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A mostrar mensagens de Maio, 2012

Christine Lagarde, Passos Coelho e a incontinência verbal

A diretora do FMI ganha 380.000 euros por ano e não paga impostos, por ter um cargo diplomático. A arrogância e insensibilidade para com as crianças gregas, ultrapassaram, na insolência, a definição de ‘oportunidade’ que Passos Coelho atribui ao desemprego.
Em Portugal temos um PM que não estava preparado para o cargo, ajudado pelo PR, com o inqualificável discurso da vitória eleitoral e, presume-se agora, com a ajuda das informações à TVI, onde Eduardo Moniz também recebia os relatórios das secretas e grelhava Sócrates em lume brando com o entusiasmo da mulher. Agora não há escutas falsas para combater o Governo, há relatórios dos Serviços de Informação da República, usados na luta empresarial e confiscados para insondáveis desígnios pessoais.
No anterior Governo, quando o PM processava um jornalista, reagindo a ataques de caráter e calúnias, sem nunca ter sido constituído arguido, era a «asfixia democrática», expressão do agrado de Belém, com eco nos profissionais da intoxicação. …

Terramotos devastam a Itália

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O inefável Relvas e a liberdade de imprensa

Silva Carvalho é uma mulher de soalheiro, de fato e gravata, principescamente pago. Ninguém perceberá o episódio Relvas/Público se não conhecer os interesses que se jogam na comunicação social e serão ainda menos os que conseguirão penetrar na teia construída, não para defender o Estado, mas para conseguir obter vantagens na guerra da publicidade televisiva e/ou na luta político-partidária.
Desde que ficou por averiguar o vergonhoso caso das escutas, aparentemente ligado a um golpe de estado feito de intrigas e mentiras, nunca mais pararam os casos crapulosos de ingerência na vida particular de pessoas notáveis. Os julgamentos passaram a fazer-se na praça pública com revelações cirúrgicas do segredo de justiça cujo crime é mais provável ser oriundo de fontes policiais ou judiciais do que do mordomo do Papa, que se encontra preso.
Investigar a vida privada de Balsemão, um velho democrata e ex-primeiro-ministro, é uma canalhice que deve render muito dinheiro e destabilizar um grupo da …

Mais um ‘pacote’ de austeridade: o autárquico…

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Governo e Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) terão chegado a um 'laborioso' acordo para resolver problemas financeiros (de endividamento a curto prazo) das autarquias, disponibilizando para isso uma linha de crédito no valor de 1000 milhões de euros. link
Não se trata de uma ‘oferta’, nem de uma tômbola. Na verdade, os munícipes vão ter de pagar pesadas contrapartidas por esta ‘ajuda’.

Segundo foi noticiado ficou acordado: “Para além do IMI e da derrama, os municípios com mais problemas financeiros terão ainda de maximizar os preços a nível das taxas de consumo”…” O acordo entre a ANMP e o Executivo prevê, por exemplo, que seja cobrado o valor máximo nos serviços de saneamento, água e resíduos…link
Novas e gravosas medidas pelo lado da receita. Acintosamente, este Governo, continua a tentar iludir os portugueses afirmando que a execução orçamental está sob ‘controlo’ e não serão necessárias novas medidas de austeridade. Ontem acordou com os representantes …

Dualidades…

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O Governo, os meios de comunicação social e, o mais importante, os portugueses, variadas vezes (desde o início da presente crise) mostraram a sua indignação pelas notações das agências de rating em relação a Portugal.
Ontem, as três principais agências (Moody’s, Standard & Poors e Fitch) tinham um iníquo e poderoso comportamento, tendo assumido o papel de influentes e decisivos ‘actores’ políticos e influenciam de modo determinante os invisíveis ‘ mercados’ (incluindo o BCE na aceitação de colaterais). Têm sido uns verdadeiros algozes, nomeadamente, para os países europeus economicamente mais débeis (também denominados de 'periféricos'). Muitos políticos portugueses (link; link; link; link; …) criticaram, ao longo dos últimos anos, os critérios (de risco) dessas agências de rating, sugerindo inclusive, incontornáveis conflitos de interesses, intromissão abusiva na política e, finalmente, a necessidade de criação de uma agência europeia.
A mesma Moody´s cavalgando a cris…

