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A mostrar mensagens de Setembro, 2017

Quem diria!

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Portugal é o país da União Europeia mais adiantado na execução dos fundos europeus.
(dados de 31 ago)
Mais um êxito do Governo. Espera-se que o PR felicite o Governo atual e o anterior.

Trump na ONU

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A prestação de Donald Trump na Assembleia Geral das Nações Unidas é, aparentemente, má demais para ser verdade. Parece impossível considerado o staff político yankee – com todas as suas nuances – que não exista alguém capaz de pôr cobro a semelhantes desvarios. Suspeitava-se que o Presidente - que o sistema eleitoral americano elegeu - não fosse capaz de definir uma estratégia inteligível e coerente de política externa. Mas a situação é pior. Trump, não só se revela altamente incapacitado para definir um roteiro político para o exterior como, paralelamente, exibe uma mistura de uma intolerável arrogância com uma olímpica insensatez, conduzindo a política internacional para os mais baixos caminhos da provocação. Levantou inquietantes questões: - Que tipo de política se pretende levar a cabo quando publicamente se ameaça um País com a destruição total? link. - Como se pode ignorar que os países limítrofes – entre eles o aliado Coreia do Sul - seriam também duramente afectados? . - E…

As eleições e o futebol

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A proibição de jogos de futebol, em dias de eleições, seria uma medida injusta e decerto contraproducente. A cidadania não se defende por decreto, nem se impõe, por coação, o cumprimento das obrigações cívicas. Por que motivo, aliás, se impediria uma atividade desportiva e se excluiria a missa, a praia ou qualquer outro espetáculo?

Para quem não tem consciência cívica e se alheia da ‘res publica’, não é o futebol que o afasta das urnas, e é duvidoso que o voto obrigatório, diminuindo o nível de abstenções, seja a forma mais adequada à pedagogia da cidadania. Não é levando os eleitores presos pela arreata que se promove a consciência cívica.

É evidente que, no dia das próximas eleições autárquicas, a marcação de um jogo entre duas grandes equipas de futebol, das duas maiores cidades, com numerosos adeptos que vibram apaixonadamente pelos seus clubes, não facilita o cumprimento das obrigações cívicas de quem empreende uma longa viagem.

Há, para os adeptos de uma das equipas, muitas cen…

O cavaquismo, a liberdade de expressão e a cidadania

Quarenta e oito anos de ditadura deixaram marcas que geraram alterações genéticas nos portugueses. A dificuldade em aceitar opiniões alheias é a herança de várias gerações de bufos, rebufos e gente videirinha.

O cavaquismo, caracterizado pela indigência intelectual e a nostalgia do salazarismo, foi o pântano onde sucumbiu a liberdade e o gosto pela discussão política. Esta passou a ser vista, de novo, como a lepra que envenena a paz social e condena o país. O oportunismo e o medo fizeram regredir a dinâmica democrática, a reflexão livre e a coragem cívica.

Hoje confunde-se a divergência política com a aversão pessoal, a opinião com a ofensa, os adversários com os inimigos. O cavaquismo é um salazarismo em liberdade, tendo a incultura como modelo e o retrocesso democrático como meta.

Não conheço na História europeia quem com tamanha mediocridade tivesse chegado tão longe e conseguisse influenciar durante tanto tempo, já não digo o pensamento, por falta dele, mas o seu condicionamento.

O coveiro

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O coveiro que desejou enterrar os adversários, numa sede de vingança que a sua débil formação democrática exigia, não conseguiu abrir uma cova maior do que a sua própria dimensão.

Gula eclesiástica

O curioso caso do testamento da D. Eugénia
Benemérita deixou em 1982 a fortuna à Igreja madeirense, com a condição que fosse utilizada para o auxílio a doentes cancerosos. Durante 30 anos o testamenteiro quis saber se a vontade de Eugénia Bettencourt estava ser cumprida. Morreu no final do ano passado, sem resposta.

