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A mostrar mensagens de Janeiro, 2022

Eleições legislativas - 2022

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 Derrota arrasadora de Marques Mendes e Vitória indiscutível de António Costa

Eleições legislativas de 2022 – Vitória robusta do PS

A Direita teve uma recuperação notável e, no dia do ato eleitoral, as televisões não se abstiveram de sub-repticiamente a ajudarem, à semelhança da mal disfarçada intenção do PR embrulhada no legítimo apelo ao voto, ontem, em dia de reflexão.  O PR deve explicar por que motivo quis coagir o PCP e o BE a aprovarem o OE/2022 e, numa atitude temerária, alardeou o que tinha o direito de fazer, mas sem permitir que o PS apresentasse novo Orçamento. Valeu-lhe não ter de suportar já a instabilidade para a qual empurrou o País. Os que chumbaram o OE terão agora de lamber as feridas. Toda a esquerda foi vencida. O eleitorado castigou-a e os democratas só esperam que não continue o mantra de que o PS de António Costa é um partido de direita. Nesse caso, aos autores só assiste o direito de serem perpetuamente oposição. O eleitorado revoltou-se e temeu a instabilidade, que agravaria as condições de vida dos portugueses, e as eleições, que se repetiriam dentro de dois anos, não auguravam que

PSD – Câmara de Coimbra

O presidente, eleito pelo PSD, prometeu a «via rápida para o progresso», promessa que já começou a concretizar. A fatura da água de janeiro é muito maior e a insinuação de uma possível privatização já foi feita pelo novo presidente do SMASC, Prof. da UC. Antes, Coimbra tinha a Universidade e a Câmara Municipal, agora é a Universidade que tem a Câmara, os SMASC e o Diário de Coimbra a fazer a propaganda do novo edil.

DIA INTERNACIONAL DE COMEMORAÇÃO EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO – 77.º aniversário da libertação de Auschwitz – 27-01-1945

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 O Terceiro Reich fez da morte indústria, do antissemitismo religião e da crueldade a sua vocação. Há 77 anos, a chegada do exército soviético a Auschwitz-Birkenau, libertou os que restaram, depois de 2,7 milhões de vítimas gaseadas, judeus, homossexuais, ciganos e deficientes. Esquecer esse dia é ser cúmplice da crueldade do nazismo, esconder aos filhos e netos o horror dos que aí morreram, entre maio de 1940 e janeiro de 1945, e não prevenir a repetição do que a loucura dos homens é capaz, quando na Europa a extrema direita está a conseguir que se minimizem as atrocidades cometidas pelo nazismo.  Não esqueçamos.

Opus Dei ou Opus Daemonii? (Subsídios para o conhecimento da seita)

É curioso como se urdiu a campanha contra a Maçonaria, especialmente contra o GOL, associando-a à Opus Dei, sob o alto patrocínio da direita jurássica e dos sindicalistas da ASJ e do SMMP, que representam os exóticos sindicatos judiciais, com a conivência da comunicação social. Os sindicalistas queriam expor quem fosse magistrado ou político. Sabendo da ilegalidade, era a forma de lançar suspeitas. Foi uma vindicta a lembrar os tempos do salazarismo, onde a Maçonaria era o inimigo, aliás, compreensível, pela sua história na luta pela liberdade. Foi no seu seio que nasceu a Revolução de 1820, o 31 de Janeiro, o 5 de Outubro e, até, o SNS, ainda que o último tivesse o apoio e entusiasmo da esquerda parlamentar. A associação à Opus Dei, com razões para ser designada Opus Daemonii, para recordar o latim e o mito religioso, foi um truque bem montado para fingir a isenção dos autores da perseguição à maçonaria, que imaginam santa a outra. Ainda duram as comemorações do 75.º aniversário

HEREDITARIEDADE – Reprodução assistida

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Também era possível nascer de um pai morto. Bastava adquirir os espermatozoides num banco de esperma e encontrar uma mulher indiferente ao dador.

