Agências de rating colocam a sobrevivência da moeda europeia numa encruzilhada…
As agências de rating extravasam, despudoradamente, as suas competências e pretendem ser o governo financeiro [supranacional] do Mundo. As suas competências são, à primeira vista, derivadas da capacidade de interpretar antecipadamente as reacções dos mercados e prever a actuação dos investidores. As ligações institucionais [formais ou informais] entre essas agências e os ditos mercados são subjectivas, nublosas, para não dizer suspeitas. O facto das agências Fitch, Standard & Poor's e Moody’s pretenderem excluir, liminarmente, Portugal, Grécia, Irlanda e Espanha, da Zona Euro , põe a nu a estratégia do mundo financeiro face à moeda comum europeia, na ausência de políticas concertadas. Pretendem [os “mercados”] atacar - um a um - países que a conjuntura resultante de uma profunda crise mostrou debilidades orçamentais, da dívida pública e do crescimento económico. Contam com a hesitação do "eixo anglo-franco-alemão" para evitar que a UE possa organizar uma resposta...