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CENTENÁRIO DA REPÚBLICA

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Por Amadeu Carvalho Homem * MEMORIAL REPUBLICANO LVII ( Na imagem, a carruagem do regicídio ) LVII - O REGICÍDIO : UM ENIGMA ? Lisboa foi uma cidade praticamente abúlica e perplexa após o regicídio. Muitos repetiam, sem mais comentários, como se estivessem a fazer estéreis esforços de compreensão, estas palavras tremendas : “mataram o rei; e também o príncipe real”. Os dias seguintes permitiram vislumbrar as mais desencontradas opiniões. Os velhos monárquicos da tradição rotativa pareciam querer distribuir simetricamente, pelo Partido Republicano e pelos dissidentes de José de Alpoim, as responsabilidades maiores da matança. Os republicanos imputavam à ditadura de João Franco a autoria moral do atentado. As hostes franquistas não se atreviam a apontar o dedo acusatório a formações partidárias concretas e preferiam falar numa acção criminosa perpetrada por “um bando de exaltados anarquistas”, como se escrevia no “Jornal da Noite”, órgão franquista. Leia mais em LIVRE E HUMANO * Historia...

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Por Amadeu Carvalho Homem * MEMORIAL REPUBLICANO LVI LVI - O REGICÍDIO A revolta de 28 de Janeiro de 1908 produziu em João Franco um efeito de fúria incontida. As determinações subsequentes traduziram o seu fundo psicológico instável e psicótico. Lisboa passou a ser vigiada por efectivos policiais que a tornavam terra sitiada e foram dadas ordens à cavalaria da Guarda Municipal para exibir todo o seu poder atemorizante. Os jornais que circulavam eram apenas os que se revelavam afectos à ditadura. Um enxame de informadores invadiu cafés, botequins e locais de convívio. O ditador convenceu-se que a viabilização da sua política requeria a rigorosa medida de expatriar os seus mais denodados opositores. Nesse sentido, João Franco preparou um decreto que permitiria “expulsar do Reino, ou fazer transportar para uma província ultramarina, aqueles que, uma vez reconhecidos culpados, [importasse] à segurança do Estado, à tranquilidade pública e aos interesses gerais da Nação”. * Historiador Ler ...

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Por Amadeu Carvalho Homem * MEMORIAL REPUBLICANO LV LV - A Revolta de 28 de Janeiro de 1908 O vulcão revolucionário de Lisboa fumegava como nunca. A ditadura franquista produzira no universo político uma irritação como poucas vezes se vira. Não eram agora só os republicanos a desejarem o retorno à normalidade constitucional e a devolução das garantias cívicas, atacadas em todas as frentes. Era uma vasta frente de oposição, na qual se divisavam regeneradores, progressistas, dissidentes, anarquistas, socialistas e até a grande massa anónima dos cidadãos vulgares, sem filiação partidária definida. Falava-se em aprisionar e até em eliminar fisicamente João Franco. Os presságios timbravam pela convergência e unanimidade. Uma onda de boatos invadiu a opinião pública quando foram presos João Chagas, Alfredo Leal, França Borges e sobretudo António José de Almeida. * Historiador Ler mais em LIVRE E HUMANO

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Por Amadeu carvalho Homem * MEMORIAL REPUBLICANO LIV LIV - A Carbonária Portuguesa A história do carbonarismo em Portugal está por fazer e dificilmente poderá ser erguida com inteira garantia de veracidade. Escasseia a documentação, até porque este tipo de organizações secretas não pretendia guardar memórias para o futuro, uma vez que pesavam mais as urgências do presente e, por outro lado, o sigilo equivalia à garantia de defesa contra a agressividade policial. O movimento, em Portugal, terá remontado ao período do Ultimato, sabendo-se que a revolta de 31 de Janeiro de 1891 já contou com a organização secreta de núcleos populares armados. Mas foi indubitavelmente sob os rigores da ditadura franquista que a Carbonária Portuguesa se organizou e mais disciplinadamente se ampliou. Referimo-nos àquela organização que foi dirigida por uma Alta Venda dirigida por um triunvirato a que pertenciam Machado Santos, Luz de Almeida e António Maria da Silva. * Historiador Ler mais em LIVRE E HUMANO

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Por Amadeu Carvalho Homem * MEMORIAL REPUBLICANO LIII LIII - Um livro infame: "O Marquês da Bacalhôa" As qualidades intelectuais e artísticas que não podiam ser negadas a D. Carlos, notável pintor naturalista e estudioso dos recursos oceanográficos da costa portuguesa, faziam contraste com o seu fundo de carácter, hedonista e sobranceiro. O monarca tratava toda a gente por tu, desde os serviçais do Paço aos chefes dos governos. Era dado aos “prazeres da carne”, estando longe de constituir um modelo de marido exemplar. Coleccionava amantes e rumava frequentemente a Paris, para beber champanhe na companhia de coristas complacentes. Constava que nos regressos ao pátrio torrão, ao cruzar a fronteira, proferia desabafos como este: “Cá regresso eu à piolheira”. Um dos inúmeros escândalos de costumes do seu reinado teve-o como protagonista. D. Carlos quis ter por perto uma senhora com quem se relacionara intimamente. Por isso, mandou comprar, através da mediação do juiz António Mari...