Está disponível …

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Miguel Relvas diz estar disponível para voltar ao Parlamento ...link
É, provavelmente, a primeira declaração credível e acertada de Miguel Relvas, enquanto ministro do XIX Governo Constitucional, na última semana.
Na verdade, foi eleito nas últimas Legislativas pelo círculo de Santarém. Terá (segundo julgo) o mandato suspenso podendo, deste modo, regressar ao Parlamento a qualquer momento... Adenda: Desde que não invoque a figura de: ‘urgente conveniência de serviço’!

Factos & documentos

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Quando o desastre se mistura com a incompetência e dá direito a aconselhar…

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Para o Secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, as elevadas taxas de desemprego existentes em Portugal são uma fatalidade, uma coisa sem remédio link .  E nada haverá a fazer - na cabeça dos actuais governantes - excepto constatar ‘a evidência’ da necessidade de emigrar…
Resta-lhe, portanto, dar bons conselhos (um ‘bazar’ de cautelas e banalidades) como se os migrantes forçados (os desempregados) fossem atrasados mentais e caminhassem voluntariamente para o precipício.
Lá diz a sabedoria popular: "A casar e a embarcar nada de aconselhar".

Escândalo no Vaticano ou o Fim do 'Império Teocrático'?

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A detenção de Paolo Gabriele, mordomo de Bento 16, levanta ‘fumos’ (o ‘fumo branco’ é simbólico neste minusculo Estado) de estar em marcha, na Cúria romana, um complexo processo de destituição do actual papa. link
Nada de transcendente ou de original nos sobressaltos históricos que ocorrem em qualquer Estado se não estivéssemos perante um ‘sistema de governação’ medievo e autocrático, com características particulares. Na verdade o poder (no Vaticano) assenta numa total miscigenação entre a legitimidade secular e a divina. Interessa recordar que acordo com a herança do ‘santo império romano (!)’, o titular deste cargo é eleito (nomeado) por um colégio seleccionado e selectivo, que decide sob ‘inspiração do espírito santo’. Portanto, tudo leva a crer que o processo em curso representa um ‘voto de desconfiança’ ou de 'rejeição' do deus dos católicos em relação ao seu putativo representante no Vaticano.
Estaremos perante o ruir dos dogmas, i.e., da base teológica que tem sustenta…

Associação Ateísta Portuguesa - Mensagem do presidente

Ao comemorarmos o 4.º aniversário da Associação Ateísta Portuguesa (AAP) saúdo todos os sócios, ateus e ateias que vieram e os que não puderam vir, agnósticos, racionalistas e todos os livres-pensadores, especialmente os que vivem em países onde são excluídos, perseguidos e mortos pelo fanatismo das teocracias ou marginalizados pelo poder, onde as religiões se infiltraram no aparelho do Estado. Neste caso, estendo a solidariedade aos crentes das religiões minoritárias, igualmente vítimas das religiões dominantes.

Em Israel, com os judeus das trancinhas à Dama das Camélias, o sionismo espalha a violência e a morte na faixa de Gaza; nos EUA o protestantismo evangélico ganha força e restringe as liberdades; em África assiste-se a um duelo mortal entre o islamismo e protestantismo evangélico; no norte de África a primavera árabe caminha para a sharia e, enquanto na Grécia a Santíssima Trindade preside aos atos políticos, por intermédio do clero ortodoxo, a Turquia reislamiza-se perigosam…

Momento de poesia

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Dissertação sobre a teoria dos abrigos…


Chegas sempre com o orvalho da madrugada
transportas o vento e as palavras que eu quero ouvir
e, nos teus cabelos, a fragrância das essências
com que perfumas os teus poemas.
Também vem a tua voz sofrida, gasta pelos
encontros e desencontros nas esquinas.
Rios que não correm, fogos que não ardem
e as lágrimas dos teus olhos sepultadas no deserto.
E tu que querias agarrar o mar com a concha da tua mão
para deslumbrares o teu olhar,
como se aquele mar fosse o teu único destino
e não existissem outros refúgios para te abrigares!...