MÁRCIO BERENGUER 15 de setembro de 2017, 8:10

Política – Mitos que urge denunciar

Há mitos que sobrevivem pela ausência de reflexão e de espírito crítico e, no entanto, a sua aceitação é demasiado perigosa para o nosso futuro coletivo.

Antes de tratar cada um deles, limito-me a chamar a atenção para as crenças mais comuns e perigosas, a saber:

- Que o crescimento do PIB mundial é eternamente sustentável;

- Que não haverá novas crises do capitalismo (são cíclicas, e não se sabe qual será a última);

- Que se deve trabalhar mais, quando o trabalho é um bem cada vez mais escasso;

- Que a repartição do trabalho e, naturalmente, dos recursos gerados, não são uma obrigação ética e condição de paz;

- Que o Planeta suporta o contínuo aumento populacional que a miséria e as crenças religiosas fomentam;

- Que os recursos alimentares e, em particular a água, escassos para a população que já existe, apesar de se poder e dever moderar o desperdício, são inesgotáveis;

- Que o aquecimento global não põe em risco a vida na Terra;

- Que a guerra nuclear pode ser regional;

- Que a dí…

A Justiça e a delação premiada

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Quem sabe do que as pessoas são capazes sob o medo, das vilezas que o pânico permite e da pusilanimidade que os estados de necessidade induzem, não precisa de recorrer aos períodos de guerra e das ditaduras para perceber a que níveis de abjeção são capazes de descer alguns seres humanos.

A delação é habitualmente premiada, e o bufo é sempre um ser inferiorizado que delata para obter a simpatia que a sua baixa estima exige, o crápula capaz de uma vilania para proveito próprio, o medíocre que espera ser compensado do mérito que lhe mingua pelo favor que espera. A história da pulhice humana é antiga e não se limita aos sistemas que privilegiam a denúncia e a perfídia. São apanágio da Inquisição, do nazismo e de todos os sistemas repressivos, que fomentam o aviltamento do carácter.

O que surpreende é a possibilidade de a delação premiada ser acolhida no ordenamento jurídico de um país civilizado, capaz de transformar um magistrado em chantagista e o delinquente em delator, de produzir um…

A greve da enfermagem e a agitação miguelista

A necessidade de criar ruído sobre as notícias que chegam no campo económico levam esta direita ao desespero e à insensatez.

Os mesmos partidos que destruíram as carreiras médicas e de enfermagem são hoje os instigadores da contestação dos enfermeiros, atirados para uma greve selvagem, ilegal e imoral, onde acabarão por ser vítimas.

Nem todas as greves são legítimas e nem todas as reivindicações são realistas. A greve dos enfermeiros foi convocada pelas televisões e, pasme-se, assumiu a sua liderança a… bastonária, a enfermeira que declarou conhecer vários casos de eutanásia praticada por médicos e acabou a dar o dito por não dito, e não distingue a Ordem dos sindicatos.

As televisões fizeram o frete à direita, ao serviço de quem se encontram, com a greve de enfermeiros, à semelhança do que fizeram com as manifestações dos colégios, a cheirar a incenso e orientadas das sacristias, exibindo permanentemente as roupinhas amarelas. Precisavam da greve, agora que se lhe acabaram os incêndi…

Trump: o exorcista de furacões…

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Ontem, na SIC Notícias, durante a transmissão da rubrica semanal Tabu, com a participação de Francisco Louçã, foi exibido mais um 'momento Zen'. Quase não dá para acreditar! Na sequência do tufão Harvey, Donald Trump,  rodeado de pastores evangélicos e católicos assina uma ‘recomendação(?)/ declaração(?)’  para um ‘dia nacional de oração’ link. Organizou para o efeito uma ‘oração ecuménica’, na Casa Branca, para manifestar a sua consternação, pesar e solidariedade pelas vítimas e pelos estragos causados pelo furacão Harvey https://www.youtube.com/watch?v=NVv0Z9fTawU , onde um círculo de ‘respeitados e devotos amigos’, pela voz de pastor batista Robert Jeffress (à direita do Presidente na foto) agradece a dádiva da eleição do Presidente (I thank God that He has given us a president like Donald Trump…), do vice-Presidente e, no fervor da oratória, estende as bênçãos até à primeira-dama. No fim o Presidente emocionado agradeceu ao oficiante. Bem, ficamos sem saber se a cerimón…

