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25 de Abril, Sempre!

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25 de Abril, Sempre! Hoje foi a madrugada em que a liberdade veio na ponta de espingardas, enfeitadas com cravos vermelhos, balas por disparar e sonhos para cumprir. Há 52 anos. Hoje é dia de celebrar a data maior da liberdade no país saído de 48 anos de ditadura. Nunca tantos deveram tanto a um exército que deixou de ser o instrumento da repressão da ditadura, para se transformar no veículo da liberdade que os capitães conduziram. Foi a mais bela página da nossa História e o dia mais feliz da minha vida. Abriram-se, por magia, as prisões, neutralizou-se a polícia política, acabou a censura e não mais se ouviram os gritos dos torturados nas masmorras da Pide. Há 52 anos ainda os coronéis e os padres censores empunhavam o lápis azul da censura já sem efeito nas palavras e imagens cortadas. O 25 de Abril nascey límpido e promissor com a guerra para acabar e a promiscuidade entre o Estado e a Igreja a ser interrompida. Os exilados e os degredados viriam juntar-se aos que saíam...

24 de abril de 2026 – alguns apontamentos sem nexo

24 de abril de 2026 – alguns apontamentos sem nexo Há 1 ano, o Governo português, compungido com a morte do Papa Francisco, entrou em tal sofrimento que decretou três dias de luto e cancelou toda a agenda festiva, enquanto o Vaticano, mais resignado, adiou o luto, para que o 25 de abril fosse comemorado, em Itália, no dia que assinala o fim da ocupação nazi e a queda do regime fascista, em 1945. O ministro Leitão Amaro, devagarinho, como é seu hábito, explicou que o luto prevê «restrições e limitações» e «reserva relativamente às celebrações», e o povo não deixou de celebrar a data, nas ruas, enquanto o Governo sofria em silêncio, em família. Este ano, as más notícias voltaram. Não me refiro à escassez dos combustíveis nem dos fertilizantes, mas à dificuldade de abrir o estreito de Ormuz, aberto antes de afundada toda a marinha do Irão e, agora, a avaliar pelos ataques, a disparar do fundo do mar. O PM, Luís Montenegro, esqueceu que “todo o mal vem da Rússia”, como disse a Irmã...

Da série: Deixem o Luís trabalhar

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Nas últimas eleições legislativas, em Espanha, Corina Machado, a que deu o Nobel da Paz a Trump, foi a Madrid apoiar o VOX. Regressou agora para fazer a defesa de Trump e criticar Sánchez. Em Lisboa foi recebida pelo Luís.

Livrarias Bertrand

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  Livrarias Bertrand - Hoje, 20% de desconto.

A opinião de Vital Moreira

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SUBSCREVO: quinta-feira, 23 de abril de 2026 Nos 50 anos da CRP (14): A contrarrevolução laboral Publicado por  Vital Moreira 1.  A Comissária Governamental dos Interesses Patronais, que também é conhecida indevidamente como Ministra do Trabalho, acha que os 50 anos da CRP são a melhor ocasião para fazer valer a sua tentativa de desmantelamento da revolução nos direitos laborais trazida pela CRP de 1976, incluindo o ataque à joia da coroa, que é a  proibição constitucional dos despedimentos sem justa causa . Na verdade, ao excluir a obrigação patronal de readmissão dos trabalhadores ilicitamente despedidos, salvo nas grandes empresas, a proposta governamental afronta flagrantemente  o direito constitucional à segurança no emprego da maior parte dos trabalhadores, não por acaso incluído na categoria constitucional dos  direitos, liberdades e garantias , que gozam de uma proteção qualificada na Lei Fundamental . 2.  Com efeito, segundo o art. 18.º da CRP, os ...

Reina o silêncio em Belém e S. Bento.

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O país exige explicações!  

PACOTE LABORAL

Diz a Ministra do Trabalho: «Se não houver acordo seria uma pena»! Esta mulher é um perigo ainda maior para a gramática do que aos trabalhadores.

A força do desenho

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  Já não há milagres como antigamente!

ABRIL, todos os dias

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A solidariedade dos amigos transformou esta página republicana, laica e democrática, numa homenagem ao 25 de Abril. Este é o incentivo que vence o cansaço e o desânimo, que garante novas madrugadas depois de noites escuras. Dentro de 3 dias será a festa dos que amam a liberdade e dos que não esquecem aquela manhã em que floriram cravos nos canos das espingardas.

