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Perplexidades

Depois de ter assistido em direto à leitura da súmula da decisão instrutória pelo juiz Ivo Rosa sobre a Operação Marquês, sem a ter visto previamente divulgada e explicada pelo grupo Cofina, estupefacto pela ausência da violação do segredo de justiça, confrangi-me a ler opiniões de alguns dos 10 milhões de investigadores criminais oriundos do setor da virologia e agora com alvará para sentenças transitadas em julgado. Perdoem-me os leitores a solidão nas dúvidas que me afligem, a ausência de opinião e o receio de que os direitos, liberdades e garantias de alguém possam não ser respeitadas enquanto 10 milhões de concidadãos, independentemente das decisões do juiz Ivo Rosa, já tinha certezas inabaláveis que resistirão aos recursos, aos factos e à decisão final. De facto, aos costumes digo nada.

Operação Marquês – Caso Sócrates – Não há provas de corrupção

Depois de reiteradas acusações de corrupção e do respetivo julgamento na praça pública e nos média, a leitura da súmula da decisão instrutória pelo juiz Ivo Rosa parece provar que foram maiores os desejos de condenação do que as provas que os sustentavam. Como nunca me pronunciei a favor ou contra os arguidos sinto apenas que a Justiça não se compadece com as paixões ou ódios partidários, e sobram razões para perplexidade que alimentarão as cenas dos próximos capítulos. 

No 48.º aniversário da morte de Picasso

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Faleceu em 8 de abril de 1973 o maior pintor do século XX e o mais revolucionário das artes plásticas onde superou criadores geniais, como Matisse, Duchamp ou Braque. Picasso foi um colossal pintor e escultor, notável na gravura e como ceramista. O génio criador do artista malaguenho estendeu-se à cenografia, poesia e dramaturgia. Assinalar a efeméride é uma homenagem devida a um gigante das artes plásticas.

Essa não é a minha esquerda

Um social-democrata dificilmente poderá considerar quaisquer verdades como absolutas e, como definitivas, quaisquer formas de organização do poder. Terá sempre tendência a aceitar todas as opções políticas como imprescindíveis à democracia representativa que defende, sem vacilar na defesa do seu ideário. Uma coisa é formular uma antítese para cada tese, método dialético para novas sínteses, único método capaz de procurar outros paradigmas; outra, bem diferente, é abdicar dos valores que nos estruturaram o pensamento e definem o carácter. O antiamericanismo primário, a preferência pelos PRs mais reacionários, a animosidade a presidentes eleitos pelo Partido Democrático e a benevolência relativa à conduta dos Republicanos não acolhem o meu apoio, independentemente de críticas que uns e outros mereçam como líderes da ainda mais poderosa potência mundial e de injustas agressões belicistas a outros países. Nunca esquecerei o contributo americano e o sangue derramado pelos seus soldado

Jorge Coelho

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Vítima de ataque cardíaco, faleceu hoje, aos 66 anos, o antigo governante e uma das mais destacadas figuras do PS. A devoção à causa pública e aos ideais que abraçou fizeram dele uma referência cívica que merece a homenagem dos republicanos, laicos e democratas de diversas tendências. Pela minha parte deixo esta breve referência a quem serviu a causa pública com rara dignidade, dedicação e inteligência. É com mágoa que vejo partir o excelso cidadão e exemplar político, apresentando ao PS as minhas condolências.

Eanes e o Opus Dei – janeiro de 2002

Só o facto de o General Ramalho Eanes não pertencer, nem ter pertencido, nunca, ao Opus Dei – como alega – o podem ter conduzido ao panegírico que fez de Josemaria Escrivá de Balaguer em artigo do Expresso de 5 de janeiro. Carece o general da leitura urgente, entre outros, de dois livros – “O Mundo Secreto do Opus Dei”, de Robert Hutchison e “Uma Vida na Opus Dei”, vivida “do lado de dentro” pela autora, Maria del Carmen Tapia, que trabalhou diretamente com Escrivá. O artigo referido não tranquiliza quem quer que seja relativamente à “associação secreta” que atua “ocultamente, com um máximo de opacidade nos seus assuntos”, como reconheceu o Tribunal Federal Suíço, com sede em Lausanne. Escrivá foi elevado a beato graças à cura miraculosa de cancro da freira Concepcion Boullón Rubio, prima de um ministro de Franco ligado ao Opus Dei, e cuja doença era desconhecida (!) da madre superiora do convento. O processo de canonização foi aprovado em 20 de dezembro de 2001 graças à interces

Turquia - Do meu arquivo

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 Para reflexão atual da mentalidade turca vista pela mulher do Irmão Muçulmano e ambicioso califa Erdogan.