PR – Mensagem de ano novo.

O PR, fiel à tradição, como o Natal às rabanadas, serviu à Pátria uma mensagem de Ano Novo em que repetiu lugares comuns e acautelou responsabilidades na precipitação das eleições, dispondo-se a ser a solução para os problemas que causa.

Entre o temor infundado de uma maioria absoluta que o remeteria à exiguidade das suas funções constitucionais e a certeza de que o próximo Governo não cumpre a legislatura, pediu “pluralismo de opiniões e de soluções”, como se não sobrassem em tantos e tão diversos partidos, e um governo que assegure “previsibilidade para as pessoas e os seus projetos de vida”, como se, em Portugal, fosse viável com as incertezas que pairam na Europa e no Mundo e com um governo precário a sair das eleições.

Exige-se demasiada fé ou excessiva má-fé, sabendo todos que lhe sobra a primeira e se ignora a segunda, para crer que, das eleições do próximo dia 30, saia um Governo para quatro anos, com a dispersão partidária que se adivinha e as feridas do chumbo do OE.

Não é verdade que o eleitorado terá de “decidir a Assembleia da República e o Governo para os próximos quatro anos” como referiu, pois, os eleitores só elegem deputados, e o Governo depende destes e não dos eleitores ou do PR. 

O PR desejou bom ano para todos os portugueses "em especial para as Forças Armadas, as forças de segurança e os civis”, onde estão todos incluídos, salvo se deliberadamente excluiu os eclesiásticos.

E rematou a mensagem com uma promessa, um truísmo tautologicamente demonstrado:

“Eu estou presente mais do que nunca, conto convosco mais do que nunca. Bom 2022 para o nosso Portugal, para cada uma e cada um de todos vós, que bem o mereceis”.

“Mais do que nunca” é demais!

Apostila – A leitura dos jornais mostra como estou enganado nos meus juízos de valor. SEX.ª, o PR, é omnipotente, omnisciente e ubíquo. É bom ter uma boa imprensa e tão bons comentadores! A força e a fé hão de ser as nossas companheiras.


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