Humor negro

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A guerra colonial, a síndrome de Estocolmo e a falta de pedagogia cívica

Soube, com revolta, sem surpresa, da oferta de um casaco camuflado ao líder fascista, por antigos combatentes da guerra colonial. Durante 48 anos descurou-se a pedagogia sobre a guerra injusta, inútil e criminosa que a ditadura fascista prosseguiu quando os outros impérios coloniais já tinham reconhecido a independência às colónias. É difícil, para quem julga que esteve a defender a sua pátria, aceitar, depois de tão longo sofrimento, que esteve a ocupar a pátria de outros, e que cada dia de guerra acrescentou mortos e estropiados, aos dois lados, e inviabilizou a permanência dos portugueses que aí construíram honestamente a sua vida. O drama dos retornados e o sofrimento dos soldados que aí combateram, tornou-nos a todos vítimas da guerra colonial, e não heróis da guerra do ultramar como os fascistas a designam. A nostalgia de um regime de que todos fomos vítimas é uma injustiça para os pais que aqui ficaram na ânsia do nosso regresso, para nós próprios que continuamos a sangr

A campanha eleitoral e as sondagens

Antes de mais, presto homenagem a Jerónimo de Sousa e a António Costa que foram os principais obreiros da mais fecunda experiência política portuguesa, a que o BE e PEV se associaram, para remover um governo que Cavaco se esforçou por manter, contra a vontade da AR e do eleitorado. Ficarão ambos na História desta II República, o primeiro pela iniciativa e o segundo por integrar os partidos à esquerda do PS na área do poder e libertar o PS da chantagem da Direita, retirando-lhe o estranho direito que se arrogava para definir o «arco do poder», ao arrepio dos resultados eleitorais. A experiência, irrealizável na próxima legislatura, tem boas razões para não ser a última e é um desafio que, no futuro, há de condicionar os neoliberais que se acolhem no único partido genuinamente social-democrata português – o PS –, e fragilizar a Direita. Dito isto, assisto com mágoa à luta fratricida das esquerdas, em cujo campo me situo, a prever, com razoável aproximação, as alterações que cada um

Solidariedade fraternal, insânia religiosa ou ambas?

Malik Faisal Akram, cidadão britânico de 44 anos, pretendeu libertar a irmã, condenada a 86 anos de prisão, em 2010, detida por pertencer à Al Qaeda, e que, ao ser interrogada, tirou a arma de um guarda e disparou contra os oficiais americanos que a interrogavam em Ghazni, no Afeganistão. Desconheço se o alegado irmão o era de sangue ou por laços fraternais da fé que o levou do Reino Unido ao Texas, a sequestrar quatro judeus, incluindo o rabino, na sinagoga em que oravam, e exigir a libertação de Aafia Siddiqui, cientista paquistanesa apelidada de "Lady Qaeda" por jornais dos EUA, onde cumpre uma pena de 86 anos de prisão. As sinagogas norte-americanas encontram-se sob fortes medidas de segurança devido a frequentes incidentes graves em anos recentes. Quem conhece os antecedentes da ascensão do nazi/fascismo na década de 30 do século passado, arrepia-se com o regresso do antissemitismo e do valor simbólico do ataque a um templo. No caso presente, o terrorista foi abati

Quo Vadis, Justiça portuguesa? – 2 – Emídio Rangel e os sindicatos de magistrados

O falecido jornalista Emídio Rangel, fundador da TSF e ex-diretor-geral da SIC acusou, em 2010, na AR, numa comissão de inquérito sobre o tema da liberdade de expressão e os meios de comunicação social, a ASJP e o SMMP de serem “duas centrais de gestão de informação processual, concretizada através da promiscuidade com os jornalistas”. O prestigiado jornalista foi alvo de uma ação movida pelos exóticos sindicatos e acabou condenado, em 8 de maio de 2012, a pagar a cada um, além de 50 mil euros, por danos não patrimoniais, 300 dias de multa à taxa diária de 20 euros, o que totalizou 106 mil euros, sendo parte desse valor já pago pelos herdeiros após a sua morte, em 2014. Num país onde a liberdade de expressão honra a jurisprudência, a pena deixa a sensação de vingança corporativa. Foi a decisão de juízes sobre a queixa de outros juízes. Emídio Rangel não se conformou e recorreu para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) que, agora, 7 anos depois da sua morte, condena o E