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Por Amadeu Carvalho Homem * MEMORIAL REPUBLICANO LII (Presos políticos no tempo da ditadura de João Franco) LII - "Uma Ditadura de Sangue e de Suborno" É imperioso que se sublinhe infatigavelmente esta realidade: a ditadura de João Franco foi favorecida pelo rei D. Carlos, que a desejava ardentemente, apesar dessa manifestação de excepcionalidade legal vir ao arrepio da vontade de todas as formações e sensibilidades políticas. E esta ditadura significou no país a instabilidade, a insegurança, a violência e o atropelo do mais vago vislumbre de constitucionalidade. A visita que o chefe do governo fez ao Porto, em 17 de Junho de 1907, deu origem a episódios de permanente tumulto. Coimbra recebeu a passagem do comboio oficial mimoseando-o com o arremesso de indizíveis coisas. No regresso a Lisboa, finda a visita, viveram-se momentos de uma previsível contestação, tendo-se imediatamente travado, na estação do Rossio, as mais graves escaramuças entre populares e forças policiais. H...

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Por Amadeu Carvalho Homem * MEMORIAL REPUBLICANO LI - D. Carlos patrocina a ditadura O governo que João Franco organizara foi, nele próprio, uma contradição e uma mentira. Patrocinado por José Luciano de Castro, cuja doença e velhice lhe obstava a natural chefia, e levado ao terreno por João Franco, cujo partido por ele inventado era um arremedo de grandeza política, tal governo foi desdizendo tudo o que prometera. Franco declarara ser uma “ignóbil porcaria” a lei eleitoral que o seu antigo chefe regenerador preparara contra si; mas, mal se apanhou no Poder, não tomou a menor iniciativa para a substituir. O mesmo Franco prometera reformas e liberdades, dizendo querer “governar à inglesa”, constitucionalmente, e confessando intuitos de “caçar no mesmo terreno dos republicanos”, impulsionando Portugal para a modernidade e para a tolerância; porém, tornavam-se notórios os seus esgares de impaciência nas casas do Parlamento e fora delas, como se lhe fosse de todo impossível escapar à sua ...

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Por Amadeu Carvalho Homem * MEMORIAL REPUBLICANO L L - A GREVE ACADÉMICA DE 1907 No dia 4 de Dezembro de 1906 foi conhecido o manifesto académico Ao País. Dos estudantes revolucionários de Coimbra, muito severo para os poderes vigentes, o qual invocava o antecedente da “forte geração dos estudantes republicanos de 90”. Tal documento fora redigido por António Granjo, Ramada Curto e Carlos Olavo, todos republicanos, cursando a Faculdade de Direito. Eram numerosos os discentes universitários que subscreveram esse texto, contando-se entre eles algumas personalidades que viriam a ter lugar destacado no posterior republicanismo, tais como Campos Lima, Marques Guedes, Abranches Ferrão, Carlos Amaro, Bissaya Barreto, Alberto Xavier, Pinto Quartin e muitos mais. O manifesto utilizava uma linguagem de implacável rudeza, referindo a Casa de Bragança como uma “dinastia de beatos, traidores e cobardes” e João Franco como um “epiléptico ignorante e mal-educado”. Leia mais em Livre e Humano * Histori...

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Por incúria, privei os leitores, a quem peço desculpa, destas pérolas sobre a República, trabalho honrado do Historiador Amadeu Carvalho Homem: Aqui ficam os links do Blogue « LIVRE E HUMANO » XLVII - DISSÍDIOS ... XLVIII - A TOMADA DO PODER POR JOÃO FRANCO XLIX - JOÃO FRANCO E OS "ADIANTAMENTOS À CASA REAL"

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Por Amadeu Carvalho Homem* XXIV - MEMORIAL REPUBLICANO XXXIV - Afonso Costa ou a República de um convicto Afonso Costa foi talvez o estadista mais amado e odiado da história contemporânea portuguesa. O Ultimatum inglês revelou-o em Coimbra como um combatente desassombrado da causa republicana e determinou-lhe o estilo da militância: um estilo cerebral, cáustico, intransigente, demolidor. Atrasou a sua progressão académica por fidelidade a uma greve estudantil e foi declarado pela Faculdade de Direito, por várias vezes, um dos melhores alunos do seu tempo. Só conhecia a radicalidade como método de análise social. Não se lhe pedissem meias-palavras, penumbras lógicas, matizes indecisos. Tudo isto ele repelia, com aborrecimento e impaciência. Leia mais em Livre e Humano * Historiador

