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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2013

As últimas horas de um papa sobrevivente

Algures, em Castel Gandolfo, já sem os sapatinhos vermelhos, sem tiara nem camauro, mantem ainda a vida e o pseudónimo de Bento XVI, Joseph Ratzinger, um celibatário a quem alguém se encarregará de fechar hoje a conta do twitter.

Dentro de uma hora perde a infalibilidade e o alvará para criar santos e cardeais e no dedo nu vai sentir a falta do anel que estendia aos ósculos dos beatos e dos que agora se guerreiam pela sua sucessão.

O papamóvel e a guarda suíça deixaram de pertencer-lhe e quando regressar à boleia ao Vaticano vai para a clausura do convento sem crentes a quem dar a bênção nem poderes para confirmar milagres. É a vida. Preferiu ser papa emérito vivo do que defunto santo.

A esta hora andam os teólogos – cientistas de uma ciência sem método nem objeto –, a tentar justificar como se perde a infalibilidade e o alvará perpétuo de Papa porque, de ciência certa, se sabe que, depois de Avinhão, nunca mais houve papas excomungados nem clonados. Deus não se deixa representar por…

CORRESPONDÊNCIA ENTRE SEGURO E LAGARDE

António José Seguro enviou uma carta a Christine Lagarde, presidente do F.M.I., que lhe respondeu.


Não vou pronunciar-me sobre o conteúdo dessas cartas, mas apenas sobre a língua em que foram escritas.

Sendo Mme. Lagarde francesa e Seguro de língua latina, e sendo o francês língua oficial da União Europeia e da O.N.U., porque cargas de água é que se correspondem em inglês?

Torna-se irritante ver todos os dirigentes da União Europeia, a começar pelo latino Durão Barroso, a falar sempre em inglês, como se este fosse a única língua oficial da União. Até os próprios franceses se sujeitam.

Ainda por cima, parece-me que tal acontece não por o inglês ser a língua falada pelos ingleses, mas por ser a língua falada nos Estados Unidos da América, portanto fora da Europa.

Nestes tempos de quase totalitarismo tecnocrático e mercantilista, há que revalorizar a língua de Voltaire!

Notas soltas: fevereiro/2013

Remodelação – Com a contratação do novo secretário de Estado, Franquelim Alves, ex-administrador da SLN, Passos Coelho há de julgar-se o Oliveira e Costa do Governo mas bastava-lhe o ministro Relvas para não precisar de justificação.
TGV – Já Durão Barroso, parco na ética e na coerência, usou o TGV como arma de arremesso eleitoral, para depois assinar com pompa e circunstância, cinco linhas. O atual sucessor, menos perspicaz e mais perigoso, segue a mesma estratégia.
Eleições autárquicas – A lei da limitação de mandatos é uma eloquente metáfora do sistema jurídico português. A aplicação depende dos interessados e das conveniências partidárias.
Espanha – A primeira vítima do escândalo político de subornos ao mais alto nível, o «caso Gürtel», foi o próprio juiz Baltasar Garzón. Os corruptos não puderam destruir as provas do El País mas conseguiram previamente demitir o investigador.
Tunísia – O funeral do líder da oposição ao governo saído da “primavera árabe”, transformou-se numa gigantesc…

Na hora da despedida...

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Passos Coelho na Faculdade de Direito de Lisboa

Por mais incompreensão ou animosidade que suscite, repudio a coação física de foi alvo Pedro Passos Coelho. A tentativa de impedir a sua circulação é um atentado ao Estado de direito que ainda resta apesar do seu Governo.

A palestra esteve ao nível do autor e a mediocridade é a sua imagem de marca e a marca do Governo onde o colocaram a fazer de líder.

A contestação dos estudantes, cuja forma rejeito, esteve ao nível do seu merecimento e não espanta. O que surpreende é haver ainda quem o aplauda. A vida está mesmo difícil.

Irão - Paranoia islâmica

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Na imagem da direita os ombros de Michele Obama foram cobertos para não melindrar Maomé.

ITÁLIA – Eleições 2013 (a primeira volta...?)

