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A mostrar mensagens de Março, 2009

Equívoco

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, lamentou hoje, no Porto, que "o pensamento do Santo Padre esteja a ser maltratado" na questão do uso do preservativo.

Comentário: Quem está a ser maltratado, pelo pensamento/crença papal, é o preservativo.

CENTENÁRIO DA REPÚBLICA

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Por

Amadeu Carvalho Homem *

MEMORIAL REPUBLICANO XIII


A Academia Real das Ciências forneceu as primeiras
instalações ao Curso Superior de Letras

XIII - IRONIA DUM SONHO RÉGIO

Os portugueses foram surpreendidos, em 30 de Outubro de 1858, por um singular decreto, directamente emanado da Casa Real. Por ele, o rei D. Pedro V afectava trinta contos de réis da sua dotação constitucional para que, com os juros daí resultantes, se pudessem fazer funcionar em Lisboa cursos públicos de História, Literatura Antiga e Literatura Moderna, contemplando esta última, sobretudo, a criatividade literária portuguesa.

Desejava o monarca lançar os alicerces de uma Faculdade de Letras, por entender (e bem) que os estudos da velha Universidade de Coimbra se encontravam mais voltados para a Teologia do que para uma cultura humanística vanguardista, próxima dos anseios da época.

Amigo de Alexandre Herculano, que lhe incutira o gosto pelos conhecimentos históricos, educado por António José Viale, que o iniciara nas lit…

Falácias da propaganda monárquica- comentário aos posts de alguns leitores

Relativamente ao meu post anterior, desejava tecer alguns comentários aos posts de dois leitores, um que se caracteriza pela sua qualidade, outro que se caracteriza pela falta dela, independentemente da minha concordância ou não pela opinião manifestada.

De saudar é, como de costume, a habitual e sempre de elevadíssima qualidade participação do leitor e-pá!. Entre os casos de marcha atrás (de república para monarquia) salienta e bem o caso espanhol, consequência da sangrenta guerra civil e do delicado cenário de transição do fascismo franquista para a democracia. O outro caso que conheço de marcha atrás, o caso do Cambodja, resultou também de circunstâncias excepcionais (o fim do vergonhoso regime dos Khmer Rouges e da ingerência militar vietnamita). Salienta e bem o leitor que, ao passo que a monarquia espanhola soube dar cartas em matéria de democracia, a monarquia portuguesa, na sua fase de agonia, preferiu optar pela ditadura de João Franco, que foi causa determinante para a sua qu…

O Vaticano, a sida e a morte

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Momento zen de segunda

Não há paciência para comentar um talibã católico.

Leia-se a homilia de João César das Neves (JCN)

(...)
Por isso é que dizer, como se ouve muito, que a atitude da Igreja condena os africanos à sida não faz o menor sentido. Se as pessoas cumprirem os preceitos da Igreja, vivendo a sua sexualidade na castidade e fidelidade conjugal, eliminam totalmente o risco de contágio. Se violam os preceitos da Igreja na sua vida sexual, caem fora dos limites da moral cristã.
(...)

Pergunta: JCN conhece África? E o que é isso de viver a sexualidade na castidade e fidelidade conjugal?

A castidade conduz ao fim da espécie humana.

Momento de poesia

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Ateneia…



O teu nome tem a ressonânciaantiga do sagradopronuncio-o no silêncio da noitecomo numa oraçãosobre um altar de pedra,olhando a catedral do céue não me lembrose a reverberação da minha vozemocionadalibertou o sonho que me atormentaou aumentou a dor que me dilacera.
Alexandre de Castro

Falácias da propaganda monárquica

Os monárquicos recorrem frequentemente a alguns argumentos para defenderem a sua causa, que são manifestamente falaciosos.

1- "uma monarquia é tão democrática como uma república, veja-se o caso do Reino Unido, da Holanda, da Suécia, etc.".

Ora, é verdade que um Estado monárquico pode ser compatibilizado com os elementos essenciais que constituem o princípio democrático. No entanto, não é passível de se apresentar como regime tão democrático como um Estado republicano, uma vez que neste a legitimação do Chefe de Estado, o mais alto dignitário do Estado, deriva directa (como no caso de Portugal, em que é eleito por sufrágio universal directo) ou indirectamente (por exemplo no caso da Alemanha, em que é eleito pelo Parlamento) da vontade soberana dos cidadãos, manifestada através de eleições. Num regime republicano leva-se o princípio democrático até às suas últimas consequências: todos os representantes do Estado são escolhidos de forma democrática. Numa monarquia, o chefe de Es…

O Sr. Duarte Pio e o opúsculo (4)

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Os súbditos conhecem-no por Duarte Pio João Miguel Gabriel Rafael de Bragança. Parece uma lista de nomes para os padrinhos escolherem o mais bonito e, afinal, é um rol com que o titular enfeita as penas da descendência miguelista. Por lei é apenas Duarte Pio de Bragança, tendo deixado cair o João e três arcanjos com que se ornavam os príncipes da Casa de Bragança.

O Sr. Duarte Pio é descendente de família pouco recomendável, de que a própria monarquia se libertou, por higiene política, quando D. Miguel I foi derrotado, exilado e banido do País, assim como os seus descendentes, entre os quais o especialista em milagres e autor do opúsculo sobre o santo Nuno Álvares cuja antiguidade começa a contar a partir de 26 de Abril p.f..

Quando o Sr. Duarte Pio nasceu, ainda sob a lei do banimento, foi logo baptizado tendo como padrinho, da cerimónia católica, o Papa Pio XII (naturalmente por procuração) pois o Papa de Hitler, como ficou conhecido, era mais dedicado aos nazis e às Concordatas do q…

Vem aí outro Cluny? É de fugir (2)

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O meu post anterior mereceu um comentário que divulgo pela sua importância, qualidade da argumentação e solidez jurídica do autor:

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A. H. P.(Advogado)

[Ao post]... só há a acrescentar uma coisa: é que neste caso a questão é mais grave que de costume: é que o Ministério Público (contrariamente aos juízes) é uma magistratura hierarquizada, e o seu mais alto representante institucional - o Procurador-Geral da República - já disse mais que uma vez que nunca houve pressões nenhumas. Como se admite que venha agora o "visconde" dizer o contrário?

Além de violar o princípio da separação de poderes, o pseudo-proletário "sindicalista" desrespeita a hierarquia em que está integrado!

E depois destas atitudes como querem estes indivíduos que o povo os respeite?

Carnaval é quando o homem quiser

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Alberto João Jardim, acusou o governo socialista de ser “um bando” que tem um objectivo: “afogar a Madeira”, disse o presidente do PSD/M no jantar-comício de sábado à noite no Funchal, que contou com a presença de 3 mil pessoas.

Vem aí outro Cluny? É de fugir

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O Sr. Duarte Pio e o opúsculo (3)

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