviveu à derrota do nazi/fascismo, não compreendeu o rumo da História.

No final da guerra de 1939/45, quando os indianos reclamaram a independência, logo os goeses se lhe juntaram, tendo o salazarismo, ao contrário dos ingleses, usado a violência na repressão.

Em 1 de agosto de 1961, no início da guerra em Angola e antes da queda dos territórios indianos, Portugal perdeu ainda o forte de São João de Ajudá, onde os dois únicos residentes foram obrigados a retirar e, à boa maneira salazarista, incendiaram a fortaleza num ato quixotesco de quem preferiu queimar a memória dos descobrimentos a abdicar de um símbolo imperial.

Há 57 anos, em 18 de dezembro de 1961, sem declaração de guerra e – diga-se –, contra o direito internacional em vigor,…

Aonde vamos 'parar'?...

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Paragem’ é a palavra de ordem do momento. Há poucos dias alertei para a perigosidade uma situação que informa a ‘greve cirúrgica’ dos enfermeiros sobre uma mirabolante pretensão de parar o SNS link. Parar o SNS é relativamente fácil comparado com as complexidades de o fazer funcionar bem. Fiquemos por aqui.
Pelo meio surgiu o Sr. Jaime Marta Soares a querer parar a Proteção Civil porque julga que a existência de uma estrutura nacional de proteção e segurança colide com os interesses dos bombeiros link. É a ‘rebelião dos coletes vermelhos’ cujas consequências são imprevisíveis mas já começaram a aflorar, como no caso em investigação num incêndio em Cascais, que já transitaram para a Procuradoria-Geral da República.
Agora, surge um movimento de ‘coletes amarelos portugueses’ a querer parar o País link. Ao que sabemos um grupo de operadores de telemarketing, um pasteleiro e um instrutor de artes marciais da zona Oeste do País, serão os mentores de uma ‘revolta’ anunciada nas redes so…

No estertor da ditadura – (Crónica)

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Após 3652 dias de docência no ensino primário, incluindo quatro anos e quatro dias de tropa [26 meses na guerra colonial], e dois anos mais como vendedor de matérias primas e agente comercial, entrei para uma multinacional farmacêutica onde terminei a minha vida profissional de 44 anos.

Tinha 30 anos de idade nesse mês de abril de 1973, um mês integralmente passado em formação para as funções a que concorrera na multinacional suíça. Eram pesados os horários e vasta a matéria a aprender, mas generoso o tempo destinado aos almoços. Ter cumprido o serviço militar obrigatório era condição necessária para a admissão na Empresa, tendo todos os candidatos passado por um dos teatros da guerra que a ditadura nos impôs.

A maioria tinha percebido que a guerra estava perdida, e era com todo o à-vontade que, perante os poucos indecisos, condenávamos a obstinação criminosa da ditadura.

Alterávamos com frequência o sítio de almoço e num dos dias fomos ao restaurante que ficava ao cimo do Parque Edu…

Nova Lei de Bases da Saúde: apontamentos preliminares…

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A Lei de Bases da Saúde (Lei 48/90 de 24/08/1990  link) que tem vigorado até agora é uma peça legislativa da autoria do Governo de Cavaco.
Vinda de um Governo de Direita, que sempre teve dificuldades em engolir um serviço público de saúde, cumpriu a sua missão: debilitou o serviço púbico e ‘agigantou’ a intervenção das instituições privadas. 
O enfraquecimento do serviço público é hoje, com a distanciação histórica existente (quase 30 anos), muito evidente e subsidiário de várias circunstâncias (negativas) que a Lei de Bases de 1990 teve a ‘preocupação’, umas de abrir, outras de acentuar: subfinanciamento crónico, instituições hospitalares SA (primeiro, logo depois EPE), parcerias público privadas (unidades de ‘missão’) e uma política de recursos humanos redutora, desmotivadora e errática.

Mais tarde, - em 2002, um governo da Direita barrosista viria a rever a Lei 48/90 como um novo diploma (Lei 27/2002 link) que pouco acrescenta em termos de princípios base mas inclui um anexo –…

Vamos ter saudades dos EUA

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Não há impérios eternos nem paz definitiva e, no ocaso do maior império da História, abreviado pela inépcia de Trump, a desconfiança no mitómano ignorante e a ausência de uma estratégia global, longe de tranquilizar o mundo, aumenta os receios da guerra e da insegurança a nível universal.

É surpreendente que os países europeus, a gozarem o mais longo período de paz da sua história, a maior prosperidade de todos os tempos, um aumento notável da esperança de vida, o estabelecimento de democracias, a fruição dos direitos humanos e a progressiva igualdade de sexos, recusem os valores humanistas que moldaram a sua identidade. A democracia está em perigo. Kaczynnski (Polónia), Orban (Hungria), Le Pen (França), Hofer (Aústria), Salvini (Itália), Farage (Reino Unido), Petry (Alemanha) e a erupção nacionalista em diversos outros países, não são meros sintomas, são sinais evidentes da enfermidade que atingiu o Continente.

Há quem veja na emergência da provável e próxima superpotência, a China,…