A UE, o rearmamento e o futuro
A UE, o rearmamento e o futuro Tenho como certo que o futuro de Portugal nunca será melhor fora da UE ou sem a UE, e aceito a legitimidade dos titulares dos seus órgãos, ainda que a forma de indigitação se altere na desejável federalização. São a escolha dos governos que cada país elege. O que condeno é o desprezo das opiniões públicas nas decisões, a opacidade e ausência de discussão, quanto às despesas militares e à liderança da UE num assunto que só lhe caberia se dispusesse de Forças Armadas próprias. Insistir em gastar 5% do PIB em Defesa é comprometer a saúde, a educação e segurança social da UE por imposição do seu maior inimigo, Donald Trump, através do respetivo capataz, Mark Rutte. O bom-senso da Espanha, hoje o grande ator europeu, com pensamento próprio, já teve o mérito de fazer refletir outros países em relação aos EUA cujos interesses divergentes e decisões irrefletidas merecem distanciamento, mas a corrida armamentista prossegue sem que os cidadãos tenham sido ouv...