Momento de poesia (popular)


Portugal está na pobreza
Mas a Língua Portuguesa
Continua a enriquecer,
Já era uma Língua rica
Se agora mais rica fica
É o que está pra se ver.

Há vocábulos usados
Com vários significados
Denominados homónimos;
Também se exprime a preceito
Uma ideia ou um conceito
Usando vários sinónimos.

Está neste caso ROUBAR
FURTAR, DESAPROPRIAR
SURRIPIAR e EXTORQUIR;
RAPINAR ou SAQUEAR
ESBULHAR e GATUNAR
PILHAR e SUBTRAIR.

PALMAR e LARAPIAR
BIFAR, PIFAR, ou GAMAR
Mesmo que seja em calão;
ASSALTAR ou SALTEAR
TIRAR, LIMPAR, DESPOJAR,
Tem tudo a mesma acepção.

CONFISCAR, DESAPOSSAR,
APROPRIAR, ESPOLIAR
São conceitos semelhantes;
RIPAR e AMARFANHAR
ARREPANHAR, EMPALMAR,
Larápios são uns tratantes.

Surge agora um novo termo
Criado por um estafermo
Que nos está a (des) governar;
Com imprevidentes PASSOS
Fazendo de nós palhaços
Inventa o verbo gaspar.

GASPAR é neologismo
Que nos lança para o abismo
Num desastre humanitário;
Mesmo com o país enfermo
Vamos extirpar tal termo
Do nosso vocabulário.

(Autor desconhecido)

[Recebida de um amigo]

Comentários

Grande chapelada a este rigor popular.
De métricas de conceitos e de rimas!
Pena é que um poema não seja literalmente uma bazuca!
Estou contigo, companheiro Jorge.

Abraço.

Carlos

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