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A mostrar mensagens de setembro, 2020

Eleições presidenciais – Marcelo Rebelo de Sousa (MRS)

 A campanha para as eleições presidenciais entrou na discussão pública, e é imparável, por mais preocupações que a pandemia e os seus reflexos na economia, na letalidade e nas dificuldades sanitárias devessem postergá-las. Não é irrelevante que o candidato da direita democrática ande em campanha há décadas e parta em vantagem, mas não evita o salutar confronto político das várias candidaturas. Não seria sequer democrático partir para a disputa como se houvesse uma candidatura antecipadamente vencedora. É nesta perspetiva que deixarei a minha opinião, irrelevante para a decisão de voto que a cada um cabe tomar, e não deixarei de intervir com a única arma que sou capaz de usar – a palavra, neste caso, escrita. É uma exigência do percurso cívico e das circunstâncias que me moldaram. Nas candidaturas democráticas só tenho um adversário, Marcelo Rebelo de Sousa. Parto para a campanha com a certeza de que o/a vencedor/a será sempre um/a democrata, quer a eleição seja à primeira ou à se

Viva a República!

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No estertor do regime que o genocida Franco impôs a Espanha, este era o escândalo que faltava numa vida cheia de sombras do 1.º rei da última e desonrada dinastia espanhola. FLASH.PT O maior de todos os escândalos!  Juan Carlos acusado de ter "empurrado" jovem amante grávida para a morte O maior de todos os escândalos! Juan Carlos acusado de ter "empurrado" jovem amante para a morte. A morte misteriosa de Sandra Mozarowsky sempre levantou muitas questões. Agora, a Telecinco, um canal de televisão de Espanha, avança que o rei emérito pode ser o grande responsável pelo crime. - Atualidade , Flash.

Associação 25 de Abril - Comunicação aos sócios

 Car@(s) Associad@(s) A entrevista do actual embaixador dos EUA, traz-me à memória "os anos quentes" de 1974/1975.  Era então Secretário de Estado dos EUA Henry Kissinger, que decidiu vacinar a Europa (não, não era contra o COVID 19) contra o comunismo.  Segundo a sua teoria, havia que deixar instalar o comunismo em Portugal para, de seguida, criar tantos problemas ao nosso País, que nunca mais nenhum Estado europeu teria a veleidade de abraçar esse tipo de regime! Remédio santo, proclamava ele, que chamara Kerensky a Mário Soares.  Pois bem, nessa altura, tomei a iniciativa de contactar o embaixador dos EUA em Portugal, Frank Carlucci, a quem afirmei "Senhor embaixador, se os EUA querem fazer experiências, façam-nas em vossa casa! Aqui, em Portugal, nós não aceitamos atitudes desse tipo. Pode informar o seu Secretário de Estado, que nós resolveremos os nossos problemas, pelo que pode guardar as suas vacinas, pois pode precisar delas!"  Informação que, de seguida e

Claro que mente...

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A metamorfose do fascismo que regressa – 4

O réptil e os seus sequazes Quando um réptil político atrai marginais, delinquentes e inimigos do Estado de Direito democrático, não podemos ignorá-lo. Quando a abjeção contamina todo o edifício democrático, é a decência e a honra de um país que são postas à prova, e todos somos obrigados a defender a democracia do ataque totalitário onde a insinuação torpe, a mentira descarada e o assassínio de carácter são as armas de um ofídio a rastejar, sem escrúpulos, na latrina da perfídia. O aparecimento, numa candidatura respeitável, de um político que um juiz exibicionista foi à AR prender, com as câmaras da televisão atrás, humilhando o mais nobre órgão da soberania e um dos seus membros, permitiu ao réptil uma referência ignominiosa que os vermes, que o apoiam, bolçam coletivamente nas redes sociais. Ora, esse juiz, que um acórdão da Relação, considerou ter cometido erros grosseiros na instrução do processo de que o deputado foi vítima, teve a avaliação suspensa, e acabou com “muito bom”, e

A metamorfose do fascismo, que regressa – 3

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A fusão do CHEGA com o PPV/CDC*, ao qual uma insólita decisão do Tribunal Constitucional, ao arrepio da CRP e da sua própria jurisprudência, permitiu usar uma designação confessional, a simpatia reiterada do cardeal Clemente, o apoio do Movimento Zero de polícias, dos exóticos Médicos pela Verdade, do Opus Dei  e de outros grupos e personalidades de porte duvidoso, criaram as condições para o partido fascista singrar. [* Partido Cidadania e Democracia Cristã (PPV/CDC)] Para se ter ideia do que pensam os militantes do Chega, deixo aqui comentários de um leitor da minha página de Facebbock, que me abstenho de adjetivar, escolhido por usar um português aceitável e manifestar conhecimentos políticos. Apenas faço notar que defendendo a guerra colonial, fugiu dela, não por discordância ideológica, por medo, e que não é versado em química, quando se refere aos «maus metanos». Joaquim Torrado – Militante do Chega «Esquecia-me de mencionar outra organização controlada pelos globalistas, a OMS c

Quo vadis, Portugal?