O terrorismo e o Partido Popular Europeu (PPE)

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O terrorismo é a lepra que corrói a democracia e leva cidadãos a renunciar à liberdade em troca de um pouco mais de segurança, arriscando perder ambas.

É saudável que o Parlamento Europeu se debruce sobre o fenómeno e a procure a forma de melhor o combater. Não é uma preocupação exclusiva do PPE, é apreensão de todos os europeus, que veem no fenómeno um perigo para a civilização.

Esperava-se, pois, do Parlamento Europeu, o mais representativo dos órgãos da União, a escolha dos mais aptos para ponderarem a resposta ao flagelo. Todos os partidos do PE devem ter escolhido os deputados com perfil mais adequado à relevância da função que lhes é confiada, de modo a obter os melhores resultados.

Por enquanto, só conheço a escolha do eurodeputado Nuno Melo para a nova comissão contra o Terrorismo, escolha que revela a preocupação e importância que o maior grupo parlamentar lhe atribui.

Nuno Melo há de ter refletido, desde novo, sobre o fenómeno. O virtuoso tio, o cónego Melo, da Sé de Braga,…

‘Investigação Tecnoforma’: um epílogo esperado? …

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A notícia do arquivamento de mais um processo relativo a eventuais situações de corrupção envolvendo figuras políticas não pode deixar de levantar pertinentes interrogações. A Tecnoforma, empresa que em tempos foi gerida pelo ex-primeiro ministro, acabou ilibada pelo MP de um rol de crimes em investigação: corrupção activa, passiva, abuso de poder, participação económica em negócio, fraude na obtenção de subsídio e desvio de subsídio link.
Uma suspeição de crimes relativos a um favorecimento com utilização de dinheiros públicos que, eventualmente, envolveria o então secretário de Estado Miguel Relvas, em favor do seu amigo Passos Coelho, parecem não ter resistido ao crivo da investigação, caíram todos e o processo foi arquivado.
Sobre este assunto sabe-se da existência de um relatório da OLAF (Organismo Europeu de Luta Antifraude), enviado à PGR, onde - muito embora o seu conteúdo seja confidencial - veio a público a eventual ‘detecção de infracções tanto penais como financeiras no …

A morte do bispo do Porto e a laicidade

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A morte de bispo do Porto e a laicidade

Voltarei ao problema da laicidade que não é entendida, nem mesmo pelos democratas que se bateram contra o conluio entre a Igreja católica e o fascismo.

A laicidade não é contra nem a favor de qualquer Igreja, é a neutralidade exigida ao Estado e aos seus organismos, de forma a não privilegiarem qualquer religião face a outras. Se o Iraque continuasse laico, após a criminosa invasão, por Cruzados recentes, existiriam ali quase dois milhões de cristãos, em vez de 200 mil e em vias de extinção.

Na laicidade não há ódio. A neutralidade é isso mesmo, sem ódio ou amor, sem tomar partido quanto a convicções particulares de cada cidadão, de modo a que o Estado possa garantir a liberdade de qualquer crença, descrença ou anti crença.