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As últimas eleições lançaram a Itália na maior das incertezas e, com toda a probabilidade, não desenharam, nem clarificaram qualquer solução política para este País, assolado por uma grave crise económica e financeira.
A falta de sustentação democrática do ‘intermezzo tecnocratico’ protagonizado por Mario Monti - mas na realidade exigido por Merkel e abençoado pelos burocratas de Bruxelas – acabou por se desmascarar nestas eleições. O 'interregno democrático', que caracteriza a ‘gestão Monti’, durou pouco mais de um ano e, como é possível hoje verificar, não deu quaisquer frutos. Antes pelo contrário.
Mario Monti – um professor de Economia, ex-funcionário da Goldman-Sachs e ex-comissário europeu – foi apresentado aos italianos, em Novembro de 2011, como uma resposta sensata e qualificada para os desvarios e irresponsabilidades de Berlusconi que, entretanto, parecia ter perdido o apoio dos italianos e conquistado a desconfiança do eurocratas e, o que seria mais importante, a…

Vaticano - O Papa, a teocracia e a liturgia

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No bairro de 44 hectares – o Vaticano – abre, dentro de 48 horas, uma vaga para Papa. O atual, apesar de se encontrar em Governo de gestão, portou-se como soe acontecer com líderes profanos: continuou a proceder a exonerações e nomeações. Substituiu o titular do cargo mais importante – o gerente do IOR, aceitou a resignação de cardeais pouco recomendáveis, nomeou o novo bispo de Lisboa, futuro cardeal, e antecipou o consistório.
Sendo o primeiro Papa a sair vivo do cargo, em quase 600 anos, criou alguns problemas à monarquia cujo sucessor, perdida a tradição dos Bórgias, deixou de ser filho. Serão os cardeais a eleger o sucessor, tendo sido a maioria criados (este é o termo canónico) pelo “Papa emérito”, título em linha com o dos bispos que terminam o prazo de validade mas que demorou vários dias a encontrar.
Há mordomias que liminarmente perde. Fica sem o anel, que será destruído, poupando o dedo; fica proibido de usar a batina de peregrino mas deixam-no continuar a vestir-se de bra…

MANIFESTAÇÕES NO DIA 2 DE MARÇO

Estão marcadas para o próximo dia 2 de março manifestações em todo o País contra a política antipatriótica e antipopular da coligação neoliberal que detém o poder.

Tais manifestações foram há muito convocadas e estão a ser preparadas como o foram as de 15 de setembro, que se revelaram um grandioso momento de protesto contra essa política.

As de 2 de março prometem ser ainda mais grandiosas, quer pelo precedente criado pela anterior, quer por outro facto importantíssimo: a CGTP já manifestou a sua adesão.

Parece-me assim que todos os democratas, todos os patriotas, todos os que estão contra a política do governo, devem participar ativamente nessas manifestações.

Há muito que se chegou à conclusão que este governo já não tem qualquer legitimidade democrática. Está isolado – e mesmo até certo ponto dividido – e mantém-se agarrado ao poder unicamente para aproveitar a crise económica e financeira e o apoio de certos países estrangeiros para levar a cabo as suas intenções, cada vez mais ev…

Momento de poesia

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A dança dos astros
Para a “poeta” Maria Azenha
foi quando os átomos ensaiaram a dança onírica das valências que a matéria perseguiu o rasto da luz que inspirou a “poeta” as lágrimas de uma nuvem criaram os mares e as águas e o hálito quente da sua boca ardente desenhou na Terra a primeira metáfora com que inventou a Vida… depois, muito depois, gozando as delícias da eternidade e as da infinitude da palavra, esperou pelo Homem para inventar o amor … e os átomos continuaram a dançar…
Alexandre de Castro
Lisboa, Fevereiro de 2013

Momento zen de segunda 25_02_2013

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João César das Neves (JCN) é um arrebatado devoto cujas homilias de segunda (feira) hilariam e confundem os leitores. Chega-se a pensar que JCN pensa o que diz e diz o que pensa, embora não seja radioso o que pensa nem o que diz.
Cita a Bíblia como referência histórica rigorosa e acredita nela como o ministro Gaspar nas previsões financeiras que faz. A diferença é Vítor Gaspar demorar apenas um mês a apurar o engano e JCN a vida inteira convencido de que acerta.
Na homilia desta segunda feira repete as tolices habituais e, na pressa, acrescenta algumas novas. Diz, por exemplo, que o fator decisivo da renúncia do Papa «foi Deus», o mesmo suspeito que apontou para justificar o martírio a que a Cúria sujeitou João Paulo II.
JCN desconhece que este Papa teve de resignar em direto para poder sobreviver; que o relatório sobre o IOR e a fuga de documentos do Vaticano não são alheios à decisão; que a antecipação do conclave é necessária para manter cardeais em número suficiente antes de sere…

