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A opinião de Vital Moreira. Concordo.

quarta-feira, 27 de maio de 2026 O que o Presidente não deve fazer (nova série) (9): "Coabitacão" fora de lugar Publicado por Vital Moreira 1. Infelizmente, quase tudo está certo nesta análise do Público sobre a ingerência presidencial na esfera governativa , que o relatório de Seguro sobre a "presidência aberta" nas regiões afetadas pela tempestade Kristin revela, exceto numa coisa: falta a pergunta sobre se tal intervencionismo presidencial tem algum cabimento no nosso sistema constitucional, em que o Governo tem o exclusivo da condução política do País e só responde politicamente perante o Parlamento, e não perante o Presidente.  Neste quadro constitucional, não há nenhuma margem para o Presidente atuar como «fiscal e conselheiro (público) do governo» , permitindo-se definir as «prioridades de ação» deste — uma pretensão sem precedente nos anais de intervenção política presidencial desde a revisão constitucional de 1982, que redesenhou o sistema de governo. O...

Passos Coelho e o mito sebastiânico

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Passos Coelho e o mito sebastiânico Por mais inexplicável que seja a sedução sebastiânica, não há dúvida de que o fanatismo e o comportamento severo do rei, que tinha aversão ao casamento e obsessão demencial pela dilatação da fé católica, se impregnaram no inconsciente português. Surpreende ver em Passos Coelho um salvador da Pátria, mais capaz de se precipitar em qualquer Alcácer Quibir onde desbarate o resto do património que não pôde privatizar do que ter uma única ideia sobre os desafios económicos, políticos e ambientais que nos esperam. Ontem, o medíocre cidadão e péssimo governante saído da madraça da JSD, produto de Miguel Relvas e Marco António, emergiu de Massamá e do mundo académico para apresentar um livro, onde se encontrou com a mais mediática das suas crias, o inefável André Ventura. Os média foram ouvi-lo com a ansiedade e desvelo com que outrora as meninas de Vila Real, por entre suspiros, anunciavam o presidente da JSD, está cá o Pedro ! Do livro e da exege...

Do Diário da Diana – 14 anos – escola C+S da Musgueira

Do Diário da Diana – 14 anos – escola C+S da Musgueira O mundo é um local perigoso e mal frequentado, mas Portugal é um sítio divertido. A Musgueira é um oásis de sossego, comparado com a Casa Branca onde, em vez da nova sala de baile anunciada por Trump, surgiu uma carreira de tiro regularmente usada. A fúria épica de Trump está em vias de capitulação épica, no Irão. Depois de um acordo maravilhoso onde os aiatolas fazem tudo o que ele quer, deixa o País mais perigoso, a teocracia mais sólida e um estreito portajado. Hei de falar disto noutro dia. Até lá, Paulo Rangel ainda há de vender ao Irão pórticos desativados das vias rápidas, para o Estreito de Ormuz, onde os petroleiros podem usar a via verde no alto-mar. É só rir!     Há tantas coisas divertidas! A declaração do PM, “o povo e as empresas estão do nosso lado”, referindo-se às leis laborais, sem se rir nem dizer onde viu o povo, foi hilariante. Superou o Rangel, que garantiu “o compromisso firme dos EUA com ...

Humor

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As teocracias são piores do que qualquer outra ditadura e os Guardas da Revolução são a síntese entre um clérigo e um polícia dos costumes.

Espanha e o PSOE

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A perseguição judicial a Zapatero e Pedro Sanchez pode ser mera coincidência.  

Universidade de Coimbra -- Imagens da criatividade rasca

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Universidade de Coimbra Os dois momentos altos das festas académicas são a «Bênção das Pastas» e a «Queima das Fitas»: Hoje foi o dia da Queima das Fitas Carro alegórico da Faculdade de Letras Carro alegórico da Faculdade de Direito.
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O Ministério Público (MP) e a dissolução do regime democrático As exceções criam generalizações abusivas, mas é ingenuidade pensar que a democracia sobrevive aos reiterados abusos do MP, ao corporativismo, ativismo sindical e partidário de alguns procuradores e à eventual infiltração de extremistas. Desde a promiscuidade com os média à violação do segredo de justiça, dos julgamentos na praça pública, sem que alguma vez seja deduzida acusação, à difamação de políticos, que veem as suas carreiras interrompidas ou destruídas, acontece tudo. Às vezes, um autarca vê confiscado o telemóvel, vasculhado o gabinete e devassada a vida privada na sequência de uma nomeação absolutamente legal ou de um normal ato administrativo, por ignorância do direito administrativo de um procurador; outras, é a fuga de informação de uma carta anónima sem qualquer indício relevante de crime. A enorme quantidade de políticos sob suspeita, durante longos anos, sem acusação ou arquivamento, devia sobressalt...