Um crente pode beijar a mão de quem entender. O Presidente da República, ao fazê-lo, humilha o cargo que ocupa e envergonha o País que representa. O luto é um sentimento que se manifesta; a declaração de luto é um ato protoc…

A tragédia mundial - De Bush a Trump

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A loucura do execrável dirigente norte-coreano tem uma lógica implacável. Vai longe o tempo em que os ditadores morriam de morte natural, excelentemente sacramentados, confessados e encomendados com missa de corpo presente, como Franco e, com alguns sobressaltos, Pinochet, ou apenas com sumptuosas cerimónias de Estado, como Mao ou Estaline, a título de exemplo, todos da galeria dos grandes criminosos.

A pressão internacional obrigou Saddam, no Iraque, e Kadafi, na Líbia, a abandonarem as armas que aterrorizavam o mundo. Foram assassinados, os seus países destruídos e os vizinhos destabilizadas. As consequências do crime dessas invasões devastadoras não serviram de lição aos autores, que ficaram impunes e nada aprenderam.

Kim-Jong-un parece ter sido o único que aprendeu, para desgraça planetária. Sabe que a sua sobrevivência depende do terror que o seu poder infunde, dentro e fora do país, e a China não pode deter quem prefere morrer, matando milhões de pessoas, a ser imolado.

Os EUA,…

Cavaco Silva e o seu novo ídolo Emanuel Macron

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Quando o PSD de Passos Coelho, Marco António e Maria Luís exumou Cavaco Silva, para o exibir na Universidade de Verão, um cursilho de propaganda partidária, pensou que o devoto notário, que teve em Belém, podia acrescentar votos ao partido.

Mal sabia o regedor de Massamá que um cadáver político não ressuscita e que o docente era apenas o morto mal enterrado, com raiva à flor da pele e ódio a destilar por todos os poros. Um e outro são ativos tóxicos que causam azia ao país que se interroga como foi possível fazer deles o que foram.

Cavaco, na homilia que debitou, a piar superficialidades (Saramago chamou-lhe ‘mestre da banalidade’), para lá da acidez contra o país que já fez a catarse do cavaquismo, só inovou no modelo de político que lhe serve de referência e de quem se julgou a versão autóctone, Emmanuel Macron. Vá lá, Salazar era pior e abominava eleições.

Exceto o abismo cultural que o separa, Cavaco tem muito em comum com o PR francês. Precedeu-o mesmo em atitudes exóticas. A cé…

A morte do bispo do Porto

António Francisco dos Santos, há 45 anos no exercício de funções eclesiástica, faleceu. A avaliar pela imprensa da multinacional da fé onde exercia funções, foi o patrão que o chamou à sua divina presença.

Celibatário por imposição empresarial e casto por dever profissional, não deixou filhos e era certamente uma pessoa de bem.

O que surpreende, num país laico, onde a separação entre o Estado e as Igrejas é uma exigência constitucional, é a declaração de luto pelas Câmaras Municipais como se estas fossem um offshore da legalidade democrática.

Os edis do Porto e Gaia decretaram 3 dias de luto, com partidos políticos a suspenderam a campanha eleitoral. A morte merece respeito, mas o comportamento subserviente dos autarcas provoca repulsa. Quem não sabe viver de pé, anda de rastos e há de morrer de joelhos.

Numa atitude bizarra, a Câmara de Aveiro decretou também 1 dia de luto. O funcionário de Deus fora ali bispo e só as juntas de freguesia onde foi padre se abstiveram de prestar a mesm…

Gato escondido com o rabo de fora…

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António Costa evocou a propósito da abertura do novo ano lectivo do ensino superior uma das catilinárias que foram atiradas contra Portugal nos negros dias de intervenção externa link. In illo tempore alguém disse: ‘Portugal tem licenciados a mais’ . Não foi citado o autor de tal barbaridade. Todavia, sabemos quem foi. Tratou-se da Srª. Merkel link que – ao que supomos – necessitaria para o mercado de trabalho germânico técnicos oriundos do ensino profissional (vocacional) e dispensaria licenciados. Angela Merkel envolta na disputa eleitoral nos seus lands não terá tomado conhecimento do desabafo de António Costa. Mas tem um bom advogado em Portugal assim do estilo 'quem não se sente não é boa gente'.  Chama-se Passos Coelho e abespinhou-se com António Costa link classificando-o sumariamente como um 'poluidor' do debate político. É assim: Passos Coelho, hoje, a pedir esclarecimentos e, amanhã, Assunção Cristas a exigir a demissão de um qualquer ministro. Assim vai …

11 de setembro – os dias em que o fascismo saiu à rua – Trágicas efemérides.

