Trump na ONU


A prestação de Donald Trump na Assembleia Geral das Nações Unidas é, aparentemente, má demais para ser verdade. Parece impossível considerado o staff político yankee – com todas as suas nuances – que não exista alguém capaz de pôr cobro a semelhantes desvarios.
 
Suspeitava-se que o Presidente - que o sistema eleitoral americano elegeu - não fosse capaz de definir uma estratégia inteligível e coerente de política externa.
Mas a situação é pior. Trump, não só se revela altamente incapacitado para definir um roteiro político para o exterior como, paralelamente, exibe uma mistura de uma intolerável arrogância com uma olímpica insensatez, conduzindo a política internacional para os mais baixos caminhos da provocação.
 
Levantou inquietantes questões:
 
- Que tipo de política se pretende levar a cabo quando publicamente se ameaça um País com a destruição total? link.
- Como se pode ignorar que os países limítrofes – entre eles o aliado Coreia do Sul - seriam também duramente afectados? .
- Existirão confrontos nucleares regionais ou serão todos globais?.
 
Em resumo, como é possível evitar – em termos de conflito nuclear - o ‘efeito dominó’?.
 
Não se trata de ingenuidade, impreparação ou um fruto do acaso. Há uma estratégia política subjacente. O fim (a decadência) dos impérios – e as desesperadas tentativas de sobrevivência associadas - sempre carregaram estas terríveis e cruéis consequências.
 
O recuo de Trump para posições ultranacionalistas, à volta do slogan ‘America First’, caso não seja liminarmente travado, vai inevitavelmente conduzir o Mundo a uma catástrofe.
Isto ficou bem patente na intervenção do Presidente americano na Assembleia Geral da ONU. Nada que seja inesperado ou imprevisível. A novidade será a prematuridade da situação.
Perante um Mundo atónito a situação está irremediavelmente a entrar num 'ponto crítico'. Esperemos que haja tempo, discernimento e força para evitar o 'sem retorno'.

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