Pedro Passos Coelho – (Enviado por Alfredo Barroso em 2013) – Arquivo
Pedro Passos Coelho – (Enviado por Alfredo Barroso em 2013) – Arquivo
É verdadeiramente impressionante e vergonhoso o rol de
mentiras que Pedro Passos Coelho (PPC) proferiu em público com o objectivo de
chegar ao poder enganando deliberadamente o eleitorado. É disto que se esquecem
alguns apoiantes encapotados e/ou envergonhados deste governo de direita
neoliberal PPD-PP, que passam o tempo a dizer-nos que este governo e o seu
primeiro-ministro estão lá porque foram democraticamente eleitos. Ora leiam
este caudal de vergonhosas mentiras proferidas sem pestanejar por Passos Coelho
em 2010 e 2011.
«Nós não podemos aumentar a receita aumentando mais os
impostos. Porque, cada vez que tivemos um problema de finanças públicas em
Portugal, nos últimos anos, a receita foi sempre a mesma: foi pôr as famílias e
as empresas a pagar mais impostos»
Jornalista: «Não é a favor, portanto, e isso é bem claro
nesta obra (o livro publicado por PPC), do aumento dos impostos?»
«Não (não sou a favor do aumento dos impostos). Acho que o
Estado deve dar o exemplo. Portanto, nós não devemos aumentar os impostos. O
orçamento (OE) que foi apresentado na Assembleia da República (pelo Governo de
Sócrates) este ano (2010), de alguma maneira vai buscar a quem não pode fugir –
que é aos funcionários públicos – e, portanto, precisamos de um governo não
socialista em Portugal» (…).
(…) «O problema é que o Governo está a prometer alienar
participações como quem vende os anéis para ir buscar dinheiro». (De uma
entrevista de PPC à Etv em 2010)
«A política de privatizações em Portugal será criminosa nos
próximos anos se visar apenas vender activos ao desbarato para arranjar
dinheiro». (Palácio da Bolsa, Porto, Junho de 2010)
«…Na prática, estão a preparar-se (os socialistas) para
aumentar a carga fiscal. Como? Reduzindo as deduções que nós podemos fazer em
sede de IRS». (RTP 1, reportagem de um comício)
«… O que representa sempre o mesmo esforço de tratar os
portugueses à bruta e de lhes dizer: agora não há outra solução! Nós temos um
défice muito grande e, portanto, os senhores vão ter de o pagar!». (RTP 1,
entrevista a Judite de Sousa)
«Aqueles que hoje cumprem, esses, não têm ajuda de ninguém,
esses pagam a crise, esses têm de pagar mais impostos». (Junho de 2010)
«Nós obrigamos hoje as pessoas a pagarem com aquilo que não
têm». (Junho de 2010)
«Os sacrifícios não têm sido distribuídos com justiça nem
equidade». (Junho de 2010)
«(Os portugueses) já estão a fazer sacrifícios. Mas eles não
estão a ser distribuídos com justiça dentro da sociedade portuguesa.
Relativamente a medicamentos que tinham até hoje uma comparticipação de 100 %,
porque correspondem a doenças graves, e que atingem muitas vezes pessoas que
não têm condições para comprar esses medicamentos, a esses, baixam-se as
comparticipações, para esses não há dinheiro para o Estado apoiar». (Junho de
2010)
«Acusava-nos o PS de querermos liberalizar os despedimentos…
Que lata!». (Festa do Pontal, Agosto de 2010)
«Tenciona o Governo que os portugueses paguem mais, em
impostos, em 2011, 460 milhões de euros?». (idem, idem)
«O país quer mesmo saber se nós vamos ser como todos os
outros até aqui, ou se vamos ser diferentes». (idem, idem)
«Do nosso lado, não contem (conosco) para mais impostos».
(idem, idem)
«Aqueles que têm mais dificuldades vêem progressivamente o
Estado retirar as suas contribuições. É nos medicamentos, é na presença dos
serviços públicos…». (Açores, Outubro de 2010)
«É provável que o desemprego continue a aumentar. E nós
vamos dizer que é por causa da crise? É que não é justo que ricos e pobres
tenham o mesmo esforço quando beneficiam das políticas públicas. Não podem ser
aqueles que têm uma dimensão económica mais modesta a pagar para aqueles que
precisam menos». (Açores, Outubro de 2010)
«Não contarão comigo para mais ataques à classe média, em
nome dos problemas externos» (…)
(…) «Nós não olhamos para as classes de rendimentos a partir
dos mil euros, dos mil e poucos euros, dizendo: 'aqui estão os ricos de
Portugal, que paguem a crise!'». (Alternativa PSD, 2010)
«(É preciso) que o caminho que (os portugueses) têm pela
frente não seja ainda de mais impostos, de mais desemprego e de mais falências
das empresas». (À saída do Palácio de Belém, Setembro de 2010)
«O Governo (de Sócrates) encurralou o país num beco que só
não será sem saída se mudarmos de orientações». (RTP, declaração na sede do
PSD)
«Passados cinco meses, o Governo limitou-se a aumentar os
impostos. Foi o próprio Governo que confessou a sua incapacidade (quando
anunciou o PEC-3), lançando de novo encargos sobre as pessoas e as famílias e
antecipando medidas que só estavam previstas para o Orçamento de 2011. Sempre,
pois, o caminho mais fácil». (Declaração na sede do PSD)
«Que não matemos o doente da cura!». (idem, idem)
«Querem, quando seja preciso, apertar o cinto? Que não
fiquem aqueles que têm a barriga maior com o cinto mais largo, a desapertá-lo e
a folgá-lo». (idem, idem)
«Se eu fosse primeiro-ministro, nós não estávamos hoje com
as calças na mão, a pedir e a impor mais
um plano de austeridade». («CM», entrevista a Manuela Moura Guedes)
«O GOVERNO ESTÁ A REFUGIAR-SE EM DESCULPAS PARA NÃO DIZER
COMO É QUE TENCIONA CONCRETIZAR A BAIXA DA TSU COM QUE SE COMPROMETEU NO
MEMORANDO (NEGOCIADO COM A TROIKA)». (Do twiter de PPC, 2011)
«O PSD CHUMBOU O PEC-4 PORQUE TEM DE SE DIZER BASTA: A
AUSTERIDADE NÃO PODE INCIDIR SEMPRE NO AUMENTO DOS IMPOSTOS E NO CORTE DOS
RENDIMENTOS». (idem, idem)
«SE FORMOS GOVERNO, POSSO GARANTIR QUE NÃO SERÁ NECESSÁRIO
DESPEDIR PESSOAS NEM CORTAR MAIS SALÁRIOS PARA SANEAR O SISTEMA PORTUGUÊS».
