A União Europeia (UE), a Ucrânia e a Conferência de Segurança de Munique Quem defende a UE não põe em causa a legitimidade dos seus órgãos e dos respetivos titulares, mesmo que erradas as políticas que, num determinado momento, prossiga. Os governos que a integram são dos mais democráticos do Planeta, apesar do populismo que varre a Europa e dos perigos do regresso ao ambiente que precedeu o advento do nazi/fascismo, há um século. Os riscos não serão menores se a UE soçobrar. Ursula von der Layen, a principal responsável pela política da UE, a quem nunca faltou a solidariedade, ou mesmo a cumplicidade, de António Costa, parece ter regressado ao multilateralismo, que nunca devia ter interrompido, atenuando a dependência dos EUA. Saúdem-se os acordos UE/Mercosul e UE/ Índia. Com ou sem Trump, com Democratas ou Republicanos os EUA continuarão adversários da UE, por verem na sua dimensão económica, populacional e financeira um concorrente indesejável. A ordem internacional basead...