Direitos individuais, religiões e política
Direitos individuais, religiões e política Herdámos da ditadura a intolerância, os interditos e a vocação censória. Uns por falta de idade, outros de memória, outros ainda, por preconceitos, todos parecem dispor de uma lista de matérias que não podem ser objeto de contestação, censura, ironia ou caricatura. Ai de nós se desistirmos de censurar, gozar, achincalhar ou combater aquilo de que não gostamos, ou até gostamos, ou defender o que entendermos. Quando desistirmos de usar um direito, alguém se encarregará de o revogar. Ai de nós se não pudermos combater as religiões, os sistemas políticos, as tradições e a liturgia que lhes anda associada! Deus e o Diabo, os homens e os seus interditos, têm de ser discutidos para não sermos escravos de preconceitos, verdades únicas e do statu quo , isto é, para evitarmos ser dissimulados, invertebrados e subservientes. Combater, ridicularizar e censurar são direitos individuais. Que seria da democracia se não pudéssemos combater o comunismo...