A visita de Lula a Portugal

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A visita de Lula a Portugal Lula da Silva é hoje uma referência mundial na luta pela paz e justiça social, uma dessas personalidades cuja coragem e determinação fizeram do operário metalúrgico o Presidente de um grande país e a esperança dos milhões de desesperados que herdou. Este seu terceiro mandato, à semelhança dos dois primeiros, fica marcado pelos milhões de brasileiros que tirou da miséria, por políticas cujo humanismo revela que o autor não esqueceu de onde veio e os que sofrem como ele sofreu. Lula da Silva está de visita a Portugal, uma honra para o País que moldou o seu, que lhe deixou a língua que nos une e o património histórico comum. Esperava-se dos portugueses o sentimento de regozijo por termos entre nós o presidente da maior democracia do continente americano, um homem que alia à dimensão afetiva e humanista verdadeira paixão por Portugal e uma genuína amizade pelo povo português. E assim é no coração de muitos portugueses, na decência com que o PR e o Gove...

1.º aniversário da morte do Papa Francisco

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No primeiro aniversário da morte do Papa Francisco acho que vale a pena republicar o texto que então escrevi: Morreu Francisco Não esperam os leitores que o primeiro presidente da Associação Ateísta Portuguesa (2008/20020) se manifeste desolado com a morte do Papa. Nem sequer sinto tristeza, sinto, aliás, alívio pelo fim do sofrimento de um homem bom e generoso. Deixo a consternação aos parasitas da fé, aos narcisistas que se gabam dos minutos de vida que estiveram com o líder dos católicos, aos vampiros do seu prestígio. Ainda ontem vi o moribundo exibido e explorado pela Cúria, pelos funâmbulos da Cruz, como o fazem há dois mil anos ao corpo de Jesus, usando palavras dos versos de Guerra Junqueiro. Obrigaram-no a receber J. D. Vance, um celerado mais próximo do Opus Dei do que do Papa. Agora, que morreu, é ver os parasitas a explorar os sentimentos dos devotos para fins de propaganda pessoal, o Moedas a atribuir ao Papa o tratamento por tu que lhe teria dado, o Paulo Rangel...

A capa da Time:

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Genial e premonitória Ontem já era tarde.

Da série: Memórias dos inquilinos de Belém.

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Qual é a posição de Portugal?

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A política externa é reserva do Governo, mas o PR, António José Seguro também tem opinião. Precisamos de saber!  

EUA – O Secretário da Guerra

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EUA – O Secretário da Guerra O líder das Forças Armadas do país mais poderoso do mundo não é um governante, é um manifesto evangélico num corpo sem cérebro, um cristão sionista ou, socorrendo-me de Alexandre O' Neill, «Uma Coisa em Forma de Assim».  Comparado com ele, até o belicoso Nuno Melo, o do Atlético Norte e Olivença, parece uma pessoa normal.

Eleições na Bulgária. Hoje,

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Sondagens

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Não conseguiu reproduzir no Governo o êxito da Spinumviva.  

Momento de Poesia

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XXV Governo Constitucional

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Na defesa dos trabalhadores.  

Massacre de Lisboa de 1506 (texto reeditado)

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Massacre de Lisboa de 1506  Há 520 anos, 19 de abril, em Lisboa, uma multidão perseguiu, torturou e matou mais de 4000 judeus. O Pogrom de Lisboa ou Matança da Páscoa de 1506, nove anos depois da conversão forçada dos judeus em Portugal, resultou da acusação de serem eles a causa da seca, fome e peste que assolavam o país. Em 1506 os judeus eram os suspeitos do costume e aos cristãos-novos nem a conversão forçada lhes trazia a paz. A sua perseguição era uma tradição que a intensa devoção dos católicos exigia e os padres estimulavam. Viria depois a Inquisição para dar cobertura legal às fogueiras purificadoras e reunir hereges, bruxas, sacrílegos, apóstatas e outros inimigos da fé na incineração dedicada. Os livres-pensadores duvidam do mau-olhado, da feitiçaria e outros truques, e defendem a laicidade com a mesma tenacidade com que os devotos queimavam hereges. Perdeu-se a tradição ibérica que os reis de Espanha, Fernando e Isabel, cultivaram e impuseram a D. Manuel I. Fica...