Alexandre de Castro

Lisboa, Maio de 2012

Homenagem a Copérnico

Na passagem de mais um aniversário da morte de Nicolau Copérnico, aqui fica a homenagem sentida a essa grande vulto por parte de Portugal:
http://www.youtube.com/watch?v=0Ja1BQqduPM

Demonstration in Frankfurt...

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Pormenor da manifestação de protesto contra os planos de austeridade europeus. Frankfurt (capital financeira da Alemanha), sábado - 19.05.2012. (Foto Reuters)

Por que motivo desaprovo o manifesto português de apoio à Syriza ?

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Em primeiro lugar porque não me parece que os direitos humanos tenham sido violados pelos partidos que, depois da ditadura dos coronéis, ocuparam o poder na Grécia, depois  porque a referida coligação integra formações cujo amor à liberdade não coincide com o meu conceito de liberdade e, finalmente, porque as personalidades que subscrevem o documento divergem tanto entre si que a dissonância é o único traço de união.

A discordância da Syriza não me impede de repudiar a atitude da Troika, a hegemonia dos bancos e a chantagem do capital sobre os países. Talvez a idade me tenha tornado conservador ou a experiência me tenha feito suspeitar das exaltações e utopias. Quiçá!

Ignorando a alternativa ao acordo de resgate, que o veredito popular a favor da Syriza tornará nulo, e não prevendo que, pelo menos, o favoritismo eleitoral lhe permita formar um governo estável, verificar-se-á a Lei de Murphy , isto é, tudo o que pode correr mal na Grécia, correrá pior e da pior maneira ou, de forma ma…

O Pacto, o Governo e as ‘transições’…

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..."a pior coisa que poderia acontecer era uma flexibilização do Pacto".link
Esta recente afirmação de Passos Coelho mostra como se pode, à custa de uma envergonhada agenda política (neoliberal), perverter ou ignorar o interesse colectivo e tornar bem explícito para quem este Governo está a trabalhar (governar) a ‘qualquer preço’ ou no esquema do ‘custe o que custar’…
Ou, a ‘pior coisa que poderia acontecer’, seria - na vã tentativa de  cumprir (cegamente) o Pacto -  impor mais e novas medidas de austeridade aos portugueses  (aprofundando a já preocupante recessão, provocando o colapso da economia e mergulhando o País no caos social)?

Opus Dei - A seita está a cair em desgraça ?

O presidente do banco do Vaticano, o Instituto para as Obras Religiosas (IOR), Ettore Gotti Tedeschi, foi destituído de seu cargo, informou nesta quinta-feira a assessoria de imprensa da Santa Sé.

O funcionário, consultado pela imprensa, não quis explicar as razões de sua renúncia: “Prefiro não falar, do contrário posso dizer as palavras erradas”, comentou.

Em um comunicado oficial o Vaticano explicou que Tedeschi foi destituído “por não ter cumprido várias funções de importância prioritária.” A decisão foi tomada por “unanimidade” pelos diretores da instituição, indica a nota.

O repasto de Bruxelas…

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A cimeira ‘informal’, de ontem, que reuniu os dirigentes dos países da UE num jantar de trabalho, dedicou-se, na gíria política, a ‘partir pedra’.  O repasto perturbado pela incerteza dos acontecimentos a aguardarem 'novos' (ou velhos) resultados das eleições gregas, ter-se-à dedicado a uma primeira abordagem colectiva sobre a ‘agenda do crescimento e do emprego’. Na ausência do já desmoronado tandem ‘Merkozy’ começam a surgir alguns ‘alinhamentos’ (posicionamentos) que, não conduzindo quaisquer tipos de soluções, revelam, aos cidadãos europeus, uma visível linha de fractura europeia que (sem desvalorizar a ideologia política subjacente) passa, pelo reavivar de um velho contencioso Norte/Sul link que seria  suposto a UE – enquanto União – ter ultrapassado e ‘resolvido’…
A reunião que abriu as hostilidades (no sentido gastronómico e não só) à volta dos 'eurobonds' deverá, em tempos próximos, gerar acordos quanto aos 'project bonds'. Situação que, para Portuga…