 Depois da implosão do comunismo, começou a degradação das preocupações sociais do capitalismo, que teve na social-democracia a boa síntese da democracia e justiça social. Hoje, perdida a memória da década de Trinta do século passado, das ditaduras a que os nacionalismos conduziram o mundo e do sangue derramado, através de demagogos que usaram o ressentimento dos povos como combustível belicista, repetem-se as condições para novas e trágicas aventuras. Nunca faltaram oportunistas para explorarem a insegurança e usarem a xenofobia como arma contra a democracia que lhes permite combatê-la. A luta contra a corrupção é um mero instrumento de propaganda usado por quem usa a profissão para ilibar corruptos, sem provas da sua própria honradez. Em Portugal, só quem andava distraído não percebeu que o branqueamento da ditadura e a reescrita da História abriam portas ao extremismo da direita, que retomou a tradição nazi/fascista em propostas políticas que unem marginais do delito comum e n

Há 5 anos

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  Enquanto se esquecem as milhares de vítimas que se encontram à porta da Europa ou nos campos de refugiados, fugidos das guerras e da crueldade que dilacera povos inteiros, não podemos esquecer os piores e mais sinistros dirigentes que surgiram.

Tive a sorte de encontrar sempre quem soubesse cozinhar.

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A metamorfose do racismo que regressa_2

Quando uma agremiação de malfeitores e marginais, instruídos ou de precária instrução, é capaz de aceitar a proposta de castração de violadores e mulheres que abortem, por mais abjetos que sejam os crimes dos primeiros, não é formada por homens e mulheres, é uma associação de homúnculos, discípulos do Dr. Josef Mengele. Que seres desprezíveis, que falam como pessoas e pensam como selvagens, possam ter reuniões onde vomitam ódio, desprezam os direitos humanos e combatem a civilização, vemos como é frágil a democracia que, apesar disso, temos obrigação de defender, para os que a amam e para os que a querem destruir. Os que vociferam contra a corrupção não são os que a combatem, são os que pretendem gritar a sua honestidade e acusar os que são essenciais para que a democracia sobreviva, num caso e noutro, sem sentirem a necessidade de provas. Há tamanha perfídia nos defensores da pena de morte e da mutilação do corpo humano que, ao assistirmos à verbalização, nos sentimos de regresso à Id

A metamorfose do fascismo que regressa

Desaparecida a memória dos regimes nazi/fascistas, saradas as feridas pela morte das gerações que os sofreram, regressam os demónios, com os democratas a digladiarem-se, enquanto os neofascistas avançaram. A nível mundial tivemos, numa primeira fase, a vitória do liberalismo económico com Reagan, Tatcher e João Paulo II que, contrariados em vitórias eleitorais de regimes que consideraram hostis, apoiaram ditaduras. A de Pinochet, no Chile, foi o paradigma do regresso precoce ao fascismo. A decadência ética de dirigentes democraticamente eleitos contribuiu para a chegada de populistas que têm na mentira a arma e na desfaçatez o método de conquista do poder. É a fase de Trump, Jonhson, Salvini e de analfabetos abrutalhados, Duterte ou Bolsonaro. Portugal, onde o salazarismo teve os herdeiros dissimulados de democratas, era um país que parecia imune ao regresso do fascismo. Os eleitores não viram a deriva do PSD e do CDS por salazaristas recalcados. Cavaco, Passos Coelho e Portas desviara