Ao de leve’…

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Para Marcelo Rebelo de Sousa, o falhanço do Executivo liderado por Pedro Passos Coelho no que diz respeito às previsões económicas para 2013 “estava na cara”. Até porque, ilustrou o comentador na sua habitual intervenção aos domingos à noite na TVI, “quando se bate com a cabeça na parede e a parede não muda tem de se seguir outro caminho”. Desta feita, considerou, restam apenas “dois caminhos ao Governo: disfarçar, como fez ao de leve o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, ou o da honestidade intelectual, assumindo o erro”. link
Marcelo continua igual a si mesmo. Não quer bater com a cabeça na parede. Pretendeu esconder-se atrás dela e ficar pela asserção de o ministro Vítor Gaspar exibiu no Parlamento, perante os representantes do povo, ao de leve, um disfarce. No oposto estaria uma desejada ‘honestidade intelectual’.
Enfim, presume-se que, na sua homília dominical, entreteve-se, pelo seu lado, a tentar disfarçar a falta de honestidade de um dos principais responsáveis pelo “falha…

A longevidade de Cavaco

Depois do caso das escutas, Cavaco só se aguentou no cargo porque está num país que não dá cavaco a ninguém.

Governo - Passado, presente e futuro

A inépcia do primeiro-ministro, sem experiência nem preparação para o cargo, reuniu medíocres alunos, com larga experiência nos piores expedientes, e doutos professores sem o menor contacto com a realidade. Em comum parecem ter a obsessão neoliberal e uma sólida aversão à Constituição da República. Em conjunto, conseguiram formar o pior e mais desolador Governo da democracia, sem ética, sensibilidade ou pudor.

Esgotou-se rapidamente, sem honra nem glória, o capital de esperança com que tomou posse, ajudado pela central de intoxicação que demonizou o governo anterior e pelo PR que estava em dívida para com o partido que transformou «um mísero professor» [sic] no político mais longevo da democracia, exceção feita ao sólido talento madeirense.

Hoje estão ambos pelas ruas da amargura. O PR recolheu-se ao Palácio de Belém, como os beatos aos retiros da Quaresma, em profunda catalepsia donde apenas sai para impor alguma venera ou presidir a cerimónias públicas, obrigado. Basta o faceboock …

A verdade acima de tudo

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, afirmou hoje, em entrevista ao DN, que «Miguel Relvas é tão responsável como qualquer outro membro do Governo».

Para quem pensava que havia diferenças, aqui fica o cabal desmentido.

As lições (ilações) dos últimos tempos…

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Começa a fazer-se tarde para balanços que teimam em ser postergados para quando a situação atingir o irremediável.
O recente malabarismo (‘grande pirueta’ no dizer do deputado Pedro Marques link) protagonizado pelo ministro Vítor Gaspar no Parlamento (Comissão de Orçamento e Finanças) foi um exercício da mais alta irresponsabilidade política travestido de um insuportável chico-espertismo de matriz aparentemente tecnocrata link. Mas o grave, o trágico, serão as consequências deste dogmático e inconsequente ‘exercício’ que, mais uma vez, corre o risco de ser, ingloriamente, suportado pelo povo português.
É isto que significa o despudorado anúncio feito pelo ministro de ‘medidas contingentes no valor 0.5% do PIB’link (leia-se novas medidas de austeridade no valor de 800 milhões de euros) que vão obviamente provocar ainda mais recessão e tem como corolário o completo afundar do País num brutal empobrecimento (de cada vez mais difícil reversão). O Governo mostra ter tomado as rédeas no…

Humor - Cartoon de José Vilhena

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O Vaticano e a Itália

Poucos se dão conta de que a Itália vai amanhã a eleições e que os resultados, a menos de quatro dias do prazo de validade do atual Papa, são determinantes para a Europa.

Qualquer cardeal dará um papa que fará exultar a multidão de crentes e figurantes que se extasiam com o fumo na Praça de S. Pedro, mesmo agora que o Espírito Santo já foi exonerado dos consistórios, por desinteresse dos cardeais ou da 3.ª pessoa da Trindade.

Preocupante é a falta de qualidade dos políticos que disputam as eleições. Quanto aos cardeais apenas se sabe que andam com a cabeça à roda à espera que lhes caia a tiara no cocuruto.

No fim do mês o Vaticano fica sem Papa e não vem daí mal ao mundo. A Itália fica sem possibilidades de formar Governo e a União Europeia tem mais um problema insolúvel.

É a vida, como dizia um saudoso engenheiro de que sinto a falta.

Visita aos Açores 8/23_02_2013 – Religiosidade no meio do Atlântico

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Cheguei numa tarde de sol a Ponta Delgada. Durante 15 dias, a chuva, que é frequente, poupou-me nos passeios pela ilha. O basalto é o material de construção que sobressai nas casas e denuncia a origem vulcânica de S. Miguel e restantes ilhas do arquipélago dos Açores. S. Miguel é uma sucessão de prados verdejantes, povoados de vacas e rodeados de uma vegetação paradisíaca que acompanha a orografia até ao mar.