A desintegração do Estado e a falta de autoridade

Temos um Estado autoritário mas sem autoridade. O modelo extremista ultraliberal que, no Chile, se tornou possível, com violenta repressão, foi semelhante ao modelo que está a ser experimentado na Europa, tendo Portugal como laboratório democraticamente legitimado. Um país assustado pelo desemprego galopante e pelo empobrecimento acelerado, encontra-se tolhido pelo medo, numa anestesia coletiva metodicamente provocada pela propaganda da pretensa «ausência de alternativas».
É neste quadro, no exercício ideológico que rompe o tecido social e a solidariedade, sem o mais leve sentido de equidade, que surgem personagens que desafiam a autoridade do Estado na mais absoluta impunidade, perante o silêncio da comunicação social.
No DN, de 21 deste mês de maio, vem uma notícia na página 20, site indisponível, em que se dá conta do conflito entre a GNR e a PSP provocado pela chefia da delegação nacional policial de Portugal ao campeonato europeu de futebol UEFA 2012. Segundo a jornalista, Valen…

Bento 16, prepotente e arrogante

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O Papa B16, um autocrata medieval, não se limita a ser cordial nas relações e sensato nas mensagens, comporta-se como chefe do ex-Santo Ofício e trata os países como protetorados.
Na mensagem que dirigiu a François Hollande, depois de tomar posse como presidente da França, o Papa, lembrado da promessa eleitoral do destinatário, “ser escrupuloso na exigência da laicidade”, faz votos para que o presidente francês possa, com a ajuda de Deus e "no respeito pelas nobres tradições espirituais e morais do país, alcançar com coragem os objetivos de edificação de uma sociedade sempre mais justa e fraterna, aberta ao mundo e solidária para com as nações mais pobres”, sendo estas últimas palavras absolutamente inócuas.
Na referida mensagem, já tinha feito uma ingerência na política francesa ao referir o «respeito pela vida e pela dignidade de todas as pessoas», palavras que, no jargão do Vaticano, condenam as leis da família em vigor, especialmente a interrupção voluntária da gravidez e a …

Recortes de jornais - 1.ª página

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Meia Idade

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Banqueiro Jardim Gonçalves é um humorista

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O ‘único' problema?…

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'O único problema que Portugal teve com um banco foi o caso do BPN que foi nacionalizado e viu as suas necessidades de liquidez satisfeitas através da Caixa Geral de Depósitos'.
Declarações efectuadas pelo Banco de Portugal como reacção a uma notícia de um blog do Financial Times (Alphaville) link

Interjeições:
- A liquidez foi oferecida pela CGD (ou saiu no ‘euromilhões’!) ?
- Foi ou continua a ser (o 'caso BPN')?
- Viu (as suas necessidades satisfeitas) ou é melhor esperar para ver?
- A quanto soma o contributo ao BPN (5.000 M€?/6.000 M€/7.000 M€/ ou mais)?
- A ‘recapitalização’ dos bancos nacionais deixou de ser um problema ?
Comentário: Ficamos sem saber se estas declarações são um esclarecimento ou mais uma rábula sobre a novela BPN...

Ó tempo volta para trás...

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Velhos marinheiros

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Acenando para o Mundo a partir de Camp David…

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O controverso G-8, um ‘Grupo’ que vai na sua 38ª. reunião ‘informal’, continua, à margem dos grandes areópagos internacionais (ONU, OUA, OCDE, OMC, OIT, OEA, ASEAN, FAO, Mercosul, …), a tentar influenciar a política económica e financeira global e a 'trabalhar' no modelar de respostas para fazer face às novas realidades (políticas, económicas e financeiras) e aos permanentes desafios, mundiais. Situações e problemas relativos ao desenvolvimento vêm merecendo particular atenção deste Grupo, desde o desencadear da presente ‘crise global’, em 2007/2008, e têm originado variadas orientações, recomendações e previsões de desfechos (evolução) cuja execução e resultados continuam longe de ser conseguidos. Um exemplo paradigmático será as repetidas ‘declarações de intenções’, desde 2008, sobre a regulação do sistema financeiro...
Uma das principais grandes insuficiências (grande debilidade) deste grupo (G-8) tem sido a sua manifesta ‘incapacidade’ em, de maneira decisiva, dar respost…

