O Pedro (Passos Coelho) e o Luís (Montenegro)
O Pedro (Passos Coelho) e o Luís (Montenegro) O Luís deve estar a governar tão mal que até o Pedro, que foi um desastre, se acha no direito de pensar que é capaz de fazer melhor. Não é estranho que o Pedro queira voltar, sobretudo ao ouvir o que dizem dele os que elogiariam qualquer indigência política da mesma origem partidária, o que surpreende é que o levem a sério. Não vale a pena trazer à colação o que foi a catástrofe da sua chegada ao poder, para o País e para o próprio PSD, sobretudo para este que pode não se ressarcir de tão trágica herança. Bastaria lembrarmo-nos que o Pedro foi um produto de Miguel Relvas e Marco António, que chegou ao poder porque o obrigaram a dar o dito pelo não dito depois de se ter comprometido a apoiar o PEC-IV. É ocioso lembrar que a crise das dívidas soberanas não foi responsabilidade do governo de turno, no caso liderado por José Sócrates, mas uma das crises cíclicas do capitalismo prevista por Marx, um nome diabolizado, vá-se lá saber porqu...