A guerra na Ucrânia

A guerra na Ucrânia

«A pergunta certa: Podem e querem os países da UE continuar a suportar os custos desta guerra?».

O meu post de ontem, com a pergunta em epígrafe, teve os mais opostos comentários e os estados de alma mais exacerbados.

Não esperava que me exigissem opinião sobre a solução do conflito para o qual só vejo, como muitas vezes afirmei, a capitulação da Ucrânia ou da Rússia, sem que a paz, como sempre desejei, pareça possível de outro modo.

Começo por repetir o que várias vezes afirmei, que o invasor foi a Rússia, um País com uma autocracia e um líder autoritário.

Dito isto, poupo os leitores à explicação das causas do conflito e à história da geometria variável da Ucrânia, bem como à situação de discriminação dos russos que ficaram no perímetro da Ucrânia independente. No exijo a ninguém que pense como eu e aceite que a minha posição é a melhor, o que não quero é ser porta-voz de ninguém ou apoiante de um dos nacionalismos que servem conflitos geoestratégicos globais.

Sou indefetível defensor da UE e aceito a legitimidade dos dirigentes, escolhidos pelos governos democraticamente eleitos e sufragados pelo Parlamento Europeu. E discordo da decisão de chamar a si o apoio à guerra entre a Nato e a Rússia, apoio que cabe a cada país que a integra e não à UE, sem Forças Armadas próprias, em país terceiro para cuja guerra já enviou mais de 220 mil milhões de euros, com a hemorragia financeira sem fim à vista e sem lugar à mesa das negociações.

A desinformação e a propaganda são grandes, mas surpreende-me a insensibilidade com o número de mortos, estropiados e deslocados numa guerra na Europa e fico estupefacto com quem quer a continuação da guerra até à vitória dos bons, na defesa do direito internacional para que acordaram com a guerra na Ucrânia.

EUA e Reino Unido foram os principais países que fizeram fracassar as negociações de paz em Istambul, 2022, e o primeiro resolveu unilateralmente deixar de contribuir para o esforço de guerra, passando a vender o armamento através da Nato para ser enviado à Ucrânia e pago pela UE.

Estamos perante duas potências que procuram a destruição da UE e a humilham, EUA e Rússia, e não percebo o masoquismo de canalização exclusiva do ódio para a segunda.

Chamem putinista ao raio que vos parta!


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