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Eleições europeias_2019

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Nunca as eleições europeias foram tão importantes como as atuais e tão desinteressantes como as tornaram os candidatos a eurodeputados.

Os portugueses, sobretudo os europeístas convictos, os que não se refugiam na desculpa de quererem a União Europeia, mas não esta, como se a que existe não resultasse das escolhas eleitorais dos países que a integram, sentem-se frustrados com os temas alheios ao nosso futuro comum.

A UE não pode alhear-se da guerra comercial entre os EUA e a China nem da influência de Trump e Putin a favor da extrema-direita. Enquanto a Polónia e a Hungria arruínam o Estado de direito democrático, estas eleições passam ao lado dos direitos humanos, das alterações climáticas, da erradicação dos paraísos fiscais, da imigração de que necessita e da exigência de respeito, a quem chega, pelo seu ethos civilizacional.

Os candidatos estão mais empenhados nas lutas internas dos seus partidos nacionais do que na afirmação de posições ideológicas perante os grandes problemas q…

Efeméride - A extinção da Sociedade Portuguesa de Escritores (SPA) e a violência fascista

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A SPA, criada por iniciativa de Aquilino Ribeiro e Ferreira de Castro, que se dirigiram aos seus confrades, teve homologação legal em 4 de julho de 1956, quando o direito de associação não passava de um favor precário da ditadura.

Depois de extinta, por despacho de 21 de maio de 1965, pelo Ministro da Educação Nacional, Inocêncio Galvão Teles, os esbirros da ditadura fascista assaltaram a SPE, na sequência da atribuição do Grande Prémio de Novelística a Luandino Vieira, autor do livro «LUUANDA» preso político encarcerado do campo de concentração do Tarrafal, entretanto reaberto por Adriano Moreira, essa referência da democracia e do CDS.

A sede da SPE foi assaltada por 50 “desconhecidos” (polícias à paisana) que destruíram todo o seu conteúdo. No dia seguinte, 22, há 54 anos, quatro membros do júri, Manuel da Fonseca, Augusto Abelaira, João Gaspar Simões e Fernanda Botelho foram mandados comparecer na sede da PIDE durante todo o dia.

Manuel da Fonseca e Augusto Abelaira foram presos,…

Humor

Acabada de receber de um velho amigo:

UMA FILHA MANDA UM EMAIL AO SEU PAI

"Querido pai, estou  apaixonada por um rapaz que vive longe de mim. Como sabes, eu estou na  Austrália oriental e ele vive em Nova Iorque. Conhecemo-nos num  chatroom e fizemos amizade no Facebook. Conversamos largas horas no  Whatsapp, propôs- me em casamento pelo Skype e temos dois meses de  relação através do Viber.

Paizinho, preciso que me dês a tua Bênção. "

Resposta do pai:

"Wow, isto realmente é incrível! !

Então, casa-te pelo Twitter, divirtam-se pelo Tango, mandem vir os vossos filhos pelo Amazon e paguem com o Paypal.

Assegurem -se de terem bons Androids e ampliem o Wi -Fi para que a  comunicação seja boa. E se em algum momento te fartares do teu marido,  vende-o no Ebay!"

O PSD e o TGV

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Durão Barroso estudou na cartilha de Mao e aprendeu nos salões de chá ingleses, que ora frequenta ao serviço do banco Goldman Sachs, a ver as armas químicas de Saddam Hussein.
Já poucos se lembram da promessa de Durão Barroso, de que enquanto houvesse uma criança sem médico, não haveria TGV no País em que o PSD tinha votado contra a criação do SNS.
Depois, esquecido da promessa eleitoral, quando rejubilava com a invasão do Iraque, assinou cinco contratos de linhas de TGV a que não faltou a do Porto/Tuy, enquanto o País ficou mais periférico sem ligação ferroviária rápida a Espanha e à Europa.
Hoje, sem os avultados subsídios então disponíveis para as ferrovias de alta velocidade, estamos cada vez mais dependentes dos transportes rodoviários, da chantagem das empresas de transporte rodoviárias e de energias poluidoras. Dos TGV de Durão Barroso resta a versão da foto, lenta e melancólica, a ligar a Lousã a Coimbra.

O suicídio eleitoral de Paulo Rangel

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A entrada de Passos Coelho na campanha para as legislativas, a pretexto das próximas eleições para o Parlamento Europeu, descrito como peso-pesado, foi o melhor que podia ter acontecido aos partidos que apoiaram o atual Governo, especialmente ao PS.

Se, até agora, os dislates de Paulo Rangel eram tomados como ruído eleitoral, agora será visto como candidato de Passos Coelho, um ativo tóxico do PSD, ainda não esquecido, quer quanto aos problemas fiscais, quer quanto à administração da Teconoforma e aos fundos recebidos do secretário de Estado, Miguel Relvas, cuja devolução, por burla, a União Europeia exigiu.

Passos Coelho não é uma figura irrelevante, seja como catedrático no mundo académico ou como ex-PM na política. O prestígio é equivalente em ambos os casos.
Para que os partidos de esquerda tenham uma ampla maioria já bastam os candidatos da direita, mas para que se dilate, depois da ajuda de Passos Coelho, só falta que o ex-acionista da SLN/BPN se junte à campanha.

Passos Coelho…

As eleições europeias e a retórica partidária

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Quem chegue agora a Portugal e assista à campanha em curso, há de julgar que a União Europeia está domiciliada em outro continente, que o substantivo é um erro semântico e o adjetivo um equívoco geográfico.

Parece não haver interesses comuns, como se o espaço da UE não fosse já demasiado exíguo para a resolução dos problemas globais onde se joga o futuro do Planeta e a vida na Terra.

Quem siga com especial atenção a campanha desta direita onde sobressaem Nuno Melo e Paulo Rangel verá que os seus adversários eleitorais são Jerónimo de Sousa, Catarina Martins e, sobretudo, António Costa e os problemas da UE são os incêndios florestais, o julgamento de Sócrates e as estradas que os industriais de rochas ornamentais colocaram em risco. São bombeiros frustrados com vocação de pirómanos.

A Sr.ª Merkel, na Alemanha, preocupa-se com o perigo da extrema-direita, que ameaça a Europa, e a direita portuguesa vê perigos imaginários na extrema-esquerda que povoa as suas cabeças. Nuno Melo, pensa q…

Um bispo do Concílio de Trento

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Que o Sr. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa pela graça de João Paulo II, tenha como opção política a extrema-direita, é um direito que os democratas não podem negar, nem a fascistas, muito menos a um cripto-fascista.

Que o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, comprometa a Igreja católica, quando um único bispo, ao que julgo saber, o General Januário Reis Torgal, reformado das Forças Armadas e bispo emérito, contestou a reiterada propensão reacionária do prelado alfacinha, é sinal de que a Igreja católica ainda se rege pela Contrarreforma.

Em plena época eleitoral, foi de mau gosto o comício do dia 13 de maio, presidido por um purpurado importado das Filipinas, para proferir diatribes contra o comunismo, sob o alibi de que a alegada aparição de uma virgem, há 102 anos, saltitando de azinheira em azinheira, na Cova da Iria, veio prevenir três pastorinhos dos perigos do comunismo.

Enquanto o Papa Francisco, impotente para travar os milagres dos defuntos que a Igreja quer d…