A laicidade é a vacina contra as guerras religiosas – 2

Sinto-me sempre horrorizado com crimes sectários de natureza religiosa. Hei de voltar ao caso do sequestro em sinagoga no Texas que terminou com a libertação dos reféns e a morte do sequestrador, mas, antes, regresso à laicidade que bandos de beatos, de mãos dadas com políticos oportunistas, traem em países republicanos e laicos. As guerras religiosas são um flagelo devastador neste novo milénio. A orgia de horror e crueldade deve ser contida onde quer que tenha lugar, seja qual for o credo. O Estado e as Igrejas têm de ser obrigado ao regime de separação. A fragilidade no combate aos crimes religiosos resulta da conivência entre Governos e Igrejas maioritárias. A separação é insuficiente e a laicização, único remédio eficaz, não foi ainda conseguida apesar da crescente secularização das democracias. O proselitismo é a manifestação da vocação totalitária, e o poder temporal uma obsessão clerical. A globalização acirrou ódios entre as religiões e estas aspiram a excluir a concorrê

Tancos – A derrota da Polícia Judiciária Militar (PJM) às mãos da Polícia Judiciária (PJ) graças ao roubo e recuperação do material de guerra do paiol de Tancos.

Permitam-me, leitores, que comece por deixar aqui um cordial abraço e expresse a mais profunda solidariedade a dois delinquentes que desconheço, o coronel Luís Vieira, ex-diretor da PJM, e o major Vasco Brazão, porta-voz da PJM, condenados respetivamente a quatro e a cinco anos de prisão, embora com pena suspensa e em recurso. Dito isto, recordo a luta entre as duas polícias, com a vitória total da PJ, e a tentativa de linchamento do ministro da Defesa para atingir o PM de um Governo do PS, então com o apoio do BE, PCP e PEV. Enquanto se aguarda um escândalo qualquer, guardado para as eleições legislativas, de modo a alterar as intenções de voto, vale a pena recordar que nem tudo o que parece é.     O general João Cordeiro, ex-chefe da Casa Militar do PR, acusado do crime de falsas declarações, por ter afirmado que nunca recebeu emails do então diretor da PJM. O general João Cordeiro, que o coronel Luís Vieira dizia ter informado, pessoal e oficialmente, do andamento da recuper

HETERÓNIMOS

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Deixa os heterónimos de Fernando Pessoa a perder de vista.

COINCIDÊNCIAS

Ontem, dia do debate Costa/Rio foi amplamente divulgado que Eduardo Cabrita pode ser constituído arguido por homicídio negligente por omissão. O MP reabriu o processo, em despacho assinado no dia anterior pelo diretor do DIAP de Évora, decisão que deverá ser formalmente comunicada nos próximos 45 dias, e que a TVI anunciou. Hoje, os noticiários abrem com a notícia, seguida da multa aplicada pela Comissão Nacional de Proteção de Dados, decorrente da autarquia de Lisboa ter comunicado "os dados pessoais dos promotores de manifestações a entidades terceiras, enquanto o atual autarca fala em "herança pesada que a anterior liderança deixa aos lisboetas". Ainda ninguém pediu a prisão preventiva de Eduardo Cabrita e a demissão de António Costa.

Haja vergonha nas insinuações iníquas

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Não me assustam vitórias da esquerda ou da direita, embora não me sejam indiferentes, mas arrepia-me pensar que a extrema-direita, perdida a vergonha e a memória, já possa ter foros de normalidade. Assusta-me, sim, a possibilidade do partido único, o regresso ao tempo dos bufos e rebufos que andavam à solta a vigiar as pessoas e a controlar-lhes o pensamento. Compreendo a luta eleitoral e o medo da única maioria absoluta possível, que lançaria na irrelevância o comentador de todos os assuntos, em qualquer lugar, todos os dias, e cuja estabilidade prejudicaria algumas ambições, mas acusar o PS de vocação ditatorial, é uma ofensa que não merece e uma atoarda que desacredita quem a lança. Há hoje um partido fascista perigoso que devia unir todos os democratas contra ele, não um partido social-democrata, que conseguiu reduzir a importância dos neoliberais que o integram, e que é apontado como o inimigo universal da campanha eleitoral em curso. Quem leu os jornais de hoje, pensará que

