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Os sonhos de Donald Trump

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Depois de falhada a ambição de ser galardoado com o Prémio Nobel da Paz, reza agora para ser bem-sucedido na ambição de se tornar Líder Supremo do Irão. Para isso, reza com a fé de um Aiatola e a determinação de um Guarda Revolucionário do Irão. Em Teerão, rezam multidões pedindo longa vida para os Aiatolas, santos e zeladores dos direitos individuais, especialmente das mulheres, em êxtase vingativo, determinados a exterminar o Pequeno e o Grande Satã. Em Israel e no Irão procura-se a destruição recíproca, pedindo cada um ao seu deus ajuda para mandar o outro para o Inferno. E o fervor com que se reza em Jerusalém, Teerão ou em Mar-a-Lago deixa os deuses dependentes da maldade dos homens. Os ateus e crentes de outros deuses nem reparam no ridículo do homem que esconjura os demónios que o assaltaram na ilha de Little Saint James, em Mar-a-Lago ou na Casa Branca, rodeado de imbecis que lhe transmitem energia divina, sem que os Ficheiros Epstein o abandonem. E há países e governos...

O Governo português e a invasão do Irão

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Não é verdade que o Governo seja cúmplice da invasão do Irão. Paulo Rangel e Nuno Melo estão a seguir continuamente a trajetória dos aviões que saem das Lajes para terem a certeza de que não se dirigem para o Irão. Portugal manter-se-á como o mais fiel aliado dos EUA e não voltará a ser enganado por Trump.

Ponte Europa - Estatísticas de visitas

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Surpreendente no crescimento e nas oscilações. Ontem, dia 6, às 23H59.  

A invasão do Irão e a Base das Lajes - A opinião de Vital Moreira

 Subscrevo. sexta-feira, 6 de março de 2026 Ai, Portugal (13): Não somente servilismo político Publicado por  Vital Moreira A autorização dada pelo Governo português - a que nada o obrigava - para utilização da base das Lajes nos Açores nas operações do ataque conjugado dos EUA e de Israel ao Irão não confirma somente a atitude de subserviência primária de Lisboa face a Washington (que diferença face à dignidade do "não" de Madrid!...), mas também uma  manifesta cumplicidade com a violação da Carta das Nações Unidas,  quanto à proibição do uso da força nas relações internacionais (art. 2º, nºs 3 e 4), a qual vincula Portugal não somente no plano externo, como membro da ONU, mas também no plano interno, por força do art. 8º, nº 2, da CRP. De resto,  a ilegalidade internacional da cedência apenas sublinha a indignidade do servilismo . Adenda Sustento há muito que, sem prejuízo da competência exclusiva e da liberdade de decisão do Governo na condução da política na...

Do Diário da Diana – 14 anos – escola C+S da Musgueira (3145 caracteres)

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Do Diário da Diana – 14 anos – escola C+S da Musgueira (3145 caracteres) Ontem conversei com a minha mãe sobre política para saber o que levou ao desprezo do direito internacional e à quebra das regras, aumentando a imprevisibilidade e o receio entre países. É inaceitável que a força se torne argumento e o poder discricionário hábito nas relações internacionais. Por isso perguntei como foi possível que os líderes europeus, que eram a referência ética e democrática do mundo, se calassem ou fossem timoratos a condenar a invasão da Venezuela, com o sequestro e rapto do PR, o afundamento de barcos e de tripulantes, por suspeita de transporte de droga, o cerco a Cuba… E a minha mãe acrescentou as ameaças às fronteiras de países soberanos, a violação dos tratados internacionais, a invasão do Irão e muitas outra tropelias, condenando o silêncio e covardia que permitem aos mais desvairados líderes mundiais desestabilizar o mundo. O rapto e assassínio de líderes tornou-se normal e, pior...