Portugueses, timorenses e Cavaco

Os portugueses e os timorenses são mesmo povos irmãos. Ambos adoram que Cavaco permaneça em Díli. Só nos afastamos no regresso, os timorenses continuarão felizes.
Para os anticavaquistas, um grupo de portugueses que aumenta ao ritmo da população de Timor-Leste, este périplo constitui um desperdício para o erário público. A comitiva nem esperou pelos pastéis de nata com recheio de cerejas, uma iniciativa comercial com que o Fundão quis entrar no cluster dos pastéis de nata. Podiam ser objeto de promoção no Oriente.
Deixemos de ser derrotistas. É bonito ver o PR aclamado pelo povo. Em Timor. Este presidente faz falta. A Pátria, sem ele, é como um funeral sem viola.
Houve quem insinuasse que a viagem, com evidente sentido patriótico, foi um pretexto para fugir às vaias no estádio do Jamor durante a disputa futebolística da Taça de Portugal. Pura intriga. A comunicação social anunciou que a visita à Indonésia, além do interesse económico, se destina a retribuir a viagem de Sukarno a Por…

Grécia e o ‘day after’

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A Grégia é o (primeiro) exemplo vivo de como os planos de resgate gizados em Bruxelas, Frankfurt e Washington podem 'desestruturar' completamente uma sociedade, fracturando-a, por largos anos ou, na pior das hipóteses, irremediavelmente.
Os gregos - enquanto povo - não se lançaram numa aventura, não se tornaram irresponsáveis, nem são uns 'mandriões' e/ou parasitas como a filosofia mercantilista luterana (e calvinista) os pretende catalogar. Trata-se de um povo que foi empurrado por sucessivos erros políticos, de governação económica e financeira (que mereceram a 'prestimosa colaboração' e cumplicidade de organismos, instituições e empresas internacionais) para uma humilhante e insuportável situação social, fracturante e destruidora (das pessoas e das instituições), que – a prosseguir por o actual caminho - não acabará bem e originará, como é óbvio, ‘ondas de choque’ catastróficas no domínio político, económico e financeiro (quer na Grécia, quer no seio da UE)…

Não abatam as árvores

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Cartas secretas do Papa geram escândalo

A publicação de uma série de cartas confidenciais do papa Bento XVI sobre temas quentes, como as intrigas do Vaticano e os escândalos sexuais do padre mexicano Macial Maciel, provocou desconforto na Itália diante de um vazamento de informações sem precedentes.


Um resumo do livro, que estará a venda no sábado em toda a Itália com o título "Sua Santidade, cartas secretas do Papa", escrito por Gianluigi Nuzzi, autor do best-seller "Vaticano SA", sobre as finanças da Santa Sé, foi publicado nesta sexta-feira pelo jornal Il Corriere della Sera.

Cavaco, capitão de longo curso

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Segundo uma pequena notícia do DN, hoje, na pág. 25, partiu ontem para a mais longa viagem dos seus mandatos, o presidente da República, num périplo que se previa para amanhã, perante a indiferença dos portugueses, que não deram pela falta.
Não se sabe se foi por precaução que se anunciou hoje a viagem de ontem, prevista para amanhã. Não é uma viagem clandestina e a presidente da AR não deixará de substituir o PR, como manda a Constituição.
Uma viagem desta natureza merece ser conhecida dos portugueses. Cavaco Silva, tão zeloso na defesa do seu património, há de ter ponderado o binómio custo/benefício de uma viagem que inclui Timor-Leste, Indonésia, Austrália e Singapura, destinos que mais parecem obedecer a um roteiro de lazer do que a objetivos comerciais e políticos.
A agência Lusa apenas refere, na comitiva, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Ramalho Eanes e um desconhecido secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, mas, tendo em conta as viagens anteriores, n…

