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Francisco Franco – F. 20 de novembro de 1975

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Há quarenta e quatro anos, bem confessado e melhor ungido, faleceu o maior genocida ibérico da História. Centenas de milhares de mortos, execuções nas arenas, uma monarquia e um país que delapidou, para benefício próprio e dos amigos, são a herança de 39 anos de poder discricionário.

Enquanto João Paulo II canonizou os mártires que apoiaram o carrasco, está por cumprir a Lei da Memória Histórica, a reabilitação dos que lutaram pela República e a reparação às vítimas, sem necessidade de branquear a violência dos dois lados da guerra civil.

O bruxo de Fafe e a injúria

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Marques Mendes, tem uma excelente rede de informadores e é o moço de recados mais adequado à intriga, com sofrível criatividade, medíocre objetividade e execrável poder de injúria. Da sua última homilia, destaco a sibilina e insultuosa associação do CDS ao PCP.

«Finalmente, as grandes vítimas do crescimento do Chega vão ser o CDS e o PCP. Os dois eleitorados mais conservadores, um à direita, outro à esquerda, onde o discurso de Ventura entra com mais facilidade.»

José Mário Branco

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A morte esperada não apaga a memória que fica de um dos mais ecléticos e exigentes autores e cantores da sua, e nossa, geração. Deixa na música um património de exceção e, na resistência à ditadura, o exemplo da coerência cívica e da coragem que definem o cidadão que ora nos deixa.

A sua voz continuará a ser ouvida com a fidelidade que os novos meios de fixação de som e imagem permitem, mas é a sua ausência que mais nos afeta e faz sentir que, com ele, vai um pedaço de nós.




CDS – Escaramuças no táxi

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O nome de Manuel Monteiro terá sido esquecido da memória dos portugueses quando o ímpeto reacionário o levou a fundar um partido extremista, depois de falhar a tentativa de levar o CDS, de que fora presidente, para posições ainda mais à direita.

Sucedeu também, há pouco, ao menino guerreiro, Santana Lopes, pelas mesmas razões, para entrar na irrelevância política de que nunca devia ter saído. Pode ser que volte. O PSD e o CDS, ao contrário de Roma, pagam a traidores, desde que venham pela direita.

Manuel Monteiro suicidou-se politicamente, tal como Santana Lopes, e procurou a sua ressurreição ainda com a Dr.ª Assunção Cristas, antes desta entrar em defunção política nas últimas eleições legislativas.

O CDS aceitou o arrependimento do réprobo, havendo mais alegria no Caldas por um arrependido que volta do que por qualquer crente que nunca saiu.

O pior é o ambiente que se respira no exterior do táxi que conduz os cinco deputados à AR. Há quem se demita pelo regresso de quem queria entr…

BOLÍVIA: O ‘golpismo em cascata’ na América Latina ou uma nova ‘Operação Condor’(?)…

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O recente golpe de Estado ocorrido na Bolívia que levou à abdicação do presidente Evo Morales vem levantar, mais uma vez, o problema da transparência, da estabilidade política e da senda democrática num vasto território designado por ‘América Latina’. Evo Morales, ‘cometeu o crime’ de querer conferir a todos os bolivianos - todos! - sejam descendentes dos colonizadores (espanhóis no passado e americanos no presente) os direitos de dignidade cívica e política que incluíam os indígenas (tradicionalmente excluídos e representados pelo ‘movimento cocalero’) e as demais tribos oriundas da civilização maia e dos incas, criando aquilo que foi uma novidade: um Estado Plurinacional. Tradicionalmente, a liderança política norte-americana costuma resolver estes casos de inclusão e redistribuição da riqueza com golpes de Estado, sejam militares, sejam palacianos, de modo a que uma oligarquia, minoritária, mas detentora da fatia substancial da riqueza, permaneça sem sobressaltos e indemne na li…

Voltou o terrorismo católico

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Há quem se lembre do terror do Inferno que o clero tridentino salazarista e as beatas que ministravam a catequese infundiam às crianças, obrigadas a frequentar as igrejas e a fé por constrangimento social e medo da polícia e dos padres.

O que assusta é o ressurgimento da violência pia num país com uma Constituição laica e uma democracia estabilizada, onde os atropelos à liberdade religiosa são frequentes e as ameaças à sanidade mental têm a cumplicidade dos diretores das escolas, dos hospitais e de outros organismos do Estado.

O país está de novo a transformar-se em sacristia.

Consulta de Otorrinolaringologia e memórias da Miuzela do Coa

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Na última segunda-feira fui a uma primeira consulta de ORL onde uma jovem médica me observou com o desvelo e a delicadeza que está longe de imaginar quem lê jornais, vê televisão, ouve rádio ou frequenta redes sociais, sem conhecer o SNS.

Aliás, é esta a regra de várias consultas a que recorro e que me levam a suspeitar que os médicos e enfermeiros elegeram, como bastonários, os porta-vozes de Cavaco e Passos Coelho, para a saúde, com forte vocação sindical.

Perante a forma como sou tratado e os recursos usados para um idoso sénior, que ora me define, tenho a impressão de que o acesso aos meios de comunicação é a prerrogativa de militantes dos partidos que votaram contra a criação do SNS, cada vez mais exigentes e desejosos de satisfazerem o sector privado e a rede hospitalar das Misericórdias.
Volto à médica especialista em ORL. Marcou-me nova consulta e um audiograma que a antecederá, e preveniu-me de que a idade e a perda natural da acuidade auditiva podiam levar a ter de (me) apa…