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Luís Montenegro (Luís), um tartufo na Cova da Iria

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Luís Montenegro (Luís), um tartufo na Cova da Iria Nada tenho quanto à fé que leva os peregrinos a Fátima, cabe-me apenas respeitar quem acredita que o Sol bailou ali ao meio-dia e uma senhora de branco saltitou de azinheira em azinheira, para dar recados a três crianças analfabetas, uma que a via e ouvia, outra que via e não a ouvia e a terceira que não a ouvia nem via, e também acreditava. O negócio da fé católica da mais lucrativa sucursal portuguesa prospera no local que o cónego Manuel N. Formigão, o Quarto Pastorzinho, transformou de local de pastoreio em lucrativo segmento do sector terciário com a criativa atualização dos milagres de Lourdes. Hoje já não é o espaço de luta contra a República, primeiro, e o comunismo, depois, é agora um dos grandes destinos do turismo pio e o local onde rumam angústias e ansiedades dos que sofrem, para levar oferendas e orações. Misturados com os crentes, anónimos e discretos, fazem-se fotografar tartufos e outros oportunistas. Não sei se ...

Manuel Alegre -- No 90.º aniversário do poeta

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Homenagem ao intelectual, político e antifascista, que fez a síntese da beleza da língua com a poesia, o pensamento e o combate democrático. Manuel Alegre não é apenas um dos maiores poetas da língua portuguesa, é o exemplo de resistente que aos 90 anos continua o combatente da liberdade e um dos maiores vultos civis da Revolução de Abril.

Vital Moreira --- Um esclarecimento indispensável.

sexta-feira, 8 de maio de 2026 Um pouco mais de jornalismo, sff (32): Aceitar acriticamente a narrativa de Ventura Publicado por  Vital Moreira Causa estranheza a forma acrítica como os jornalistas dão curso às barbaridades políticas do Chega, como  sucede agora em relação à  reação de Ventura à decisão do Tribunal Constitucional que, novamente por unanimidade, voltou a "chumbar" a pena de perda da nacionalidade  nos amplos e discriminatórios termos novamente propostos pela coligação de direita na AR. Como jurista que é, o líder do Chega sabe bem duas coisas: - que uma eventual confirmação parlamentar (até hoje nunca verificada) de uma lei julgada inconstitucional não impõe a sua promulgação, e que nenhum PR alguma vez o faria; - que não pode haver referendos sobre uma solução inconstitucional, pois o Tribunal Constitucional o impediria na fiscalização preventiva obrigatória. Por conseguinte, por mais que Ventura "esperneie" a sua ira num  show-off  para os...

Passos Coelho, o Desejado para substituir Montenegro.

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Passos Coelho, o Desejado para substituir Montenegro. Antes de ser PM, pensei que Passos Coelho era ignaro, a roçar o analfabeto. Ignorava o currículo de gestor, como paquete de Ângelo Correia, e não adivinhava no cantor lírico, que Filipe La Féria enjeitou, mais do que a criação de Miguel Relvas e Marco António, treinado na madraça da JSD. Não vi o génio do criador da escola de técnicos de aeródromos e heliportos da Região Centro, para formar mais de mil especialistas, escola que, após a concessão das verbas pelo Secretário de Estado, Relvas, não certificou um único. E o apego à Tecnoforma e à AR, esta em dedicação exclusiva e simultânea, fê-lo esquecer as obrigações fiscais. Passos Coelho, entre 1999 e 2004 fintou a Segurança Social, invocando que «ignorava que era para pagar» e, de 2002 a 2007, foi acossado com, pelo menos, cinco processos de contraordenação e de execução fiscal. Os inimigos políticos de Passos Coelho pretendem apresentá-lo como delinquente fiscal e marginal...

José Sócrates -- Clara Ferreira Alves

"MEMÓRIAS PARA QUE A MEMÓRIA NÃO SE APAGUE. A HISTÓRIA UNIVERSAL DA INFÂMIA por Clara Ferreira Alves ___________________________________ Entre os portugueses e a luxúria do poder, Passos Coelho escolheu o poder. Fica registado. «Este Governo, o de Pedro Passos Coelho, nasceu de uma infâmia. No livro "Resgatados", de David Dinis e Hugo Coelho, insuspeitos de simpatias por José Sócrates, conta-se o que aconteceu. O então primeiro-ministro chamou Pedro Passos Coelho a São Bento para o pôr a par do PEC4, o programa que evitava a intervenção da troika em Portugal e que tinha sido aprovado na Comissão Europeia e no Conselho Europeu, com o apoio da Alemanha e do BCE, que queriam evitar um novo resgate, depois dos resgates da Grécia e da Irlanda. Como conta Sócrates na entrevista que hoje se publica, Barroso sabia o quanto este programa tinha custado a negociar e concordava com a sua aplicação, preferível à sujeição aos ditames da troika, uma clara perda de soberan...

Humor

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É fácil acreditar!  

