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Quando terá lugar a homenagem a Marcelo Caetano?

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Ontem, quando passaram dois anos sobre a morte de Edmundo Pedro, senti a infâmia da homenagem a Antunes Varela, o ministro da Justiça da ditadura, de agosto de 1954 a setembro de 1967, e percorri esses 13 anos em que o poder do ministro era enorme e os desmandos da ditadura obscenos.
Não digeri ainda a homenagem de que foi alvo, com encómios da ministra da Justiça, ao universitário e jurista, e o assustador entusiasmo do discurso do presidente do STJ.
Recordei Dias Coelho, assassinado a tiro numa rua de Lisboa, Humberto Delgado morto em Espanha, as prisões de Caxias, Peniche, Aljube e Tarrafal. Antunes Varela nomeou juízes para os Tribunais Plenários, silenciou torturas e assassinatos da ditadura, a censura, as prisões arbitrárias, as penas de degredo, as violações de correspondência, as medidas de segurança, enfim, foi dos cúmplices mais próximos do ditador e de poder vir a substituí-lo, e teve a homenagem do presidente do STJ e da impoluta ministra da democracia que, no discurso de…

Auschwitz – 27 de janeiro de 1945 – 75.º aniversário

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O campo de concentração de Auschwitz era, em boa verdade, uma rede de campos de extermínio no sul da Polónia, gerida pelo Terceiro Reich e colaboracionistas polacos, com 45 campos satélites. Foram gaseados aí 2,5 milhões de homens, mulheres e crianças, e mais 500 mil mortos à fome e de doença até à libertação dos sobreviventes, em 27 de janeiro de 1945, com a entrada das tropas soviéticas.

Hoje é o 75.º aniversário do dia comemorado mundialmente como Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, assim designado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, o símbolo do Holocausto perpetrado pelo nazismo durante a Segunda Guerra Mundial.

Em Auschwitz foram metódica e friamente exterminados três milhões de judeus, metade do total com que Hitler quis erradicar um povo, com a sua demência xenófoba, a crença de que os arianos eram uma raça superior e o nazismo a nova religião.

Para lá do horror e da perversão, é apavorante a quantidade de fanáticos que o nazismo criou, o indiferentismo amoral …

Jantar de 31 de janeiro de 2020 – Coimbra – às 19H30

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A primeira tentativa de revolta republicana contra a monarquia teve lugar no dia 31 de janeiro de 1891, a partir do Porto. Apesar de gorada nos seus objetivos fundamentais, é uma das datas mais emblemáticas do calendário republicano. Tal tem sido assinalado, ano após ano, na cidade de Coimbra, por um grupo de republicanos mais atento, que se recusa a deixar esquecer a efeméride.

Assim, convidam-se todos aqueles que queiram reunir-se num jantar para partilha de ideias e reflexões, geradoras de um debate construtivo, sobre este tema ou outros da nossa República.

Restaurante – O Alfredo, Av. Dr. João das Regras – Santa Clara

- Entradas; Filetes com arroz de feijão + espetadas de porco; Sobremesa; Café; Vinhos, águas, sumos ou cervejas.

PREÇO: 16 euros

As inscrições deverão ser realizadas até ao dia 28 de janeiro para o email: anabela8@hotmail.com ou pelo TM 917 322 645

A comissão promotora:

Alice Monteiro Valente

Anabela Monteiro

Carlos Esperança TM. 917 322 645

CDS – Uma OPA bem-sucedida

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O CDS que Freitas do Amaral e Adelino Amaro da Costa fundaram já não existia, mas é a revolta dos herdeiros contra os fundadores que ora se confirma com a vitória da Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Juventude Popular (JP), nada de centrismos, sobre o que resta do partido.

O Chega deixou de estar sozinho no espaço que se alarga na Europa e que em Portugal começou a dar os primeiros passos nas últimas eleições legislativas. O VOX espanhol passou a ter dois partidos homólogos portugueses, o Chega e o CDS, este a precisar de mudar de nome.

Francisco Rodrigues dos Santos é um jovem inteligente, ambicioso e reacionário, um brilhante exemplo dos líderes que têm aberto caminho ao retrocesso civilizacional, no regresso os anos Trinta do século passado e ao advento dos totalitarismos de direita.

Quando Pires de Lima falou em democracia e tolerância, foi vaiado. Os congressistas pareciam toiros enfurecidos nas ruas de Pamplona ou talibãs a verem Meca invadida por porcos. A partir daí deixou…

Factos e documentos

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A propaganda anticomunista da ditadura fascista





As próximas eleições presidenciais

Enquanto Marcelo hesita se vai recandidatar-se ou não, quando o país sabe há muito que o fará e que aguarda o fim do ano para o anunciar, saem da toca os intriguistas e ressentidos do costume a procurar desestabilizar os partidos onde se viram preteridos.

É natural que o PCP apresente o seu candidato, como sempre fez, que o BE avance com Marisa Matias, que terá mais votos do que o partido e ajuda a segurar o eleitorado.

O PSD terá de se render a Marcelo e o PS pode não ter alternativa, mas o CDS, em vias de extinção, tem cinco candidatos a líder, 1 por cada deputado, quer mostrar que existe colocando-se contra Marcelo. André Ventura, o aventureiro que se converteu em chefe de um bando de marginais de extrema-direita vai apresentar a sua candidatura e terá aí a apoteose num eleitorado marginal seduzido por apelos racistas, xenófobos e populistas. Não será surpresa o número excessivo de votos que vai conseguir.

Lamenta-se que não haja uma alternativa credível a Marcelo, que os candidato…

Memórias da Guarda – Minicrónica

Na Escola do Magistério houve um curso facultativo de Defesa Civil do Território que era obrigatório. Parece um paradoxo, e foi realidade para todos os alunos.

Era promovido pela Legião Portuguesa, comandada na Guarda pelo ten. cor. Matos, e ministrado pelo filho deste, o médico Piçarra de Matos, e um legionário que fazia as demostrações práticas, o único homem regente escolar que conheci, sem posto escolar.

Não me inscrevi para ouvir noções de primeiros socorros e aprender a colar papéis nas janelas em caso de bombardeamentos aéreos. Fui chamado ao diretor, Armando Saraiva de Melo e, pelo tom da pergunta, manifestei vontade imediata de me inscrever, e desisti de uma hora semanal de namoro para ajudar a ganhar a vida ao filho do ten. cor. Matos.
No dia do ‘exame’, cuja nota era irrelevante para o curso, as respostas foram escritas no quadro e todos tivemos 100% de respostas certas e 16 valores, menos eu, que tive 15, e demorei a perceber a honra da exceção.

Quando fui dar aulas para a…