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D. Marcelo foi ontem ao Vaticano

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D. Marcelo, presidente vitalício da Fundação Casa de Bragança, com mandato suspenso por mais 35 dias, com o país de rastos e milhares de portugueses sem telhado, água ou luz, foi a Roma ajoelhar-se e implorar bênçãos ao Papa Leão XIV. O regente do extinto Reino de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. foi, pela sexta vez, ao beija-mão do Pontífice. «Sou católico, afirmo-me católico, fui aos atos de culto, tomei as posições próprias de um católico (…), disse o peregrino, exultante com «a bênção especial para todos os que sofrem» que disse trazer, e convidou-o para visitar Portugal «em 2027, nos 110 anos das Aparições de Fátima». As visões dos famélicos Pastorinhos passaram a «aparições» sem promulgação nem publicação no Diário da República. Não sei, nem me interessa, a quem entregou as bênçãos, o recipiente em que as trouxe e o estado de conservação em que chega...

Kristin - Um temporal trágico

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Uma bombeira que honra a corporação.

Covid-19

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Os danos da pandemia foram maiores do que pensávamos.

O estado a que o Estado chegou

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O estado a que o Estado chegou (Dedicado às famílias de «(…) todos aqueles que não evitaram a trágica consequência de perderem a vida», merecedores de sentidos pêsames). O mínimo que pode dizer-se a respeito da tragédia que atingiu Portugal é que foi gerida com amadorismo e que a reunião tardia do Conselho de Ministros, “em contexto de visibilidade”, empalideceu as medidas anunciadas pelo PM, de forma lamentável, na sua atabalhoada comunicação ao País. Incapaz de disfarçar a incúria e descoordenação que precedeu o Conselho de Ministros, a calamitosa aparição da MAI no 3.º dia, a encenação grotesca de Nuno Melo para as televisões e a tentativa infeliz de Leitão Amaro para autopromoção à custa da tragédia, com o vídeo para o TikTok, o PM foi desastrado na linguagem e leviano a julgar a sua governação. Repetiu a postura na Festa do Pontal, enquanto o País ardia, agora sem música, sem ruído e com o governo ausente. Dizer que os ministros fizeram tudo bem foi um insulto a quem podi...

Eleições presidenciais 2026

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Eleições presidenciais 2026 Quando o candidato ruidoso dá uma entrevista exclusiva, o que acontece cada dois dias, não lhe falta publicidade. Hoje, por mero acaso, dei-me conta de que António José Seguro dera uma entrevista a Clara de Sousa, SIC-N, esquecida da agenda mediática, justamente preenchida pela devastação da tempestade  Kristin , pela angústia das inundações que nos ameaçam e pelo desacerto do Governo a responder à tragédia. Dei por bem empregado o tempo gasto a ver o candidato em quem vou votar. Foi uma excelente entrevista do candidato decente confiável, com respostas honestas e assertivas às perguntas, com a serenidade, a inteligência e confiabilidade que se espera de um PR. Com uma campanha em período adverso, em que a meteorologia submerge a campanha, com a coragem estoica de resistir ao aproveitamento e à visibilidade que o adversário aproveita até à náusea, esta entrevista mostrou a dimensão ética e intelectual de Seguro.    

O horror pode ser sempre ultrapassado…

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O horror pode ser sempre ultrapassado… É difícil imaginar regimes mais cruéis do que as teocracias, ditaduras que superem a violência de que são capazes os Estados que têm como Constituição, Código Penal e normas de conduta um manual com os conceitos dos líderes tribais da Idade do Bronze. Mas torna-se intolerável aceitar a conduta das democracias para com as teocracias, em função dos interesses, protegendo as que lhes prestam vassalagem e invadindo as outras. Ninguém pode legitimar a sharia em Gaza ou no Afeganistão, no Iémen ou Síria, onde quer que seja. Inspira horror um Estado que se designe com a inclusão de um adjetivo confessional, mas é o poder arbitrário, frequentemente cruel, dos Estados laicos e democráticos que mais me indigna, porque é destes que me sinto próximo. É impossível não sentir horror pela repressão dos Aiatolas contra o povo, em especial, contra as mulheres, através dos Guardas da Revolução, indiscutivelmente uma guarda pretoriana de natureza terrorista...

Factos e documentos

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  Sem comentários.

Conselho de Ministros

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«Tudo caminha para o melhor no melhor dos mundos possíveis». Dr. Pangloss (1759) – in Cândido (Voltaire)    

Morreram pela Pátria, há 118 anos.

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A carta escrita por Manuel Buíça, em 28 de janeiro, quatro dias antes do regicídio, com a assinatura reconhecida pelo tabelião Motta, na rua do Crucifixo, em Lisboa, revela bem o carácter e a dimensão ética do homem de coragem, determinado e com profundo amor à pátria. Eis um comovente parágrafo: «(…) Meus filhos ficam pobrissimos; não tenho nada que lhes legar senão o meu nome e o respeito e compaixão pelos que soffrem. Peço que os eduquem nos principios da liberdade, egualdade e fraternidade que eu commungo e por causa dos quaes ficarão, porventura, em breve, orphãos».