Eleições legislativas – Os irritantes debates partidários

O cumprimento do calendário das eleições, que os partidos e o PR podiam ter evitado, obrigaram ao rali de debates, raramente atraentes, num modelo que permite a populistas e demagogos satisfazer nichos de mercado eleitoral prejudiciais à democracia. Há na liturgia eleitoral situações que incomodam particularmente, sendo irrelevantes as gafes, que apenas divertem na razão direta da importância do líder que as comete. Irrita o modelo, talvez incontornável, para aviar a vastidão de partidos. É impossível em 20 minutos defender ideias e, juntamente, desmontar mentiras de quem apenas pretende a subversão da democracia e a capitalização do ódio e do ressentimento que 48 anos de democracia não erradicaram. São fãs da ditadura que voltam, fascistas que renascem. Irritam os comentadores que vêm explicar aos telespetadores o que acabaram de ver e ouvir no debate que findou, quase sempre profissionais avençados, a distorcerem o que foi dito e a imaginarem estúpidos os telespetadores que não

Eleições legislativas – os votos de um cidadão

Há perguntas feitas a Jerónimo de Sousa, na entrevista televisionada de hoje, a menos de 48 horas do seu internamento, que deviam fazer corar de vergonha quem as fez. A sensibilidade é uma virtude que rareia. A intervenção cirúrgica não é de especial gravidade, mas o mínimo que um democrata pode desejar ao velho combatente antifascista é que a operação corra bem e seja rápida e total a convalescença.  

Quo Vadis, Justiça portuguesa? – 1

A absolvição do ex-ministro da Defesa, Azeredo Lopes, é justiça, mas tardia, depois de ser julgado nos media, obrigado a demitir-se e achincalhado pela falta de jeito para gerir respostas aos jornalistas por crimes de que era acusado e cuja existência ignorava. Tal como Miguel Macedo, nos vistos Gold, ou Paulo Pedroso, no processo Casa Pia, a sua carreira terminou com uma insólita perseguição e julgamento na opinião pública, a que a violação do segredo de justiça nunca foi alheia. Às vezes, fica a impressão de que, perante destacadas figuras da política, há uma agenda desconhecida que procura destruir na opinião pública quem, à falta de factos delituosos, urge destruir na praça púbica, através da divulgação de calúnias ou meras suspeitas.   Em que país um juiz de instrução que fosse ao Parlamento, acompanhado de câmaras de TV, prender um deputado, ex-ministro, que nem sequer seria acusado, seria promovido aos Tribunais superiores? A violação sistemática do princípio do «juiz na

A demência da fé

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 Neste dia, há 7 anos

A opinião de Alfredo Barroso

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«AFASTAR COSTA» É A OBSESSÃO DE RUI RIO, LOUÇÃ & VENTURA - POR COSTA SER UM POLÍTICO MUITÍSSIMO COMPETENTE E ELES, INFELIZMENTE, NÃO! - nota Alfredo Barroso, espantado com a indigência dos opositores Reparem que, mais do que afastar o PS do poder, o principal "alvo a abater" – quer do presidente do PPD-PSD, Rui Rio, quer da perpétua 'eminência parda' do BE, Francisco Louçã, quer do 'chefão' neofascista do Chega, André Ventura – é a pessoa, o político, o primeiro-ministro, o secretário-geral do PS, António Costa... Chega a ser patética a 'candura' com que qualquer deles – no caso do BE, Catarina Martins, em nome do seu "pai espiritual e ideológico" – a  confessam que querem fazer desaparecer António Costa da paisagem política, querem dar cabo dele, afastá-lo do poder e dos cargos que desempenha com singular competência. Costa é a 'sombra' que põe a nu, por contraste, a 'pusilanimidade' política de Rui Rio (quando não fica &
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Mário Soares – 5.º aniversário da sua morte (Texto atualizado) As circunstâncias fazem mais pelos homens do que estes fazem por elas, mas são os homens (homens e mulheres) de exceção que moldam o futuro e marcam a História. Recordar quem melhor encarnou as grandezas e misérias do povo que somos, é prestar homenagem ao maior vulto desta segunda República, da democracia que o MFA nos ofereceu numa madrugada de Abril. Há 48 anos eram de exceção os Capitães de Abril, e de exceção foram os quatro líderes civis que emergiram da Revolução que os militares fizeram. E moldaram o regime. Raramente um único país consegue ter, em simultâneo, homens da dimensão de Álvaro Cunhal, Mário Soares, Sá Carneiro e Freitas do Amaral, na diversidade das suas opções políticas, dos interesses de classe que representaram e dos projetos que serviram, todos dignos de admiração, para lá do julgamento pessoal das opções políticas de cada um. Com a morte de Mário Soares, só ficou Freitas do Amaral, homem s