A França, o Papa e a Laicidade

O Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, cardeal Rino Fisichella, falou no “direito de Deus”, o contrapoder antidemocrático que gostaria de sobrepor ao sufrágio universal. No mesmo dia, o Papa aproveitou as felicitações hipócritas ao novo presidente francês para lhe solicitar «respeito pelas «tradições espirituais», uma afronta a um país sem mácula no respeito pela liberdade religiosa.
«A República [Francesa] assegura a liberdade de consciência » e «garante o livre exercício dos cultos» (Art.º 1) mas «não reconhece, não remunera nem subvenciona nenhum culto» (art.º 2 ) da lei de 11 de Dezembro de 1905, texto que Pio X condenou e que os dois últimos pontífices se esforçaram por remover.
A França não esqueceu, na hora do voto, as piruetas de Sarkozy para atrair votos dos crentes, sobretudo dos católicos, tradicionalmente conservadores e certamente teve em conta os recados do Vaticano e do episcopado contra François Hollande.
Na última terça-feira,o no…

Portugal a caminho do abismo

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A Grécia, os eleitores e a União Europeia

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Quem sempre defendeu o direito dos povos à autodeterminação não pode, ainda que as leis comunitárias o não prevejam, impedir os gregos de sair da União Europeia. Sinto mesmo alguma relutância na repetição de eleições como se o processo só possa terminar quando os gregos se renderem à vontade alheia.
No entanto, a situação é mais complexa do que aparenta. Os gregos, acossados pelos credores, em verdadeiro desespero, não votaram contra a União Europeia, como todas as sondagens revelam, votaram contra a asfixia económica e a pobreza que os assola. No estado atual da correlação de forças, a nível europeu, a Grécia ousou fazer um bluff e apostou a magra cave que lhe restava num jogo de póquer, com as cartas à mostra.
É justo dar outra oportunidade a quem entregou o voto a extremistas e partidos exóticos sem programa e sem rumo. Não é justo devolver aos coronéis um país que pode arrastar para o caos a débil economia europeia e para a ditadura os países que soçobrarem neste período de crise…

Quo vadis, Gaspar ?

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Vaticano colabora com as autoridades italianas

Contrariamente ao que tem sucedido noutros crimes, incluindo a proteção ao arcebispo Marcinkus no caso da falência fraudulenta do Banco Ambrosiano, desta vez o Vaticano imita os Estados de direito.

O porta-voz do Vaticano assegurou hoje a “plena colaboração” da Santa Sé com as investigações da justiça italiana relativamente a Enrico De Pedis, falecido líder da Mafia, cujos restos mortais foram identificados na basílica romana de Santo Apolinário.

Era difícil fazer mais e pior

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Cemitério privativo

Autoridades confirmam que mafioso está enterrado em igreja de papas
Autoridades italianas abriram hoje uma sepultura na Basílica de Santo Apolinário, em Roma, e confirmaram, através de um exame de impressões digitais, que nela estava enterrado o mafioso Enrico De Pedis.

Comentário: Cemitério interdito a mafiosos que não sejam papas.

Breve nota à margem da crise grega...

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Alguns dirigentes europeus têm expressado – nos últimos tempos - múltiplas e divergentes opiniões sobre a ‘crise grega’ e predito os seus efeitos sobre a Zona Euro e a UE. link; link; link; etc…
Existem, nestas distintas opiniões (e muitas outras que têm sido debitadas nas últimas horas), dois factos essenciais:
1) O permanente levantar do espectro de que a Grécia venha a abandonar a Zona Euro (e concomitantemente a UE) a par de ‘volúveis’ desejos acerca do interesse da sua permanência, num cíclico e sinuoso arremesso de recados aos gregos (políticos e cidadãos);
2) A clara percepção – dos cidadãos europeus - que tão desencontradas manifestações públicas dos dirigentes políticos europeus só é possível porque, desde há muito tempo, esses (cidadãos) não são consultados sobre decisões (políticas, financeiras e fiscais) que as instituições europeias querem transformar em diktats.
É indubitável que o segundo factor condiciona o primeiro. A legitimidade não pode ser exclusivamente instit…