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Passam hoje 16 anos sobre o brutal atentado contra as Torres Gémeas de Nova Iorque. O desvario do fascismo islâmico deixou a marca perversa da sua natureza na morte de pessoas que ali trabalhavam e na destruição de um símbolo da cidade mais tolerante e cosmopolita dos EUA.

Dessa monstruosidade, resta um arrepio de horror, a lembrança amarga que nos convoca para a defesa da liberdade e do pluralismo, contra o sectarismo de uma ideologia que a perversidade dos fanáticos torna repulsiva.

A civilização é uma conquista que exige a luta quotidiana na sua defesa e a convivência com a diferença é uma exigência desta civilização que nos moldou. Evocar as vítimas desse dia, 11 de setembro de 2001, é apelar à vigilância cívica e à defesa da herança que o Iluminismo nos legou.

***

Há 44 anos, no Chile, um golpe de Estado derrubou o presidente democraticamente eleito, Salvador Allende, e deu início à sangrenta ditadura de Augusto Pinochet. Não mais pararam as execuções sumárias, o desaparecimento…

Marcelo e o recado das viragens…

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Marcelo Rebelo de Sousa, na sua recente visita a Andorra, proferiu comentários contundentes e, aparentemente, enigmáticos, sobre a política doméstica, quebrando (mais uma vez) uma tradição (desculpa?) que nunca foi bem explicada e compreendida.  O PR quando está em representação no exterior - e autorizado para tal - conserva intactas todas as suas competências. Voltando a Andorra, Marcelo disse: “quando viro à direita em Portugal, a direita não nota”…link  . E acrescentou descendo uma ravina do principado em direção a um lugar de culto: “Agora viramos à direita coisa que eu em Portugal já não faço há algum tempo”. Não resistiu a especificar: “De vez em quanto faço, mas a direita não nota. Quando eu viro à direita em Portugal, a direita está distraída a bater na esquerda, não nota. Em vez de aproveitar, não nota”… Em primeiro lugar, estas declarações têm um determinado contexto e não são uma ‘verborreia frenética’ como se fez crer em Castelo de Vide. Elas surgem na esteira de declar…

Os incêndios – ruídos e silêncios

Para lá dos diagnósticos, produzidos há muito, e dos remédios sugeridos, muitos deles inexequíveis, há uma resiliência dos incêndios que se torna suspeita.

Reacendem-se os que estavam extintos, deflagram novos, e, por cada aumento de meios e de homens, outros focos aparecem.

Há um problema político, certamente, mas há especialmente um caso de polícia que não pode deter-se na intocabilidade de corporações, por maior prestígio de que gozem e por mais melindre que a devassa provoque.

O país deixou-se capturar por grupos de interesses inacessíveis à averiguação da justiça, à sindicância governamental e ao escrutínio da opinião pública, que dispensa a dúvida e se refugia na indulgência cúmplice.
Há que perguntar se os bombeiros são sempre eficientes, se todas as corporações são um exemplo de solidariedade desinteressada, se os negócios dos incêndios são transparentes e se o Estado tem força suficiente, ou o país lha permite, para averiguar todas as causas e desfazer todas as teias, caso as…

Ontem, na Guarda

Na Guarda, ontem – Prémio Eduardo Lourenço/2017

Regressar à Guarda é um reencontro com a memória de quem saiu da cidade e a trouxe dentro de si. É reviver um tempo de juventude no lugar que nos reprimia, sem conseguir matar a alegria, o gosto da vida e a intensidade dos afetos.

