O exótico padre Portocarrero de Almada
E eu que não esperava escrever ao Observador! :(
Exmo. Senhor
Diretor do jornal Observador
leitor@observador.pt
Senhor Diretor,
No artigo de opinião "Publicidade enganosa", publicado no Observador, em 16/9/2017, o articulista, padre Gonçalo Portocarrero de Almada, escreve o seguinte:
«Deverá o burro ostentar, por maliciosa hipótese, a honrosa representação dos ateus, cuja exclusão do presépio seria não só inconstitucional, por discriminatória, (…)?!»
Se o exótico sacerdote fosse um cidadão respeitável, a frase seria uma grave ofensa aos ateus, entre os quais me conto, identificando-nos com o burro do presépio, onde a estrela da coreografia é a referência da religião que o padre professa.
De qualquer modo, não posso deixar de lamentar a grosseria, lembrando que Camilo Castelo Branco chamou a Frei Gaspar da Encarnação «uma santa besta», epíteto que não uso para o padre Gonçalo por três razões:
1 – O referido padre é decerto um bípede;
2 – Um ateu tem obrigação de ser uma pessoa urbana e
3 – Finalmente, o padre Gonçalo Portocarrero de Almada pode não ser santo.
Agradecendo a publicação desta carta, apresento-lhe Senhor Diretor, os meus cumprimentos.
22/09/2017
Exmo. Senhor
Diretor do jornal Observador
leitor@observador.pt
Senhor Diretor,
No artigo de opinião "Publicidade enganosa", publicado no Observador, em 16/9/2017, o articulista, padre Gonçalo Portocarrero de Almada, escreve o seguinte:
«Deverá o burro ostentar, por maliciosa hipótese, a honrosa representação dos ateus, cuja exclusão do presépio seria não só inconstitucional, por discriminatória, (…)?!»
Se o exótico sacerdote fosse um cidadão respeitável, a frase seria uma grave ofensa aos ateus, entre os quais me conto, identificando-nos com o burro do presépio, onde a estrela da coreografia é a referência da religião que o padre professa.
De qualquer modo, não posso deixar de lamentar a grosseria, lembrando que Camilo Castelo Branco chamou a Frei Gaspar da Encarnação «uma santa besta», epíteto que não uso para o padre Gonçalo por três razões:
1 – O referido padre é decerto um bípede;
2 – Um ateu tem obrigação de ser uma pessoa urbana e
3 – Finalmente, o padre Gonçalo Portocarrero de Almada pode não ser santo.
Agradecendo a publicação desta carta, apresento-lhe Senhor Diretor, os meus cumprimentos.
22/09/2017
Comentários