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São Josemaría Escrivá– 51.º aniversário do seu passamento (texto atualizado)

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São Josemaría Escrivá– 51.º aniversário do seu passamento (texto atualizado) Há 51 anos faleceu monsenhor Josemaria Escrivá, indefetível apoiante de Francisco Franco, fundador do Opus Dei e financiador de negócios políticos de João Paulo II que levaram à falência fraudulenta do Banco Ambrosiano, pagos com a criação de centenas de santos em Espanha, todos mártires do lado franquista da guerra civil. Dedicou a vida ao serviço de Deus e do fascismo, acompanhou as tropas sediciosas a Madrid, e os seus devotos, a quem indicou o Caminho, levaram à falência os impérios Matesa e Rumasa, para maior glória da prelatura e patrocínio dos desígnios de Escrivá. Mal refeito da defunção, fez 3 milagres, um mais do que o necessário para a santidade. O primeiro foi no ramo da oncologia, a uma freira, prima de um ministro de Franco, que não demorou a morrer curada. Subiu aos altares e deixou um exército de prosélitos, apto a enfrentar o Islão e a financiar o Vaticano, onde, após dois pontífices ami...

Humor – Homenagem ao democrata e antifascista Henrique Galvão

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Humor – Homenagem ao democrata e antifascista Henrique Galvão Numa aula de História, o professor pergunta ao aluno: - Diga-me, menino Augusto, qual foi o português que, ao longo da sua vida, lidou mais de perto com os Santos? O aluno pensa durante alguns momentos, respondendo por fim: - Foi Henrique Galvão, senhor professor! - Ora essa! - Admirou-se o professor. Então porquê? O aluno: - Porque nasceu em Santa Isabel, no dia de Santo Hilário. Foi batizado no dia de Santa Catarina e frequentou a escola de Santa Filomena. Morava no Campo de Sant'Ana, deu uma queda em Santa Bárbara e foi socorrido no Hospital da Ordem Terceira de São Francisco. Foi preso e julgado no Tribunal de Santa Clara, pelo juiz Santiago. Esteve internado sob prisão no Hospital de Santa Maria, de onde fugiu no dia de Todos os Santos. Assaltou o paquete Santa Maria, ao qual deu o nome de Santa Liberdade. Passou pela Ilha de Santa Lúcia, a caminho de terras de Santa Cruz, fixando residênci...

Um delicioso relatório da Pide

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Um delicioso relatório da Pide Sempre me surpreendeu um boato que corria a meu respeito, sem qualquer consistência, que me acusava de « indivíduo bastante popular, bem conceituado sob o aspeto moral, (é) muito dedicado ao seu trabalho, e tido como muito culto e inteligente, pelo que colegas e superiores o admiram ». Que nas referências elogiosas englobassem a minha saudosa mãe, é mais uma alusão desvanecedora desse insólito relatório sobre a devassa da vida privada a que a ditadura sujeitava os democratas. Só várias décadas depois, quando os arquivos da PIDE puderam ser consultados, foi possível descobrir que tamanho elogio se devia a um inspetor da temida polícia política, num relatório bem diferente de outros que, algumas vezes, me infernizaram a vida. Quase 64 anos depois [18 de setembro de 1962], entre o humor e a raiva, recordo um tempo de pesadelos cujo regresso alguns desejam e se esforçam por branquear.  

Deixem o Luís trabalhar

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Direito à indignação

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Direito à indignação Há adjetivos, aparentemente inócuos, que escondem a violência e boçalidade que habita um homem, mas a indiferença com que são acolhidos revela uma sociedade doente. Quando o Dr. Amadeu Guerra, o PGR que o PM Montenegro foi buscar à reforma, vá lá saber-se porquê, considera que há na violência doméstica «situações inevitáveis», é todo o primarismo machista que rompe exuberante sem que a Universidade e o múnus o conseguissem refrear. Que são incontáveis os casos de violência doméstica não evitada, é a dolorosa evidência social, frequentemente ocultada por vergonha, sofrida em silêncio, quase sempre por mulheres, não raro só conhecida com o assassinato. Mas inevitáveis? Inevitáveis porquê? Porque o almoço não estava saboroso, a roupa bem passada ou a cozinha limpa? Porque ficaram mal vincadas as calças ou a nódoa não saiu do casaco? Que raio de mentalidade que um adjetivo revela! Que raio de País que se conforma com a tradição e não esconjura o passado!

Paradoxos

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Amados em Bruxelas, desprezados nos seus países.  

Contradições

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Em que ficamos?  

O 4.º Pastorinho e o Pacote da Ministra do Trabalho

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O 4.º Pastorinho e o Pacote da Ministra do Trabalho Nunca pensei que o 4.º Pastorinho fosse capaz de enganar toda a gente, os comentadores e a Intersindical, os financiadores e os indefetíveis apoiantes, os partidos de esquerda e a IL, 56 dos seus deputados e, de forma particularmente cruel, o PSD e o defunto CDS. A traição serve-se fria, e, quanto mais tarde, mais sangra a vítima. A Ministra Ramalho, o triunfante Hugo Soares, o sonso PM e a IL, já se gabavam do êxito, do mal que faziam aos trabalhadores, de irem além do que pediam as associações patronais, e passaram a sessão parlamentar a humilhar os partidos à sua esquerda, e a manifestar desprezo pelas associações sindicais, a Intersindical e a UGT. Eis que o 4.º Pastorinho, que acompanhara os ataques à esquerda e se regozijara com as cedências a que obrigara o PSD, soube das sondagens que o colocavam à frente do Luís e da impopularidade dos desvarios do Governo, com os custos eleitorais que lhe trariam. Há de ter-se lembra...