A FRASE

 “Sou católico, mas não sou crente, não tenho fé!” Rui Rio, SIC, 5 de Janeiro de 2022 – 22.25   Obs.: Grave é ser social-democrata, mas não ser praticante.

Rui Rio, o presidente da ASJP e a politização da Justiça

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Os sindicatos dos magistrados, em especial o dos juízes (ASJP), corroem a democracia e, talvez, a jurisprudência. A progressiva politização, a exibição do poder e a arrogância dos seus líderes aconselha a extinção. Pura e simples. O sindicalista Manuel Soares não seria perigoso se não presidisse ao exótico sindicato que critica leis, censura partidos e condena a ingenuidade dos eleitores pelas opções de voto, além de sugerir as leis que deviam ser votadas. A página quinzenal, de que dispõe no Público, é um instrumento ilegítimo do seu poder de coação, de que usa e abusa para interferir na esfera de competência dos poderes legislativo e executivo. Sem pudor. Desde as ameaças de greves à perseguição a governantes que detesta, a ASJP consegue o que exige, às vezes sob chantagem, e perturba o funcionamento da democracia. Em 2012 fez queixa ao Ministério Público, na 9.ª secção do DIAP de Lisboa, de todo o 2.º Governo de Sócrates, cerca de 80 cidadãos, entre ministros, secretários de E

Guerra interna no Vaticano

Por ONOFRE VARELA (vice-presidente da Associação Ateísta Portuguesa (AAP) Aquilo lá pelo Vaticano, sede da empresa religiosa e multinacional Igreja Católica, não anda lá muito católico!… As coisas não correm bem… e o Papa Francisco I, que pretende dar um banho de humanidade, moralidade e modernidade à Santa Sé, encontra-se cercado de inimigos e mergulhado num poço de víboras. O jornal espanhol  El País  (edição de 24/12/2021) insere uma notícia com o título “O Papa reclama unidade à sua Cúria em plena batalha com os conservadores”. É uma frase elucidativa das dificuldades que Francisco I (F1) tenta vencer, sabendo-se rodeado de inimigos. Os bispos e cardeais que por lá gravitam, não são uns “santos” – como os crentes consumidores de missas dominicais imaginam ser os bispos – também comportam um bom naipe de “diabos e mafarricos”. Diz o jornal que “Francisco I aproveitou o seu tradicional discurso de Natal perante a Cúria para chamar à ordem o seu exército”. Assim se inicia a notícia o

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  Prefiro a publicidade criativa às mensagens de Marcelo.

PR – Mensagem de ano novo.

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O PR, fiel à tradição, como o Natal às rabanadas, serviu à Pátria uma mensagem de Ano Novo em que repetiu lugares comuns e acautelou responsabilidades na precipitação das eleições, dispondo-se a ser a solução para os problemas que causa. Entre o temor infundado de uma maioria absoluta que o remeteria à exiguidade das suas funções constitucionais e a certeza de que o próximo Governo não cumpre a legislatura, pediu “pluralismo de opiniões e de soluções”, como se não sobrassem em tantos e tão diversos partidos, e um governo que assegure “previsibilidade para as pessoas e os seus projetos de vida”, como se, em Portugal, fosse viável com as incertezas que pairam na Europa e no Mundo e com um governo precário a sair das eleições. Exige-se demasiada fé ou excessiva má-fé, sabendo todos que lhe sobra a primeira e se ignora a segunda, para crer que, das eleições do próximo dia 30, saia um Governo para quatro anos, com a dispersão partidária que se adivinha e as feridas do chumbo do OE. Nã

Marcelo e a Covid-19

Na sua qualidade de autoridade sanitária o PR decidiu que a pandemia passasse a epidemia. É tão bom saber de tudo sem guardar para si tamanha diversidade de saberes!