Mensagens

Direitos individuais, IVG e direitos da Mulher

Imagem
Direitos individuais, IVG e direitos da Mulher Os direitos individuais são difíceis de conquistar, e quando se referem às mulheres são difíceis de manter. Os genes reacionários de uma História de autoritarismo e repressão podem manter-se aquietados algum tempo, mas explodem na primeira oportunidade. O país parece ter esquecido o direito à eutanásia que ainda não se tornou realidade. Já goza de consideração social o homem que conspirou contra o direito à IVG e impediu a entrada em vigor do direito à eutanásia, enxovalhado por uma cunha para uma consulta médica e já absolvido do atraso nos direitos individuais a que quis condenar Portugal e do golpe que dissolveu um governo de maioria absoluta. A lei da IVG era pacífica e já considerada irreversível, até por obrigações internacionais contraídas a nível da UE, mas esquecemo-nos das conspirações urdidas nas alfurjas das sacristias e nos antros políticos da direita confessional e anacrónica. O movimento contra a IVG ressurgiu da hibernação ...

A UE e o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento

Imagem
Parabéns, TPI! O Parlamento Europeu acertou e o TPI honra a decisão.

IVG -- A escalada reacionária contra os direitos da mulher

Imagem
Se o aborto tivesse efeitos retroativos esta plateia ficaria mais reduzida.  

Jorge Silva Carvalho, um ex-espião, perigoso ideólogo e polícia reformado

Imagem
Jorge Silva Carvalho, um ex-espião, perigoso ideólogo e polícia reformado O ex-dirigente do SIS e diretor-geral do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), tem participação regular na CNN, no programa «Confidencial», na qualidade de “Especialista em Assuntos de Informação e Defesa». Ilibado no “Caso das Secretas”, foi ainda como especialista em assuntos de Informação, mas por atividade indevida (acesso ilegítimo a dados bancários e de faturação telefónica detalhada do jornalista Nuno Simas, bem como desvio de relatórios internos, incluindo o relatório a Francisco Pinto Balsemão), * condenado a quatro anos e meio de prisão. No programa de ontem, a pretexto das manifestações em Portugal, relativas ao problema da habitação, teceu considerações, que ouvi na íntegra e me levaram a pensar que estava ainda no salazarismo e na propaganda anticomunista do pós-guerra. Falou de Lenine, de manuais terroristas e dos malefícios soviéticos, como se a Rússia ainda fosse comunista ...

Argentina

Imagem
O MARGINAL Um PR eleito por Trump, uma referência para a Iniciativa Liberal, um troglodita.  

Sebastião Bugalho, porta-voz do PSD

Imagem
Sebastião Bugalho, porta-voz do PSD Uma grande humilhação para Sebastião Bugalho, uma enorme vergonha para o PSD e uma colossal satisfação para as forças progressistas portuguesas. Um dos mais reacionários e mediáticos dirigentes do PSD de Montenegro, seu homem de confiança, averbou uma derrota pessoal e política capaz de destruir as ambições do promissor quadro do parti do.

A crise da habitação e a responsabilidade dos governantes

Imagem
A crise da habitação e a responsabilidade dos governantes É preciso ser muito sectário para atribuir aos governos AD todas as responsabilidades nos problemas da habitação, mas só a absoluta falta de vergonha permite enjeitá-las no seu agravamento. Quem ouvir os membros dos governos que Montenegro herdou da rifa organizada em Belém, por Marcelo e Lucília Gago, julgará que a Lei Cristas foi obra do PS. E, quem ouvir Carlos Moedas, o homem que agilizava negócios (Ricardo Salgado dizia: ativem o Moedas!), pensará que não há mal que não seja herança do PS, logo em Lisboa, onde o problema atinge maior acuidade. Um cidadão desprevenido não imagina que o dissimulado edil desprotegeu Lisboa com cedências aos interesses imobiliários que transferiram casas do mercado tradicional para o Alojamento Local cuja regras flexibilizou. Na desfaçatez, Moedas é incapaz de admitir a sua oposição ao arrendamento coercivo, e não pode negar que há milhares de casas vazias cujos proprietários se recusam...