Há 480 anos – A inquisição portuguesa

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Portugal, tal como Espanha, não teve os benefícios da Reforma, e sofreu a violência da Contrarreforma. Aos países ibéricos não chegou a Reforma, causa do atraso a que foram remetidos, mas veio a Inquisição, instrumento cruel da Contrarreforma. A piedade dos Reis Católicos, de Espanha, Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela, que nunca tomaram banho ou faltaram a obrigações pias, e a do sr. Dom João III, com o cognome ‘Piedoso’, levou-os a exigirem o santo tribunal. O padecimento de quem não seguisse a religião verdadeira, ou de quem pecasse contra ela, assegurava-lhes o Paraíso. Os Reis Católicos, ainda não canonizados, já tinham imposto a D. Manuel I, para o acordo de casamento com a sua augusta filha, entre outras cláusulas, a criação da Inquisição. A mercê papal estorricou bruxas, hereges, judeus, adivinhadores, feiticeiros e bígamos, com santos frades dominicanos dedicados à incineração dos vivos e à criatividade para lhes prolongar o sofrimento, para maior glória de Deus, recr

O PR e as despesas de Belém

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Ninguém duvida da honestidade do ainda PR e da normalização democrática que a sua chegada trouxe à vida política. Essa dívida, já paga com a devoção dos média, revistas do coração e multidões ansiosas de selfies, beijinhos e abraços, merece ser referida. Face a irregularidades e inconsistências das contas da Presidência, o atual PR prometeu, no seu único mandato, reduzir as despesas e introduzir maior transparência, de modo a não se repetir o escândalo com o Museu da Presidência. Mandou, por isso, averiguar as despesas do antecessor, mas, até à data, nunca mais tornou públicos os resultados.

A eutanásia e o referendo – Sou contra o referendo

Para não complicar a discussão cuja decisão envolve a vivência, sensibilidade e crenças de cada um, evito a distinção entre eutanásia, suicídio assistido e distanásia para fazer a pergunta que importa: decidir a morte sem sofrimento é um direito individual ou crime?  A resposta é perturbada pelo ruído mediático recuperado da discussão do direito à IVG, capaz de impedir a reflexão serena e de intimidar a tomada de posição a favor ou contra. E dela depende a descriminalização de quem prestar auxílio a quem decida morrer. A vida é um direito que a direita religiosa impõe como obrigação. Ninguém é obrigado a pedir, para si, uma ‘morte doce’, mas o que está na lei atual, na tentativa de contrariar o direito individual, é a proibição a todos daquilo a que ninguém será obrigado. O respeito pelos direitos individuais e pela dignidade humana não acompanhou a rápida secularização da sociedade portuguesa. O cálculo político partidário, os preconceitos e a hipocrisia, a que não foi alheio o ativis

A MINHA avaliação da última sondagem

Penso, por vezes, que as sondagens influenciam mais as intenções de voto do que estas as sondagens, mas não deixam de constituir um indicador útil para avaliar a dinâmica e mobilizar a desmotivada tendência para o cumprimento do dever cívico que a pandemia agravará. A subida das intenções nas candidatas de esquerda e, sobretudo, uma auspiciosa votação em Ana Gomes, veio relegar o candidato fascista, que os média traziam ao colo, para o espaço que lhe cabe entre nostálgicos da ditadura, marginais do delito comum e radicais de rija têmpera.   As sondagens não avaliam o mérito dos candidatos, mas a opinião dos eleitores sobre a candidatura de que se sentem mais próximos ou a que melhor representa a sua vingança. Esta, veio mostrar que há espaço para substanciais flutuações de voto e, certamente, que o candidato do PCP não ficará abaixo dos 3% que ora lhe atribuem as intenções de voto. A maior surpresa, para quem julgava que o atual PR poderia aglutinar eleitores de todas as áreas, é a col

Um interessante documento

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S. N. S. – 41.º Aniversário – Lei n.º 56/79 1979/09/15

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 Hoje, 41 anos volvidos, a enorme conquista de Abril, está em perigo.  É altura de o defendermos todos, recordando António Arnaut, que o propôs com Mário Soares e Salgado Zenha, sem esquecer como votaram os deputados, incluindo o recandidato a PR.

Erros previsíveis nas próximas eleições presidenciais

1 – Admitir que o voto em Marcelo possa ser favorável ao PS ou a António Costa; 2 – Aceitar que Marcelo possa representar quem quer que seja à esquerda do PSD. 3 – Pensar que o voto em Ana Gomes seja um voto contra António Costa e/ou a favor do ressentido grupo conservador de Francisco Assis, erro que a própria, pela sua inteligência, não cometerá;     4 – Pretender que António Costa, muito mais inteligente do que Cavaco Silva, em vez de apoiar Marcelo, arriscasse a derrota do PS (quando até Cavaco mandou votar Mário Soares) e apresentasse uma candidatura que, fosse qual fosse, dividiria o PS. 

