Homenagem a Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti

Homenagem a Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti

Hoje, 23 de agosto, cumprem-se 99 anos sobre a morte, por eletrocussão, de Sacco e Vanzzeti, nos EUA. A sua inocência é inquestionável, mas só cinquenta anos depois da execução, em 1927, a justiça reconheceu o erro e os declarou inocentes.

Eram dois anarquistas americanos, acusados de assassinato e roubo, como podiam ter sido acusados de qualquer outro crime.

Nascidos em Itália, foram assassinados pela intolerância política contra os anarquistas – o próprio juiz considerou não comprovada a acusação –, mas antes “inimigos das instituições” porque eram anarquistas e italianos, num clima de histeria xenófoba.

Sacco e Vanzzeti foram mártires que nos interpelam sobre a xenofobia e a macabra pena de morte.

Hoje, 99 anos depois, os EUA têm um presidente demente que o horror aos estrangeiros reconduziu ao poder. E a Itália é governada por Meloni e Salvini, também xenófobos! Que ironia! Hoje seriam perseguidos no país onde nasceram e no país onde os mataram.

Foram executados porque eram anarquistas e imigrantes. Hoje não morreriam na cadeira elétrica, condenados por um júri que odiava imigrantes e anarquistas, hoje seriam abatidos pelo ICE numa rua de Massachusetts, talvez estrangulados.

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