Democracia, disse ele…

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Barroso sublinhou que tem "muito respeito pela democracia e pelo parlamento gregos". "Mas devo respeitar igualmente os restantes 16 parlamentos nacionais que aprovaram a ajuda à Grécia", acrescentou. link É a custa de tiradas como esta que estamos na situação actual.
Na verdade, o que está em causa e no centro da discussão política europeia - e necessita de ratificação parlamentar - é o ‘Tratado Orçamental Europeu’ que, tal como hoje existe, não passa um ‘acordo intergovernamental’ link
Até ao momento só Portugal procedeu à sua ratificação parlamentar num gesto impaciente e precipitado de ‘bom aluno’ o que nos poderá colocar, no futuro, em mais uma situação (política) incómoda. Nenhum outro País anunciou datas para uma eventual ratificação, excepto a Irlanda onde este tipo de situações tem – constitucionalmente – de ser referendado.
Aliás, nas 2 principais economias europeias (alemã e francesa) esta situação (ratificação) não será assim tão linear.
Em França,…

Crónica de um 13 de maio

Maria

Se a alva e meiga Senhora que há noventa e cinco anos poisou numa azinheira, vestida com um manto de luz, para gáudio de três inocentes pastorinhos, por erro de navegação celeste houvesse poisado numa azinheira errada e encontrado um só pastor, mancebo de vinte e tantos anos; se a falta de energia lhe tivesse apagado o manto, sendo a beleza tanta quanto dela disseram as criancinhas, e entre o manto e o corpo nada houvesse, como é de crer, por ser a luz que resplandecia o único vestido que a cobria, poderia o dito pastor chamar-se José, como o humilde e humilhado carpinteiro de Nazaré, e a história seria outra.

 Se o dito pastor, mancebo de vinte e tantos anos, na flor da idade e do desejo, impelido pelos sentidos, fosse tão rápido e eficaz a tomar a dita Senhora como o era a conduzir o rebanho, não seria o papa, muitos anos depois, a entrar em êxtase; seria ele, pastor, ali e então.

E, em vez de serem criancinhas a ouvir “eu sou a Nossa Senhora”, pitoresca apresentação que só o…

Os monoteísmos são fundamentalistas

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E, Passos, insiste: nas bacoradas e no subavaliar da inteligência dos portugueses…

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Depois das descabidas e injuriosas perorações de ontem sobre o binómio ‘desemprego/oportunidade de vida’, hoje, Passos Coelho voltou à carga.
Pior a emenda do que o soneto.
Tomemos em atenção esta pérola: “O desemprego é hoje a maior chaga social que nós temos, não há dúvida quanto a isso, e nós temos de a vencer. Mas não vamos vencer a situação do desemprego estigmatizando os desempregados…” link
Saberá este novel e verborreico teorizador de doutrina social o que significa ‘chaga’ e ‘estigma’?
Ou preferirá continuar – impunemente - a escarafunchar em ‘feridas’ (sociais, políticas e económicas) até que as mesmas gangrenem?
Começa a ser deprimente ouvir tiradas deste tipo e a constante necessidade de posteriores esclarecimentos. Começa a ser cansativo este tipo de argumentação e a atribuição de culpas aos outros. Ninguém pode ser acusado de querer “aproveitar qualquer coisa” para criar “uma tensão enorme no país”. Na verdade, o que sucede é que a falta de preparação política e socia…

O primeiro-ministro, o desemprego e a falta de senso

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O primeiro-ministro considerou esta sexta-feira que o desemprego pode ser «uma oportunidade para mudar de vida» e não tem de ser visto como negativo.
Desde a ditadura, onde a casa era o mundo da mulher, que não havia tantos portugueses  com oportunidade de mudar de vida, mas jamais alguém, nem o atual inquilino de Belém, que não prima pela sensibilidade, manifestou tamanha indiferença pelo drama que todos os dias se agrava e já ultrapassa 15% dos portugueses.
Talvez seja a animosidade contra os políticos e a inveja por quaisquer privilégios da função que conduziram Portugal a este estado e o Governo a este elenco.
Podem as circunstâncias internacionais e o histórico atraso de país periférico dificultar a recuperação económica que permita erradicar a chaga do desemprego em Portugal, mas não podem permitir ao PM estagiário manifestar pela vida das pessoas o apego de um elefante pelos cristais.
Não se trata de mera incompetência para gerir um país, de incapacidade para resolver os probl…