Hoje, na Cova da Iria - Foto do CM Jornal

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O PR tem obrigação de, à semelhança do que fez com a Festa do Avante, manifestar as suas preocupações e pronunciar-se. O sítio da Presidência da República é omisso quanto às legítimas preocupações e, certamente, repúdio, pela falta de bom senso e risco para a saúde pública.

Amar e ser amado

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Sabem lá os trogloditas o que é amar, o que é a sedução mútua entre iguais, o que é um barco que navega o mar, sem a quilha magoar as águas que se abrem para o acariciar! Eles sabem lá o que é o amor entre pessoas livres! Ignoram a beleza da rosa, o perfume que exala, o deleite de descobrir, pétala a pétala, o androceu e o gineceu dos corpos que se fundem na dádiva recíproca do amor que só a liberdade consente! Eles não sabem o que é explodir em êxtase no Paraíso do amor, só sabem explodir em ódio, desfeitos com o cinto de bombas, em busca do Paraíso que lhes inventaram.   Ah, se soubessem o que é o amor, se sonhassem que só desperta para o sortilégio quem é livre, que amar implica receber e dar, em igualdade, não haveria casamentos forçados, amor sem amar, afetos sustidos onde sobram caprichos de um profeta devasso e valem mais os preconceitos e a repressão do que os sentidos e sentimentos. Eles odeiam a cor, os sons e as formas, repudiam a música, a pintura e a escultura, e não se co

Eleições presidenciais – A MINHA visão, diferente de Gregos e Troianos

Já são conhecidos os candidatos credíveis, faltando apenas o nome do do PCP, e o fatal anúncio da recandidatura de Marcelo. Pode, pois, continuar a campanha crispada, antes de surgirem os cromos de que só ainda apareceu o habitual Tino de Rãs. A posição confortável de quem poderá votar num candidato sem a mais leve hipótese de passar à segunda volta, não sendo uma posição inteligente ou lógica, tanto mais que não se aproxima da minha família ideológica, permite-me fazer uma análise do que está em jogo nas eleições presidenciais, sem angustiados estados de alma. Ana Gomes, a mais interessante candidata presidencial, atrai votos de vários quadrantes, impede Marcelo de ficar só, entre a candidata do BE e o fascista, e pode obrigá-lo a uma segunda volta em que o derrotaria. Nas qualidades e defeitos prevalecem as primeiras. Contra o que muitos pensam, a candidatura única de esquerda teria menos votos do que várias. Têm o grave inconveniente de dificultar consensos políticos, durante um ano

11 de setembro – efemérides

1891 – Faleceu Antero de Quental, o mais influente pensador, escritor e poeta, que marcou o movimento da Geração de 70. O seu pensamento é um património e herança que assumo. 1973 – O presidente do Chile, Salvador Allende, eleito democraticamente, foi derrubado por um general indigno, Augusto Pinochet, apoiado pela CIA. Tornou-se o paradigma do torcionário, ladrão e fascista que levou o terror ao seu país. 2001 – O ataque aos EUA, perpetrado pelo terrorismo, destruiu as torres emblemáticas do World Trade Center, em Nova York, provocando uma carnificina de quase três mil pessoas. Foi a apoteose da demência do fascismo islâmico, que se tornou a imagem de uma religião que simboliza a decadência de uma civilização falhada.

O fatinho da comunhão solene (Minicrónica)

O primeiro fato de que me recordo foi mandado fazer para o exame da 3.ª classe. Tinha uns calções e um casaco de manga curta que, já adulto, servia de diversão familiar, por falta de pano, dizia eu, usavam-se assim, garantia a minha mãe. Usei-o pela primeira vez quando fiz o exame da 3-ª classe, em Vila Fernando, num júri presidido pela D. Marianinha e tendo como vogal a professora dos alunos, minha mãe. Os garotos de Vila Garcia (Cume, Cairrão e Carapito), partimos cedo, com a professora e uma ou outra mãe, a pé, naturalmente, num percurso de pouco mais de 2 km. Finda a prova oral, no mesmo dia, voltámos para o Cume, depois de nos separarmos, já perto, dos colegas de Cairrão. Os do Carapito lá foram para casa, todos felizes com o elogio coletivo que a D. Marianinha tinha feito ao nosso saber. Tinham ainda cerca de 1,5 km para andar, tal como sucedera de manhã, antes de nos reunirmos na escola. Desse fatinho só recordo o dia do exame, e certamente durou até se romper. No ano s

Eleições presidenciais

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O candidato fascista é um cigano que tem vergonha dos seus progenitores a e usa o termo com inexcedível racismo e ódio. Acontece o mesmo com os gays escondidos cuja homofobia atinge as raias da demência.

