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Gays, homofobia e minorias

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Há dias, em Coimbra, junto de um conhecido centro comercial, um casal de jovens gays despediu-se com um beijo, uma manifestação de ternura que incomodou um casal e dois filhos adultos, do sexo masculino, que assistiram ao cumprimento.

Não gostar de ver homens a beijarem-se é um direito, mas agredi-los de forma selvagem é um crime cuja impunidade pode transformar em hábito uma manifestação primária de intolerância, no caso uma agressão que exigiu intervenção hospitalar com uma sutura de vários pontos à cabeça de uma das vítimas.

A notícia foi dada por diversos jornais, locais e nacionais, mencionando os agressores como sendo de etnia cigana, o que é raro na identificação de minorias.

Reconheço que eu próprio, indiferente ao politicamente correto e calejado com insultos e ameaças, considerando aceitáveis os primeiros, esforço-me para evitar escrever sobre assuntos que incitem ao racismo e à xenofobia. É, aliás, a razão que me leva a denunciar facilmente a intolerância do catolicismo, q…

Espanha – Pablo Casado, Franco e o PP

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O candidato mais reacionário dos que buscam suceder a Rajoy na liderança do PP é um digno herdeiro de Aznar, pétreo franquista ligado ao Opus Dei, pioneiro da decadência ética que atolou o partido na maior teia de corrupção dos partidos espanhóis, e mecenas da Fundação Franco, com dinheiros do Estado.

Pablo Casado merece ganhar o partido que Rajoy ainda procurou desviar do falangismo. É dissimulado e cínico. Afirma que não gastaria 1 € a exumar Franco, e que as famílias dos cerca de 100 mil desaparecidos em valas comuns, ‘assassinados pela ditadura’ (não usou estas palavras, mas foi a realidade), podem ser reclamados pelos familiares.

A trasladação do genocida Franco, do Vale dos Caídos, é o cumprimento da decisão que foi tomada por unanimidade parlamentar, por mais hipocrisia e vergonha com que o PP a tenha votado. Há aí muitos milhares de vítimas do franquismo em valas comuns, a que foi juntar-se o seu carrasco, com honras de Estado, guarda de honra, orações e missas solenes. Os mo…

A impunidade do franquismo

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O Governo andaluz aplicará a Lei de Memória se a Irmandade de Macarena não trasladar voluntariamente os restos de Queipo de Llano.


Centenário do nascimento de Nelson Mandela

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Em 18 de julho de 1918 nasceu o maior vulto do continente africano dos últimos cem anos.

O prisioneiro 46 664, foi o símbolo dos que não desistem de transformar o Mundo e deixar um país livre e multirracial. O primeiro presidente da África do Sul, condenado a prisão perpétua, resistiu ao cativeiro 27 anos, e ao ódio e à vingança o resto da sua vida.

Distinguido com o Prémio Nobel da Paz, foi maior o prestígio que conferiu ao Prémio do que este ao premiado. Paladino da liberdade e o grande obreiro da transição pacífica de um regime racista e colonialista para um país multicultural e multirracial – a África do Sul –, permanece a maior referência de África e uma das maiores figuras da Humanidade.

Faleceu aos 95 anos esse gigante da História cuja grandeza ética, inteligência e sensibilidade o distanciaram dos dirigentes políticos do seu tempo, deixando-nos a esperança de um mundo onde não seja possível a discriminação por razões de raça, religião, sexo ou convicções políticas.

A grandeza…

Um desenho que supera uma análise

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A baixeza ética de Marques Mendes

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Nos fogos cá houve “amadorismo”. Na Tailândia houve “profissionalismo”.

Na homilia paga pela SIC, o ex-presidente do PSD e atual Conselheiro de Estado, convidado pelo PR, fez uma comparação obscena entre o êxito do salvamento das crianças de uma gruta na Tailândia e o fracasso do Governo português na tragédia dos incêndios do verão passado.

Foi uma baixeza ética à sua altura.

Marques Mendes lembrou uma epopeia que salvou 13 crianças, e esqueceu a ajuda internacional e as tragédias que a inclemência do tempo tem provocado na Tailândia ao longo dos anos.

É previsível que Marques Mendes seja o moço de recados do PR, mas, desta vez, a vileza de tão soez comparação tem de ser da sua lavra, embora chamusque o PR enquanto o mantiver no Conselho de Estado.

É difícil ser paquete de Belém sem comprometer o inquilino, mas não é saudável para o País a guerrilha feita através de fauna necrófaga, com propaganda sob o pseudónimo de ‘opinião’.

Tal como sucedeu com Dias Loureiro, talvez Marques Mendes…

A confissão está obsoleta?

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Na Idade Média, e ainda no século passado, a confissão era mais do que um sacramento, era a arma que a Igreja usava para estar bem informada, um instrumento da sua política secular, um manancial de informações para os seus serviços secretos.

Hoje, com os padres em vias de extinção, os pecados isentos de sanções penais e os crentes a dizerem apenas o que lhes convém, nem os padres têm paciência para substituir os psicólogos, nem os confessionários se mantêm como postos de recolha de informações.

Há que dizer depressa os pecados para evitar o risco de a absolvição ser dada antes da confissão.