Saltaram à vista do viandante os azulejos que decoram as frontarias das casas modestas, reproduzindo o Senhor Santo Cristo dos Milagres ou, apenas, perdido o último apelido, o Senhor Santo Cristo, numa iconografia profusamente repetida sem grandes alterações. Há outras imagens pias, em menor abundância, e apenas deparei com uma dedicada a Santa Catarina (mártir) com um apelo que revela a falta de devoção: «dai juízo a todos os que vos louvem».

Entre casas de habitação, exíguas capelas, imaculadamente limpas e com alvas toalhas, prestam culto ao «Divino Espírito Santo», o element…

Chama-se a isto: ‘marrar contra a parede’

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As novas previsões da Comissão Europeia para Portugal não são as melhores: a recessão deverá ser o dobro do previsto, o desemprego vai disparar e o défice vai derrapar. Pelas contas de Bruxelas, a economia deverá cair este ano 1,9%. O dobro do que estava previsto antes, mas a previsão fica agora mais perto da mais recente estimativa do governo que é de 2%. Também o desemprego continuará a subir e deverá atingir este ano 17,3% contra os 16,4% previstos pelo Governo. A acontecer significa que mais de um milhão de portugueses estarão sem trabalho no final do ano. Quanto ao défice, tudo indica que o Governo não conseguirá cumprir a meta definida com a troika de 4,5%. Bruxelas acredita que o esforço da austeridade não produzirá grandes resultados práticos: o défice português deverá ficar nos 4,9%. O primeiro-ministro desvaloriza os números. Em Viena, Passos Coelho diz que vai manter a estratégia de consolidação orçamental seguida até agora.link.
Nota: O sublinhado é da autoria do ‘post…

Um enigma pouco ‘recomendável’…

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Nas jornadas do PSD dedicadas à "consolidação, crescimento e coesão” coube a vez a Vítor Gaspar falar sobre um tema onde a sua acção política tem sido verdadeiramente desastrosa. Era de supor que para justificar-se perante os insucessos em catadupa, (consolidação orçamental, endividamento, recessão, desemprego, etc.), o ministro apresentasse complexas justificações técnicas sobre os mercados e rebuscadas análises (hiper)valorativas dos efeitos da recessão europeia sobre o nosso País. Não tendo a noção dos seus limites lançou, na referida reunião, para o auditório uma proposta aparentemente ‘revolucionária’. Propôs: "alterações profundas do sistema político" (no período pós troika) link. E mais não adiantou. Trata-se de uma devastadora 'bomba política' que foi tratada displiscentemente pelos partidos, comunicação social e foruns de debate cívico. Estas reuniões entre membros do Governo e militantes do principal partido que o suporta na AR destinam-se a ‘justifi…

DE NOVO A ORDEM DOS ADVOGADOS (COMENTÁRIO)

Só agora me é possível pronunciar-me sobre o post de Rui Cascão [ link] com o mesmo título deste. Trata-se, como habitualmente, de uma peça muito bem escrita e fundamentada; porém, discordo dela em quase tudo.

1. Não conheço os sistemas judiciais sueco e finlandês, mas, a ser como diz Rui Cascão, não tenho dúvidas em afirmar que, no âmbito da Europa e creio que também dos países da América, se trata de sistemas ultraminoritários, para não dizer exóticos.
Parece-me aberrante que, num Estado de Direito, qualquer “curioso” possa, sem ser formado em direito, exercer a consulta jurídica e patrocinar causas em Tribunal. Para que servem então as Faculdades de Direito? E que garantia se pode ter de que esse indivíduo tem um mínimo de conhecimento das normas jurídicas com que tem de lidar? É como se um cidadão pudesse exercer medicina sem ser médico ou construir pontes sem ser engenheiro. É como se voltássemos ao tempo dos barbeiros-cirurgiões!
Por outro lado, perante um juiz licenciado em Dir…

A laicidade é a vacina contra as guerras religiosas

As guerras religiosas são um flagelo devastador no dealbar deste novo milénio. A orgia de horror e crueldade deve ser contida onde quer que tenha lugar, seja qual for o credo.

A evidente fragilidade no combate aos crimes religiosos resulta da conivência entre Governos e Igrejas maioritárias. A separação é insuficiente e a laicização – único remédio eficaz – não foi ainda conseguida. O proselitismo é a expressão da vocação totalitária e o poder temporal uma obsessão clerical.

