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Os salazaristas e o neofascismo português

Os meus leitores habituais hão de ter notado que, cada vez que acuso a ditadura fascista, surgem salazaristas a defendê-la. As datas do opróbrio são para eles facadas, os crimes meros acidentes e a guerra colonial a defesa do “nosso ultramar infelizmente perdido”.

Os assassinatos eram danos colaterais na defesa da ordem e dos bons costumes, a tortura um método de investigação e a censura uma forma de preservar a moral.

Não são os nostálgicos que intimidam, tristes sobreviventes da anacrónica ditadura, que agora saltam do armário onde se esconderam. Esses são inofensivos, crocitam, uivam, regougam, eructam e babam-se.

Perigosos são os que herdaram dos progenitores o ódio e a vocação de pides, os que não conheceram as malfeitorias do torcionário de Santa Comba, os neofascistas que nascem agora para repetir como tragédia o que olhávamos já como comédia de humor negro.

Falta-lhes a cultura, mas sobra-lhes entusiasmo a repetir mentiras, a inventar calúnias, a destilar rancor e a vestirem a…

COVID-19

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Os sacramentos em tempos de pandemia
Eucaristia

COVID-19

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Os sacramentos em tempos de pandemia

28 de maio de 1926

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Há 94 anos teve lugar o golpe de Estado de que viriam a apropriar-se as pessoas erradas para a mais longa ditadura europeia.

O integralismo lusitano, o nacional-sindicalismo e a Cruzada Nun’Álvares tinham feito o caminho para que o nacional-catolicismo se transformasse no fascismo paroquial de Salazar, um professor da Universidade de Coimbra, sem mundo e sem visão de futuro.

Salazar foi o protagonista da longa ditadura que adiou Portugal. Ficou “orgulhosamente só” a liderar o país onde o analfabetismo, a mortalidade infantil, a tuberculose e a fome foram a imagem do regime, para acabar na tragédia da guerra colonial.

Salazar saiu da aldeia do Vimieiro para o seminário de Viseu e, daí, para a Universidade de Coimbra onde dirigiu a madraça do CADC que havia de fornecer-lhe os quadros para a repressão que o manteve no poder. Não recebeu a tonsura no seminário, mas fez do País uma sacristia.

Demonizou a política e proscreveu os partidos políticos disfarçado de não-político, e foi um dos …

A banalização do mal e o adormecimento das consciências

A jornalista Hannah Arendt acompanhou, em Israel, o julgamento de Adolfo Eichmann e, quer o carrasco nazi fosse ou não o homem comum que a jornalista viu nele, intuiu a tragédia da “banalidade do mal”, expressão que usou no livro que, a seguir, escreveu, “Eichmann em Jerusalém – Um relato sobre a banalidade do mal”, onde diagnostica a origem dos totalitarismos.

A expressão é hoje frequente, porque as consequências são devastadoras e repetitivas, e está longe de provocar a reflexão que devia. A democracia tem descurado a sua defesa, mesmo quando a Constituição a protege sem ambiguidades.

O advento de partidos neofascistas é hoje evidente, na Europa e no Mundo, e Portugal não foge à regra, apesar de a CRP os proibir.

O Tribunal Constitucional errou ao legalizar o ‘Partido Cidadania e Democracia Cristã (PPV/CDC)’, onde aparece a sigla referente a ‘Portugal pró-Vida’, permitindo o nome, por serem ilegais as referências confessionais. Fê-lo, aliás, contrariando a sua própria jurisprudência…

Correio do Brasil

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O consumo e a sobrevivência do Planeta

Há muito que os recursos do Planeta vão sendo consumidos cada vez mais cedo, em cada ano, e não há uma única medida para inverter esta situação, que só pode conduzir à catástrofe.
Segundo os cálculos da organização “Global Footprint Network”, os recursos para este ano ter-se-iam esgotado ontem, se todos os países consumissem como a média dos portugueses. (Jornal Económico com Lusa, 24 de maio 2020)

Vale a pena refletir sobre estes dados, habituados a comparar Portugal com os escassos países mais ricos, e ignorando, com indiferença, os milhares de milhões de pessoas que morrem de subnutrição, sem contar as vítimas das guerras pela apropriação de matérias-primas que asseguram o bem-estar dos países mais ricos.

Em primeiro lugar, o que está em causa é a inviabilidade do Planeta, a caminho de 8 mil milhões de pessoas e com capacidade de sustentar menos de 3 mil milhões. Depois vem o fosso abissal que separa os países ricos dos países pobres e, dentro de cada um, o que separa pessoas ricas…