A invasão do Irão

 O testemunho de um português casado com uma iraquiana e a viver em Teerão, com o filho de ambos, apanhado na Etiópia. Pedro Queirós  está em  Adis Ababa, Ethopia . 2 d   · “Foram dias, foram anos, a esperar por um só dia. Alegrias. Desenganos. Foi o tempo que doía… Na esperança de um só dia.” O Irão precisa de uma mudança. Uma revolução como a de Portugal em 1974. Basta um soldado, um capitão, um Salgueiro Maia com coragem para dizer BASTA. Mas enquanto os líderes mundiais se divertem com a guerra, quem sofre são os inocentes. Ayatollahs, americanos, europeus e israelitas, são todos culpados. Mentem-nos em direto pela televisão, cobertos de sangue nas mãos e, no entanto, jamais se sentarão no banco dos réus. Ao regressar do Quénia fiquei preso no Dubai. No sábado, os voos foram cancelados e instalei-me num hotel à beira do aeroporto. A meio da noite ouvi um estrondo e, no domingo de manhã, decidi partir rumo a Omã, onde o aeroporto ainda se mantinha aberto. Uma...

Na despedida de Marcelo

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Uma foto deprimente Sorrisos ou esgares?  
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Divagando 35 No falecimento, o enorme António Lobo Antunes merecia que fosse dia de celebração da sua obra ímpar, onde, a par dos romances, deixou crónicas saborosas a zurzir as Tias de Cascais, oriundas da sua classe social, quiçá da família, condenadas à irrelevância, à prática da caridade e aos tiques aristocráticos. Depois de Fialho foi talvez o nosso maior cronista, pese embora algum desprezo do autor por este género literário. Teve direito a mais uma venera, das maiores, que Marcelo, a quatro dias de perder o alvará, podia outorgar-lhe. Foi um orgulho para o outorgante perante a indiferença do galardoado. As tropelias de Trump e Netanyahu, com o Planeta em guerra e as economias a tremer, o País implicado na invasão do Irão e o PM acossado pela Spinumviva e Passos Coelho, impediram que o escritor tivesse nos média o tempo e a relevância que merecia. O excesso de notícias poupou a Durão Barroso maiores críticas à entrevista à RTP onde o homem da CIA prestou patriótica vassala...

António Lobo Antunes

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01-09-1942 / 05-03+2026  Aos 83 anos, faleceu definitivamente o grande escritor e admirável cronista que, há alguns anos, estava morto para a literatura e para o mundo, mas a sua obra mantém-se  viva e vibrante nos notáveis romances que escreveu e nas saborosas crónicas onde zurziu as Tias de Cascais oriundas da classe a que ele próprio pertencia.

RTP – A entrevista a Durão Barroso

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RTP – A entrevista a Durão Barroso, um maoísta de passado crapuloso Não há muito a dizer sobre a desfaçatez de um político videirinho que enjeitou cedo a honra, desde roubar mobília da Faculdade de Direito para a sede do MRPP, que Arnaldo Matos o obrigou a devolver, até se deslocar a Londres para verificar que Sadam Hussein tinha armas de destruição maciça. A mentira não o incomodou. Podia pensar-se que a vergonha e o remorso de ter sido cúmplice de Bush na invasão do Iraque o levasse agora a ser discreto em relação à reincidência dos EUA em crime igual, com as mesmas mentiras. Viveu sem dignidade e morrerá sem sentir a falta.  Bastou a náusea de ouvi-lo, ver o seu orgulho por Portugal ser arrastado para a guerra de agressão ao Irão, por «Portugal, ao contrário de Espanha, ser um país confiável» e a dizer que a posição de Espanha foi “um erro grave” que afastou Madrid de Washington e irritou o mundo árabe. Tem saudade de Aznar. É difícil conter o asco que desperta um políti...