O processo de globalização em curso acirrou ódios inter-religiosos. Cada religião aspira à globalização e à exclusão da concorrência. Compreende-se assim a virulência das que se sentem mais ameaçadas. É no auge da crise que se atinge o apogeu da fé e a vertigem do martírio.

O XV Congresso do PPE, há mais de uma década, aprovou no Estoril a alusão à defesa do património cristão no projeto de Constituição da Europa. Era um erro e uma provocação às outras religiões do livro. Se a abolição de fronteiras for o objetiv…

Notícias do dia

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PANACEIAS E DESPAUTÉRIOS

Os “governantes” que nos desgovernam, como se não bastasse agredirem os portugueses das mais variadas formas, agridem também barbaramente a língua pátria.

No último “Expresso”, Clara Ferreira Alves escreveu um excelente artigo sobre as notórias dificuldades do primeiro-ministro no uso das preposições.

Hoje noticia o “Diário de Coimbra” que o Secretário de Estado do Emprego, Pedro Roque, discursando na Faculdade de Economia de Coimbra sobre as medidas do governo para alegadamente relançar o emprego, declarou que tais medidas “não deixam de ser panaceias”.

Ora, como toda a gente – menos o referido secretário de Estado – sabe, e pode ver-se no Dicionário da Porto Editora, “panaceia” é uma “planta imaginária a que se atribuía a virtude de curar todas as doenças”, e, em sentido figurado, um “remédio para todos os males”.

Não foi certamente isto que  Sua Excelência quis dizer; e o que ele quis dizer não chegou obviamente ao conhecimento dos ouvintes.

O que não percebo é que se convidem indi…

Humor...

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Não acredito em bruxas

A não recondução de Cândida Almeida à frente do DCIAP é um direito. Se o processo disciplinar se deveu a violações do segredo de Justiça foi um dever mas, se há motivos sindicais ou políticos, é o fim da credibilidade que resta ao Ministério Público.

A decisão sobre os pedidos para que seja levantada a imunidade a Alberto João Jardim e a Miguel Relvas determinarão a forma como a opinião pública julgará a independência da nova PGR de que os portugueses apenas conhecem a intensa devoção às festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, nos Açores, e a simpatia sindical de que goza.

A Jardim pretende averiguar-se a sua ligação aos erros nas contas da Região e a Relvas prosseguir com o inquérito-crime pela ajuda à empresa Tecnoforma, uma empresa que teria sido ajudada em 2002 pelo então secretário de Estado Miguel Relvas quando a dita empresa estava ligada a… Pedro Passos Coelho.

Nos ouvidos dos portugueses ainda ecoam as palavras do discurso de Pinto Monteiro, na cerimónia em que foi agrac…

A política, a economia, a ecologia e o futuro

Enquanto, em nome de uma certa visão de desenvolvimento, se delapidam recursos que encurtam a sobrevivência do Planeta, há quem persista no caminho do abismo e impeça a procura de novas soluções.

Não há neste assunto, como em nenhum outro, unanimidade de opiniões, mas há já um largo consenso sobre o que não pode ser feito. Desde a bomba demográfica, que ameaça deflagrar antes de qualquer medida séria para a contrariar, até à obstinação em exaurir os combustíveis fósseis e ao envenenamento dos recursos hídricos, tudo aconteceu no espaço de duas gerações.

As soluções, se as há, serão políticas e percebe-se mal a falta de um amplo movimento que as procure, seja através de um partido político ou de um movimento autónomo de opinião pública.

O PEV tem refletido sobre alguns destes problemas mas a sua captura pelo PCP retira-lhe autonomia e atrai preconceitos. À direita houve, da parte do Eng.º Carlos Pimenta, o que parecia um genuíno entusiasmo pela ecologia mas, tal como muitos dos dirige…

Anda o mundo ao contrário

Já deixei expressa a minha indignação pela coação à liberdade física do ministro Relvas. Um governo derruba-se mas um ministro não se agride, porque o primeiro é, neste caso, uma tragédia para o país e o segundo continua a ser, no pior dos casos, um cidadão. Ainda que reles.

Já o convite ao ministro Relvas para palestrante no Clube de Pensadores, ainda que o de Gaia, um convite feito a quem tem instrução rudimentar e débil preparação intelectual, é um atentado à inteligência e um ultraje à cultura. Não sei se o auditório estava ao nível do palestrante mas é tão estranho convidar tal criatura, como luminária do pensamento, como seria convidar Eduardo Lourenço para falar de chinquilho.