30 de janeiro de 2026 – Uma sexta-feira negra

Notas Soltas MAI – A ministra Maria Lúcia Amaral ressuscitou ao 3.º dia num estado igual ao das zonas atingidas pela Kristin Juntou à desolação e ao pânico a insegurança e inaptidão desta escolha de Montenegro para o MAI, igual à primeira. Deprimente, vê-la e ouvi-la. No seu desnorte, na ida a Leiria, falava por cima do PR sem ter nada para dizer. Leitão Amaro – O ministro bombeiro do PM, fez um vídeo para o TIC-TOC para tirar partido da tragédia, e a encenação e a inépcia do Governo goraram o plano. Apagou-o arrependido, ao perceber-se da desolação, abandono e desespero de milhares de pessoas. Não é André Ventura quem quer. Nuno Melo – Incapaz de pensar e de governar, mais empenhado em guerras do que no contributo do Exército em situações de catástrofe reuniu-se com militares em encenação pífia e deixou os bombeiros e as pessoas sozinhas e indignadas, sem solicitar o envio que um general garantia disponível na ordem do milhar, enquanto aguardava ordens. André Ventura – Na ...

Tesourinhos deprimentes

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  Não é Ventura quem quer. Um vídeo para o TIC-TOC Os aldrabões também se apanham. O Governo não é a Universidade Sénior dos seus próprios ministros. A ética do Chega, campeão da moralidade.

Viva o 31 de janeiro! (1891) - 135.º aniversário.

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Viva o 31 de janeiro! (1891) - 135.º aniversário. Heróis não são os vencedores, são os que lutam por causas nobres. Quando deixarmos de recordar uma data simbólica da nossa História, deixamos de merecer o que ela representa.

Tempestade Kristin

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  Tempestade Kristin Enquanto Nuno Melo anda entretido com a compra de veículos militares exóticos para as Forças Armadas, esquece-se de as enviar para os locais devastados pelas tempestades para socorrer as populações.

93.º aniversário da chegada ao poder de Hitler

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A Trumpização da Europa – 93.º aniversário da chegada ao poder de Hitler O pangermanismo, antissemitismo e anticomunismo fizeram do Partido Nazi alemão o mais votado. Em 1933, tornou-se o maior partido eleito no Reichstag, e seu líder, Adolf Hitler, foi nomeado Chanceler da Alemanha, no dia 30 de janeiro desse ano, há 93 anos. Começou aí a maior tragédia da História. Os EUA primeiro, o racismo, a xenofobia e o populismo deram ao Partido Republicano a maioria absoluta que Trump reforçou no seu segundo mandato, nos vários centros do poder. O protestantismo evangélico fortaleceu o poder. Há quem não queira ver semelhanças no moralismo religioso e imoralismo económico que, de forma boçal, se desenha, quiçá com o mais improvável dos aliados, Putin. A União Europeia e o euro estão em risco esmagados por Trump e Putin, com a Turquia a pensar no califado e a expandir-se à custa do território da Síria. Não podemos adormecer e pensar que a tragédia não se repete. Ontem, à saída do ci...

Fuga ao fisco - A incúria dos governos que prejudica os contribuintes cumpridores

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026 Este País não tem emenda (40): Onde a evasão fiscal reina impune Publicado por  Vital Moreira Cerca de 60% dos contratos de arrendamento não registados - como dizia a  manchete de ontem do  Jornal de Notícias ,  com base num relatório oficial - devia ser um escândalo num País que se preza de ser um Estado de direito (que não confere apenas direitos, mas também impõe obrigações) e membro da UE (que é suposto requerer uma administração tributária capaz de assegurar um elevado nível de eficiência tributária). Esta fuga ao fisco e à legalidade tributária é tanto mais grave quanto é certo que as rendas gozam de um regime fiscal privilegiado, tendo deixado de ser englobadas no cálculo do IRS pessoal e pagando uma "taxa liberatória", que, na maior parte dos casos, vai passar para os 10%, sendo um dos mais impressionantes casos de favorecimento tributário (a meu ver inconstitucional) dos rendimentos de capital, quando comparados com os ren...

EUA e o regresso do fascismo

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  É preciso repetir, repetir, repetir…

Pedro Santana Lopes e a tempestade Kristin

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Montenegro e Marcelo com as orelhas a arderem.

Eleições presidenciais – Debate António José Seguro / André Ventura

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Eleições presidenciais – Debate António José Seguro / André Ventura Quem assistiu ao debate não precisa que lhe o expliquem, mas confesso que me cansou, e estive ansioso pelo fim. Como gosto de política, assisti a todo o debate, mas nem os jornalistas nem os temas me agradaram. Foi o debate entre uma pessoa decente e o plantador de ódios, entre quem evitou erros graves e quem se ressentiu do abandono de toda a direita democrática. Num país que tem inveja das remunerações dos políticos, quando Ventura voltou ao tema dos subsídios vitalícios, que terminaram há muito, e cuja manutenção se deve à não retroatividade da lei, ouviu do opositor que prescindiu deles e nunca os recebeu. Na fúria de destruir o Estado de direito considerou iniquidade a indicação do PGR pelo PM e a nomeação pelo PR. Inquirido pela solução que propunha, teve o seu momento deprimente. Propôs que fosse o próprio Ministério Público a escolhê-lo, uma solução corporativa e uma rematada tolice, em que obviamente n...
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         Cartune de Varella

Factos e documentos

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Não há coincidências, há reincidências. Síndrome de Estocolmo? Covardia governamental. Tempestade desta madrugada. Antes e depois. Malefícios de um casamento.