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António Arnaut - Falecimento

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A morte, esperada, não surpreendeu, mas a ausência de quem marcou várias gerações será sentida em muitas outras.

São supérfluos os elogios a quem foi e permanecerá uma referência intelectual, cívica e ética.

Um dos fundadores do PS, antifascista de sempre, humanista e homem de cultura, deixa o seu nome ligado à mais emblemática das conquistas de Abril – o SNS, mas o cidadão exemplar foi também Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, advogado, escritor, conferencista e um pedagogo da democracia e do livre-pensamento.

Faleceu um republicano, laico e democrata. Não mais fruiremos a companhia afável de quem defendia com entusiasmo as suas convicções, firmes, e mantinha enorme respeito pelos adversários.

Fica o seu exemplo cívico e a obrigação de perpetuarmos os valores por que se bateu, os ideais que foram seus e fazermos nossa a luta que travou pelo SNS, a democracia e a liberdade.

Faleceu um Homem.

Humor

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O Estado Islâmico já manifestou a sua satisfação pela derrota do Sporting.

Não admite que um clube que joga em Al-valade e Al-cochete tenha Jesus como treinador.

Anda o mundo doido, cá dentro e lá fora!

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Assunção Cristas chegou a líder do CDS, partido amigo da UNITA, racista e tribal, que a guerra fria alimentou, e foi recebida pelo MPLA, de João Lourenço, na sequência das aulas que serviram de pretexto à viagem ao país que enjeito. Foi um abraço póstumo do MPLA a Savimbi.

A PGR ignora os autarcas do PSD, Agostinho Branquinho, Valentim Loureiro, Virgílio Macedo, Hermínio Loureiro, Luís Filipe Meneses e Marco António, alegados autores do desvio de muitos milhões de euros municipais, revelados pela revista Visão, e é constituído arguido Manuel Pinho, para acabar despronunciado, não por capricho do juiz, mas por o MP se ter esquecido de o ouvir e de lhe comunicar os crimes de que era suspeito.

Julgado foi o reitor da Universidade Fernando Pessoa, sempre à porta fechada, para não lhe denegrir a imagem, e condenado por comprovado desvio, superior a 2,19 milhões de euros, para si e familiares. Foi condenado a 1 ano e 3 meses de prisão, pena suspensa, e à devolução da importância, apenas a …

Harry e Meghan: o ilusionismo da nobreza?

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A realeza ainda estrebucha no Velho Continente. Os casamentos reais sucedem-se com pompa e circunstância. Pior, desencadeando manifestações de euforia e ‘encantamento’ entre as plebeias populações. Ninguém conhece a verdadeira expressão desta adesão cujos contornos estão pejados de adereços alienantes.
O casamento de Harry e Meghan é o exemplo mais recente. Mas esta esplendorosa alienação não aparece sem, à mistura, surgirem percalços alarmantes aparentemente abafados pelo ‘barulho das luzes’.
O primeiro sintoma de que algo de errado estaria a ocorrer trata-se da epidérmica reação de matriz anglo-saxónica à origem étnica da noiva. Muita tinta correu sobre a sua filogenia rácica que se entronca numa miscelânea muito comum nos EUA. Os sibilinos relatos de escândalos e as perversas investigações sobre a família de Meghan – que contaram com a colaboração da parte desavinda dos parentes da noiva - revelam algo que tem sido uma constante, permanentemente disfarçada, da realeza europeia (…

A solidão e a fé

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A solidão é o cimento que cola o abandonado à fé, torna o proscrito crente, faz beata a pessoa e transforma cidadãos em trapos.

A religião é o colchão que serve de cama ao desamparado, o mito que penetra os poros do desespero, o embuste a que se agarra o náufrago. É o vácuo a preencher o vazio, o nada que se acrescenta ao zero.

O clérigo está para a família como o álcool para o corpo. Primeiro estranha-se, depois entranha-se e finalmente domina.

A religião é o cancro que cresce com as pessoas e morre com elas. Cria metástases e atinge órgãos vitais. Mas é dos joelhos que se serve, esfolando-os, da coluna vertebral, dobrando-a, e do cérebro, atrofiando-o.

A religião busca o sofrimento e condena o prazer. Preza o mito e esquece a realidade.

Um crente faz o bem por interesse e o mal por obrigação. É generoso para agradar a Deus e perverso para o acalmar. Dá esmola para contentar o divino e abate um inimigo para ganhar o Paraíso.

A religião vive da tradição e medo da morte. Começa por um…

Lembra-se, leitores?

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Lembram-se de quando António Costa foi eleito secretário-geral do PS e de quando formou Governo?

Lembram-se da revolta da Mealhada onde Francisco Assis, a espumar de raiva contra o PS, apoiado na AR pelo BE, PCP e PEV, quis criar uma vaga de fundo e conseguiu uma vaga de fumo de um restaurante, vindo da cozinha para meia dúzia de apaniguados, que se substituíram às centenas de militantes esperados?

Lembram-se de Cavaco a ameaçar os portugueses e a denunciar, com os seus grunhidos, aos parceiros europeus de Portugal, o rumo inaceitável de um governo que o salazarista não suportava? Recordam-se do ora Doutor Passos Coelho a implorar a vinda do Diabo e da D. Maria Luís, a fingir de especialista de Finanças, a negociar as informações com um fundo abutre inglês, enquanto o Dr. Portas embarcava no submarino dos interesses?

Que tempos! As televisões prescindiram dos avençados do PSD para ouvirem Francisco Assis, trocaram António Barreto por Assis, José Manuel Fernandes por Assis, Henrique M…

Multinacionais da fé

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