Dada a baixa cotação da inteligência e da cultura, já não surpreende que Miguel Relvas seja a única autoridade disponível para fazer uma conferência sobre jornalismo numa escola superior prestigiada – ISCTE –, nas comemorações dos 20 anos de jornalismo da TVI, ele que pode ter muitas informações de servi…

O GOVERNO FOI CORRIDO !

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Não se entusiasme, caro leitor. O título é metafórico. Por enquanto foi só o Relvas. E só foi corrido do ISCTE. Mas já é alguma coisa!

O caso é que ontem Relvas teve o desplante de se apresentar no ISCTE - um Instituto Universitário – para participar numa conferência. Os estudantes, indignados, correram com ele. Puseram-no na rua.

Sei que muitos irão dizer que “isso não se faz”, que os estudantes se portaram mal, que foi uma falta de respeito por um governante, etc.

Sendo embora defensor da luta política pacífica e democrática, não partilho dessa opinião. É que este governo não é pacífico nem democrático. Apenas baseado numa maioria eleitoral que conseguiu há mais de um ano, prometendo o contrário daquilo que depois vem fazendo, tem vindo a governar antidemocraticamente e sujeitando o povo português às mais inauditas violências, designadamente económicas e sociais.

A atitude dos estudantes é perfeitamente compreensível. Foi a legítima resposta a uma provocação. É que a simples pre…

Um artigo de Fernando Dacosta

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Advertência

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Hoje e a propósito disto link vamos assistir a um chorrilho de lições de (bom) comportamento nas redes sociais, blogs, etc.
Como se o ‘problema Relvas’ não fosse político…

Factos e documentos

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De novo a Ordem dos Advogados

Começo por me desculpar perante os leitores e os colegas deste blogue pela tardia réplica aos excelentes posts de António Horta Pinto e E-pá relativamente ao meu post em que questionei a actualidade e a necessidade das ordens profissionais, com especial enfoque na Ordem dos Advogados e a intervenção do seu bastonário na abertura do ano judicial.

Existem países, que são estados de direito democráticos com credenciais inquestionáveis nessa matéria, em que não existem associações de inscrição obrigatória para o exercício profissional da consulta jurídica e do patrocínio judiciário. Refiro-me nomeadamente à Suécia e à Finlândia. Nesses países, qualquer cidadão ou residente em pleno gozo dos seus direitos cívicos e que conheça uma das línguas oficiais pode legalmente exercer a actividade de consulta jurídica e patrocinar qualquer causa em qualquer tribunal, ainda que não licenciado em direito. As "ordens" dos advogados locais- a Advokatsamfundet na Suécia e a Suomen Asianajajali…

A informática, essa espécie de bruxaria

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Antigamente  a bruxaria era apanágio feminino que alimentava fogueiras e medos coletivos. Aproveitavam a calada da noite para os conciliábulos e a vassoura para transporte até às encruzilhadas dos caminhos onde desembocavam fantasmas e se rogavam pragas. Era aí que a tradição judaico-cristã domiciliava a origem das desgraças que semeavam o pânico na plebe e a loucura nos inquisidores.
Hoje, os feiticeiros têm o nome impresso à entrada dos gabinetes que acendem as luzes à sua chegada, ar condicionado que evita às pituitárias a náusea do odor corporal e computadores onde escondem o saco dos sortilégios.
Circulam sem cerimónia no Windows, deslocam-se em confortáveis automóveis que deixam aprisionar no inferno do trânsito. Vivem num mundo de luzinhas, textos esotéricos que refletem a cabala matemática em sequências de 0 e 1, linguagem binária inacessível a profanos e que estarrece os basbaques. Foi-se o pacto com o demónio.
Os informáticos rezam com o teclado e devassam as trevas do cibe…

CRÓNICA DE DUAS MORTES ANUNCIADAS

Noticiou ontem a TVI que nos últimos três dias se suicidaram no Porto dois pequenos empresários da restauração, por não terem possibilidades de fazer face aos seus compromissos e se verem na iminência de terem de encerrar os seus estabelecimentos. Ouvidos vários outros empresários do ramo, todos concordaram em que as dificuldades que os levaram a esse ato extremo resultaram das medidas do governo para o setor, designadamente da desastrada subida da taxa do IVA da restauração de 13 para 23%.


Na notícia foi dito também que nos últimos meses sete empresários da restauração algarvios fizeram o mesmo pelas mesmas razões, e que em 2012 encerraram 11.000 restaurantes, lançando no desemprego 37.000 trabalhadores.