Curiosidades

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  Isto explica muita coisa,

10-05-1994

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10-05-1994 Há 32 anos tornou-se PR da África do Sul o maior vulto político do continente africano. Ficou na História como referência ética, cívica e política para África e para o Mundo. Em 1987, o PM português, Aníbal Cavaco Silva, mandou votar contra uma resolução da ONU que exigia a sua libertação incondicional, opondo-se apenas ao lado dos EUA, de Reagan, e do R.U., de Thatcher, numa votação que registou 3 votos contra, 129 a favor e 23 abstenções. Foi a pequenez de um paquete de Reagan na raiva comum ao Homem, numa atitude que ficou como opróbrio para Portugal.

O dia da Europa – A Europa somos nós

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O dia da Europa – A Europa somos nós Quando a Europa parece condenada a mergulhar na noite, esquecida do Renascimento, do Iluminismo, da Revolução Francesa e das raízes greco-romanas que lhe moldaram o carácter e a trouxeram à vanguarda da civilização, é altura de celebrarmos os princípios humanistas, democráticos e fraternos que, embora debilitados, hão de subsistir. Instituído em 1985, o Dia da Europa celebra a proposta do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros francês Robert Schuman, que, a 9 de maio de 1950, cinco anos depois do fim da II Guerra Mundial propôs a criação de uma Comunidade do Carvão e do Aço Europeia, precursora da atual União Europeia. Discordo dos que são contra a União Europeia, reconhecendo-lhes o direito, e divirjo dos que dizem, Europa sim, mas não esta, como se não pudesse haver outra dentro desta, com o urgente aprofundamento da integração económica, social e política, que permitisse reduzir as diferenças entre os países e dentro de cada um deles. ...

A FRASE:

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A FRASE: «Se a UGT subscreveu no passado reformas gravosas para os trabalhadores, porque não subscreve esta?» (Maria do Rosário Palma Ramalho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, de Luís Montenegro). Apostila – Ouve-se e não se acredita!

Há 81 anos – A vitória sobre o nazi/fascismo (texto atualizado)

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Há 81 anos – A vitória sobre o nazi/fascismo (texto atualizado) Em 8 de maio de 1945, a Alemanha rendeu-se aos aliados ocidentais e, no dia seguinte, à URSS e seus aliados do Leste, terminando a maior e a mais trágica guerra de sempre, ainda que a Guerra só terminasse de jure com a posterior rendição do Japão. Acabou nesse dia a 2.ª Guerra Mundial na Europa. Dez dias antes, em Itália, Mussolini fora julgado sumariamente e fuzilado com a amante, Claretta Petacci. Dois dias depois, Hitler suicidou-se com um tiro na cabeça, e a sua mulher, Eva Braun, com a ingestão de uma cápsula de cianeto. O Alto Comando alemão, gorada a tentativa de assinar a paz com os aliados ocidentais, rendeu-se, sem condições, em 8 de maio de 1945. Nesse dia começou o fim do pesadelo que o nacionalismo, a xenofobia e o racismo provocaram, desde o dia 1 de setembro de 1939, com a invasão da Polónia, perante a conivência de muitos polacos. A Alemanha, ignorando o tratado de Versalhes, começou a guerra de expa...

Surpresas

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Se o ridículo matasse! O álcool é tramado!  

Memórias

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Eu também não,  

O medo…

O medo… Quando o medo nos tolhe, porque é incerto o futuro, precário o emprego e desmedida a insegurança, a primeira vítima é o carácter. Perdemos o amor-próprio e descremos do futuro, arruinamos a confiança e duvidamos da sobrevivência, deixamo-nos tomar pelo medo e acabamos em pânico. Vão maus os tempos, parece que a vocação suicida vai tomando conta de nós. Os novos anseiam por um lugar e os velhos temem que os abandonem. A cultura é um luxo que a vida atual dispensa, a leitura um capricho que alguns teimosos ainda ousam e a arte uma atividade supérflua à espera de outros dias. As guerras que outrora eram castigos de um Deus vingativo, sinal de que bruxas, judeus e hereges ofendiam o deus de Abraão, servem agora para nos distrair da governação, e o medo para nos remetermos ao silêncio. O medo é a arma contra a dignidade. E o medo, um medo que não é irracional, tolhe-nos primeiro a coragem, corrompe-nos depois a dignidade e, finalmente, mata-nos. Com os sucessivos eclipses da...