O homem da inovação

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Cheira a Moedas…  

Dúvida Metódica

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  O 4.º Pastorinho e 3 dos seus heterónimos? Ou 3 ventríloquos? 

CONGRESSO NACIONAL DO PSD – Fazer Portugal Maior

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CONGRESSO NACIONAL DO PSD – Fazer Portugal Maior Quando Montenegro disse que queria fazer «Portugal maior», temi que quisesse invadir Espanha, mas, não podendo aumentar o território, dilatou a idade de Portugal. Acabou de fixar a idade de Portugal em 1128, na batalha de S. Mamede, 15 anos, oferta do PSD.
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                                                                                                                                      Cartune de Varella
  A “dificuldade” de se ser ateu Por Onofre Varela O Ateísmo foi lançado à sarjeta mais imunda pelos religiosos fundamentalistas que não lêem, nem pensam, nada mais que não seja literatura usada na sua religião ou seita, e discursos do “bispo”. Estou a lembrar-me da mulher de um amigo meu, com idade ligeiramente superior à minha, que quando o marido a informou de eu ser ateu, olhou-me com espanto e perguntou à queima-roupa, com um olhar misto de incredulidade e esperteza, de quem julga saber o que diz, querendo apanhar-me numa curva da minha ignorância: “Ai Deus não existe?!… Ai não?!… Então quem foi que nos criou?!…” (Heim?… Ora toma lá que é para aprenderes!). Esta pergunta pertence ao rol das que não têm resposta imediata, porque quem a formula está a sublinhar a sua imensa ignorância… e esclarecê-la não é fácil. Responder-lhe de modo a que ela perceba o que se lhe quer dizer, obriga a começar pelo B+A=BA… o que demora um tempo inexistente nestes casos, e não sabemos se a nossa ...

Feira do Livro de Coimbra -- 57.º aniversário do maior desastre da guerra colonial

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57.º aniversário do maior desastre da guerra colonial O soldado Moura e o desastre de Mopeia –– Crónica –– 4120 caracteres Naquele sábado, 21 de junho de 1969, o Batelão Chupanga fazia mais uma travessia do baixo Zambeze entre a localidade que lhe deu o nome e Mopeia. Ficou registado que eram 17H30 quando o Chupanga, apinhado de militares e viaturas vindos de Lourenço Marques para a província do Niassa, atravessava o rio Zambeze, começou a meter água e se virou rapidamente. Arrastou no naufrágio centena e meia de homens que faziam a travessia e seguiram para as águas revoltas com as 30 viaturas que traziam. Mais de meio século depois, o maior desastre da guerra colonial está esquecido e apenas vive na memória dorida dos que aí perderam amigos e de raros familiares dos que então pereceram. Hoje, já não se condena a guerra nem se referem as vítimas que provocou. Por amarga coincidência, dois soldados eram, como eu, do Bcaç. 1936, exportados para Moçambique na defesa da civili...

A Polónia e Volodymyr Zelensky

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A Polónia e Volodymyr Zelensky Karol Nawrocki, PR polaco, retirou a mais alta condecoração do país, Ordem da Águia Branca, a Zelensky, depois deste ter dado a uma unidade militar o nome do Exército Insurgente Ucraniano (UPA), de tenebrosa memória. O UPA, fundado em 1941, após conquista da Ucrânia pela Alemanha Nazi, foi o braço armado do movimento independentista nazi que combateu a resistência polaca e matou “pelo menos 100 mil polacos, simplesmente por serem polacos, judeus ou membros de outras minorias”, segundo o historiador e, agora, PR. Karol Nawrocki, Historiador, antigo diretor do Museu da Segunda Guerra Mundial, em Gdansk, é, desde 2021, diretor do Instituto da Memória Nacional e, desde 6 de agosto de 2025, o atual PR da Polónia. Sendo um nacionalista, com forte aversão à Rússia, especialmente contra a memória do regime soviético, cujos símbolos se esforçou por apagar na sua Polónia, ganha especial relevância o seu gesto contra Zelensky, mantendo, no entanto, o seu apo...

Da série: Ir em busca de lã e vir tosquiado

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Muito se engana quem cuida,  

Em verdade, em verdade vos digo...

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  Carlos Moedas é uma fraude.

Memória da ditadura

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  A PIDE existiu.   Poucos se recordam já do terror que infundia.

Chega - A pulhice serve-se fria…

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Chega - A pulhice serve-se fria… Esqueçamos por momentos as tragédias mundiais, as guerras de extermínio, a violência, o racismo, a crueldade a que as mulheres são sujeitas por preconceitos religiosos, a emergência climática, a fome, sede e doenças que matam milhões de seres humanos. A derrota da contrarreforma laboral da impiedosa ministra Ramalho e do governo que lha encomendou, por inesperada traição do André ao Luís, é duplamente saborosa, pelo sucesso imprevisto e pela confirmação da letalidade venenosa do André. Quando todas as economias da UE coravam de inveja com a de Portugal, como dizia o PM, o Luís, indiferente a todos os sinais adversos ao desempenho do seu Governo, viu na aprovação do pacote laboral, pelo Chega, a forma de ser entronizado no Congresso, com a vitória que mostraria a Passos Coelho ser tão à direita quanto ele. Não hesitou em dar em troca a descaracterização da CRP, em obrigar Aguiar Branco à conivência no golpe, em governar a contento do insaciável A...

Perplexidades

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«Não há bestas perfeitas porque ninguém é perfeito. Perfeito só Deus». (Da catequese da Igreja católica). Este primata aproxima-se da perfeição.