Tudo boa gente

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Segunda carta ao Presidente do ACP

Ex. mo Senhor
Carlos Barbosa carlos.barbosa@acp.pt Diretor do A C P   Cc. revista@acp.pt Lisboa

Senhor Carlos Barbosa
Em resposta à minha carta, recebi a sua estimada epístola, que mereceu a minha melhor atenção, e à qual vou responder por pontos, seguindo a metodologia de V. Ex.ª, evitando os atropelos gramaticais:
1 – Refletirei sobre a qualidade de «muito infantil» que genericamente me atribui por ter visto na insólita queixa do ACP ao DIAP um ato de cariz partidário;
2 – Registei que nunca se meteu, nem meterá em política, donde deduzo que, em caso de nova ditadura, já sei quem pactuará com o seu silêncio, mas a atitude tomada revela, no mínimo, uma exceção;
3 – Desconheço o mandato dos sócios para, sob o álibi da sua defesa, o ACP tomar uma atitude persecutória em relação a governantes do último Governo, à semelhança do que fez ao presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, cuja eleição lhe causou azia;
4 – Registo a ausência de relações do ACP com o Largo do Rato e a Rua de S…

A privatização das secretas

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Comentário : O Presidente da República, que usa o sítio da PR para responder às suas trapalhadas pessoais, não informa os portugueses sobre a promiscuidade entre o ministro Relvas e os ex-espiões?

A Resposta do Sr. Carlos Barbosa

Resposta do Sr. Carlos Barbosa à carta que lhe enviei e em que confirma a censura à sua publicação:


Carlos Barbosa carlos.barbosa@acp.pt
20:19 (1 hora atrás)


para mim, R, Gabriela 


Ex senhor Carlos Esperança
Acuso a recepção do seu mail que agradeço.
Obviamente que não lhe vou responder no mesmo tom,porque não o conheço de parte nenhuma,mas deixe-me que lhe diga:
1-a queixa não tem como é obvio nenhum cariz partidário,só alguém muito infantil poderia pensar isso porque o ACP nao se mete em política,nem eu próprio,nunca me meti nem nunca me meterei.Nao é a minha praia...


2-Fui mandato pelos sócios para defender os seus interesses e os dos automobilistas em geral,quando fui eleito para a Direcção do ACP,como nao precisei de mandato nenhum,para combater os preços de combustíveis,ou a petição a AR sobre o documento automóvel,etc,etc


3-O ACP nao tem ligações ,como é obvio,nem a Rua Sao Caetano,nem ao Largo do Rato(nao sei se v.exa tem a esta ultima ou outra) nem ambições,pelo menos enquanto eu for …

Carta ao Automóvel Clube de Portugal

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Ex. mos Senhores
Direção do A C P
revista@acp.pt
Lisboa

Assunto: O automóvel Clube de Portugal e a política partidária
Caros Senhores,

O signatário, sócio há cerca de 30 anos, ficou perplexo com a queixa de cariz partidário do presidente do ACP, feita ao D.I.A.P., contra membros do anterior Governo, sem que para isso tivesse sido mandatada pelos sócios.
Há muito que o ACP parece a sucursal da Rua de S. Caetano à Lapa, através de direções ligadas ao PSD, com ambições partidárias.
Apesar de o Capítulo 1 dos seus Estatutos, Artigo 3.º, declarar que «Ao ACP é vedada qualquer actividade política ou religiosa», não me dei conta, nestes trita anos que levo de sócio, que os seus diretores se inibissem de tomar atitudes partidárias.
O atual presidente da direção levou agora demasiado longe a ambição e o disparate, ao pretender, sem suporte legal, segundo eminentes juristas, mover uma ação judicial contra membros do Governo que os eleitores derrotaram nas últimas eleições. E fê-lo, não na qual…