A UE, o rearmamento e o futuro

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A UE, o rearmamento e o futuro Tenho como certo que o futuro de Portugal nunca será melhor fora da UE ou sem a UE, e aceito a legitimidade dos titulares dos seus órgãos, ainda que a forma de indigitação se altere na desejável federalização. São a escolha dos governos que cada país elege. O que condeno é o desprezo das opiniões públicas nas decisões, a opacidade e ausência de discussão, quanto às despesas militares e à liderança da UE num assunto que só lhe caberia se dispusesse de Forças Armadas próprias. Insistir em gastar 5% do PIB em Defesa é comprometer a saúde, a educação e segurança social da UE por imposição do seu maior inimigo, Donald Trump, através do respetivo capataz, Mark Rutte. O bom-senso da Espanha, hoje o grande ator europeu, com pensamento próprio, já teve o mérito de fazer refletir outros países em relação aos EUA cujos interesses divergentes e decisões irrefletidas merecem distanciamento, mas a corrida armamentista prossegue sem que os cidadãos tenham sido ouv...

Cavaco, a ética e a gralha

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Cavaco, a ética e a gralha Há 1 ano, o inefável Professor Aníbal, que nunca faltou com o seu indefetível apoio aos líderes mais à direita do PSD, na véspera das novas eleições que Montenegro provocara, surgiu a atribuir-lhe “qualidades claramente superiores” e, pasme-se, a louvar-lhe a ética. Quanto a esta última qualidade, que o PM oculta com o mesmo desvelo com que omite os clientes e as atividades da Spinumviva, a afirmação do Professor Aníbal diz mais sobre as suas exigências do que sobre o comportamento de Luís Montenegro. A SIC-N para defender então a ética de Montenegro até legendou com uma deliciosa gralha o nome da testemunha abonatória.

O comportamento do PR. Uma oportuna crítica.

segunda-feira, 4 de maio de 2026 O que o Presidente não deve fazer (5): "Promulgação à Marcelo" Publicado por  Vital Moreira O jornalista do  Expresso  tem razão quando qualifica como  "promulgação à Marcelo"  a prática de AJS de acompanhar a promulgação de atos legislativos com comentários seus de demarcação política. Com efeito, foi o PR antecedente que tornou habitual esta ilegítima prática presidencial, que tantas vezes critiquei. Quem confiou no abandono dessa errada prática presidencial pelo novo Presidente, como foi o meu caso, claramente enganou-se. O que custa a compreender é que, como PR vinculado à Constituição (que jurou respeitar), Seguro não se dê conta de três coisas elementares no nosso sistema constitucional:  (i)  que as opções legislativas são exclusivas da AR e do Governo, e que o PR não tem direito de voto nem poder de declaração de voto pública (separação de poderes  oblig e);  (ii)  que as leis não precisam de asse...

Salazar, o governante sério

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Salazar, o governante sério Uma mentira pode ser repetida até ao infinito, e não se torna verdade. Há quem chame ao abutre de Santa Comba, estadista; incorruptível, ao verme de S. Bento; honesto, ao infame que a censura, a Pide e a Legião permitiram que a cadeira resgatasse a honra que os portugueses não puderam. O ex-dirigente do CADC não tratou da vida, mas tirou-a a muitos. O ódio à liberdade, aleitado no seminário e assanhado no poder, fez dele uma referência fascista europeia, o delinquente que conduziu o País a uma guerra colonial, durante 13 anos, o facínora que demitiu insignes professores, prendeu democratas e assassinou adversários. Já poucos recordam as eleições de Humberto Delgado, onde foi defraudada a vontade popular e enxovalhada a honra do país. Em 1958, durante a campanha eleitoral, publicou o decreto-lei que proibiu a oposição de fiscalizar o funcionamento das mesas de voto. Foi assim que Américo Tomás, o fascista que indigitou, foi declarado vencedor nas eleições con...
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O 25 DE ABRIL DE PASSOS COELHO HÁ 11 ANOS Pedro Passos Coelho era primeiro ministro em 2015. Ao contrário de Montenegro, que se apresenta na cerimónia Parlamentar no dia 25 de Abril sem cravo (nem no peito nem na mão, talvez apoiando a desavergonhada posição da extrema direita parlamentar) Passos Coelho ornamentou a banda do seu casaco com o cravo vermelho numa atitude (digo eu) de fingimento perante a data que ele não gosta. Então, fiz este desenho.
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  PUNHO CERRADO Quando Donald Trump tem gente à sua frente e abre a boca para debitar basófias a serem ouvidas por quem habitualmente o segue e aplaude tudo quanto o ignorante e narcísico personagem deixa sair da cloaca, habitualmente levanta o punho direito cerrado… mas duvido que o coitado faça alguma ideia do que está a fazer… é como se esticasse o dedo do meio e o exibisse como saudação!… O punho direito cerrado e levantado é um símbolo de solidariedade e apoio. Também é usado para expressar unidade, força, desafio e resistência… mas nunca o foi pela Direita que ele representa. O punho cerrado, como símbolo, identifica a Esquerda. A saudação remonta à antiga Assíria como símbolo de resistência perante a violência. Começou a ser usado como logotipo pelos trabalhadores em 1917, e foi popularizado na Guerra Civil Espanhola (1936-39) pela facção Republicana como saudação da Frente Popular Antifascista, sendo adoptado por socialistas e antifascistas de toda a Europa. É usado por act...