Momento de poesia


        Descoberta (I)


Naquela noite eu não sabia que havia infinito
apenas o brilho das estrelas no céu escuro
a iluminar um caminho incerto
nada se perdeu e tudo se ganhou
no nosso inventário dos afectos
e a vida libertou-se da idade da inocência
ao esculpirmos na mesma pedra
todas as palavras inventadas em segredo
e guardadas em códigos secretos
já tínhamos desvendado
todos os mistérios escondidos
e tu ainda trazias o véu do teu pudor
quando eu lancei âncora no teu rio
para bebermos a água e o vinho pela mesma taça
e cristalizarmos no corpo
o tempo desperto dos sentidos.

Alexandre de Castro

Comentários

Mar Arável disse…
é sempre bom não saber tudo

para nos surpreendermos

todos os dias

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