Presidência da República: O render da guarda – 9 de março de 2026
Presidência da República: O render da guarda – 9 de março de 2026 Hoje é um dia de júbilo, mais por quem saiu de Belém do que por quem chegou. Após vinte anos, em que o Palácio de Belém foi habitado, primeiro por um salazarista amargo, depois pelo simpático conspirador que acabou detestável e detestado, regressa como PR quem começou por ser o mais improvável dos candidatos e acabou sendo o mais promissor. António José Seguro foi um raio de Sol que brilhou no que parecia ser uma tempestade perfeita. Foi uma escolha da direita democrática, receosa da subversão do regime pelos partidos que numerosas dissoluções do Parlamento fizeram crescer prematuramente, e de toda a esquerda, aclamado ou simplesmente desejado. Para a esquerda foi, e é, a apólice que evitará a tentação totalitária da extrema-direita, a que o Governo não tem a capacidade nem o desejo de se opor. Não se espera do novo PR mais do que a CRP e a sua pertença a uma social-democracia descolorida lhe exigem, e desiluda...