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Ronaldo e o Ensaio sobre a Cegueira

Ronaldo e o Ensaio sobre a Cegueira Releiam o magnífico romance de Saramago. Está lá tudo, a fragilidade do ser humano perante o imprevisto e o medo de ficarmos cegos. Estamos todos cegos e não surge a mulher do médico para nos guiar no desnorte, onde não vemos o que ocorre à nossa volta. Não vemos a vitória de Bolsonaro no Brasil, uma vitória mais de Trump, sem necessidade de sequestrar e raptar Lula, depois de submeter a Gronelândia enquanto espera juntar Espanha a Portugal, após as próximas eleições, na submissão absoluta aos EUA. Estamos cegos e não sabemos. Não vemos os tambores da guerra que rufam na Europa para sair do beco, com a economia de rastos e os estreitos de Suez e Bab el-Mandeb a infernizar o nosso presente, a comprometer o futuro e a derrubar as democracias. Estamos cegos e surdos, indiferentes à morte de ucranianos, russos, palestinos, israelitas ou iranianos, e não ouvimos os gritos de mães com filhos mortos nos braços, de famílias que gritam sob escombros d...
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O 5 de Outubro de 2026 dos altos dignitários do País Este não foi o 5 de Outubro dos republicanos, da exaltação da ética e da esperança num futuro onde as desigualdades se atenuem, se reforce a justiça social e o entusiasmo com as instituições ganhe ímpeto. O PR, o republicano cuja vergonha de ser comparado com o antecessor se compreende, talvez o único republicano convicto presente, quis agradar a todos com um discurso redondo, defendendo a longevidade deste governo cada vez mais impopular, até ao fim da legislatura. Acabou a enaltecer a capitulação do PS perante os desmandos neoliberais do Governo, resignado com a extrema-direita que consolida a oposição à democracia. E, quanto à Justiça, disse nada. No dia que celebrou a data, o PR esteve rodeado dos que quiseram abolir o feriado. Foi indigna a coreografia dos que devem à República os cargos que exercem sem perderem a alma de vassalos. O valor simbólico foi manchado. A cor das gravatas não foi um mero pormenor em 5 de Outubr...
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  História de Paz e de Guerra Por Onofre Varela O Homem é um “defensor da Paz” de acordo com os seus interesses políticos e económicos de cada momento. Na generalidade não somos nenhum exemplo comportamental digno… e quando, muitos de nós, defendem a “Paz” não definem o tipo de “Paz” que apregoam. Quantas vezes a tal “paz” vociferada não passa da defesa de uma “rendição incondicional”, deixando um “rastilho de guerra” latente que pode ser inflamado a todo o momento. Numa busca rápida à nossa História, encontramos o maior período de Paz na Europa (designado por “Longa Paz”) no tempo decorrido entre o fim da Segunda Guerra Mundial (1945) até à invasão da Ucrânia pela Rússia de Putin, iniciada com a anexação da Crimeia em 2014 (não considerando a guerra interna da Jugoslávia em 1990, exactamente por ser interna), encerrando o período de paz que durou cerca de sete décadas. No reconhecimento da Paz que mantivemos durante tanto tempo, em 2012 a União Europeia recebeu o Prémio Nobel da P...

116.º ANIVERSÁRIO DO 5 DE OUTUBRO – VIVA A REÚBLICA!

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116.º ANIVERSÁRIO DO 5 DE OUTUBRO – VIVA A REÚBLICA! A Revolução de 1820, o 5 de Outubro de 1910 e o 25 de Abril são os marcos históricos da liberdade, em Portugal. Foram momentos que nos redimiram da monarquia absoluta e da dinastia de Bragança; são as datas que honram e dão alento para encarar o futuro e fazer acreditar na determinação e patriotismo dos portugueses. Comemorar a República é prestar homenagem aos cidadãos que não quiseram continuar vassalos. O 5 de Outubro de 1910 não se limitou a mudar de regime, trouxe consigo um ideário libertador que as forças conservadoras tudo fizeram para boicotar. Com a monarquia caíram os privilégios da nobreza, o imenso poderio da Igreja católica e os títulos nobiliárquicos. Ao poder hereditário e vitalício sucedeu o escrutínio do voto; aos registos paroquiais do batismo, o Registo Civil obrigatório; ao direito divino, a vontade popular; à indissolubilidade do matrimónio, o direito ao divórcio; à conivência entre o trono e o altar, a se...

Miguel Sousa Tavares

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  Miguel Sousa Tavares é a consciência ética do país cujo governo nos envergonha.