Nada que não se esperasse. A “fatwa” contra esses empresários já havia sido lançada pela coligação governante, em pleno Parlamento, pelas bocas dos deputados Hélder Amaral, do CDS, e Virgílio Macedo, do PPD, que declararam que há em Portugal estabelecimentos de restauração a mais.

Aq…

Taxation without representation

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Cavaco Silva - o sedentário silencioso

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Longe vão os tempos em que o PR se insurgia contra o Governo e a AR, com raiva ao líder do primeiro e fúria contra as decisões da última. O discurso da tomada de posse do último mandato foi uma manifestação de ressentimento contra o PM e as declarações sobre o Estatuto dos Açores uma colérica ostentação de azedume contra a unanimidade da decisão parlamentar. Foram os momentos mais altos da sua mais baixa intervenção.

Eram tempos em que Cavaco tinha da colaboração institucional e respeito pelos outros órgãos da soberania, um particular entendimento. Depois dos maus momentos da casa da Coelha e do caso das escutas, esperava-se do PR o cumprimento mínimo das funções e uma atitude de solidariedade para com o povo sofre.

Logo que a exiguidade das pensões que recebe, somadas ao subsídio de representação presidencial, passaram a ser exíguas para os encargos, tornou-se lacónico e sedentário.

Afastou-se do Faceboock, desinteressou-se do desemprego, da emigração dos jovens, da raiva que cresce…

A última bênção de B16 no Vaticano

A nomeação do barão Ernst Von Freyberg, cavaleiro da poderosa Ordem de Malta e construtor de tanques de guerra, como novo presidente do Banco do Vaticano, revela que a maior preocupação de B16 não era a teologia, era a tesouraria.
Que o burro ou a vaca fossem afastados do presépio é um mero detalhe da mitologia católica, mas que o cardeal Bertone se mantivesse à frente do IOR, era um perigo para as finanças do obscuro Estado.
Foi coerente com a tradição católica a última atitude relevante do papa demissionário. Ninguém se interessa pelo passado da Igreja mas todos os cardiais e bispos se torturam com as finanças do Vaticano e temem as consequências da lavagem de dinheiro e das eventuais conexões com a máfia.
Não foram os casos de pedofilia que abalaram o Estado criado por Mussolini, foram as contas opacas do IOR e a luta do Opus Dei pelo seu controlo. Este Papa era agente da prelatura que protegeu JP2 e o arcebispo Marcinkus. Tarcisio Bertone tinha mais poder. Deus nunca foi visto no…

Basta!

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O meteoro que explodiu sobre a Rússia, com uma potência destruidora superior à bomba de Hiroxima, feriu mais de mil pessoas e deixou um rasto de destruição. Apesar das tragédia, podemos dizer que o poder destruidor do meteoro era muito superior às consequências  que provocou. E de uma catástrofe natural ninguém está a salvo.
Em Portugal, um simples primata, devolvido de uma ex-colónia e oriundo da JSD, tem provocado desgraças bem mais devastadoras do que o meteoro que atingiu o Planeta.
A incompetência com que decide, a insensibilidade com que empurra portugueses para a miséria e o desespero, a indiferença perante os currículos devastadores para a honra de governantes, incluindo o seu, mostra um primeiro-ministro que, custe o que custar, não pode permanecer no poder. Vamos a caminho de um país sem empregos e sem pensões.
Que saberão dele os que o aguentam ou o que saberá ele de quem já devia ter dissolvido o Parlamento antes de Portugal atingir o ponto de não retorno duma tragédia pio…

O bispo, as hóstias e a bruxaria

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Li no DN de sexta-feira, dia 15: bispo de Bragança denuncia o roubo de hóstias para bruxaria, hóstias que no mercado negro podem valer 250 euros, se consagradas por um padre, ou 5000 se for um bispo o autor da consagração. Veio na 1.ª página.
O que me surpreende é o olfato dos bruxos para a consagração. Como é que distinguem uma hóstia consagrada de outra normal, sem um ensaio duplo-cego ou um laboratório alquímico que confirme a transubstanciação.
Basta ao padre colocar pão ázimo, sem fermento nem sal, no sacrário, e lá vão os ímpios iludidos com o placebo em vez do corpo e sangue que só a fé descobre depois dos sinais cabalísticos de quem tem alvará para a consagração.
Há até paroquianos – diz um padre – que «não engolem a hóstia para depois a poderem utilizar em rituais», o que deixa a suspeita de que os avençados da eucaristia podem ter pacto com o diabo.
O bispo de Bragança e Miranda, José Cordeiro, está muito preocupado pelo roubo das hóstias que, ao que lhe dizem, se destinam …

Coelho e a 'filosofia' da cordoaria..