José Sócrates -- A guerra na Ucrânia (Artigo publicado em ICL Notícias - (12 de outubro de 2026))

Imagem
"José Sócrates – Primeiro-ministro de Portugal, de 2005 até 2011 A guerra, a verdade e o silêncio  Reconhecer a responsabilidade pela guerra não resolve, por si só, o problema de saber como terminá-la A guerra, a verdade e o silêncio Há qualquer coisa de estranho e de extraordinário na maneira como a Europa fala da guerra da Ucrânia. Uma guerra que dura há mais de quatro anos, que destruiu cidades, devastou uma economia e sacrificou incontáveis vidas humanas parece ter produzido no espaço público ocidental uma unanimidade quase perfeita. Da esquerda à direita, dos governos às redações dos jornais, dos comentadores militares aos especialistas em geopolítica, repetem-se as mesmas certezas, os mesmos juízos morais, as mesmas fórmulas. Como se a complexidade da história tivesse sido abolida pela evidência do agressor. Como se condenar uma invasão dispensasse a obrigação de pensar. Pequeno exemplo. Iulia Mendel, antiga porta-voz do presidente Zelensky, escreveu recentemente u...

TAP

Imagem
  História recente em desenho.

Lula da Silva

Imagem
A grandeza ética não garante a vitória.  

A guerra na Ucrânia

Imagem
A guerra na Ucrânia «A pergunta certa: Podem e querem os países da UE continuar a suportar os custos desta guerra?». O meu post de ontem, com a pergunta em epígrafe, teve os mais opostos comentários e os estados de alma mais exacerbados. Não esperava que me exigissem opinião sobre a solução do conflito para o qual só vejo, como muitas vezes afirmei, a capitulação da Ucrânia ou da Rússia, sem que a paz, como sempre desejei, pareça possível de outro modo. Começo por repetir o que várias vezes afirmei, que o invasor foi a Rússia, um País com uma autocracia e um líder autoritário. Dito isto, poupo os leitores à explicação das causas do conflito e à história da geometria variável da Ucrânia, bem como à situação de discriminação dos russos que ficaram no perímetro da Ucrânia independente. Não exijo a ninguém que pense como eu e aceite que a minha posição é a melhor, o que não quero é ser porta-voz de ninguém ou apoiante de um dos nacionalismos que servem conflitos geoestratégicos g...

A pergunta certa

Imagem
Podem e querem os países da UE continuar a suportar os custos desta guerra?  

Manifestações em Portugal

Imagem
A resposta aos problemas. Além da polícia, claro!  

Deixem trabalhar o Luís!

Imagem
Deixem trabalhar o Luís! Com a Pátria esquecida de que tem Presidente da República, algures em Belém, o PM anda lá fora a abanar a cabeça às decisões monotemáticas da senhora Von der Leyen, enquanto a Europa está em guerra contra a degradação do ensino, a falta de habitações e o aumento do custo de vida. Em Portugal, com algum atraso e mais significativo comedimento, também saem à rua jovens a quem mingua a paciência e a esperança, com a polícia a mostrar que rivaliza em testosterona com as congéneres europeias, vítimas de violência dos manifestantes. Com os desacatos que grassam na Europa, a tragédia de guerras infindáveis e o preço dos combustíveis que não para de subir, os portugueses vão-se esquecendo da política autóctone que parece saída da aliança Chega / IL executada pelo governo do PSD. Com uma Justiça onde os suspeitos vitalícios se multiplicam sem que saibam o objeto da suspeição, valem-nos os esforços do Governo para aliviar os Tribunais. A avaliar pela imprensa, ...

Deixem o Luís trabalhar!

Imagem
Deixem o Luís trabalhar! Esforços do Governo para aliviar os Tribunais. O primeiro prémio saiu ao Governo: Pinto Luz e Luís Neves.

Manifestações populares – O adágio e a frase

Imagem
«A corda tanto estica até que parte. (Adágio)

União Europeia

Imagem
A UE reuniu ontem, sob a presidência de Zelensky, e prometeu à Ucrânia todo o apoio financeiro de que precisa para continuar a guerra e a futura integração.

Cartune

Imagem
                                                                                                                                     Cartune de Varella

«Os três da vida airada, Cocó, Ranheta e Facada»

  «Os três da vida airada, Cocó, Ranheta e Facada» Por Onofre Varela O título desta crónica remete para o clássico trio celebrizado no final do século XIX pelos desenhos satíricos de Rafael Bordalo Pinheiro (nesta data próxima do Dia Nacional da Banda Desenhada , o 18 de Outubro), e que no meu tempo de criança ainda era empregue pela minha avó e pelos meus pais. Hoje estes termos estão em desuso, mas não as características humanas que designam: Cocó é uma pessoa considerada frívola, presumida ou afectada; Ranheta é uma pessoa rabugenta, impertinente ou chorona; e Facada é alguém associado a golpes, artimanhas ou comportamentos duvidosos. Neste texto aproveitei estes personagens que me habitam a cabeça desde catraio – como piolhos incomodativos – para referir outros personagens da cena política actual e que personificam todos os males que podem morar no espírito de uma pessoa, transformando-a em inimigo público, monstro de fábula transmigrado para a realidade, e horrenda criatura a ...