Ontem fui à Guarda, por escassos momentos, para dar um abraço a Fernando Paulouro, jornalista de exceção, escritor de mérito e cidadão exemplar, numa sala cheia de amigos, onde se respirava cultura e rendia homenagem ao intelectual e cidadão que recebeu, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL) o prémio que leva o nome prestigiado do patrono.

Compunham a mesa o próprio Eduardo Lourenço, o reitor da Universidade de Coimbra, o vice-reitor da Universidade de Salamanca, o diretor do Instituto Superior da Guarda e o galardoado, além, naturalmente, do presidente do município.

Em período eleitoral, o edil foi o primeiro a subir à tribuna e temi o pior quando o longo discurso começou pela referência às autoridad…

O candidato do PSD, a pena de morte e a castração

Não faço a ofensa ao PSD, nem ao PSD de Cavaco e Passos Coelho, de considerar que o partido se revê no primata que o representa nas eleições autárquicas de Loures, apesar de ungido pelo atual líder que, com os deuses ensandecidos, foi PM num mandato que o PR de turno prolongou ao máximo e ainda tentou renovar-lho ao arrepio da AR.

Passos Coelho só se solidarizou com o racista e xenófobo André Ventura, por teimosia e sem convicção, sendo duvidoso que pudesse ser ele a liderar um partido cujo retrocesso civilizacional dividiria os cúmplices. Para isso, está a tirocinar o próprio Ventura, mais ilustrado e desvairado, que rivalizaria com os líderes da Hungria e da Polónia.

Há quem tema, nas eleições autárquicas de Loures, um eventual bom resultado desse tal Ventura. Seria o ensaio para um partido de massas neofascista, o que não é impossível.

Os casos recentes de populistas, que ganharam eleições, são assustadores e nem os EUA escaparam, numa vertigem suicida que iniciou o declínio da mai…

Passos Coelho, as autárquicas e as suas circunstâncias…

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Passos Coelho instado a comentar o período de tréguas (pacto de não-agressão) que o Presidente da República solicitou para a presente campanha das eleições autárquicas em relação aos gravíssimos incidentes dos incêndios e com a finalidade de que a campanha eleitoral decorra de modo tranquilo e digno link, o dirigente do PSD resolveu, novamente, 'desconversar'. Não aceita uma condição de reserva em relação às tragédias decorrentes dos fogos deste último Verão. PPC quer, à viva força, prosseguir no aproveitamento político da dramática situação ocorrida. Quer explorar as circunstâncias e magoar (ainda mais) todos aqueles que perderam familiares, amigos e os bens. Trata-se de alimentar uma cavalgada que atropela a necessária serenidade da análise, da compreensão e das resoluções que foram relevadas, à cabeça, quando inventou ‘os suicídios’ e, logo de seguida, apareceu a insinuar uma eventual ‘ocultação dos mortos’. Finalmente, lança a suspeição de que os donativos recolhidos num…

Obrigado, Passos Coelho

Quando o líder do PSD exigiu ao Governo que prestasse contas dos donativos recebidos para as vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande e outros concelhos, não era a dúvida sobre a honestidade do atual Governo que o dilacerava, era a forma de zelar por verbas que estavam nas mãos de entidades cuja contabilidade escapa aos poderes públicos.

Finalmente, Passos Coelho contribuiu para a transparência que nunca praticou, mas que exige – e bem –, aos outros.

Só surpreende a forma dissimulada como obrigou as Misericórdias, a Cáritas e a Fundação Gulbenkian, sobretudo as duas primeiras, com orçamentos mais opacos, a darem ao País os esclarecimentos que devem e, quem sabe, a evitar tentações de apropriação de fundos por pessoas sem escrúpulos que se acoitam em instituições tão insuspeitas.

