Divagando 36 Com a Europa devastada por incêndios, a indústria em crise e a economia mundial em vias de colapso, a guerra é a obsessão que domina as mentes formatadas por perversos algoritmos e pela pulsão suicida que alastra entre os povos. Que importa a degradação do ambiente, a exaustão da fauna marítima, a devastação das florestas ou a inanição que atinge milhões de pessoas? Que raio de preocupação é essa com o aquecimento global, a exaustão dos solos, as pandemias, a falta de recursos para necessidades básicas quando um mundo maravilhoso está ao nosso alcance com drones inteligentes, robôs, mísseis e toda uma parafernália bélica capaz de destruir o mundo? Quando faltarem os alimentos e a água, o que ora falta a muitos, já não estaremos cá e o progresso não pode parar, o PIB estagnar e a acumulação do capital ser interrompida. O que é preciso é derrotar os inimigos, matar os maus, apoiar os bons e fazer o que nos dizem ser o nosso dever. Condenar o genocídio em Gaza...