Momento de Humor

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O povo está na clandestinidade.  

Relações EUA / Portugal

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Relações EUA / Portugal Paulo Rangel pode ter sido o capacho dos EUA, mas chegou a porta-voz do Pentágono.

Israel e a violência

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Israel e a violência Se não fosse a exibição gratuita e ofensiva do vídeo pelo ministro de Israel, Itamar Ben-Gvir, com prisioneiros de joelhos, agrilhoados e agredidos, o governo português fingiria que nada tinha sabido. Se fossem apenas dezenas de milhares de mortos, estropiados e famélicos de Gaza que Israel massacra, homens, mulheres e crianças, e expulsa do território, o ministro Paulo Rangel limitar-se-ia a dizer, como o fez o anterior PR, que foram eles que começaram. A referência ao covarde e cruel massacre do Hamas servirá de desculpa perpétua. Se Israel se limitasse à limpeza étnica dos territórios que julga seus, por direito divino, o Governo português, que desistiu de ter política externa própria, limitar-se-ia a dizer que está sempre ao lado das democracias contra as ditaduras. Mas desta vez foram dois médicos, portugueses e caucasianos, os cidadãos de coragem. Sabem que também se salvam vidas não deixando cair no olvido o drama dos palestinos e que é preciso arris...
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                                                                                                                                          Cartune de Varella

Para memória futura

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Está explicada a exumação.  

Notas Soltas

Notas Soltas André Ventura – O homem tem orgulho em «toda, toda, toda a História de Portugal» – diz ele –, mas é para os 48 anos de ditadura que vai toda, toda, toda a sua admiração e enlevo. Governo – Quando se escolhem mal os ministros não se espera que estes decidam bem, mas talvez seja o PM o maior erro de casting do XXV Governo Constitucional. PS – Há partidos que não precisam de inimigos. Quando o secretário-geral, aproveitou o elogio assassino de Mark Rubio ao Governo, pela subserviência aos EUA, logo Assis o censurou. Há sempre um Assis, Sérgio, Adalberto ou Ascenso para serem a voz do PSD. PSD – O PM diz que Portugal é o País da OCDE onde as pessoas têm recuperado mais o rendimento e que os portugueses estão melhor com o seu governo. É difícil descobrir se foi humor negro ou mimetismo com Trump, ter entrado na realidade virtual. Base das Lajes – Dos quatro patifes que levaram o caos e o sofrimento ao Iraque, Blair pediu desculpa pela invenção de armas de destruiçã...

O PS não precisa de inimigos

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Há sempre um Assis, um Adalberto, um Sérgio Sousa Pinto ou um Ascenso Simões.   

Insulto à memória do Jorge Sampaio

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Insulto à memória do Jorge Sampaio Que um criminoso não tenha noção do crime, é frequente; que se gabe dele, é mais raro; que junte à delinquência a dissimulação e mentira, é patologia a exigir psicanálise.

Efeméride – 52.º aniversário

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20-05-1974 – Há 52 anos Américo Tomás e Marcelo Caetano partem para o exílio no Brasil, num ato de grande generosidade dos capitães de Abril. A ditadura ficou por julgar.

Não era para agradecer…

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Memórias da ditadura fascista

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 72.º aniversário do assassinato de Catarina Eufémia Há 72 anos o abrutalhado tenente da GNR, Carrajola, ficou na memória dos portugueses por ter assassinado a tiro uma ceifeira analfabeta, mãe de três filhos, durante uma greve de assalariados rurais, quando esta resistia à repressão fascista. *** RETRATO DE CATARINA EUFÉMIA Da medonha saudade da medusa que medeia entre nós e o passado dessa palavra polvo da recusa de um povo desgraçado. Da palavra saudade a mais bonita a mais prenha de pranto a mais novelo da língua portuguesa fiz a fita encarnada que ponho no cabelo. Trança de trigo roxo Catarina morrendo alpendurada do alto de uma foice. Soror Saudade Viva assassinada pelas balas do sol na culatra da noite. Meu amor. Minha espiga. Meu herói Meu homem. Meu rapaz. Minha mulher de corpo inteiro como ninguém foi de pedra e alma como ninguém quer. (José Carlos Ary dos Santos)

Mário Centeno

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Esteve este senhor no meu televisor. Vai estar todas as segundas-feiras, às 22H00, na CNN.