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Participando nas ‘Jornadas da Consolidação, Crescimento e Coesão’ do PSD, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu na noite desta sexta-feira, no Porto, que: “os portugueses estão num momento em que devem estar confiantes de que os objectivos podem ser cumpridos sem que a corda que está esticada possa partir”. link
O recurso a esta 'filosofia' da corda vai dar pano para mangas. Todos pressentimos a corda esticada mas ainda vai dando para ‘bambolear’ em Jornadas (partidárias e só nessas).
O ‘equilibrista’ que sobre ela quer continuar a transitar parece, subitamente, aperceber-se que lhe terão retirado a rede. Desapareceu o chão que deveria estar por debaixo.
No meio do percurso vê do outro lado, no palanque, os mercados (onde esteve há poucos dias) acenando-lhe com glórias e aplausos, mas o agora ‘malabarista’ que andou este tempo a tecer uma entrelaçada teia verifica que lhe falta o ‘pé’. Começou a ser sugado por uma violenta ‘espiral’ (que nega),  que o está a ‘de…

Carta a Galileu Galilei (n. 15-02-1564)

"Eppur si muove!"

Galileu, ontem foi o teu dia de anos. Na sabedoria dos teus 449 anos deves agradecer ao Papa a missa com que celebrou o teu 445.º aniversário. Não sejas ingrato, repara que foi a primeira em séculos de defunção, foi de borla, e talvez em latim, para não atrapalhar o teu entendimento com o italiano moderno. Foi missa solene, daquelas que só se rezam por mortos poderosos. Quem sabe se essa missa não lhe custou a tiara, 4 anos depois.

Foste um felizardo, Galileu Galilei, não foste queimado vivo como Giordano Bruno que também escreveu heresias e a quem ainda querem derrubar a estátua. Não, eu não falei da estátua, daquela horrível tortura a que o Santo Ofício, a PIDE e outras polícias recorriam, referia-me à figura inteira, em pleno relevo, que representa um homem, pode ser em bronze, granito, terracota ou mármore, sim, ou dessas que o Santo Ofício usava para queimar quando lhe fugia o herege.

Eu sei que não sabes, como pode um cadáver saber, mas 350 anos depoi…

Gasparices à moda do relvas

Vá lá um homem ser prior nesta paróquia

A amantíssima esposa, que me conhece as manhas e os hábitos e mantém a bonomia de quatro décadas de casamento, com papelinho passado e uma afeição que me surpreende, admoestou-me hoje quando ia meter-me as calças na máquina de lavar.

- Estás maluco ou quê?

Dos dois ou três papeis que era costume devolver-me, retirados dos bolsos, encontrou dezenas de faturas de pequenas despesas que a paranoia fiscal me obrigou a solicitar. Parecia o Atílio, uma personagem de uma telenovela brasileira, que vi há muitos anos, e que, na sua demência, guardava o lixo.

Em três dias tinha nos bolsos faturas de uma dúzia de cafés, uma barba, dois envelopes de correio azul, quatro jornais, duas revistas, um corta-unhas, um pente para carecas, o carregamento do telemóvel, duas águas de marca, o combustível do carro, três recibos de estacionamento, um livro impio e dois jantares num restaurante de 3.ª categoria.

E mal ela sabe o susto que apanhei quando bebi uma água nu…

A dica da semana: “Razoavelmente”…

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O primeiro-ministro afirmou que o desemprego está "razoavelmente" de acordo com as previsões… link

Um ‘relvítico’ folclore…

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Miguel Relvas andou uns tempos foragido da praça pública para tentar fazer esquecer as charadas pessoais e dissimular que ainda pertence a um Governo que está a conduzir este País para uma anunciada catástrofe.
Resolveu ‘ressuscitar’ no final de um conselho de ministros para comentar duas desastrosas situações que tinham sido reveladas pelo INE: a taxa de desemprego atingiu o histórico ‘pico’ de 16,9% e a economia portuguesa continua a cair acima do estimado verificando-se em 2012 um ‘recuo’ de -3,2%link.
Eis senão quando, muitos portugueses atingidos por uma incrédula estupefacção e cilindrados pela eminência do desastre, ouviram este abstruso espécime apregoar que “todos os objectivos definidos pelo Governo para 2012 foram alcançados"… link Não merece a pena digladiar argumentos contra tamanho dislate. A evidência de vida e os dolorosos resultados, acabam invariavelmente por ‘despir’ os inveterados amadores de retóricas fáceis e populistas, transformando-os naquilo que efectiv…