A candidatura de Ana Gomes e a MINHA opinião

Com a candidatura de Ana Gomes está completo o painel dos candidatos previsíveis e credíveis. Fica para o folclore eleitoral o desfile de candidatos insignificantes, de egos inflamados, desejosos de consideração social, designados por cromos. É a única candidata que não foi sempre previsível e é a mais interessante da campanha eleitoral, por fazer deslocar votos de vários quadrantes. Marcelo deixa de ficar só, entre a candidatura do BE e a extremista de contornos fascistas. Quando se queixou de que António Costa não a apoiava foi previsível, na vitimização, a decisão de candidatura. O apoio do PM ao candidato Marcelo foi inteligente. Não lhe dá votos, provavelmente nem o seu, que não o merece, pode reivindicar a previsível vitória eleitoral de Marcelo e poupou o PS à derrota eleitoral. Ana Gomes tem a oportunidade de conseguir o segundo lugar e ser a inevitável candidata apoiada pelo PS daqui a cinco anos e, não sendo previsível, numa segunda volta, capaz de derrotar Marcelo. A A

Festa do Avante

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 O Governo não pode impedir a realização de iniciativas de qualquer Partido, salvo se vigorar um “Estado de Emergência”, proposto pelo PR e aprovado pela AR, e houve quem usasse o pretexto no combate partidário, desprezando a CRP. Quanto às motivações da campanha contra o PCP, legítima no plano das ideias e da praxis, talvez se esconda a raiva contra  a sua existência. O último artigo de Pacheco Pereira, no Público, é uma eloquente e certeira análise.

A História repete-se...

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Tão distantes no tempo e tão próximos no pensamento.

O PR e o recandidato óbvio

Marcelo Rebelo de Sousa nunca despiu a pele de candidato, e soube resistir ao desgaste da imagem com raro talento e a cumplicidade dos média. Não tendo funções executivas ou competência em política externa, permite-se comentar tudo, em todos os lugares e momentos, fazendo com o poder moderador, que detém, um permanente ruído mediático, a condicionar a vida partidária. Sem a dimensão ética de Jorge Sampaio, a sagacidade de Mário Soares ou a sobriedade de Eanes, Marcelo não é só um obsessivo cultor de afetos, torna-se um carrasco quando julga poder beneficiar da desgraça alheia. É cada vez menos o que desejava parecer e parece ser, cada vez mais, o antecessor de que só a cultura e a inteligência o distinguem. A sua atitude recente contra a Diretora Geral de Saúde, cuja abnegação e discernimento compensam uma ou outra falha, foi a gota que fez transbordar o copo da benevolência de que beneficiou. A atitude hostil à Dr.ª Graça Freitas, a pretexto da Festa do Avante, remete-nos para a

Humor

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A Festa do Avante e a saúde pública

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Julguei que a foto que aqui deixo, devida à amável deferência de Alfredo Barroso, tinha sido tirada no Seixal com voluntárias da Festa do Avante. Afinal, é uma 'selfie' da praia de Porto Santo, na Madeira.

Defesa da liberdade de expressão

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Quando renunciamos à liberdade e nos deixarmos tolher pelo medo, renunciamos à vida e à dignidade. O apoio ao jornal satírico Charlie Hebdo é uma obrigação cívica de todos os democratas de todos os países. A solidariedade com as vítimas exige confrontar os algozes com a demência dos seus atos. Foi a civilização que o bando demente atacou. Aqui fica a capa do jornal, ontem publicado, como homenagem aos que foram assassinados e aos que têm a coragem de manter viva a liberdade de expressão.

O marisco e o molete – Desventuras de um provinciano (minicrónica)

Enquanto vivi na Guarda, com dinheiro escasso, eram raras as extravagâncias, refeições fora de casa, lanches com amigos ou cervejas. Nem para o tabaco e o café bastava o que recebia dos avós, pais e vários expedientes, que incluíam a visita a padrinhos e algumas cartas de namoro encomendadas, por cuja redação me fazia pagar. As maiores despesas eram feitas no Bife à Floresta, no restaurante que lhe dava o nome, e nas imperiais da Casa de Sumos, com tremoços, o marisco de Cavadoude, e raramente com moelas ou amendoins, pagos à parte. Não sei se sabia o que era o marisco e ignorava seguramente o sabor. Quando fui para a Covilhã dar aulas, graças a convites dos amigos do grupo do Dr. Raposo de Moura, que me acolheram, participei, com o apetite da idade, em opíparos banquetes. As sardinhadas das segundas-feiras, na quinta do Sr. João Heleno, com sardinhas oferecidas pelo Jerónimo dos Santos, compradas no fim de semana na lota da Figueira da Foz, eram um agradável festim. No entanto

