União Europeia
União Europeia
Se houvesse meia dúzia de governantes que enfrentassem a extrema-direita e deixassem de ser capachos de Trump, a UE seguiria o exemplo de Pedro Sanchéz.
A resposta a Meloni devia ser lida pela Sr.ª Von der Leyen como advertência à conduta errática da sua presidência e à vergonhosa falta de solidariedade com Espanha perante um ataque de Marrocos e o gáudio da extrema-direita internacional.
A invasão de dezenas de milhares de jovens nadadores, descalços ou de sapatilhas, da cidade de Ceuta, veio de Marrocos, com o apoio dos EUA de Trump. O afogamento de compatriotas é irrelevante para Mohammed VI a quem, por ironia, todos agradeceram a ajuda na resolução do problema que criou e cujo aviso deixou para futuras incursões. Outra ironia é o nome atribuído pelo rei, alegado descendente de Maomé, à autoestrada que liga o sul de Marrocos ao território disputado do Saara Ocidental: Donald Trump.
Em vez da resposta conjunta às ameaças que se agravam, só uma resposta conjunta pode minimizar a ameaça real de invasão em massa por hordas de desgraçados fugidos das guerras, da fome e da violência.
As máfias estão ativas e o espaço da UE é apetecível para todos os desesperados, mas a capacidade de integração diminui e cresce a animosidade com que são recebidos.
A extrema-direita continuará a explorar a xenofobia e os legítimos receios da população europeia, e não é derrubando o corajoso estadista, que se opõe a desmandos belicistas de Trump e Netanyahu, que a democracia e a UE se defendem.
Trump e Israel, continuarão a desestabilizar a Espanha de Sanchéz, apoiados na direita e extrema-direita autóctone e partidos extremistas da UE. A chantagem migratória à UE continuará a partir da Rússia, Marrocos e Turquia, através da Finlândia, Itália, Grécia e Espanha, sem que faltem Máfias para a executar.
A invasão do Irão por Israel e EUA interrompeu o fluxo de hidrocarbonetos dos países do Médio Oriente, o que, aliado aos 21 pacote de sanções da UE contra a Rússia, deixou os seus países sujeitos ao gás de xisto dos EUA e à subida incontrolável dos preços.
A provocação a Espanha feita em Ceuta, que muitos ignoravam que ficava em África, é a reedição do precedente de 2002 a ocupação do desabitado Ilhéu de Perejil por polícias marroquinos, a que a Espanha reagiu com Forças especiais apoiadas por helicópteros e navios de guerra que, sem sangue, retomaram o seu controlo.
Este lamentável incidente, que muito beneficia a extrema-direita, mostra a necessidade de coesão da UE na defesa conjunta, mas não da forma como continua a ajoelhar-se perante Trump e o seu capataz Mark Rutte.
Pedro Sanchéz é o exemplo de que a UE devia orgulhar-se.

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