Passos Coelho e a tarologia do crescimento…

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A tirada de Passos Coelho num jantar de campanha eleitoral em Celorico da Beira – “se estivéssemos a governar estaríamos a crescer mais…" link – é digna da taróloga Maya. Uma espécie de adivinhação para incentivar as suas hostes em debandada. Será uma frase que qualquer um de nós poderia dizer assim ao jeito de cartomante entre o baralhar das cartas e o destrunfar. Até aqui o problema foi que com a ‘receita da geringonça’ não haveria crescimento, não seria possível cumprir o défice e até foi anunciada a vinda do diabo. Como estas previsões não se concretizaram surge agora a tentativa de subir a parada. A promessa do céu impõe-se porque cá na Terra já ninguém acredita em baboseiras. Não se pode zurzir no Governo afirmando dia sim-não que o crescimento é ‘insustentável’ porque está baseado na procura interna (derivada da reposição de rendimentos) e julgar que a continuação de um programa de extorsão dos vencimentos e pensões (levado a efeito durante o último Governo) tinha como c…

O PSD e a vacuidade de uma oposição trauliteira e miguelista

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O Curso de Castelo de Vide terminou certamente com a aprovação dos alunos e a clara reprovação dos professores, sem qualquer utilidade para o País nem para o próprio PSD.

Do ex-PR, que jamais explicou as relações com o BPN, ao ex-PM que se julga ungido para governar, à revelia da Assembleia da República, ulularam docentes, alguns com qualificação académica, e que preferiram diatribes comicieiras à docência e à decência.

Quando se pensava que a revelação das redes de corrupção em autarquias do Norte teria reflexos no conclave, ecos na comunicação social e um comunicado da PGR, que viesse tranquilizar os portugueses quanto a investigações sobre 20 (vinte páginas) de denúncias da revista Visão, reinou o mais sepulcral silêncio, dentro e fora do conclave.

Que forças se moveram por trás do silêncio ensurdecedor às acusações a Marco António Costa, Luís Filipe Meneses, Agostinho Branquinho, Hermínio Loureiro, Virgílio Macedo e Valentim Loureiro que os próprios deviam estar interessados em e…

Pedrogão Grande e as contas à moda do Porto…

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Mais uma vez a Direita agita o espantalho que o Governo está a falhar. Agora são as contas relativas aos donativos recolhidos para fazer face à tragédia do dramático incêndio de Pedrogão Grande. Perante as naturais inquietações do autarca que vive o dia-a-dia junto às populações devastadas surgiu de imediato a Oposição a exigir a de prestação de contas dos dinheiros doados para refazer as vidas dos cidadãos atingidos e reconstruir os concelhos (Pedrogão Grande , Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra) link. Uma nova chicana paira no horizonte a começar pela embrulhada do líder da oposição que parece não saber exatamente quais os dinheiros que ficaram à guarda do Estado e encarregue de proceder à sua distribuição. Hoje, ‘aquela senhora’ - que esteve indigitada para ser a responsável pela fiscalização dos Serviços de Segurança - veio a terreiro, em nome do PSD, fazer mais uma exigência ao Governo. A prestação de contas de 13 ou 14 milhões de euros que terão sido recolhidos na camp…

Dois perigos imensos...

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... num mundo de imensos perigos.


Passos Coelho na madraça de Castelo de Vide

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Pedro Passos Coelho deu a última aula do 15.º Curso Superior de Praia da Universidade de Verão do PSD.

Depois de Cavaco Silva ter usado o tempo de antena em substituição dos antiácidos que lhe acalmam a mucosa gástrica, de Paulo Rangel treinar para caceteiro, quando faltam calceteiros, e de Poiares Maduro usar o currículo académico para a deliciosa e original metáfora de comparar a credibilidade do primeiro-ministro ao cabelo de Trump, o líder cessante do PSD ficou esvaziado de conteúdo.