Lei de Murphy

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  Lei de Murphy -- «Tudo o que pode correr mal correrá pior». O 4.º Pastorinho fica a dirigir o circo. E assim se degradam as instituições democráticas,

36.º aniversário da reunificação alemã (3 de outubro de 1990)

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36.º aniversário da reunificação alemã (3 de outubro de 1990) Em 9 de novembro de 1989 tinha caído o muro de Berlim perante a euforia dos alemães e da Europa Ocidental, mas foi a reunificação oficial, faz hoje 36 anos, que alterou as fronteiras saídas da II Grande Guerra. Com a reunificação de Berlim e a dissolução das fronteiras internas da Alemanha. A Alemanha aceitou limites rigorosos ao rearmamento e Helmut Kohl comprometeu-se oficialmente perante Moscovo a reduzir as suas Forças Armadas. O secretário de Estado dos EUA, James Baker, afirmou ao líder soviético, Mikhail Gorbatchov, que a Nato não avançaria «nem um centímetro para leste», e, ao contrário do que a Rússia alega, não foi formalmente negociada a decisão. A Alemanha renunciou por tratado aos territórios que eram seus, antes de 1945, para a Polónia. Antes, em 1970, já o Chipre se dividira pela força, com uma parte sob domínio turco, a República Turca do Chipre do Norte e a República do Chipre, a Sul.   Posterior...

Salvem o sr. Duarte Pio!

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Apelo aos vassalos: Não obriguem a trabalhar um descendente do sr. D. Miguel, filho de Dona Carlota Joaquina de Bourbon e de pai incerto.

Divagando 39

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Divagando 39 Com a Pátria a viver a pungência do drama desencadeado no seio da Seleção Nacional de Futebol, com lágrimas por secar e feridas em carne viva, como é possível continuar a viver, quanto mais a pensar em minudências? Mas a vida há de continuar em pleno luto, com doentes à espera de cirurgias, escolas a aguardar professores, famílias a quem falta casa e tantas a quem sobra mês ao ordenado. O que não se aceita é quem, alheio à dor coletiva, com multidões a sangrar por dentro e a Pátria fraturada, ouse fazer humor, ria da tragédia e procure a comicidade. Abaixo o humor! Abaixo o riso! Pim!     Dito isto, talvez seja altura de perguntar ao PR, agora que já foi a Roma ver o Papa e à bênção de uma escola pública, com o Patriarca a esparramar água benta, em si e no PM, se já leu a carta do juiz Ivo Rosa a quem devassaram a vida privada porque desagradou ao Ministério Público. E o PGR que este PM foi buscar à reforma negou-lhe acesso ao processo que o visou! Foi, ...

Espanha -- Crise na habitação

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O eleitorado é masoquista.  

A posição do Papa Leão XIV

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Avisem o 4.º Pastorinho!  

Da série -- Deixem o Luís trabalhar!

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  Em tudo o que é mau o PS abstém-se, no que é péssimo vota a favor o Chega.
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No 90.º aniversário do caudilho vitalício de Espanha «Por la Gracia de Dios» Em 1 de outubro de 1936, «Por la Gracia de Dios», designação da cumplicidade papal e do clero espanhol, o líder da rebelião antidemocrática, Francisco Franco, foi nomeado chefe de Estado, vindo a tomar o poder, de facto, em 30 de janeiro de 1938, depois da sangrenta guerra civil, com a bênção de Pio XI e o apoio de Hitler, Mussolini e Salazar. Hoje, no 90.º aniversário do abusivo do título, o caudilho vitalício de Espanha e um dos maiores genocidas do século XX, continua morto e, por higiene cívica, removido do Vale dos Caídos, onde longos anos o cadáver do frio assassino gozou honras de Estado, mas morreu sem ter sido julgado, deixando inúmeras valas comuns cheias de cadáveres de adversários sumariamente executados durante o seu longo consulado. Francisco Franco, um dos rostos mais execráveis do fascismo internacional e a figura mais sinistra da Península Ibérica, conseguiu condicionar a democracia, imp...

Algures num país do Terceiro Mundo

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  Foi o PM ou o Luís?

Humor (2)

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Ontem, no X. O melhor tweet.   

Humor

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A piada faz-se sozinha.  

SIC - palpita-me que foi tolice

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 O Papa elogiou o político e artífice da União Europeia, Robert Schuman, mas duvido que se tenha referido ao pianista alemão Robert Schumann, com mais um «n».

Divagando 38

Divagando 38 Sinto-me um marginal, incapaz de compreender os verdadeiros dramas de Portugal e do Mundo, inapto para compreender o que é essencial, inquieto perante a fome no Mundo, quando faltam drones e mísseis Patriot, angustiado com as alterações climáticas quando há tanto petróleo para extrair, tanto xisto para converter em gás e tantas regiões geladas para explorar. Que interessa a Paz se não vencermos as guerras, se não tivermos armas para defender Deus, Pátria e Família, se não houver fragatas e aviões antes de vermos submarinos no estuário do Tejo a invadir Almada e aviões inimigos em Beja para atacar Barrancos? Andam aí lunáticos preocupados com a falta de médicos e professores quando a Pátria está suspensa do drama que percorre a Seleção Nacional, quando há o risco de vermos a maior estrela nacional em rota de colisão com o Planeta Jesus, uma tragédia cósmica a desenrolar-se no firmamento luso com a respiração dos autóctones suspensa da colisão de dois astros. Se não ...

Da série: «I Have a Dream»

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«I Have a Dream» (Imagem trazida do X)