Portugal, a Silly season e o Luís Já não há nenhum mês tão silly como antigamente e, por mais que pareçam silly todos os meses, é inglório o esforço para reabilitar o período de veraneio. O Luís prometeu ficar a trabalhar e o país tremeu de pavor com a ameaça. Valeu-nos o Correio da Manha, um órgão cujo til é adereço redundante, a tranquilizar a Pátria com fotos dos dois sócios, o Luís e o Hugo, a mergulharem nas mansas ondas do Algarve. A bem dizer, não são férias. Para gestores imobiliários o Algarve é local de trabalho, o sítio para encontrar colegas e clientes, indigno de quem considera a Pátria demasiado pequena para tão ilustres peitos lusitanos. Há de ter sido um regalo vê-los desaparecer nas ondas, com um alívio logo desmentido. Eles sabem nadar, o Hugo voltará sem perder a pulseirinha que lhe serve de amuleto e o Luís, exímio atleta, é hábil a navegar em terra, mar e ar. Enquanto os dois sócios trabalham em calções de banho, em Lisboa o MAI derrete com a canícula e...