PPC tinha o ego afagado pela vassalagem de Cavaco, aquela vassalagem que sempre lhe prestou a partir de Belém, único troféu que lhe enfeita o currículo, mas, quanto a ideias, fez lembrar, quanto à fala, a história dos papagaios, na loja de aves: custava 200 euros o que articulava palavras em duas línguas, 500 o que conseguia fazê-lo em três, e 1000 € o que não articulava qualquer palavra, apenas porque os outros o chamavam Presidente.

Na fase de negação em que se encontra, convencido de que ainda é P…

Ninguém percebeu Cavaco Silva - Crónica leve

O ex-PR com o passado e prazo de validade extintos, foi à madraça de Castelo de Vide para fingir que estava vivo e enganou toda a gente.

Os portugueses, conhecedores da índole do ‘mísero professor’ (expressão sua) julgaram que atacava o Governo português, e Passos Coelho, sem perceber o que ouviu, julga que encontrou nele um defensor, sem se dar conta de que só podia prejudicá-lo.

Até o inteligente e culto PR, Marcelo, julgou insultuosa e boçal uma referência como se fosse ele visado.

Quando disse: “Fake news políticas também existem em Portugal e não só na América do senhor Trump”, não condenou as notícias falsas, de que é especialista, nem Trump a quem não se permitiria beliscar.

As pessoas retiraram do contexto as frases da pobre homilia que debitou e julgaram que a raiva e o ressentimento eram para a política autóctone e os seus protagonistas. O que Cavaco Silva disse foi que a saída da UE e do Euro era o caminho para colocar um país ao nível da Venezuela.

Cavaco é um cosmopolita …

Cavaco, Castelo Vide, Pios e Ideologias…

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O ex-presidente Cavaco foi dar uma ‘aula’ a um agrupamento de jotinhas, povoado e tutelado pela sombra de alguns barões, que açambarcou um ‘estatuto universitário’ (‘Universidade de Verão!’) para esconder múltiplas insuficiências e, pior, disfarçar carências alimentadas por recônditos apetites com vista a uma almejada carreira partidária.
Trata-se de um tirocínio para a política baseado no arrebanhamento pessoal e na manipulação de putativos candidatos para o exercício de cargos públicos futuros.
Ora, Cavaco foi convidado para botar faladura sobre realidade e ideologia. Temas que - passe o alvitre – o orador não teria grandes pergaminhos ou competência específica, já que todos carregamos às costas um passado. Ninguém vive numa torre de marfim à margem do Mundo (real é suposto). Cavaco Silva tem uma especial filia para esconder evidências, para não referir as tais realidades que anunciou como castradoras de ‘pios’. Depois de 10 anos como primeiro-ministro e outros tantos como presi…

A Visão, a comunicação social e a PGR

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A Visão desta semana revela, ao longo de 20 (vinte) páginas, esquemas de corrupção de tal modo escabrosos que deviam ser motivo de um sobressalto cívico relativo às teias de interesses que os municípios tecem.

Foram anos de investigação jornalística que os outros órgãos de comunicação ignoraram depois da saída da revista. Espera-se que a PGR, agora que estão politicamente mortos os que nomearam a atual titular, Paula Teixeira da Cruz, Passos Coelho e Cavaco Silva, não há razão para que se repitam investigações, aparentemente frouxas, como as levadas a cabo a Dias Loureiro e ao BCP que não se sabia onde poderiam acabar.

Os factos apurados pela Visão comprometem personalidades de muito poder, mas débil relevo social, para além da dupla Marco António e Luís Filipe Meneses. São os autarcas de uma determinada região do país, que, a serem provados os factos revelados, geraram um polvo de tentáculos colossais.

Das faturas falsas às empresas criadas em caixas postais para iludir o fisco; das…

Eleições autárquicas

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Em Mesão Frio o PSD não procura apenas conquistar a Câmara, quer um casamento, de preferência canónico. Indissolúvel.