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Por Amadeu Carvalho Homem * MEMORIAL REPUBLICANO XXIII João Chagas, o jornalista revolucionário por excelência XXIII - O JORNALISMO PORTUENSE E A REVOLTA DE JANEIRO A organização do republicanismo portuense no início de 1890 era muito deficiente. Algumas das suas mais representativas individualidades, como Rodrigues de Freitas, Alexandre Braga e Ricardo Jorge, faziam alarde do seu distanciamento em relação a um envolvimento militante. Os elementos mais activos recrutavam-se agora em franjas menos credibilizadas e com menor reconhecimento público. Desde 1888 que o Porto dispunha de um incendiário órgão da imprensa, o periódico O Radical, entregue aos arroubos de Felizardo Lima e de outras figuras subalternas. Chegou até a criar-se na Cidade Invicta um Partido Republicano Radical, saudado em Lisboa por Manuel de Arriaga e por uma comissão provisória que pretendeu, sem êxito, criar na capital uma associação política congénere. * Historiador Texto integral em LIVRE E HUMANO

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Por Amadeu Carvalho Homem * MEMORIAL REPUBLICANO XXXII XXXII - A Academia de Coimbra e o Ultimatum A juventude académica secundou o Ultimatum inglês de 11 de Janeiro de 1890 com a força da sua indignação. Como referimos, foi ela que contribuiu, no Porto, para a criação da Liga Patriótica do Norte. Foi também ela que, em Lisboa, organizou manifestações de desagravo, préstitos cívicos à estátua de Camões, ciclos de conferências sobre temas ultramarinos e magotes de voluntários tendo em vista uma Grande Subscrição Nacional, cujos montantes seriam aplicados à ampliação e modernização dos meios bélicos de defesa. Ironicamente, as verbas angariadas foram tão reduzidas que apenas consentiram a aquisição de um vaso de guerra, o Adamastor, ridiculamente insuficiente para desafiar o poderio esmagador da frota de guerra britânica. E Coimbra? Como reagiu a Academia conimbricense, aquela que poderia vangloriar-se de pertencer à única Universidade Portuguesa? * Historiador Texto integral em LIVRE E ...

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Por Amadeu Carvalho Homem * MEMORIAL REPUBLICANO XXXI XXXI - O ÓDIO DE JUNQUEIRO Quando o Ultimatum varreu Portugal, em ondas de retórica e de impotência, já Abílio Guerra Junqueiro, transmontano de Freixo de Espada-à-Cinta, era uma notabilidade. Para isso contribuiu a opinião, geralmente adoptada, que o apresentava como um poeta de dimensão excepcional. Em Coimbra, versejara copiosamente n’A Folha, de João Penha; e dera mostras das suas preferências democráticas escrevendo poemetos à radicação da terceira república francesa (A vitória da França. 4 de Setembro de1870) e ao advento da república espanhola de 1873 (À Espanha livre). Pouco depois irá obter um sucesso retumbante com o livro A morte de D. João, obra de sátira ao decadente romantismo carnal de um velho ridículo, falso ícone de conquistas amorosas ultrapassadas. * Historiador Texto integral em LIVRE E HUMANO

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Por Amadeu Carvalho Homem * MEMORIAL REPUBLICANO XXX Antero de Quental Presidente da Liga Patriótica do Norte XXX - O ULTIMATUM E A LIGA PATRIÓTICA DE ANTERO DE QUENTAL Diziam alguns que o Ultimatum inglês ferira Portugal de morte. Os agrupamentos políticos revolviam-se em contradições e mútuas acusações; o Paço temia ver-se invadido por hordas revolucionárias implacáveis; a opinião pública revelava o caos da desorientação mais completa; nos quartéis, crescia a murmuração e o mal-estar, fruto de um vexame infligido a brios castrenses que estavam ainda por vingar; nos lares, circunspectos chefes de família davam-se à leitura em voz alta dos jornais do dia e, perante o ribombar do noticiário, perguntavam-se pelo amanhã do seu sossego burguês; nos balcões do comércio e nos estaleiros da indústria temiam-se prováveis quebras nos negócios e no ritmo das exportações; nos círculos mais atentos à administração colonial, dava-se como iminente a derrocada do império português. * Historiador Text...