A Universidade Católica vai ter Faculdade de Medicina

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[ Aprovado curso de Medicina da Católica.   Vai ser o primeiro numa universidade privada em Portugal, deve arrancar em setembro de 2021. Aprovado o curso, é hora de fazer obras para receber novos alunos, nunca antes de setembro de 2021. Conselho das Escolas Médicas Portuguesas lamenta decisão: "É uma cedência ao poder político".] Não «é uma cedência ao   poder político», é uma cedência do   poder político. E paga impostos?
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Charlie Hebdo – 2 (Homenagem aos 17 mortos) Começa hoje o processo dos ataques terroristas de janeiro de 2015 em Paris , incluindo à revista satírica Charlie Hebdo, em que morreram 17 pessoas. Há 14 arguidos no banco dos réus a serem julgados neste processo que deverá prolongar-se até 9 de novembro e vai ter 49 sessões. Mais do que eventuais criminosos dementados, é uma ideologia que vai ser julgada.  Recordo o texto e a imagem que escrevi em 13 de janeiro de 2015 A prudência e a coragem – Por Carlos Esperança – janeiro 13, 2015 A dia de ontem deu emprego a imensos comentadores que repetiram até à náusea que os terroristas nada têm a ver com o Islamismo. Pareciam papagaios amestrados a negar as evidências. Basta ver os chacais que hoje se pronunciaram a favor da legitimidade do ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo, aceitando a crueldade e o assassínio. Devemos, no entanto, compreender a legião de mentirosos, que procuram honestamente defender de retaliações os muçulmano

A escola, a cidadania e os três pastorinhos

Quem, como eu, defende a neutralidade religiosa do ensino público, não pode apoiar a doutrinação de índole política, mas não penso que a cidadania se insira nesse quadro. A razão por que condeno a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católicas, que é de oferta obrigatória, com professores pagos pelo Estado e nomeados pelos bispos, é a que me opõe à doutrinação de outra índole. Dito isto, penso que cabe ao Estado a definição de currículos académicos, onde além da Matemática, do Português, das línguas, etc., cabem, por exemplo, a educação sexual, as normas de higiene e a defesa do ethos civilizacional que define a civilização europeia. A Declaração Universal dos Direitos Humanos deve ser o farol que ilumina a cidadania. Não surpreende que o sr. cardeal Clemente, prémio Pessoa, por obra e graça de António Barreto, o escritor Aníbal Cavaco Silva, autor de Roteiros e de Quintas-Feiras e Outros Dias, ligado a Ricardo Salgado e ao Opus Dei, e o catedrático Passos Coelho se juntem nu

Charlie Hebdo

Começa amanhã, em Paris, cinco anos depois, o julgamento de 14 pessoas acusadas no ataque sangrento ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo, um ataque à liberdade, à cultura e à civilização pela fúria demencial de intoxicados da fé. Procurarei seguir aqui o desenrolar de um processo que não julga apenas pessoas, que se destina a saber se os valores sagrados da laicidade são defendidos com o vigor que a lei de 1905, “Separação da Igreja e do Estado”, impõe. Ver notícia em Le Monde .

A vida partidária e os afetos

Compreendo que a vida partidária, que desconheço, seja um alfobre de afetos e ódios de estimação que fazem perder a serenidade e, sobretudo, a racionalidade. Há umas semanas li um artigo no Observador, jornal virtual da direita dura, cujo autor é meu amigo, militante do PS e personalidade de mérito, com provas dadas na cultura e na cidadania. O facto de ser, então, facilmente identificado levou-me a aguardar algum tempo para escrever o texto que aqui fica e que irá ler. Posso perder o amigo, mas ele não me perde. Quem se expõe publicamente sofre todas as consequências da exposição, ele e eu, ele com mais evidência mediática e obrigações partidárias de contenção. Não me move denegrir o amigo, mas mostrar como um homem inteligente, culto e bem informado, pode ser tão perturbado no discernimento pelos afetos. O artigo, impecável na forma, é uma desforra intrapartidária em que recordava a vitória autárquica de António José Seguro e referia a «traição» de António Costa. O azedume é