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O carpinteiro José e a pomba – Crónica ímpia

Naquele tempo, em Nazaré, aparava tábuas um carpinteiro, com delongas, que a crise da construção civil perdurava. A cidade regurgitava de taumaturgos, pregadores, profetas e mendigos, eram difíceis os tempos e urgia fazer pela vida.

José, na pacatez de quem se habituara a esperar pelas encomendas, ruminava o desgosto da miséria em que caíra o descendente que lhe diziam ser do rei Salomão, personalidade que ficava bem em todas as árvores genealógicas, mas não mitigava a fome.

Às vezes soía o carpinteiro abandonar as alfaias do ofício e entrar sorrateiramente em casa para solicitar à mulher o cumprimento das obrigações matrimoniais. Demovia-o ela por mor da enxaqueca que a apoquentava, da dor de dentes que lhe provocava a cárie do segundo molar ou do estado de impureza que invocava. E lá voltava o carpinteiro para o ócio da oficina que as encomendas tardavam, e era inútil a faina.

Quando um dia esperava a compreensão da mulher ouviu dela o anúncio da gravidez, o milagre que a própria nã…

Um desenho corrosivo

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Duas fotos de Kim Trump

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Não gosto de ser atropelado por fanáticos

Depois de Nice e Berlim (2010), Estocolmo e Londres (2017), onde veículos movidos a ódio e conduzidos por crentes tresloucados pelos versículos do Corão, assassinaram 108 transeuntes e estropiaram centenas de outros, juntam-se agora 13 mortos (para já) e uma centena de feridos na cidade de Barcelona.

‘Las Ramblas’, que recordo como espaço cosmopolita onde pessoas de todas as idades e das mais diversas proveniências vagueavam durante a noite, gozando a tranquilidade de uma cidade imensa onde a beleza e a cultura as atraíam, ficaram agora manchadas pelo sangue inocente que facínoras de Alá provocaram.

Os 687 jihadistas detidos em Espanha, desde 2010, não foram prevenção bastante para a macabra sucessão de crimes religiosos que o fascismo islâmico prossegue com metódica e implacável regularidade.

Aos 191 mortos da estação ferroviária de Atocha, juntam-se agora os de Barcelona, e já há notícias de mais crimes da mesma inspiração.

Dizer que o Corão é mal interpretado, e reafirmar que o Isl…

BMEL - Programa

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Caros participantes nos encontros “Vozes Vivas”:
Agradeço, em nome da BMEL, terem aderido a esta iniciativa. Eis o programa que seguiremos:
Dia 22 de Agosto, na BMEL:
17.30 horas: encontro dos participantes, breve apresentação de cada um e troca de opiniões sobre as obras escritas.  (Pretende-se que as pessoas se conheçam e troquem informações sobre a criação literária no distrito da Guarda). 19.30 horas: jantar colectivo no Restaurante Alameda (ao lado da BMEL). 21.30 horas:  leitura, por cada participante, de poemas ou excertos de obras de ficção da sua autoria. Tendo em conta o elevado número de participantes cada intervenção não poderá ultrapassar os dez minutos. Chamamos a atenção para a necessidade de cumprir esta indicação para que TODOS possam ter oportunidade de ler parte da sua obra. Esta iniciativa decorre no Auditório Exterior da BMEL.

Temos intenção de promover mais acções deste tipo, usando o mesmo título.
Em anexo segue cartaz para que possam ajudar a promover os Encon…

Reflexão sobre as tragédias

Depois de o Governo e o PR terem restituído ao País um ambiente sem crispação e de se ter esforçado o primeiro a melhorar a vida dos portugueses, fustigaram-nos as habituais tragédias que este ano atingem proporções inauditas.

Sejam os insondáveis desígnios do acaso, a nossa incúria coletiva ou mãos criminosas, a verdade é que os incêndios e as procissões trouxeram ao país a dor, o luto e a desolação.

Podiam, pelo menos os partidos políticos, respeitar a dor e evitar usar as calamidades na luta eleitoral, mas o cinismo e a maldade parecem ser apanágio de quem se alimenta dos desastres e parece ávido de pretextos para conseguir pelo medo o que não consegue pelo mérito.

Quanto aos incêndios parece haver um plano concertado entre as inclemências do clima, o aquecimento global e mãos escondidas por trás das chamas que atearam.

No caso da Madeira, quem se lembraria de que um carvalho bicentenário, frondoso por fora e carcomido por dentro, esperava a hora da devoção para matar e estropiar d…

Trump e a Coreia do Norte

A sobriedade, esse esforço intelectual que se exige na razão direta das responsabilidades que se exercem e dos efeitos que as palavras e ações irrefletidas podem provocar, não é apanágio do atual Presidente dos EUA.

Que o biltre coreano, narcisista e megalómano, sujeite o seu povo a uma tragédia e seja indiferente aos riscos que as suas ameaças, para consumo interno, possam provocar, é um hábito na obscura ditadura que o domínio nuclear tornou perigosa.

Que o PR da nação mais poderosa do Planeta sofra dos mesmos defeitos, transforma o medo em terror, a incerteza em horror e a imponderabilidade em ameaça global.

A Coreia do Norte é um perigo, não só por si, mas pelo apoio que a China e a Rússia lhe podem dar por interesse geoestratégico. Trump menosprezou o silêncio diplomático que as duas grandes potências militares guardaram e, quando ouviu a China a pronunciar-se sobre uma eventual ação dos EUA contra a Coreia do Norte, fez a retirada de sendeiro e …elevou as ameaças (apenas) se o i…