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Por Amadeu Carvalho Homem * MEMORIAL REPUBLICANO XXIX Basílio Teles, um dos mais lúcidos historiadores da crise do Ultimatum inglês XXIX - O ULTIMATUM E O PARTIDO REPUBLICANO Para que possamos compreender a passividade do Partido Republicano durante os agitados dias que se sucederam ao Ultimatum inglês é necessário evocar a sua peculiar interpretação da história, correlacionando-a com o perfil dos seus chefes. As principais figuras de proa do republicanismo lisbonense, tais como Manuel de Arriaga, Teófilo Braga, Jacinto Nunes ou Sebastião de Magalhães Lima, perfilhavam um positivismo larvar ou ostensivo. E esta doutrina, longe de conceder preferência a métodos de acção revolucionária, optava por alternativas pacíficas e pedagógicas, dando como adquirido que o tempo se encarregaria de fazer triunfar a causa popular, quando o fruto da Civilização estivesse bem maduro. * Historiador Texto integral em LIVRE E HUMANO

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Por Amadeu carvalho Homem * MEMORIAL REPUBLICANO XXVIII XXVIII - O ULTIMATUM E A MONARQUIA A monarquia constitucional portuguesa sofreu em cheio os efeitos do Ultimatum em momento particularmente delicado. D. Luís, cujo reinado fora um modelo de constitucionalidade cartista, havia falecido na cidadela de Cascais em 19 de Outubro de 1889. Sucedera-lhe o seu filho D. Carlos, que logo viu ensombrado o seu recente casamento com Dona Amélia de Orleans por esta verdadeira tempestade diplomática, logo transformada em vaga de fundo de agitação social, de temerosas dimensões. Os monárquicos não contaram que o grito de alma saído dos recessos do sentimento patriótico dos portugueses sofresse, no interlúdio das palavras iradas e dos gestos enfáticos, uma significativa mutação de alvo. * Historiador Texto completo em LIVRE E HUMANO

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Por Amadeu Carvalho Homem * MEMORIAL REPUBLICANO XXVII XXVII - O ULTIMATUM DO POVO Na nota diplomática entregue por Mr. Petre ao governo português, nesse infausto 11 de Janeiro de 1890, não se exteriorizava apenas o desprezo de uma nacionalidade próspera e forte por outra empobrecida e fragilizada. Levava-se a diferença de posições ao auge da ameaça, ao dizer-se que o vaso de guerra Enchantress, às ordens do Almirantado britânico, estava fundeado em Vigo, aguardando ordens. Não se poderia utilizar linguagem mais directa, vexatória e brutal. Foi esse desprimor linguístico para com Portugal, foi decerto essa leonina manifestação de sobranceria, que mobilizou quase instantaneamente os estratos populares. * Historiador Texto completo em LIVRE E HUMANO

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Por Amadeu Carvalho Homem * MEMORIAL REPUBLICANO XXVI XXVI - O ULTIMATUM Quando Portugal, através das manobras diplomáticas de Barros Gomes, procurou suscitar uma “inversão de alianças”, substituindo a Grã-Bretanha pela Alemanha como potência aliada no desenvolvimento de projectos colonialistas, não curou de obter garantias formais de fidelidade futura. Firmou-se um convénio, que nos era favorável, e imaginou-se que ele vigoraria, em interpretação extensiva, para todo o futuro horizonte das nossas esperanças de apropriação. * Historiador Texto completo em LIVRE E HUMANO

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Por Amadeu Carvalho Homem * MEMORIAL REPUBLICANO XXV XXV - CECIL RHODES E O PEÃO PORTUGUÊS O expansionismo colonial britânico não poderá ser entendido sem que seja referida a figura de Cecil John Rhodes. Quem era este homem e qual foi o seu principal projecto de vida? Nasceu no seio de uma família modesta, em Bishop Stortford, tendo começado por encarar a hipótese de se fazer pastor eclesiástico. Era frágil e achacado, pelo que na altura ninguém poderia imaginar que a sua debilidade física dava guarida a uma vontade de ferro e a uma capacidade de decisão sem quebranto. * Historiador Texto integral em LIVRE E HUMANO

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Por Amadeu carvalho Homem * MEMORIAL REPUBLICANO XXIV XXIV - UM SONHO PINTADO A ROSA A obrigatoriedade da ocupação efectiva sobre os domínios coloniais doravante reivindicados, estabelecida pelo artº 35º do Acto Final da Conferência de Berlim, suscitou em Portugal reacções contraditórias. Houve quem pensasse que o repto se situava muito acima da nossa capacidade de resposta e que seria até sensato que Portugal abdicasse de muito do que já alcançara. Ferreira de Almeida, que viria a ser ministro da Marinha e Colónias na ditadura regeneradora do gabinete Hintze Ribeiro-João Franco, de 1894-1895, apresentará às Câmaras legislativas, em 1888, um projecto de lei que recomendava “a centralização e redução do nosso domínio colonial”. * Historiador Texto integral em LIVRE E HUMANO