(idem, idem)
«NÓS NÃO PODEMOS, EM 2011, FAZER O QUE OUTROS FIZERAM NO
PASSADO. NÃO DIZEMOS HOJE UMA COISA E AMANHÃ OUTRA!». (PSD solidário)
«NÓS PRECISAMOS DE VALORIZAR CADA VEZ MAIS A PALAVRA, PARA
QUE, QUANDO ELA É PROFERIDA, POSSAMOS ACREDITAR NELA». (Declaração na sede do
PSD)
«Não podemos pôr os reformados e pensionistas a pagar (a
crise)». (PSD mais próximo dos cidadãos)
«Se ainda vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, a
minha garantia é que ele será canalizado para os impostos sobre o consumo e não
para os impostos sobre o rendimento das pessoas». (Declaração em 24/Março/2011)
«JÁ OUVI O PRIMEIRO-MINISTRO (JOSÉ SÓCRATES) DIZER,
INFELIZMENTE, QUE O PSD QUER ACABAR COM MUITAS COISAS, E TAMBÉM COM O 13º MÊS,
MAS NÓS NUNCA FALÁMOS DISSO, E ISSO É UM DISPARATE, 'TÁ BEM?, ISSO É UM
DISPARATE!». (Resposta a uma aluna numa escola em 1/Abril/2011)
«Do que o país precisa, para superar esta situação de
dificuldade, não é de mais austeridade. Portugal já vive em austeridade».
(Declaração pública, em 2011)
«O PSD ACHA QUE O AUMENTO DE IMPOSTOS QUE JÁ ESTÁ PREVISTO
POR ESTE GOVERNO (DE JOSÉ SÓCRATES) JÁ É MAIS DO QUE SUFICIENTE. NÃO É PRECISO
FAZER MAIS AUMENTOS DE IMPOSTOS». (Declarações em Vila Real, Maio de 2011)
«O IVA, JÁ (ONTEM) O REFERI, NÃO É PARA SUBIR». (idem, idem)
«ACHAMOS QUE A CARGA FISCAL QUE ESTÁ DEFINIDA É MAIS DO QUE
A QUE É NECESSÁRIA. NÃO PRECISAMOS DE IR MAIS LONGE NESSE ASPECTO». (idem,
idem)
«NÓS PRECISAMOS DE DIMINUIR A DESPESA E DE AUMENTAR MAIS A
BASE FISCAL. PARA OBTER UMA RECEITA FISCAL MAIOR, NÃO É (PRECISO) AUMENTAR OS
IMPOSTOS». (idem, idem)
«É IMPORTANTE, EM PRIMEIRO LUGAR, NÃO REPETIR OS MESMOS
ERROS DO PASSADO QUE CONDUZIRAM A UMA RECESSÃO ECONÓMICA». (idem, idem)
«Temos pessoas que deixaram de ter subsídio de desemprego:
quase 300 mil pessoas». (idem, idem)
«Estes que hoje sofrem, estes que não se sabem hoje
defender, encontrarão sempre em mim, e no futuro Governo do PSD, um aliado e
amigo…». (idem, idem)
«Eu não quero ser primeiro-ministro para dar empregos ao
PSD. Eu não quero ser primeiro-ministro para proteger aqueles que são mais
ricos em Portugal». (idem, idem)
«ESPERO, COMO FUTURO PRIMEIRO-MINISTRO, NUNCA DIZER AO PAÍS,
INGENUAMENTE, QUE NÃO CONHECEMOS A SITUAÇÃO. NÓS TEMOS UMA NOÇÃO DE COMO AS
COISAS ESTÃO». (idem, idem)
«COMO É POSSÍVEL MANTER UM GOVERNO EM QUE UM PRIMEIRO-MINISTRO MENTE?!». (Do twiter de PPC, 2011
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