Parabéns, União Europeia

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  António Costa anunciou a solidariedade da UE com Pedro Sánchez

Inteligência artificial

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Uma gralha fabulosa e divertida  

A invasão do Irão – A Europa, Trump e os partidos portugueses

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  A invasão do Irão – A Europa, Trump e os partidos portugueses É deprimente ver programas televisivos onde se confronta a opinião dos deputados dos três únicos partidos com acesso regular aos ecrãs e compará-la com a dos principais líderes europeus. Os países europeus têm posições para todos os gostos, desde a oposição frontal do PM de Espanha à violação do direito internacional à subserviência do chanceler alemão, que causa inveja ao lacaio de Trump, o sr. Mark Rutte. Até o RU, país que alinhou sempre a política externa pela dos EUA, teve um lampejo de dignidade e desagradou a Trump. Macron, apesar da bravata de deslocar ogivas nucleares para outros países europeus, não tem a coragem de De Gaulle ou Mitterrand. Itália, Hungria e Eslováquia são os aliados óbvios e preferidos do presidente americano que pode não acabar o mandato.  O governo português tomou a posição que o PS provavelmente tomaria, nem por isso honrosa, e que mereceria alguma benevolência se não tivesse a...

A ONU e o Direito Internacional

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A ONU e o Direito Internacional O direito internacional e o multilateralismo foram, durante muitos anos, a garantia de um módico de previsibilidade e segurança nas relações internacionais, razão por que a ONU, a mais prestigiada das organizações internacionais, seja agora desprezada por quem pretende sobrepor a força ao direito e resolver pela guerra litígios entre nações. A força moral da ONU e a capacidade de evitar conflitos estão hoje muito debilitadas por falta de financiamento e desprezo deliberado a que a votam líderes irresponsáveis e autocratas de pendor populista. A extrema-direita internacional e aventureiros de vários matizes esforçam-se a destruir a sua autoridade e a impedir os seus esforços na defesa da paz. Não tarda que lamentemos a perda de poder e influência que deliberadamente lhe foram retirados. Em termos simbólicos constituiu desprestígio a presidência que ontem lhe foi imposta, a da primeira-dama dos EUA, Melania Trump. Enquanto escalava o conflito que o...

A guerra escalou e o mundo assiste sem manifestações a favor da paz

A guerra escalou e o mundo assiste sem manifestações a favor da paz O abismo está a chegar. Perdido o respeito pelo direito internacional e pelas instituições que o garantiam, a força é o novo direito e o direito a obsolescência só reivindicada por quem não dispõe de força. Quando alguém, com manifestações psicóticas graves e evidentes, é obedecido nas suas extravagâncias e não tem uma oposição firme dos países democráticos, todos se tornam cúmplices dos crimes cometidos. Não vale a pena argumentar que são despóticos os regimes dos países agredidos. Não se invade um país para o transformar em protetorado depois de sequestrar e raptar o líder, como sucedeu com a Venezuela. Não se cerca um país para o obrigar a render-se pela fome como sucede a Cuba. Não se ameaça de anexação o Canadá e a Gronelândia para aumentar a glória de um narcisista megalómano. A invasão do Irão é a última e a mais dramática aventura em que se envolveram dois cúmplices, Netanyahu e Trump, numa guerra que j...

História

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O mundo já foi mais previsível.  

O Governo português e a política externa

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O Governo português e a política externa Com a maior parte dos americanos convencidos de que Trump ensandeceu, o governo português compromete-se nas aventuras em que o PR dos EUA se envolve, quiçá, para desviar atenções das numerosas referências que constam dos ficheiros Epstein. O silêncio perante a invasão, sequestro e rapto do PR da Venezuela não é pragmatismo, é a prática de um governo sem política externa clara, que se limita a seguir políticas de outros países, independentemente dos interesses nacionais. Não tarda que os 5,3 mil milhões de euros do empréstimo para compras militares sejam contestados pelos eleitores, antes de se iniciar o pagamento de juros e a amortização da dívida contraída para agradar ao sr. Mark Rute, capataz de Trump na Nato. Podia ser coerente na defesa do direito internacional e das relações multilaterais, mas não é essa a linha de conduta. Logo no início do primeiro governo de Montenegro, o MNE censurou Guterres pela condenação feita a Israel pelo...

Insólito

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Como um veterinário trata a língua portuguesa e a ONU.  
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             Cartune de Varella
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                Cartune de Varella