Donald Trump e o Irão
Donald Trump e o Irão O memorando de entendimento entre os EUA e a Irão, eventualmente a ser assinado na próxima sexta-feira, foi um excelente pretexto para aliviar o garrote à economia global, em particular à da Europa, e, sobretudo, para pôr termo à carnificina no Irão. Ainda que o memorando seja assinado e que o Irão desista das armas nucleares, o que se torna difícil, depois da invasão, é remota a hipótese de garantir a liberdade de navegação no estreito de Ormuz, liberdade que existia antes e o direito internacional exige. O que já se pode garantir é a capitulação dos EUA perante o Irão, a lembrar o Vietname, e a emergência da hegemonia iraniana no mundo árabe com bases americanas em risco e Israel rodeado de inimigos, por mérito próprio, sem contar com o pior, o governo de Netanyahu. Os países que tinham nos EUA um amigo preferencial e as suas bases como garantia de defesa, passam a encarar o aliado como perigoso e tóxico. Ao contrário dos que se regozijam com a justa der...